2009-12-25

« 25 DICIEMBRE È NATALE,... AUGURI A TUTTI »


.Natale del Signore

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.La Casa di Gesu, si trova a Nazareth, probabilmente dove ci fu l'annunciazione dell'angelo. É datada intorno all'anno
Zero

.=+=.

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.Con il Natale tutti i cristiani celebrano la nascita del Figlio di Dio che si fece uomo.

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L’Incarnazione del Verbo di Dio segna l’inizio degli “ultimi tempi”, cioè la Redenzione dell’Umanità da parte di Dio.
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Rallegratevi, oggi è nato il Salvatore.
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Martirologio Romano:
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- Trascorsi molti secoli dalla creazione del mondo, quando in principio Dio creò il cielo e la terra e plasmò l’uomo a sua immagine.
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E molti secoli da quando, dopo il diluvio, l’Altissimo aveva fatto risplendere tra le nubi l’arcobaleno, segno di alleanza e di pace.
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Ventuno secoli dopo che Abramo, nostro Padre nella fede, migrò dalla terra di Ur dei Caldei.
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Tredici secoli dopo l’uscita del popolo d’Israele dall’Egitto sotto la guida di Mosè.
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Circa mille anni dopo l’unzione regale di Davide.
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Nella sessantacinquesima settimana secondo la profezia di Daniele.
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All’epoca della centonovantaquattresima Olimpiade.
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Nell’anno settecentocinquantadue dalla fondazione di Roma.
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Nel quarantaduesimo anno dell’impero di Cesare Ottaviano Augusto, mentre su tutta la terra regnava la pace, Gesù Cristo, Dio eterno e Figlio dell’eterno Padre, volendo santificare il mondo con la sua piissima venuta, concepito per opera dello Spirito Santo, trascorsi nove mesi, nasce in Betlemme di Giuda dalla Vergine Maria, fatto uomo:
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- Natale di nostro Signore Gesù Cristo secondo la carne.

.« PALAVRAS do SUMO PONTÍFICE ».
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Queridos irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro,
e vós todos, homens e mulheres amados pelo Senhor!
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«Lux fulgebit hodie super nos,
quia natus est nobis Dominus.»
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- (Hoje sobre nós resplandecerá uma luz porque nasceu para nós o Senhor).
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[Missal Romano: Antífona de Entrada, da Missa da Aurora no Natal do Senhor].
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A liturgia da Missa da Aurora lembrou-nos que a noite já passou, o dia vai alto; a luz que provém da gruta de Belém resplandece sobre nós.
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Adapatado de:
- Pollicino -internapoli-city

2009-12-21

«PLANTEI UMA ÁRVORE NO INVERNO»





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SOLSTÍCIO de INVERNO
21 de Dezembro de 2009
...não é época de plantação nem de enxertias...
...é a altura das Árvores de Natal enfeitadas e luminosas...
...concentrados nelas,... o mundo esquece a floresta....
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PORÉM
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HOJE... E AQUI..., NASCEU UMA ÁRVORE SEM NOME E BAPTIZO-A
.DE
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« N O V I D A D E »
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Ó minha árvore
Minha amada
Como eu te admiro
Com fruto
Ou desfolhada
Na serra
Ou na calçada
No jardim
Ou na estrada!
Em toda a parte
Tu és bela
E desejada.
Sim,
És tu que me me dás
O oxigénio que eu respiro.
És tu que me dás
O fruto que alimenta a vida.
És tu que respiras o veneno
E em troca me dás
O valor da tua pureza
E sofres a poluição
E o incêndio
Da maldade, da Avareza.
Ó minha árvore querida
Como é grande
a tua riqueza
De amor pela nossa vida!
E o Homem é insensível
E prefere o cifrão
E viver no cimento
Em vez de amar-te
E apreciar-te
Como devia
Com amor
Que é o mais belo sentimento!
Ó minha querida árvore
Ó Deusa da Natureza
E da magia
Na tua imensa beleza
Está o olhar
Dos nossos olhos
Irradiados de luz e alegria!
.N.B.
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"A Poesia e o pão devem ser para toda a gente"
PABLO NERUDA

2009-12-20

« NÃO ESQUEÇAM... AMINETU HAIDAR...! »


