[ Vox populi vox Dei ]

2013-06-01

« A VERDADE... E NADA MAIS DO QUE A VERDADE! »


A verdade existe e é só uma, universal, não há duas verdades para a mesma coisa. A verdade não se define pela interpretação que fazemos dos factos. As interpretações podem ser diferentes, porque todos experienciamos os factos de maneiras diferentes, de acordo com o nosso passado, de acordo com experiências que fizemos de outros factos e que nos construíram. Mas, por muito diferente que a interpretação seja, o facto em si é o mesmo e só esse é verdade.

Se se perguntar à fação vencedora de uma guerra o que acharam dela, dirão que foi boa da mesma maneira que os derrotados dirão que foi má. No entanto, uma guerra que apenas leva à vitória  aqueles que não pereceram pelo caminho, não pode ser boa para lado nenhum e essa é a verdade! Pode trazer coisas boas mas é má em si.

Não existe "a minha verdade e a tua verdade", só podem existir  diferentes maneiras  de a viver e de a aceitar e a verdade é a mesma , é o que é e o que existe e não o modo como a ditamos para nós. Não é por alguém ser daltónico que uma laranja passa a ser azul ou cinzenta, é sempre da cor da laranja.

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Também não é por  muitos  acreditarem em determinada interpretação que esta passa a ser verdade. A verdade não é declarada por uma maioria. Se assim fosse, da mesma maneira quando se deixasse de aceitar, deixava de ser verdade e logo deixava de ser ou existir.

Se mais ninguém acreditar em Deus, Ele não deixa de existir, da mesma maneira que Ele não existe apenas porque um grande número de pessoas crê nisso. Por muito que se acredite, os unicórnios não existem, apenas são ficção, não passam de um universo das ideias, a guerra não passa a ser boa por os vencedores acharem que assim foi!

No Renascimento, não era verdade que o sol andava à volta da terra. Não era por isso ser o aceite que passava a ser verdade. A terra não passou a girar à volta do sol quando Copérnico o declarou. O que havia eram interpretações erradas, baseadas em factos difíceis de compreender, por não não ser possível mais investigação. A investigação e a experimentação podem levar a interpretações mais verdadeiras e inclusivamente levar à aproximação da verdade, ao mais avançado ponto de descobertas e de probabilidades máximas, mas não são a verdade em si, em momento algum do seu decorrer, até que cheguem finalmente à verdade!

Pode haver muitas coisas relativas e subjetivas, como as interpretações que se façam da verdade, mas essa é única, o facto, o acontecimento, é só um, embora possa ser abordado e captado de várias formas de acordo com o sujeito que o faz.

Se assim não for, isto é, se a verdade for declarada por maioria e houver várias verdades, então tudo tem de ser subjetivo e relativo a algo, cai-se em libertinagem e crises de valores, pois umas anulam as outras e nenhuma se sobrepõe como única.

O bem e o mal, serão sempre comparações com outra coisa qualquer  e que mais nos aprouver, de acordo com os nossos gostos, desejos e ambições. Tudo é legítimo porque uma coisa será tanto mais certa enquanto outra for mais ou menos errada. Matar um ou matar mil, não é uma questão de números, é tirar a vida a uma pessoa, é cometer um crime seja em que circunstância for.

A verdade é só uma, ela existe e é o que é por si sem depender de falsos critérios, argumentos mais ou menos oportunistas, distorcidos ou falaciosos. 

O bem é sempre o bem e o mal é sempre o mal, nada de contornos dúbios, duvidosos ou indutivos de erro, nesta matéria não pode haver meias tintas ou: assim, assim, ou é ou não é!