[ Vox populi vox Dei ]

2010-06-29

« OS DIAMANTES e a LAPIDAÇÃO da... MISÉRIA »

Apresentação de um brilhante
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E... mais pedras lapidadas
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Estes diamantes estão em 'bruto'
conforme a Natureza os produziu
desde há uma eternidade


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Foi
no século XVIII que se localizaram os depósitos de diamantes do Brasil, tornando-se este o seu maior produtor mundial até à descoberta das jazidas sul africanas. Durante parte desse período, Portugal assumiu um papel de relevo em todo o mercado diamantífero mundial.
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No início do Séc. XVIII a produção diamantífera indiana, conjuntamente com a de Bornéu, começou a decrescer em virtude do processo de exaustão dos referidos jazigos que contavam já com, pelo menos, dois séculos de exploração para o Ocidente, primeiro liderada pelos portugueses e, a partir de meados do Séc. XVII, pelo holandeses. Todavia, ainda não tinha sido sentida esta redução nos mercados europeus, o que pode ser induzido pela estabilidade dos preços por quilate destas gemas em bruto. Nesta altura, a canalização dos diamantes da Índia, via Londres para Antuérpia era normal e algo semelhante com a que imperava nos primeiros anos de ocupação portuguesa das Índias Orientais.
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Este panorama vai ser radicalmente abalado por um acontecimento que marca o início de um novo capítulo na história do comércio de diamantes no mundo: a descoberta dos diamantes no Brasil!
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O ano de 1725 é globalmente aceite como o provável para a localização da primeira ocorrência diamantífera brasileira e o português Sebastião Leme do Prado como seu presumível descobridor. Esta descoberta, ao que parece ocasional, deu-se na sequência do garimpo de ouro no Rio dos Marinhos, no actual Estado de Minas Gerais.
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Antes de continuar, não resisto em adiantar um pouco mais, muito embora, como sempre digo, uma postagem de blog não dever ser uma tese de doutoramento. Antes daquela data, entre 1723 e 1724 [fontes da História oficial- Joel Serrão], também Bernardo da Fonseca Lobo tinha também já descoberto jazidas na mesma zona aurífera de Minas. No entanto a Fazenda Pública só teve conhecimento desta jazidas diamantíferas em 1729, através do Governador de Minas, Dom Lourenço de Almeida. A 24 de Junho de 1730, por Portaria, foi nomeado um superintendente para controlar a situação.
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Apesar disso, e depois de outras tentativas reguladoras por parte do Estado, em 1755, o Marquês de Pombal felicitava o Governador do Rio de Janeiro - Gomes Freire de Andrade - pela excelente situação em que se encontrava a lavra dos diamantes.
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No entanto, longe disso, não havia razões para contentamento porque a Fazenda não recebia os lucros desejados, posto que os intervenientes nos negócios faltavam aos compromissos!