.= HAMINETU HAIDAR... VENCEU!...=.
.- A activista Saharaui AMINETU HAIDAR já regressou a casa, a El Ayoun, no Sahara Ocidental, depois de ter sido internada voluntariamente nos cuidados intensivos do Hospital Geral do Arrecife, com vómitos e fortes dores de estômago.
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Esgotada e frágil, a activista declarou que:
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«É um triunfo, uma vitória do Direito Internacional, dos Direitos Humanos, da Justiça Internacional e da Causa Saharaui.
Desejo felicidades à sociedade civil, à plataforma [pelos direitos dos saharauis], a todos os orgãos de comunicação que nos apoiaram, muito obrigada pela vossa presença permanente».
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Haidar estava em greve de fome há 32 dias, reivindicando o direito de voltar a casa desde que as autoridades marroquinas a expulsaram de El Ayoun, quando foi expulsa pelo governo de Marrocos ao regressar dos Estados Unidos, onde se deslocara para receber o Prémio Coragem Cívica da Train Foundation e escreveu nos documentos de embarque «Sahara Ocidental» em vez de «Marrocos».
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Durante o período que passou em greve de fome, suscitou acções de solidariedade de várias partes do mundo e moções da Assembleia da República portuguesa e do Parlamento espanhol, conseguindo reatar o debate em torno da questão do Sahara Ocidental.
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[ Já reconhecidamente Mártir por uma Causa..., espera-se que o Sacrifício de Haidar não tenha sido em vão... com a proverbial 'queda' para lapsos de memória do Povo e das Gentes (...) ]
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- Fotos recolhidas da net e, texto original,
de onde se extraiu adaptação:
Jornal Digital - Notícia.

2009-12-19

«O ESCÂNDALO DO "ACORDO" DE COPENHAGA»




Sábado, 19 de Dezembro de 2009
Frustrante Acordo de Copenhaga “registado” e não “acordado”

Posição final da Quercus sobre Cimeira de Copenhaga

A Cimeira de Copenhaga terminou às 15.30h, hora da Dinamarca, 14.30h em Portugal.

Após o anúncio de acordo feito em primeiro lugar pelos Estados Unidos da América, ontem à noite, negociado principalmente com a Índia, China, Brasil e África do Sul, e que foi alvo da adesão de muitos outros países, incluindo a União Europeia, um longo processo negocial que durou toda a noite veio ainda a ter lugar.

A sessão plenária recomeçaria esta madrugada pelas três da manhã. Alguns países, de entre os quais os menos desenvolvidos, Estados pequenas ilhas e América Central, a não concordarem com a forma como o texto do Acordo de Copenhaga tinha sido elaborado e negociado. Acusaram também o processo de falta de transparência e democracia, o que não deveria ocorrer no quadro das Nações Unidas. Já a sociedade civil, incluindo as organizações não governamentais de ambiente, havia sido praticamente arredada do acompanhamento das negociações num acto nunca até agora verificado em qualquer Cimeira desta natureza.

Apesar da Cimeira estar agora oficialmente terminada, o Acordo de Copenhaga foi apenas “registado” ou “tomado nota” e não “adoptado” pelos órgãos da Cimeira e suscita ainda dúvidas sobre o seu valor e enquadramento. Para tal necessitaria do consenso do plenário, com o voto favorável de todos os países, o que não aconteceu. Assim, o acordo, para além de representar um fracasso na opinião da Quercus é um documento ainda mais fragilizado. Aliás, nem o símbolo da Convenção das Nações Unidas deverá vir estar presente no texto final que, mesmo depois de terminada a Cimeira, ainda recebe algumas correcções.


Falsa partida com muitos culpados

Este acordo é uma falsa partida e não é claro que tenha o apoio dos todos os líderes mundiais. Apesar do que os líderes políticos estão a dizer neste momento, este desenvolvimento não torna o trabalho quase feito: está longe de ser justo e vinculativo. Este acordo tem muitas lacunas reconhecidas aliás publicamente no momento do seu anúncio.Os líderes falharam em conseguir um verdadeiro acordo como prometido. Ignoraram a ciência e guiaram-se por interesses nacionais. Estamos perante um atraso com muitos custos, que podem ser medidos em vidas humanas e em dinheiro perdido. O continuar do Protocolo de Quioto para além de 2012 está ameaçado.

O financiamento acordado representa menos que os subsídios dos países às indústrias de combustíveis fósseis. Os objectivos para reduzir a poluição mantêm-nos no caminho que a ciência diz levar a um aumento catastrófico de temperatura.

Na melhor das hipóteses, estamos agora confrontados com um atraso mortal que significa uma tragédia desnecessária para milhões de famílias. Os impactos vão fazer-se sentir em todos os países e mais drasticamente nas populações mais pobres dos países em desenvolvimento.

Os líderes mundiais precisam de repensar este acordo. Tal como está, irá desmoronar-se assim que analisado com mais atenção. É preciso os líderes mundiais reunirem-se novamente antes de Junho para resolverem os assuntos que ficaram pendentes agora.

