[ Vox populi vox Dei ]

2010-03-30

CONSELHO de CONFÚCIO para GOVERNAR

CONFÚCIO, Filósofo e Pensador Chinês
(551 AC - 479AC)
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Templo de Confúcio
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Uma Obra sobre o pensamento do Mestre


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Perguntaram certa vez a Confúcio o que faria em primeiro lugar se tivesse que administrar um país.
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- Seria evidentemente corrigir a linguagem - respondeu ele.
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Os interlocutores ficaram surpreendidos, e indagaram porquê.

.Foi a seguinte a resposta do Mestre:
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- Se a linguagem não for correcta, o que se diz não é o que se pretende dizer; se o que se diz não é o que se pretende dizer, o que deve ser feito deixa de ser feito; se o que deve ser feito deixa de ser feito, a moral e as artes decaem; se a moral e as artes decaem, a Justiça desbarata-se; se a Justiça se desbarata, as pessoas ficam entregues ao desamparo e à confusão.
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Não pode, portanto, haver arbitrariedade no que se diz. É isso que importa, acima de tudo.


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Pouco se sabe acerca de Confúcio (Kung-fu-tzu). O sábio terá nascido em 551 AC., no antigo principado de Lu, na moderna Xantum, descendente do clã dos Kong. Sabe-se que a família era de origem nobre, mas por circunstâncias desconhecidas a sua família era bastante humilde. Nessa época o regime imperial entrava em decadência.

Conhecido como um jovem educado, cortês e justo. Viajou muito e estudou durante vários anos na capital imperial de Zhou, onde teve oportunidade de conhecer Lao Zi, o fundador do Daoísmo.

Casou-se aos 19 anos e ainda jovem, entrou para a administração estatal de Lu, alcançando o cargo de ministro da justiça. Deixou o cargo por não concordar com algumas das práticas, pois estava cansado das intrigas da Corte. Confúcio troca a vida política pelo ensino, tornou-se famoso como professor. Com a idade de 35 anos, viu a sua carreira de professor interrompida por uma prolongada e sangrenta guerra, conduzida pelo Duque Chao do estado de Lu. Terá sido durante esse período que Confúcio foi chamado a exercer funções políticas, por um breve período, como conselheiro político do Duque Chao.

Confúcio começou a divulgar seus ensinamentos com a idade de 50 anos. Empreendeu longas viagens. Viajando e conversando, atraiu muitos discípulos, impressionados com sua sabedoria e a elevação de seu caráter. Suas idéias expandiram-se pelo país e logo por toda a China. Durante as suas viagens é preso e vê-se envolvido em lutas de senhores da guerra rivais. Viajou mais de dez anos por vários estados da China Imperial, servindo como conselheiro político. Após longa peregrinação, aos 69 anos, Confúcio retornou a sua terra natal, Lu, passando o resto dos seus dias a ensinar e a escrever.

A partir da dinastia Han (206 a.C. - 220 d.C.), diversos governantes passaram a se inspirar nas idéias de Confúcio, para a organização da sociedade. O filósofo, porém, não deixou uma obra escrita sua: através de seus discípulos suas meditações foram recolhidas.

Durante a dinastia Han foram compilados os chamados clássicos de Confúcio. Entre eles estão vários livros importantes da tradição cultural da China, como o "I-King" ou "I-Ching", "O Livro das Mutações", o "Chu-King", "O Cânone da História", o "Chi-King", "O Livro das Canções" e o "Li-King", "O Livro dos Rituais".

O Templo de Confúcio, na cidade de Qufu, actual província de Xantung, tornou-se, através dos séculos, local de veneração. Sua filosofia ainda exerce imensa influência sobre o pensamento e a mentalidade chinesa nos dias de hoje. Confúcio é, ainda hoje, o mais influente filósofo chinês. Os adeptos de Confúcio estão espalhados por Taiwan, Japão, Singapura, Coreia do Sul, Malásia e República Popular da China. Estima-se em mais de 400 milhões o número dos seus seguidores.

Nasceu em 551 A.C. e terá morrido em 479 A.C. Viveu, portanto, 72 anos

2010-03-29

« TOURADAS em CALDO de 'KULTURA'... "OLÉ"! »

Manifestação contra Tourada em Madrid

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Um' paliteiro' (ainda) vivo
«Sou a «Choca» "Mamilhas"
e
rimo com
«Bandarilhas»
OLÉ!»