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Apesar de tudo, conforme consta na Enciclopédia Luso-Brasileira, o Rei D. José I usava nas suas casacas, botões feitos de vistosos diamantes (...)
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Regressando aos primórdios da descoberta destas pedras [1725 - fontes da História da Joalharia], os garimpeiros haviam recolhido exemplares brilhantes e guardaram-nos como curiosidades. A identificação como diamantes deu-se depois eventualmente em Lisboa, onde havia já uma tradição diamantária de mais de dois séculos e que constituía um indústria notável que era trabalhada pelos judeus.
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Em tempo, a Casa Real portuguesa declara oficialmente a descoberta de ricos depósitos de diamantes no Brasil. Pouco depois, a Coroa decreta que os achados são sua propriedade, procedendo-se à vedação das áreas então descobertas e ao seu patrulhamento militar, salvaguardando-se assim, aquela nova jóia para o tesouro real.
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Todavia, não demorou muito até que milhares de aventureiros, após se estabelecerem na recém criada vila de Tejuco, posteriormente baptizada Diamantina, se iniciassem na procura de novos achados, o que veio a acontecer ao longo dos anos subsequentes, nomeadamente nas extensas bacias hidrográficas dos rios São Francisco e Jequitinhoonha.
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Note-se que foram descobertos diamantes em muitos mais Estados do vasto território brasileiro, designadamente na Bahia, Goyaz, Mato Grosso, Paraná, São Paulo e Amazonas.
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A coroa portuguesa ao ver-se com tamanha riqueza mineral desenvolveu uma política de mercado para, por um lado, recolher para os seus cofres os dividendos, ou impostos, decorrendo da actividade mineira e, por outro, controlar a oferta de mercado, contribuindo para a estabilidade dos preços.
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Mas de boas intenções está o inferno cheio, e as coisas falharam porque a política de controlo, ou fiscal não foi eficaz, chegando ao ponto de a quantidade de pedras provenientes de contrabando ser da mesma ordem de grandeza que as "oficiais"!
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A importância a nível mundial do Brasil na actividade diamantífera passou para segundo plano na segunda metade do Séc. XIX, sendo a quase extinção dos seus muitos depósitos uma das razões apontadas para tal facto. Todavia, a razão principal encontra-se na África do Sul, mais precisamente no rio Laranja (Orange river), onde em 1867 uma criança de nome Jacobs encontrou um seixo brilhante e transparente que mais tarde foi identificado como um diamante e, 5 anos depois a produção Sul-Africana todos os números imagináveis, dando-se o primeiro passo para a era moderna do diamante.
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Há que não esquecer, porém, que os cerca de 150 anos de hegemonia brasileira foram essenciais, entre outras situações, no desenvolvimento de novas técnicas de lapidação, bem como na consciência de que uma política inteligente de controlo de mercado é fundamental para a manutenção da estabilidade em todos os níveis da actividade diamantífera.