Numa análise mais detalhada de alguns culpados, a Quercus identifica:
- os Estados Unidos da América (que não querem assumir por agora metas de emissões ambiciosas e vinculativas),
- a China (que se recusou a ver acompanhado internacionalmente o seu esforço de redução de emissões),
- o Canadá (por trazer uma posição muito fraca para Copenhaga e sem intenção de a melhorar, recebendo o prémio “fóssil do ano” atribuído pelas ONGs, e até
- o Brasil (que teve um Presidente a fazer ontem um discurso com um conteúdo brilhante, mas que pretende uma abertura a projectos inadequados no mecanismo de desenvolvimento limpo e que participou activamente com os Estados Unidos na elaboração do famigerado acordo).

O Presidente da Conferência (Primeiro-Ministro dinamarquês Rasmussen) foi também um contributo para um final confuso e algo infeliz (na última parte já sem ele a conduzir os trabalhos).


Sobre a União Europeia e Portugal

Na opinião da Quercus, é fundamental que a União Europeia se comprometa unilateralmente com uma redução de 20 para 40% das suas emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2020 (30% de esforço interno), dado que os a recessão económica e financeira reduziram significativamente os custos das medidas associadas.

A União Europeia deveria desde já ter assegurado a continuação do Protocolo de Quioto para um segundo período pós-2012 e foi demasiado passiva em termos negociais, apesar de reconhecermos a sua liderança. A União Europeia deve confirmar que o processo negocial deve seguir de modo firme o caminho da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas que sem dúvida saiu fragilizado de toda esta negocial surreal e deprimente. Deve também clarificar que a contribuição financeira aos países em desenvolvimento acordada em Copenhaga é adicional.

Portugal tem também desafios pela frente e deve tomar medidas internas mais coerentes, na área do ordenamento do território, promovendo os transportes colectivos, na área da conservação de energia e eficiência energética, a par das energias renováveis mais sustentáveis, preparando-se para uma verdadeira revolução energética ao longo da próxima década, também aqui citada em Copenhaga pelo Primeiro-Ministro e que a Quercus tem reivindicado.
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Blogar isto
Acordo de Copenhaga
.In: Conferência de Copenhaga LEIA MAIS IN: http://copenhaga.blogs.sapo.pt/
Árvore: transplantada da net

