[ Vox populi vox Dei ]

2015-05-30

« A CONDIÇÃO HUMANA ANSEIA POR LIBERDADE »



Seremos nós, seres humanos únicos e inteligentes, capazes de lutar por tudo aquilo em que acreditamos, ou apenas paus mandados de uma sociedade falsa e hipócrita que controla a liberdade humana?

Sociedade esta que se apodera do ar que respiramos, do chão por onde caminhamos e que nos impede de progredir pessoal e socialmente neste Portugal a que chamamos país democrático.

Não precisamos de ir muito longe abordar o tema da liberdade humana, basta olharmos para o nosso redor, mais especificamente para o ecrã da televisão à hora do jantar e lermos as notas de rodapé ou até mesmo as notícias de última hora que já toda a gente sabe mas que mesmo assim espantam e assustam.

Os salários e as pensões de reforma desceram, ou estão ameaçados disso, os impostos vão aumentar para garantir sustentabilidades várias [nunca dizem que é o sustento deles]. O preço dos combustíveis, apesar das descidas do crude, sobe e muito, o governo diz que tem os cofres cheios, parece ruir, mas, estoicamente finge-se de pedra e cal. Não é permitido fazer isto, não é permitido fazer aquilo, calculam-se multas em tudo para cobrar a torto e a direito.

O desemprego aumenta, eles dizem que não, mas curiosamente o país está com falta de trabalhadores. E, depois de todas estas bombas de destruição, psicologicamente maciças, lançadas sobre o povo, o que acontece? 

A revolta, as guerras, as manifestações à porta das assembleias, as notícias em directo das avenidas  onde dos oito aos oitenta, dos empregados aos desempregados, estudantes e licenciados, pessoas desapontadas lutam por aquilo a que têm direito, a liberdade.

Lutam pelo emprego, lutam pelo ensino, gritam e choram com esperança de mudar a situação precária em que se encontram. Só vêem uma saída, para ter liberdade - há que lutar por ela.

Mas, embora uns lutem pela mudança, outros rezam para que tudo fique exactamente como está. Já não existem comunidades em que todos se apoiam e quando um está mal, todos estão mal. Não, agora é cada um por si. 

A política que por aí anda conseguiu os seus intentos de dividir para reinar... As classes mais altas, os meninos ricos e pais finos, contra os trabalhadores, os que contam os tostões a vida inteira para poder dar a melhor qualidade de vida aos filhos. Os primeiros, que defendem a manutenção da ditadura em que vivemos, principalmente porque lhes dá jeito e é mais fácil para eles viver à custa dos outros, e os últimos que se manifestam e se mostram injustiçados neste país.

É uma luta constante, trezentos e sessenta e cinco dias por ano, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Lutar contra a injustiça e nunca perder a esperança é o lema de quem quer ser livre.

Quando entramos num período em que se declara guerra aberta à humanidade, só há uma coisa a dizer: que sobreviva o mais justo!

Entretanto separe-se o trigo do joio, não se dêem ouvidos aos cantos de sereia de políticos que até pouca voz e jeito têm para cantar... Tenham consciência da classe a que pertencem, ou foram empurrados para ela... E votem! Já não há mais tropas dispostas a revoluções libertadoras... 

Os capitães estão velhos  ou já morreram. Os cravos secaram. O futuro está na nossa mão se votarem onde devem...