Imagem animada mostrando um 'teatro' do negócio diamantífero em Angola, sempre falado em muitos idiomas (parece mentira... mas também vão ouvir falar português!). Os diamantes estão 'traduzidos' em todas as línguas com actualizações ortográficas permanentes! São falados na língua da ganância, da exploração humana, da violência, da fome e da miséria, lapidadas em 'brilhantes' (...) e, outras formas mais...

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Países do continente africano possuem muitas minas de diamantes e por incrível que pareça, são os países onde existem mais conflitos naquele continente. Compradores, principalmente europeus, compram diamantes, ou acertam contas trocando as pedras por armamento.

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A Empresa "De Beers" compra muito desses diamantes em África, só que eles compram também enormes quantidades no resto do mundo e, 'seguram' os diamantes para vender aos poucos pelo resto do planeta para monopolizar e para que eles atinjam elevadíssimos preços.
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O trabalho destas minas de diamante na sua grande maioria é de mão de obra escrava, muito embora a escravatura oficialmente tenha terminado por todo o lado! Se for subjectiva esta afirmação, reconheça-se no mínimo que é 'interessante' verificar que nos países africanos que possuem muitos diamantes, as pessoas vivem na miséria e, pelo que parece, os conflitos de toda a espécie, lá... nunca irão acabar.
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Os diamantes que para as pessoas em geral são uma maravilha de admirar, são preciosos, luzem mais do que as estrelas e nasceram predestinados a destinos controversos. Os enamorados utilizam-nos para 'selar' o amor, e certos Governos servem-se deles como moeda de troca. Vêm das entranhas da terra, de solos eleitos, e correm mundo sobre as mais diversas formas, entre elas, bastante desgraçadas para a humanidade.
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A título de curiosidade lembro que a estas pedras é usual chamarem-lhes "gemas"! É uma palavra derivada do latim gemma que significa, senso lato, ornamento, e que, foi utilizada [talvez] pela primeira vez na nossa língua neste contexto, por Luís de Camões, no Canto VII (57) - v. 8º - dos Lusíadas.
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Em bruto não passam de umas pedrinhas sem graça que a olhos incautos se assemelham a uns cristais grosseiros. Limpos e cortados, segundo os critérios da especialidade, as pedras ganham cor e vão luzindo à medida que a máquina corta os lados indicados pelos mestres da lapidação.
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Até 1974, um dos melhores mercados era a Diamang, a famosa Empresa de Angola que explorava uma das melhores jazidas do Globo. Depois da independência da África portuguesa, as opções começaram a divergir para outras fontes. Austrália, Botzwana, Zaire ( actual República do Congo) Brasil, Venezuela e Rússia... são (foram?) as principais "alcovas" destas pedrinhas que fazem rolar muitas cabeças. Pelas causas mais díspares: desde as razões de carácter estético, à ganância dos homens nas suas eternas lutas pelo poder, que passam invariavelmente pela troca de armas para as guerras mais cruéis, ao financiamento de artefactos para aplicação no terrorismo internacional.
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Para quem entende pouco sobre o trabalho das gemas, a lapidação parece ser mais um trabalho rotineiro onde se morre de tédio, não sendo, todavia, o caso dos mestres . Neste momento, obtive informação na área da joalharia que as coisas estão muito diferentes desde há mais de uma década. Tivémos 'velhos' no ofício da lapidação de diamantes, que não se queixavam de rotina nem de cansaço. Uma profissão complexa, que tinha as suas exigências, avaliadas em testes psicotécnicos quando admitidos. Uma boa visão, habilidade manual, bons reflexos motores e um coeficiente intelectual suficiente para abarcar as necessidades do mercado, com uma produção de qualidade, factores indispensáveis! O tempo de formação considerado necessário para "fazer um bom lapidador" era de cinco anos. No entanto, 24 meses de prática já eram suficientes para se confiar num operário.
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Apesar de lidarem com um material de grande valor, a maldição dos diamantes começa nas minas e passa também pelas oficinas dos lapidadores, que acabam no brio profissional dedicando-se à arte sem obterem salários condignos! Limitavam-se a sentir de perto o "cheiro" do dinheiro alheio (...)
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Como curiosidade, diga-se que há muitas pessoas apreciadoras de jóias que ainda faz alguma confusão entre o diamante e o brilhante, desconhecendo as diferenças entre uns e outros. Conhecido há mais de 2000 anos, só no Séc. XIV é que se compreendeu a importância da lapidação no aspecto óptico.
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Em meados de 1700 surge no mercado um novo tipo de tratamento de diamantes, conhecido por "lapidação Mazarino" que, de acordo com escritos históricos, se deve à influência do Cardeal Mazarino!
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Nesse tipo de lapidação cortam-se novas facetas sobre as arestas laterais, conseguindo o tipo de mesa dupla, com 34 faces na totalidade e uma coroa central arredondada. Mas é já no Séc. XVII que Vicenzio Peruzzi, um lapidador italiano, descobre o efeito de um diamante lapidado em 58 facetas, que se aproxima já do tipo de lapidação do brilhante, tanto no brilho como na forma!
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Eu diria mesmo mais: aquele operário italiano de lapidação, para além das características individuais indispensáveis que acima tentei realçar nos técnicos desta arte, ao caprichar na execução de mais cortes de um pedaço de carbono puro, era um operário indiscutivelmente BRILHANTE!

2010-06-22

« MÉDITATION de THAIS ... a AURA de uma ÓPERA! »

Jules Massenet foi um músico francês
(1842 - 1912)
De talento maleável
De um encanto dominador e carinhoso
Foi o cantor da paixão amorosa
*
Membro da Academia de Belas-Artes
(1878)