2009-12-18

O "BARBEIRO" de... GIOACCHINO ROSSINI


.GIOACCHINO ROSSINI é basicamente um extraordinário músico de Teatro, um autêntico compositor de Ópera.
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Será mesmo pacífico colocá-lo ao lado de VERDI e de PUCCINI, formando-se deste com eles o trio dos maiores nomes da Ópera italiana do Século XIX - e até de sempre.
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Contudo, haverá que lembrar que se trata neste caso de compositores com estéticas quase diametralmente opostas, podendo dizer-se - em termos biográficos, acerca do carácter e da forma de estar na Música e na vida destes três Mestres da Ópera - que, para além do palco, pouco mais terão em comum.
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Rossini será, sem dúvida, aquele que mais terá herdado técnicas e formas de expressão da velha Ópera italiana que pôs o mundo da música em delírio nos Séculos XVII e XVIII, e que, de certo modo, acabaria - quase que também à maneira dos dinossauros... - quando esse mesmo mundo foi atingido por um cometa chamado MOZART!
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De um momento para o outro, essa tradição operática tornou-se caduca, pois Mozart também alterou - quase que de um momento para o outro - o grau de exigência dos públicos: mudaram-se os gostos, mudaram-se as vontades...
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E mudou-se muito o fenómeno da Ópera, sem com isso deixar, em alguns aspectos, de continuar a ser encarado por muitos apreciadores como o maior Espectáculo do Mundo...
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Depois de Mozart e de Haydn, a grande revolução ideológica inicialmente gerada em França - e que daria abalo, pelo menos a toda a sociedade ocidental - modificou por completo toda uma série de princípios e de estatutos, deu origem ao Movimento Cultural do Romantismo e a grande música aderiu de forma inequívoca às novas correntes de pensamento através da obra paradigmática de BEETHOVEN.
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De Beethoven, partiu-se para SCHUBERT, para WEBER ou MENDELSSOHN, a música diversificou-se por estéticas até contrastantes - mas todas conciliáveis com o espírito romântico -, através de figuras como Schumann, Berlioz ou Brahms; chegou-se depois a Wagner, Bruckner ou ainda ao próprio Mahler, se bem que estes já percorressem abertamente os caminhos inspirados por novas revoluções...
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E deste modo, a estética enraizadamente italianizada de Rossini estaria condenada a surgir como pura obstinação, um resto reaccionário do passado, uma homenagem serôdia a Salieri, Caldara, Cesti e outros assim...
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Felizmente, existe algo de muito mais poderoso e actuante do que a opção por um determinado estilo. E a esse fenómeno chama-se ' génio '!... ora, o génio e uma criatividade transbordante - aliados, nalgumas situações, a um sentido de humor não menos acerado pelo facto de se exprimir por sons - era algo que nunca faltou a Rossini.
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Sem dúvida, o compositor italiano dispunha também de uma técnica profissional que lhe permitiria abraçar outros estilos e outra formas claramente distanciadas do espírito da Ópera italiana. E até experimentou fazê-lo.
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Mas essa ópera com raízes no passado era, de facto, o seu verdadeiro mundo - o que não o impedia de criar toda uma série de situações originais e surpreendentes.
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Não por acaso, Rossini encontrou-se um dia em Viena com Beethoven e será mesmo de prever que o então jovem nem excluísse ser alvo de uma reacção menos simpática por parte do Mestre, não propriamente um entusiasta consabido da Ópera à velha maneira italiana...
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Com alguma surpresa, no entanto, Beethoven dirigiu-lhe a palavra muito cordialmente e perguntou:
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- Você é que é o autor do "Barbeiro de Sevilha"?
- Sim, de facto sou eu, ainda que o assunto do libretto já tenha tido outros tratamentos, como decerto sabe...!
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É evidente que Beethoven sabia, sobretudo no que dizia respeito a essa ópera fascinante e excepcional que se chama "As Bodas de Fígaro", da autoria de Mozart...
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Mas, nesse momento, Beethoven estava mesmo a falar no "Barbeiro de Sevilha" de Rossini e disse-lhe muito directamente:
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- Se quer um conselho, continue nessa linha. Componha muitos "Barbeiros de Sevilha", pois é a fazer isso que você é francamente bom... ou mesmo incomparável!
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Rossini esboçou um agradecimento comovido e Beethoven terá comentado ainda, segundo consta:
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- O Mundo e a Música... estão a precisar de mais "Barbeiros de Sevilha"!
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O Mundo está sempre a precisar de figuras luminosas, divertidas - sem contudo deixarem de ser sérias com o seu trabalho -, com a admirável espontaneidade e o genuíno talento de Rossini, contra as vagas de soturnidade
e tédio musical com que somos
frequentemente
bombardeados (...)
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- Imagens seleccionadas na internet
- Texto produzido com audição inspiratória em Il Barbiere di Siviglia - Overture
da Munchener Symphony Orchester
Conductor: Alfred Scholz


2009-12-17

[SEDE... ] SERES DECENTES (...)

.General António Ramalho Eanes

.(Ex- Presidente da República Portuguesa)




.«SERES DECENTES».

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Quando cumpria o seu segundo
mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe
apresentada pelo Governo uma
lei especialmente congeminada
contra si.

O texto impedia que o vencimento do
Chefe do Estado fosse «acumulado
com quaisquer pensões de reforma
ou de sobrevivência» públicas que
viesse a receber.
Sem hesitar, O texto visado promulgou-o, impedindo-
se de auferir a aposentação de militar para a
qual descontara durante toda a carreira.
O desconforto de tamanha injustiça levou-o,
mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há
pouco, se pronunciaram a seu favor.
Como consequência, foram-lhe disponibilizadas
as importâncias não pagas durante catorze
anos, com retroactivos, num total de um milhão
e trezentos mil euros.
Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu,
porém, prescindir do benefício, que o não era
pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados
- e não aceitou o dinheiro.
Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à
corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância,
Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma
esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo,
no arranjismo que o imergem, nos imergem
por todos os lados.
As pessoas de bem logo o olharam empolgadas:
o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de
ânimo em altura de extrema pungência cívica, de
dolorosíssimo abandono social.
Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento
afim, quando se negou a subscrever
um pedido de pensão por mérito intelectual que
a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de
Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situ -
ação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não,
não peço. Se o Estado português entender que a
mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a.
Mas pedi-la, não. Nunca!»
O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria,
pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e
primeiras páginas de periódicos) explica-se pela
nossa recalcada má consciência que não suporta,
de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.
“A política tem de ser feita respeitando uma
moral, a moral da responsabilidade e, se possível,
a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável
“preservar alguns dos valores de outrora, das
utopias de outrora”.
Quem o conhece não se surpreende com a sua
decisão, pois as questões da honra, da integridade,
foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário
e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta
- acrescentando os outros.
“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará,
“fora dela. Reagi como tímido, liderando”.
O acto do antigo Presidente («cujo carácter e
probidade sobrelevam a calamidade moral que
por aí se tornou comum», como escreveu numa
das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos)
ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida,
pervertida ética.
Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o
bastão de Marechal) preservou um nível de di -
gnidade decisivo para continuarmos a respeitar-
-nos, a acreditar-nos - condição imprescindível
ao futuro dos que persistem em ser decentes. _
.
Crónica
Fernando
Dacosta

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.Nota:
.Nunca será demais repetir informação de gestos íntegros e exemplares de grande cidadania!
Pedimos desculpa ao escritor Fernando Dacosta, por reproduzirmos esta sua Prosa na disposição gráfica de Poema.
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Infelizmente, acontece que a designação de carácteres desta qualidade, é conotada como pertença apenas
(...) de: «Poetas...!»