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Manifestantes em Madrid


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"Milhares de pessoas saíram às ruas de Madrid este fim-de-semana para protestar contra a declaração que considera a Tauromaquia como um Bem de Interesse Cultural.
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Várias foram as Associações de Protecção dos Animais que se juntaram à plataforma "A Tortura não é Cultura" e, em conjunto com milhares de cidadãos madrilenos, protestaram contra a Declaração aprovada pelos Governos de Valência e Murcia.
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O Rei Juan Carlos é um dos maiores adeptos da tourada em Espanha. Pena é que assim, não seja Rei de todos os Castelhanos!"

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Entretanto, em Portugal... eis o ponto de situação:


Touradas ganham peso no Ministério

A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, criou uma secção especializada em Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura (CNC).
Um despacho de 11 de Fevereiro, publicado em Diário da República, cria a entidade destinada a "emitir pareceres e recomendações sobre questões relativas à concretização de políticas, objectivos e medidas a desenvolver" na tauromaquia.

A nova secção, que será presidida pelo inspector-geral das Actividades Culturais, junta representantes do Estado (Direcção-Geral das Artes, da Saúde e de Veterinária) a figuras escolhidas por associações do sector.

Terão assento toureiros, forcados, criadores de touros de lide, directores de corrida, veterinários com actividade taurina e empresários tauromáquicos.

Contactado pelo CM, Rui Bento Vasques, responsável pelo Campo Pequeno, elogiou a ministra por uma medida que "fortalece toda a actividade do sector" e é o "melhor golpe e no momento mais oportuno" contra quem contesta as touradas.

Gabriela Canavilhas é aficionada e participou, enquanto directora-geral da Cultura dos Açores, no Fórum Mundial da Cultura Taurina, que decorreu na Terceira em 2009.

Segundo o gestor da principal praça de touros portuguesa, a criação da secção permitirá "alterar para melhor" o regulamento dos espectáculos taurinos.




(Leonardo Ralha)






LEGENDA:
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- O texto que concerne a triste realidade portuguesa
está assinado - Leonardo Ralha
- do Jornal Correio da Manhã.

- O resto é uma 'osmose' obtida entre citações
do Diário de Notícias escrito e on-line.
- As fotos são reproduções da Net,
do jornal A BOLA e C. daManhã
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2010-03-28

LE PETIT PRINCE e o EMBONDEIRO...!

Exemplares de embondeiros
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Notável... atentar nas proporções
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. As sementes de embondeiro.
uma preocupação
de
Le Petit Prince

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"O caso é que havia sementes terríveis no planeta do principezinho...

eram sementes de embondeiro(Baobab).

O solo do planeta estava inçado deles.

Ora, se não arrancarmos um embondeiro a tempo,

é impossível depois vermo-nos livres dele.

Atravanca todo o planeta.

Perfura-o com as raízes.

E se o planeta for muito pequeno

e os embondeiros forem muitos,

fazem-no rebentar. »


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[Antoine de Saint-Exupéry]