Parte da pauta... e vídeo da "Méditation de Thais"... a passagem mais famosa da Ópera,
interlúdio interpretado como Peça de Concerto
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JULES ÉMILE FRÉDÉRIC MASSENET (Montaud, 12 de maio de 1842 - Paris, 13 de agosto de 1912) foi um compositor francês especialmente conhecido pelas suas óperas, muito populares no final do Século XIX e início do Século XX.
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Nascido em Montaud, perto de Saint-Étienne, mudou-se com a família para Paris, a fim de estudar no Conservatório. Ganhou o "Grand Prix" de Roma em 1862 e viveu lá durante três anos.
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O seu primeiro grande sucesso foi o oratório Marie-Madeleine, aclamado pelos seus contemporâneos Tchaikovsky e Gounod!
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Massenet deixou de compor para servir como soldado na guerra Franco-Prússia, mas um ano depois volta, ao fim da guerra.
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Foi professor de composição de grande influência no Conservatório de Paris a partir de 1878, tendo como alunos Gustave Charpentier, Reynaldo Hahn e Charles Koechlin.
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As óperas mais famosas que escreveu foram: Manon (1884), Werther (1892) e Thais (1894), que foram representadas frequentemente com enorme sucesso.
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Massenet usou o 'leitmotiv' de Wagner nas suas obras, mas adoptou uma certa "matiz" francesa - criticadas por alguns, que a consideravam muito 'enfeitada'.
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Além das óperas, escreveu também ballets, oratórios, cantatas, peças orquestrais e cerca de duzentas canções.
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Thais, é uma ópera em três actos para um libreto em francês de Louis Gallet, com base no romance homónimo de Anatolle France.
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Foi apresentada pela primeira vez no Teatro da Ópera de Paris no dia 16 de Março de 1894, com a soprano norte americana Sybil Sanderson.
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Ambientada no Egipto durante a época da ocupaçãp romana, conta a história de Athanael, um monge cenobita que tenta converter Thais - uma cortesã de Alexandria - ao cristianismo, embora sem muito êxito.
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Depois de Manon e Werther, Thais é a ópera mais executada de Jules Massenet, mas não pertence ao reportório 'padrão' das óperas; a personagem principal é notória pela dificuldade da interpretação (...)
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Algumas das intérpretes modernas dessa ópera são: Anna Moffo, Beverly Sills, Leontyne Price e, mais recentemente, Renée Fleming.
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Méditation de Thais, a passagem mais famosa da ópera, é executada como interlúdio entre duas cenas do segundo acto, e faz parte do reportório tradicional, sendo executada normalmente como peça de concerto, o que acontece aqui nesta apresentação em vídeo, na postagem que se oferece.
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O talento extraordinário de Massenet associado à sua enorme riqueza espiritual, desenvolveu uma harmonia deliciosa que foi adoptada pelas correntes místicas e esotéricas para construção de ambientes em actividades espíritas, onde a parte artística é marcante como elemento positivo.
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Assim, Thais é uma interpretação musical de grande preferência em sessões de interioridade anímica, onde a música suave, a música da aura e da alma dê abrigo e espaço cósmico ao recolhimento propício à meditação, e ao rolar melódico da música das esferas (...)
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De facto, os sons que saem deste violino, conseguem vibrações na alma mais empedernida que pudermos arranjar ...!
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Digo-o... por experiência própria! Há muitos anos que toco este tema, em disco de "vinyl" (...) e obtenho resultados de recuperação espiritual espantosos!




MEDITAÇÃO & PAZ


2010-06-20

[ DIVULGAÇÃO do CONCERTO « NATURALISMOS »]




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CONCERTO AO AR LIVRE.




GRATUITO
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O concerto tem, entre outros claro, o objectivo de alertar para a preservação do Vale do Mondego em especial, do Parque Natural da Serra da Estrela em particular, da Rede Natura 2000 em geral e da NATUREZA como necessidade imperiosa e urgente.
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SEM ESTARDALHAÇOS.
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PEÇO AOS MEUS QUERIDOS AMIGOS DOS BLOGUES,ALÉM DA PRESENÇA NO CONCERTO,A DIVULGAÇÃO.
A TODOS AGRADEÇO.
mário
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Autor do Blog

.http://trepadeira-trepadeira.blogspot.com/

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(De quem temos a honra de ser seguidores)

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Post scriptum:
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QUEREMOS AGRADECER PUBLICAMENTE, AO GABINETE DA SENHORA MINISTRA DA CULTURA DRª. GABRIELA CANAVILHAS, A SUBIDA FINEZA DE TER MANDADO DIVULGAR O CONCERTO NATURALISMOS.







Pedido do "ALFOBRE de Letras"
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Na impossibilidade de estar presente naquele Concerto, no mínimo solicitamos a melhor atenção de quem ler este post para lhe dar maior visibilidade pública do que a nossa humilde
projecção na blogosfera consegue...
A
TODOS
O
NOSSO
MUITO OBRIGADO
César Ramos

2010-06-18

« (...) OUTRO SOLDADO... DESCONHECIDO...! »


DIAMONDS
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PETRODÓLARES
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CONSUMO
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MEDITAR... ENQUANTO os PODERES DEIXAREM que, ESTA VOZ... se OIÇA!




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(...) Discurso «patriótico» conduz à morte nos E.U.A.!
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Uma verdade à vista de todos mas... em geral, "assobia-se" comodamente para o lado (...)!