ALGO DE PODRE CHEIRA NO REINO DA DINAMARCA?

.«Dinamarca!... país de Castelos, Reis e Príncipes. A Terra mágica... dos "sonhos arianos..." ! »
.<.
.= O PLANETA... SAFA-SE SEMPRE...!! =
. .(...) estaremos... em 'boas mãos'...!? (...)

.Ministra do Ambiente, Connie Hedegaard.


. "POLÍCIA DINAMARQUESA...! HERANÇA... 'VIKING' ?"





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Connie Hedegaard demitiu-se da Presidência da Cimeira de Copenhaga
16.12.2009
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O Primeiro-Ministro dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen, assumiu hoje a presidência da conferência climática das Nações Unidas de Copenhaga (7 a 18 de Dezembro), substituindo a Ministra do Ambiente Connie Hedegaard.

.Esta alteração, classificada com técnica pela organização dinamarquesa, foi anunciada durante a sessão plenária por Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção da ONU sobre Alterações Climáticas.
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“Com tantos chefes de Estado e de Governo a chegar, é apropriado que seja o primeiro-ministro da Dinamarca a presidir”, justificou Hedegaard na sessão onde estavam representadas 193 nações.“Contudo, o primeiro-ministro nomeou-me como sua representante especial e, assim, vou continuar a negociar... com os meus colegas”, acrescentou, sublinhando que esta alteração é meramente processual.
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Hedegaard, apontada para o novo cargo de comissária europeia para o Clima, tem sido criticada várias vezes pela forma como presidia os trabalhos, sendo as vozes mais críticas as dos países em desenvolvimento, que a acusam de favorecer os países ricos nas negociações. Estes denunciam, nomeadamente, uma “falta de transparência” por ter organizado, no fim-de-semana passado, reuniões ministeriais restritas numa altura em que a maioria dos ministros ainda não tinha chegado a Copenhaga.
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Esta manhã, o embaixador francês para o clima, Brice Lalonde, lamentava a diferença entre o “desejo da presidente em avançar e o ritmo muito formal da ONU”.
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Aberta com grandes ambições, a cimeira de Copenhaga pode não chegar a nenhum acordo, ou pior, a um acordo sem futuro. Por seu lado, os cépticos do clima contestam o próprio tema da conferência.
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Revista de imprensa.

.Num gesto sem precedentes, e por iniciativa do The Guardian, “56 jornais de 45 países deram o passo inédito de falar a uma só voz através de um editorial comum".
"Fazemo-lo porque a humanidade enfrenta uma terrível emergência”, explica o texto.
“Os políticos em Copenhaga têm o poder de moldar a opinião da História sobre esta geração.”
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Mas nada é menos certo do que um acordo global sobre a redução das emissões de CO2 entre os 192 países representados. E neste caso, previne o cientista James Hansen no The Guardian, o resultado seria tão imperfeito que seria preferível recomeçar do zero.
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"Se terminarmos com algo parecido com Quioto, as pessoas vão passar anos a tentarem perceber o que significa". Para o director do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA, o aquecimento global é como o nazismo ou a escravidão: "é o tipo de questão sobre a qual não pode haver compromissos".
.Vislumbram-se dois cenários possíveis, prevê o Polityka. O cenário negro, desenvolvido pelo norte-americano Bruce Bueno de Mesquita, em The Predictioneer's Game, baseia-se na teoria dos jogos, temendo que os países procurem apenas o seu próprio interesse e sejam cada vez menos propensos a procurar um acordo.
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O outro cenário, traçado pela galardoada do Prémio Nobel da Economia, Elinor Ostrom, num relatório para o Banco Mundial, aposta em iniciativas locais e na cooperação entre cidades e regiões do mundo para combinar elevados níveis de vida, protecção do ambiente e fracas emissões de CO2.