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A preguiça é um defeito pequeno. Quando se pergunta a alguém se é preguiçoso, diz que sim com um sorriso que nem chega a ser envergonhado.
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Não custa confessar a preguiça. A preguiça não tem má fama. Entre tantas coisas tão graves que se podem fazer, e de que temos notícia, as pessoas que não quiserem ser más concederam a si mesmas o pequeno defeito da preguiça.
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Do mal, o menos: já que ninguém passa por aqui sem fazer algum mal, então que seja um mal pequeno.
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Pusemos na moda a moleza, o exagero no descanso, os tempos mortos, o desleixo, a imperfeição. Há uma série de coisas que passámos a considerar demasiado difíceis ou desnecessárias...
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A preguiça é sem dúvida, um defeito pequeno. Mas é um hábito: gera constantemente em nós novas atitudes de um mesmo género. E a repetição de atitudes de um determinado género, boas ou más, acaba por influenciar toda a nossa maneira de ser. Não podemos isolar um hábito destes, de forma a impedi-lo de marcar de algum modo toda a nossa personalidade e toda a nossa vida.
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Sucede como com as sementes. Crescem. Estendem-se. Alastram...
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E há sementes pequenas que acabam por produzir grandes árvores. Demasiado grandes, por vezes. O Principezinho de Saint-Exupéry andava, e com razão, preocupadíssimo com as sementes de embondeiro, porque o seu planeta era muito pequeno: menor que um embondeiro crescido...
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O embondeiro é um bom exemplo de uma árvore demasiado grande.
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Aquele que permite uma semente pequena está a autorizar uma árvore talvez grande. E torna-se responsável pela actividade da árvore.
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Por preguiça, podemos chegar a fazer coisas que são bastante piores do que a preguiça. Por preguiça, um homem bom pode ir realizando pequenas coisas más e, aos poucos, deixar de ser um homem bom. Pode deixar de fazer as coisas boas que tinha obrigação de fazer e, assim, roubar ao mundo uma certa porção de bem, de beleza, de alegria. Pode transformar-se em alguém que para pouco serve.
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Por preguiça, pode acontecer que façamos o nosso trabalho sem perfeição e que isso prejudique muito outras pessoas. Por preguiça, deitamo-nos tarde. E, como no dia seguinte temos de nos levantar à mesma hora, passamos o dia com sono, enervados e mal dispostos. Discute-se com a família e não só, por coisas de nada. O embondeiro começa a destruir este nosso pequeno planeta...
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Por preguiça saímos do sofá um pouco depois do último minuto admissível e vamos para a estrada a correr. Excesso de velocidade. Alguns acidentes tiveram assim a sua origem. É que a preguiça gera a pressa. É mesmo uma das principais causas da pressa. E a pressa tem feito imensas vítimas.
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O verdadeiro rosto de um homem, ou mulher, apressado - que não tem tempo para estar com os outros, para os ouvir, para os ajudar - é quase sempre o de alguém que passa, em alguma zona da sua vida, demasiado tempo a fazer coisas inúteis ou despropositadas.
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Por preguiça, poder-se-á chegar ao final desta vida sem ter chegado a conhecer-se bem a si mesmo e sem ter conhecido muito daquilo que seria fundamental ter conhecido.
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Pode atingir o último minuto do seu tempo e verificar que tem as mãos vazias (...)




2010-03-27

APPALOOSA... O CAVALO dos ÍNDIOS!

Um Appaloosa exibindo dinâmica e charme

Índio e montada: um só corpo.