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A "Guerra" nos seus diferentes "teatros" do mundo, tem uma assinatura [ilegível(?)] interesseira e económica...!
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Voilá... o discurso de um Soldado americano que apareceu morto (2) dias depois das cogitações proferidas ...
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A autópsia revelou um ataque cardíaco eventualmente provocado pelo desabafo da oratória, muito embora as más línguas - do costume - , acreditem que o jovem soldado desconhecido tenha sido "suicidado"!
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Para todos os efeitos... quem assim falou no vídeo acima apresentado não era "gago"... não tinha papas na língua e... merecia ser distinguido com qualquer galardão da O.N.U.!
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Pelo menos..., a consciência universal
ficar-lhe-à em dívida
pela frontalidade
inusitada!







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Texto e imagens recolhidas na net

2010-06-13

« EM NOITE de SANTO ANTÓNIO de LISBOA »

SANTO ANTÓNIO
[15.08.1195 - 13.06.1231]


. Portugal, terra morena
Onde a tristeza é cantada;
Onde o amor é motivo
De quatro versos rimados;
Onde o ciúme é lamento
Numa rima que embeleza
E prende a voz do poeta
- E a própria desgraça tem
No soluçar da guitarra
A melodia do fado...
Portugal, terra morena
Das serenatas, das loas,
Das desfolhadas, das rodas
- Tudo motivo de versos
Que o povo faz e entoa...
Terra morena embalada
Nas ondas da beira-mar
Que lhe dão o ritmo certo
Das cantigas populares...
Terra morena do vira,
Da chula, do corridinho
E do fandango - do Sol
Das saudades e do vinho! ...
Esta é a terra trigueira
Que baila ao som do harmónio,
À luz que vem da fogueira,
Em noite de Santo António!

Saltar a fogueira


.
No arraial
.
.





.QUADRAS dos MANJERICOS


.=+=


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.Há rosmaninho do monte
Ardendo pelas fogueiras!
- Vão a caminho da fonte
As raparigas solteiras...
.
Em cada peito, um desejo;
Em cada boca, um sorriso...
- Salta a canção, foge um beijo...
Que mais, que mais é preciso?
.
A noite pode ser fria;
A vida pode ser dura:
Vem da fogueira a magia
Que torna tudo ventura!
.
Rapazes e raparigas
Na tentação dum harmónio
Dançam rezando cantigas
Em honra de Santo António!
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Que noite! pelas aldeias
Do Norte ao Sul do País
Até nas moças mais feias
Há um sorriso feliz...
.
Porque o Santo português
Da tradição popular
De entre os milagres que fez
Fez o verbo namorar...
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Raro destino dum Santo!
- Tornar-se tão pecador
Que possa importar-se tanto
Com pecadinhos de amor!
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Quanto pode a tradição!
Quanto pode a voz do povo!
Geração em geração
Santo António é sempre novo!
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E cada Junho que passa
Santo António se renova
Trazendo virtude e graça
Que o povo põe numa trova...
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Talvez que seja pagã
A tradição popular
Mas é tão casta, tão sã
Como a brancura do altar...
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E das fogueiras acesas
Vem o cheiro natural
Dos montes e das devezas
Da terra de Portugal!
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Pode a mirra ser mais benta,
Ser o incenso mais nobre
- Na fé que tudo sustenta
Também é rico o mais pobre...
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Rosmaninho que é rasteiro
E que tem tão triste flor
Tem nesta noite mais cheiro,
Parece que tem mais cor...
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Os próprios manjericões
Debruçados nas janelas
Dão calor aos corações
Saltitantes das donzelas...
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Há quadras ao desafio
Em derredor da fogueira
Cujo tom é tão sadio
Como a voz da cantadeira:
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«Olha a silva do valado
A presunção que ela tem!
- Viu-te passar a meu lado
E quis prender-te também...»
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E não demora a resposta!
A voz de alguém que se esconde
Para mostrar de quem gosta
Sobe mais alto e responde:
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«Se passaste à minha porta
Não tornes mais a passar...
A minha rua é tão torta
Que podes lá tropeçar...»
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A fogueira continua!
Parece ter mais rubor
Ouvindo a voz que flutua
Por força e graça do amor!

Descendentes do SERMÃO de Stº ANTÓNIO aos peixes
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...É assim que o povo reza
No rosário dum harmónio
Ao pé da fogueira acesa,
Em noite de Santo António!
JERÓNIMO BRAGANÇA
Autor deste poema
publicado no
Século Ilustrado de
11 de Junho de 1949








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Nota:
Jerónimo Bragança foi autor de milhares de poesias
considerado [no tempo] o mais 'fiel letrista'
das músicas do compositor Nóbrega e Sousa.