.Inventar um polícia mundial do clima

.De qualquer modo, será sempre difícil de fazer aplicar qualquer acordo. Como observa o cronista sueco Martin Ådahl, na Fokus, o Protocolo de Quioto, mais vinculativo que o texto em debate em Copenhaga, "não é aplicado pelos signatários". Por exemplo, "o Canadá, que se tinha comprometido em diminuir 6% das emissões até 2012 aumentou-as em 28%”.
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"Quais são as sanções para os países que não respeitam os seus objectivos de redução?", interroga-se o Libération.
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"É necessário inventar um polícia mundial do clima", encarregado de controlar os compromissos assumidos.
.O problema, nota o diário francês, consiste em criar a “superestrutura” mais relevante para esta missão.
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"Empresas privadas? Instituições da ONU? Os anglo-saxões militam para que seja o Banco Mundial a fazê-lo. Outros querem designar o Fundo Mundial para o Ambiente".
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"Podia ser criado um ICF – Internacional Carbon Fund (fundo internacional de emissões de carbono)”, responde Martin Ådahl, na Fokus. Tal instituição, baseada no modelo de Bretton Woods para a economia, teria por missão "verificar as emissões, supervisionar os mercados regionais e estabelecer um sistema de sanções, modelados segundo as regras de mercado livre da Organização Mundial do Comércio".
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Em qualquer caso, declara o jornalista sueco, "é necessário afastar os diplomatas e envolver os economistas. Os diplomatas reflectem apenas nas vírgulas e adjectivos, fazem muito poucos diagramas e curvas. Deixem os políticos fixar os limites e os economistas fazerem o trabalho."

.Críticas sobre a noção de aquecimento climático
.Às dúvidas sobre o que a cimeira de Copenhaga pode alterar, acrescenta-se uma crítica crescente sobre a própria noção de aquecimento climático. Na Holanda, o escritor Leon de Winter espraia-se longamente, no NRC Handelsblad, na denúncia do “pensamento messiânico segundo o qual a humanidade deve ser protegida contra ela própria".
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"Desde 1998 que a temperatura do planeta deixou de aumentar", argumenta De Winter, utilizando dados criticados pela maior parte dos cientistas.
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"Antes de nos comprometermos na restrição da livre circulação de pessoas e mercadorias de forma drástica, devemos dar ouvidos à sensatez da história [...] mas essa sensatez parece ameaçar pessoas e organizações [...] que têm interesse em que o Climategate seja minimizado", considera, numa referência à controvérsia sobre emails que demonstram que uma equipa de cientistas sonegou deliberadamente dados que contradizem a tese do aquecimento.
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Em vez de se focarem no CO2, Leon de Winter aconselha a interessarem-se por “outros gases com efeitos de estufa [...], o efeito regulador das nuvens [...], as manchas solares, as correntes oceânicas e as variações do eixo planetário.
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Por outras palavras: um conjunto de factores extremamente complexos, quase impossíveis de captar num modelo informático".

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Uma ideia apoiada pelo céptico do clima, o dinamarquês Bjorn Lomborg. A ideia de reduzir as emissões de CO2 através da instauração de impostos sobre o carbono é como“atrelar um cavalo a uma autocaravana“, escreve o perito em Estatística no Hospodářské Noviny.
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Valia mais, na sua opinião, investir na investigação das energias alternativas. Os verdadeiros desafios de Copenhaga seriam então:
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“a) encontrar os meios para deslocar a energia das regiões onde as radiações solares são mais intensas e ventos sopram mais fortes para as regiões onde vivem mais pessoas,
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b) inventar um sistema de armazenamento, para que o mundo tenha energia mesmo quando o sol não brilha e o vento não sopra.”
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Amadeu Garcia, um leitor do Jornal Destak, publicou uma carta do seguinte teor:
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- «Ouvi uma jornalista dizer uma frase que me causou alguma estranheza. Todavia, concluo que é uma ideia muito proliferada e, como tal, como na tropa, já adquiriu posto de "verdade". Dizia o jornalista, em jeito de conclusão de uma notícia sobre alterações climáticas, que a Terra está em perigo, que urge pois salvá-la. (...)
A frase demonstra bem a forma como grande parte da Humanidade ainda vê o seu lugar na terra. O ser humano acha-se tão importante e tão central ao ponto de pôr em risco a existência do Planeta! Apesar do que já avançou no conhecimento sobre funcionamento da Terra como sistema, insiste em esquecer-se de que é mais um dos seus habitantes. Importante, sem dúvida, mas uma peça da engrenagem. A Terra é muitíssimo mais velha do que o Homem ou qualquer outra forma de vida e tem sobrevivido para retomar a Vida.
O erro do jornalista e consequentemente de todos nós é pensarmos que a Terra está em perigo, quando é a nossa existência e em última análise a Vida que corre esse risco. A Terra essa tem outra agenda. Talvez uma mudança de perspectiva e um pouco mais de humildade ajude o Homem a tomar as decisões correctas. Mais não seja virar os canhões para si próprio.»
.Um raciocínio digno de registo e de reflexão. Entretanto, o mundo e os ambientalistas ficam animados com a presença de Barack Obama no último dia de Copenhaga.
Contam com a influência útil na possibilidade de três desfechos possíveis para a Cimeira de Copenhaga, que passam pela falta de entendimento total; o acordo fraco e sem obrigatoriedade; ou o consenso ambicioso e vinculativo!
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Há que afastar a ideia de fracasso e acredita-se que a presença de Obama no último dia é um bom presságio! Sobretudo para as nações mais frágeis, as africanas, que estão a perder terreno sobre o conseguido da assinatura de Quioto em 1997.
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Argumentou-se que parece claro que a presidência dinamarquesa estará a privilegiar os interesses dos mais ricos...!
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Parece-me que se estão a ter demasiadas expectativas no Presidente dos Estados Unidos da América! Acho que se está a exigir demasiado da pessoa daquele político. É a eterna e constante má sina do messianismo de que alguém terá de pensar e fazer as coisas por nós!
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Alguma esperança o Homem da Casa Branca [NOBEL da PAZ] traga aos manifestantes
da cidade de Copenhaga:
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- Pode ser que nesse dia..., a Polícia [Viking]
Dinamarquesa,...
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não bata tanto... no "ceguinho"...!!
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Fontes consultadas:
- 'Público'; 'El País'; 'Destak'.
- Imagens: El País e Internet.