Equídeo índio


Mulheres índias foram também exímias amazonas
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Penso atrever-me a escrever algo sobre a figura do último grande chefe índio Gerónimo. Não é ainda hoje que o faço; porém, para iniciar tal responsabilidade, vou apresentar uma raça de cavalos muito íntima dos índios, ambientando-me através destes grandes cúmplices dos chamados «peles vermelhas»!
Domados ou selvagens, os cavalos palouses colonam as pradarias em galopes de liberdade ou montados pelos guerreiros indígenas que orquestravam o tropel com repetidos brados.
Não é por acaso que a imagem mundialmente se perpetuou, a da raça do Cavalo Appaloosa como a raça do cavalo dos índios!
Nas ancas, dorso e cernelha o pincel da Natureza salpicou cores diferentes, distribuiu pintas escuras sobre a pelagem básica, algumas vezes carregou mais o tom nas ancas em formato de mantas... as pelagens negra, alazã, castanha, zaina, baia, palomina, tordilha e rosilha ganharam composições como em nenhuma outra espécie cavalar.
Formada a partir dos cavalos introduzidos pelos colonizadores europeus na América, estes animais de plástica inigualável corriam soltos pela bacia do rio Colúmbia e seus afluentes onde foram capturados e domesticados pelos Nez Perce, índios guerreiros que habitavam o vale do rio Palouse. Ágeis, rústicos, velozes e resistentes, os cavalos pintados dos Nez Perce atraíam a atenção dos colonizadores, atribuindo-se aos franceses o nome que estes animais receberam, La Palouse, numa referência ao rio de mesmo nome, situado, hoje, no Estado Oregon.
Excepcionais para cavalgadas de longas distâncias e na travessia de regiões íngremes e áridas.
A técnica de selecção, adoptada há mais de cem anos, acabou garantindo a preservação das principais características destes animais, em especial a sua variada e exótica pelagem.
Apesar de a autoria de a primeira selecção da raça na América ser atribuída aos Nez Perce, acredita-se que a origem dos cavalos com a pelagem típica do moderno Cavalo Appaloosa, é ainda mais antiga. Pinturas rupestres encontradas em Espanha e nas famosas cavernas de Lascaux, na França, desenhadas 18 mil anos A.C., revelam figuras de cavalos com características semelhantes às do Cavalo Appaloosa.
Outros registos de cavalos pintados foram encontrados em pinturas chinesas datadas de 5.000 anos A.C., e em cavalos seleccionados na antiga Pérsia há 1.600 anos.
Na medida em que os colonizadores foram estabelecendo os seus ranchos e implantando a pecuária no Oeste americano, a captura de cavalos selvagens para utilização na lida transformou-se em factor de sobrevivência.
Crescia a decadência das nações indígenas; a sua reclusão em reservas a partir do início do século XX provocou a quase extinção da população equina, especialmente a destes cavalos pintados. Espalhados pelo vasto território americano, os animais sobreviventes enfrentaram, ainda, o advento da motorização agrícola e a ramificação das ferrovias.
Salvo excepções, o cavalo nos Estados Unidos foi colocado em segundo plano. Resgatado da quase extinção, o Appaloosa rompeu as fronteiras dos Estados Unidos a partir dos anos 50, estabelecendo-se em outros países e continentes, sendo seleccionado actualmente no Canadá, Venezuela, Austrália, Alemanha, Itália, Espanha, Israel e Brasil.
O Cavalo Appaloosa é um animal de sela, sendo desta forma útil nos trabalhos rurais, nos trabalhos com gado e também apresenta grande habilidade em velocidade a curtas distâncias. Animal de porte médio, expressa resistência, agilidade e tranquilidade.
Quando não está em trabalho deve conservar-se calmo, mantendo a própria força sob controle. Na posição em estaca mantém-se reunido, apoiado sobre os quatro pés, podendo partir rapidamente em qualquer direcção.
A pele despigmentada é uma característica importante para o Cavalo Appaloosa, sendo um indicativo básico e decisivo na raça.
Tem a aparência "mesclada" da área pigmentada, diferente da pele cor de rosa. Esta pele mesclada pode ser encontrada em várias partes do corpo.
Harmonioso em recta, natural, baixo. O pé é levantado livremente e recolocado de uma só vez no solo, constituindo-se no trote de campo.
Não apenas para os índios, o cavalo foi um companheiro indispensável entre os povos colonizadores dos Estados Unidos da América.
Juridicamente, qualquer acto prejudicial a um cavalo, poderia ser sumariamente julgado com a aplicação do máximo rigor consignado na Lei.
Não raro, o furto de um cavalo era punido com a pena de morte por enforcamento, muitas vezes
por iniciativa popular, fazendo-se justiça à revelia de qualquer procedimento legal.




2010-03-25

"VIROSES" sem ASSUNTO... nem CULPADOS !!

O ALFOBRE e o seu autor, andam de novo às "aranhas" !!
«só para ilustrar e escrever isto,... foi meia-hora»
Este é o meu "canteiro" de sementeira do blog Alfobre
(e dos outros!)
Só que há "cibernéticos" que não me deixam!




Terei de voltar aos cadernos, sebentas, toalhas e guardanapos de papel das "tascas"?
Meter os posts do blog de novo na gaveta?
Já larguei os cães na peugada dos boicotes, mas...
os Técnicos de Informática estão perplexos!!
SERÁ ISTO PRODUTO DA ALEGADA ASFIXIA DE OPINIÃO?
On verrrrrrrraaaaaa.....!!!!
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Até aqui consegui chegar! Ontem tinha um texto contra touros de morte no México e em Barcelona! Por lá, há muita gente que também se indigna com a barbárie!
O post desapareceu num passe de capa e espada!
Amigos e queridas cibernautas. Vou continuar a insistir para regressar.
A máquina não pode, não deve dominar, ou controlar o ser humano.
ATÉ BREVE
(...)

2010-03-14

CHE COMANDANTE, COM DIREITOS DE AUTOR !!