2010-06-09

« DECLARAÇÃO de GUERRA às ENXAQUECAS...»

Desenho a carvão de autor desconhecido

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Dizer sempre «não» à auto medicação



Voilá... um vídeo que deu 'dores de cabeça' a seleccionar no YouTube:




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Enxaqueca é uma doença incapacitante



As pessoas que sofrem de enxaqueca nem sempre são compreendidas pelos que as rodeiam. Em primeiro lugar porque esta é uma doença que, na maioria das vezes, não é reconhecida como tal.

No entanto, a comunidade médica não tem dúvidas que esta enfermidade pode ser tão incapacitante como qualquer outra. O sexo feminino é o mais afectado por esta doença que tem elevados custos sociais.

As dores provocadas por esta patologia podem ser tão insuportáveis que o doente só as suporta se estiver num local completamente escuro e silencioso.

À enxaqueca nem sempre é dado o devido valor. Isto porque as pessoas tendem a desvalorizar esta doença, apelidando-as de “simples dores de cabeça”. No entanto, e ao contrário das dores de cabeça, a enxaqueca não passa com um analgésico. As dores podem ser tão fortes que se tornam insuportáveis, impedindo o paciente de realizar as tarefas de um dia comum.

É a enxaqueca, uma patologia neurológica com custos sociais preocupantes e que priva os indivíduos das suas faculdades durante as crises.

A proporção da sua prevalência é de 2 mulheres para 1 homem.A enxaqueca é entendida como uma patologia incapacitante, assumindo muitas variedades.

O início das crises projecta-se, por vezes, na primeira infância. Os adolescentes são igualmente atingidos, mas com sintomas ligeiros e de curta duração, quando comparados aos adultos.

A duração das crises depende de vários factores, mas podem durar entre quatro a 72 horas, sendo que a frequência situa-se, em média, entre as duas e as seis enxaquecas por mês.

No entanto, há especialistas que afirmam que se estes limites forem ultrapassados a doença poderá ultrapassar a enxaqueca.

Os custos desta patologia são bastante elevados, pois obriga a perda de dias de trabalho e leva também à diminuição das capacidades do indivíduo em mais de 50% durante estes períodos.

Face a estes resultados é caso para dizer que este é um problema de saúde pública.

Várias formas de enxaqueca

Olhando para as formas mais comuns, temos a enxaqueca sem aura, que afecta 60% da população com enxaqueca. Por outro lado, a enxaqueca com aura atinge uma franja de 10 a 20% dos doentes com enxaqueca. Neste caso, considera-se as auras visuais, que se caracterizam pela visualização de luzes, de cores diferentes, formas em espiral, linhas em paliçada, a cor ou a preto e branco, que se alternam em flashes.

Noutras manifestações da aura, próprias da enxaqueca, podem surgir formigueiros, falta de força na totalidade ou numa metade do corpo. As perturbações da fala ou as alucinações constituem sinais mais raros.

A enxaqueca surge em indivíduos geneticamente predispostos, com uma vasta história desta doença na família. Mas também existem factores exógenos que a desencadeiam.

Factores coadjuvantes

As perturbações do sono, o stress, determinados alimentos que ingerimos, como o queijo, o chocolate e citrinos são factores exteriores ao indivíduo que conduzem a um quadro de enxaqueca.

Esta doença neurológica é crónica e tem uma expressão clínica que se revela de forma intermitente, ou seja, vai e volta. Uma das recomendações dos especialistas é que cada doente se conheça da melhor forma, pois só assim poderá evitar factores que despoletam estas crises.

Tratamentos pouco adequados

Um estudo elaborado no Porto demonstrou que 9% dos indivíduos sofre de formas de enxaqueca pura e que 12% apresenta quadros desta doença associados a cefaleias de tensão.

A enxaqueca, segundo alguns médicos, não tem sido tratada da maneira mais correcta, isto é, logo ao primeiro tratamento. Por vezes, os tratamentos demonstram uma eficácia reduzida, o que leva a um efeito perverso: os doentes não voltam ao consultório do médico.