2009-12-16

«HAVEMOS DE CHORAR OS MORTOS SE OS VIVOS O NÃO MERECEREM»

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.Dr. MANUEL PEDRO PACAVIRA





.Quarta-feira, Dezembro 16, 2009

DA PIDE AO COMITÉ CENTRAL DO MPLA.
Por Orlando Castro (*) - Notícias Lusófonas – 15 Dezembro 2009

.MANUEL PEDRO PACAVIRA foi ministro e embaixador de Angola e é o autor do livro “José Eduardo dos Santos, uma vida dedicada à pátria”. Manuel Pedro Pacavira acaba de ser reeleito para o Comité Central e para o Bureau Político do MPLA.

Este facto leva-nos a recordar alguns apontamentos da sua biografia. 70 anos de idade. Licenciado em Ciências Sociais pela Universidade de Havana. Foi Ministro da Agricultura e dos Transportes. Foi, ainda, Representante de Angola na ONU e Governador do Kwanza Norte. E foi, finalmente, Embaixador de Angola em Cuba e na Itália.

Foi, antes de tudo isso, colaborador da PIDE como consta da folha 84 do Processo Crime nº 554/66 existente na Torre do Tombo, em Lisboa.

Pacavira terá começado a colaborar com a PIDE por volta de 1960, pois, quando, em Março daquele ano, se deslocou a Brazzaville para se avistar com Lúcio Lara, que vinha de Conakry mandatado pelo Comité Director do MPLA, já prestava serviços à polícia portuguesa.

Por isso, no trajecto até à fronteira do Congo, terá sido acompanhado pelo sub-inspector Jaime de Oliveira que ficou inteirado da documentação que levava. O mesmo aconteceu, no regresso, já no mês de Maio.

Aquele oficial da PIDE aguardava-o no posto de fronteira e ali mesmo tomou conhecimento de toda a papelada trazida. Os papéis não foram retirados a Pacavira mas sim reproduzidos. De modo que, a 8 de Março, na reunião do MINA realizada na sua residência e em que esteve presente Agostinho Neto, os papéis foram exibidos aos membros da direcção daquela organização. Entretanto, as cópias tinham passado a figurar nos arquivos da PIDE.

No final de Maio realizou-se uma segunda reunião, desta vez em casa do Fernando Coelho da Cruz. Nessa altura, Joaquim Pinto de Andrade, membro da direcção, ter-se-á apercebido da presença da PIDE nas imediações por sinais considerados suspeitos: ao entrar na casa, foi ofuscado pelas luzes de um automóvel, o que o impediu de ver fosse o que quer que fosse em seu redor. [Testemunho do próprio Joaquim Pinto de Andrade, nos anos noventa, em Lisboa].

As detenções de Joaquim Pinto de Andrade e de Agostinho Neto ocorreram no dia 8 de Junho. No decurso dos interrogatórios e, principalmente, na sessão de acareação com Pacavira, Joaquim Pinto de Andrade afirmava não ter a mínima dúvida de que o denunciante de todos eles fora o "Pakassa", nome de código de Pacavira [ Testemunho do próprio Joaquim Pinto de Andrade, nos anos 90, em Lisboa].

Num processo existente nos arquivos da PIDE depositados em Lisboa, na Torre do Tombo, consta uma nota que reza o seguinte: «Por divulgação de Lourenço Barros [não se sabe quem seja] teria sido o Patrício de Carvalho Sobrinho [outro desconhecido] a pessoa que denunciou o dr. Agostinho Neto».

Ora a folha do processo com aquela nota é apenas uma fotocópia, em que o nome do informador está expurgado. Conclusão: nem o Lourenço Barros nem o Patrício de Carvalho Sobrinho devem ser figuras reais. E a nota em causa parece ser estratagema frequentemente usado pela PIDE para encobrir os seus informadores. Claro que, na folha original, deve constar o nome do Pacavira [Torre do Tombo, Lisboa, Arquivos da PIDE, Processo nº 11.15, MPLA, pasta A].

Pacavira foi membro fundador da «TRIBUNA DOS MECEQUES». A denuncia, feita por Nito Alves nas «Treze Teses em Minha Defesa», pode ser confirmada nos arquivos existentes na Torre do Tombo.

O jornal foi programado por São José Lopes, o responsável máximo pela PIDE, num relatório em que declara estar totalmente de acordo com as soluções apresentadas pelo «grupo de trabalho» que estudara os vários aspectos sociais e políticos dos muceques de Luanda.

No que respeitava à propaganda, além da realizada pela rádio (que não alcançaria os objectivos desejados pelos colonialistas), São José Lopes propunha que se lançasse um jornal do muceque [Torre do Tombo, Lisboa, Arquivos da PIDE, Processo 7477 CI(2), Comando de Operações Especiais, pasta 22, fls. 4 ss.).

Aí está, pois, a célebre «Tribuna dos Muceques», um jornal da PIDE, como afirma a Embaixada de Angola na biografia do embaixador Adriano João Sebastião.

De resto, nas declarações que faz e assina no dia 7 de Junho de 1966, Manuel Pedro Pacavira diz estar «totalmente regenerado, com arrependimento sincero e completo, de todos os seus erros» e oferece à PIDE «toda a sua colaboração, estando pronto a obedecer, leal e cegamente, a tudo o que lhe for ordenado».

E para provar a sua lealdade afirma não se importar «de falar em público contra as organizações subversivas que lutam pela independência de Angola».

E até «gostaria de redigir e fazer publicar, sob a sua autenticidade, artigos de carácter patriótico, em repulsa das falsas promessas dos pretensos libertadores de Angola» [Torre do Tombo, Lisboa, Arquivos da PIDE, Processo Crime nº 554/66, f. 84].

Pacavira seria, pois, um agente duplo, simultaneamente elemento do MPLA e informador da PIDE, ora trabalhando para uns ora servindo outros. Mas a polícia não lhe perdoa a duplicidade. De modo que, volta e meia, o mandam de novo para a cadeia.

Facto saliente prende-se com a figura de Cândido Fernandes da Costa, que pertenceu ao elenco directivo do MINA. Há muitos anos que, em Luanda, a morte de Cândido, ainda antes da independência nacional, terá envolvido o Pacavira, se bem que, neste caso, possa ter agido a mando de alguém.

Mas Pacavira foi o braço executor. Tal como no fuzilamento em praça pública do Virgílio Francisco "Sotto-Maior". Um e outro, ao que parece, seriam figuras muito incómodas, especialmente o Cândido Fernandes da Costa, executado numa tocaia.

Com efeito, em 1975, segundo se lê numa autobiografia do antigo embaixador Adriano Sebastião, Pacavira mandou fuzilar um antigo companheiro de prisão, Virgílio Francisco (Sotto-Mayor), com base numa falsa acusação [«Dos Campos de Algodão aos Dias de Hoje»].

Fiel aos princípios de denunciante, Pacavira terá sido «dos primeiros a denunciar a existência de uma conjura "nitista" no interior do MPLA» (Mabeko Tali, O MPLA perante si próprio, II, p. 202). E ter-se-á destacado depois como mandante do terror.

No dia 29 de Outubro de 2008, Pacavira foi um dos presos angolanos a intervir no Colóquio Internacional sobre o Tarrafal, colóquio este promovido pelo movimento «Não Apaguem a Memória» e pela Associação 25 de Abril e realizado na Assembleia da República Portuguesa.

É autor do livro “José Eduardo dos Santos, uma vida dedicada à pátria” (2006).

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(*) Trabalho especial Alto Hama/Notícias Lusófonas

Texto e foto (Pacavira) posted by Fábrica dos blogs.

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