Stop à dor

O tratamento é elaborado caso a caso. Todavia, de uma forma geral, eis as orientações terapêuticas para casos de enxaqueca moderada ou grave: utilização de fármacos mais potentes, como os triptanos, que apresentam um bom grau de eficácia; quando as crises são muito frequentes e severas o suficiente para causar incapacidade na pessoa, a recomendação aponta para a toma diária de comprimidos durante um período de dois a seis meses; aconselha-se o repouso, o silêncio, a escuridão e o sono, porque dormir ajuda a que a crise passe. Mas a medicação é insubstituível.

Fármacos são uma solução

A prática da prescrição de medicamentos para tratamento da enxaqueca sofreu nos últimos anos uma transformação significativa. Actualmente quase se deixou de utilizar os derivados ergotamínicos devido ao abuso medicamentoso e consequentemente ao risco de adicção.

Os triptanos vieram alterar muito e melhorar a qualidade de vida destes indivíduos. Os fármacos desta nova classe caracterizam-se por actuar de forma selectiva nos receptores neurológicos da serotonina.

Eficazes no alívio dos sintomas, os triptanos diferem no tempo de acção e no aparecimento ou não de recorrência, sendo que a escolha do medicamento é feita em função da incapacidade que os sintomas da enxaqueca dão ao doente.

Os sintomas da enxaqueca

- Dores intensas e latejantes em metade ou na totalidade da cabeça;

- Agrava-se com o esforço;

- Alivia com o repouso e o sono;

- Causa osmofobia (intolerância ao cheiro), fonofobia (intolerância ao barulho) e fotofobia (intolerância a luz);

- Náuseas e vómitos; nas crianças pequenas este é um dado que ajuda a identificar a doença, bem como as explicações que elas dão sobre o que sentem.





Legenda:
-Imagens seleccionadas na Net.
-Texto publicado por Salete Costa in:
Notícias de Vouzela em 04-04-2007








2010-06-07

« UMA PROCURAÇÃO de... AMOR de AVÓ »

Mãos que repousam... mãos de mãe duas vezes

Uma avó que espera a ... partida...


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AMOR de AVÓ



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Numa prece com fervor
Peço a Jesus protecção
Se existe Anjo da Guarda
Que na vida nos conduz
Que me guie os meus netos
Por um caminho de Luz.
Que a Paz seja oração
E como a doce melodia
Lhes encha a alma de alegria
E de amor, o coração.

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Poder voltar mais atrás
Quem me dera, netos queridos
E na vida ser capaz
De dar força à vossas vidas.

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Ao sermos avós
Recebemos a dádiva
Importante dos nossos filhos
Pois é nos netos
Que recordamos a ternura dos pais
Quando eram da mesma idade.

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Para os nossos filhos
É a prenda mais bela
Que jamais tinham recebido
Na sua vida
Concebida e encarnada dentro deles
Até ao momento
Desejado e sublime do nascimento.
A criança-prenda
Ou prenda-criança
Que todos adoramos
Esperamos sempre que seja
Linda e perfeita.



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Mãos de fada... mãos de avó







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Legenda:

Texto da "Procuração" executado pelo autor do blog
que não é avô.
Apenas foi neto, e sempre respeitou e venera a memória dos entes que já partiram.

Imagens: Seleccionadas na Net

2010-06-04

« ARCO-ÍRIS... SEM COMEÇO... NEM FIM...! »

Recuso esta imagem no fim da minha história
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Sarah Bernhardt (1844-1923) uma das minhas paixões

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Voar: outra paixão que me abandonou
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Fenómeno inatingível: os arcos, as cores, o pote de ouro... nada!
Nunca agarrei nenhum arco-íris lá nos ares!
É a frustração (fantasia) dos nossos mitos.

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«At The End Of a Rainbow»



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At the end of a rainbow
You'll find a pot of gold
At the end of a story
You'll find it´s all been told
But our love has a treasure
Our hearts can always spend
And it has a story without any end.
.
At the end of a river
The water stops its flow
At the end of a highway
There's no place you can go
But just tell me you love me
And you are only mine
And our love will go on
Till the end of time
.
=bis=
(...)

*

***.
{ EARL GRANT..., cantou um dia este poema "para mim"...!
.... até hoje..., confiante... ainda espero resposta...
«till the end of time» }
(...)