Alberto "Korda" Gutierrez - fotógrafo do 'cliché' mais conhecido do «CHE»

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[ O DINHEIRO... SEMPRE O VIL... DINHEIRO]
$
*

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*
Diana Díaz - filha de "Korda"
quer dinheiro pelos direitos de imagem
de
"El Comandante"


*
Quanto valerá para Diana, este tema em papel decorativo de parede?
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Se Diana Díaz conseguir o que pretende, quem usou a famosa fotografia a preto e branco de Ernesto "Che" Guevara captada pela objectiva de Alberto "Korda" Gutierrez - pai de Diana - vai ter de pagar direitos de autor.
Díaz trava várias batalhas jurídicas por usos abusivos da imagem. Cuba só reconheceu direitos de autor depois da queda da U.R.S.S., altura em que aderiu à Organização Mundial do Comércio. O próprio "Korda" só no ano de 2001 ganhou direitos sobre a imagem, depois de ganhar um processo à marca 'Smirnoff' por uso ilegal da fotografia.
Estamos a lembrar-nos do que poderá acontecer a Diego Maradona por exibir há anos uma tatuagem - num ombro - igual á imagem que se encontra em situação litigante!
Mas para pagar os advogados, Diana já vendeu algumas licenças de uso de imagem de Guevara, por exemplo, boinas, T-shirts e bonés desportivos.
Esta batalha estende-se a desentendimentos familiares, por ser ela quem está a controlar este "affaire" de negócios de direitos de autor, havendo desavenças com meios-irmãos.
Por causa desta situação de propriedade de imagens, quem fica mal na fotografia é o Che Guevara, e a acção que desenvolveu como herói desprendido de bens materiais, incluindo a mística que deixou no mundo.
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ENTREVISTA ENCONTRADA NUMA PESQUISA NA NET
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.Diana Díaz é a mais velha dos três filhos de Korda e é quem assume o papel de herdeira do espólio do fotógrafo cubano.
À direita de Diana Díaz encontra-se o mais reduzido núcleo da exposição. São apenas algumas fotos resultantes da última etapa do percurso artístico de Alberto Korda, o grande fotógrafo da Cuba revolucionária, dedicada ao fundo do mar.
No sentido oposto, está a outra das paixões que a sua objectiva jamais se cansaria de captar – as mulheres.
Mas os núcleos mais fortes da exposição localizam-se entre os retratos dos líderes revolucionários e o povo de Cuba, registos únicos de uma revolução que ousou captar com a poesia e a sensibilidade dos grandes artistas.
Como foi, enquanto filha do fotógrafo que mais acompanhou Fidel Castro naqueles anos fulgurantes da Revolução Cubana (1959/1968), ser filha de Alberto Korda?
Era uma criança igual às outras. O meu pai era o fotógrafo acompanhante de Fidel, um dos seus amigos íntimos, mas independentemente disso eu era uma criança normal. Como é evidente, fascinava-me por certos aspectos da vida de meu pai, sobretudo pelas histórias das viagens. Adorava quando ele chegava de uma longa viagem que havia feito com Fidel pelo estrangeiro e me contava como eram certos locais, os costumes desses povos distantes e até mesmo as aventuras que vivera. Quanto a tudo o resto, sentia-me perfeitamente normal, como qualquer outra pessoa.
Nalgum momento da vida do seu pai sentiu que aquela fotografia do “Che” (Guerrillero Heroico) se tornara demasiado pesada, demasiadamente marcante no imaginário popular que, de certo modo, tenha prejudicado o reconhecimento da obra gráfica de Korda?
O meu pai era um homem muito modesto. Genuinamente modesto. Para ele, aquela fotografia era só mais uma entre tantas que fez naquele período da Revolução Cubana. Ele nunca lhe deu muita importância, até porque aquela foto fora absolutamente casual. Como é evidente, toda a gente lhe falava dessa fotografia e, de certo modo, isso bastava-lhe. Se alguma vez ele a sentiu como um peso, penso que não, até porque ele foi o fotógrafo de Fidel e não tanto o de Che.
Como é que Korda, o fotógrafo que tinha acesso total ao líder da Revolução deixa de o ser, em 1968?
Foi uma escolha, uma opção pessoal que tomou. Em 1968, a situação exigiu que se definissem percursos, e o meu pai seguiu o dele. Na minha perspectiva, penso que dado o ritmo frenético daquele período revolucionário surgiram diferenças no rumo que a Revolução tomara, se comparado com o que foi inicialmente. O país institucionalizou-se, e aqueles que estavam ao lado de Fidel também. Exige-se uma imensa confiança institucional e o meu pai era um amigo de Fidel, logo, quando foi preciso escolher entre a institucionalização - o que significaria tornar-se um militar - ou a fotografia, o meu pai optou por continuar a ser um artista e, assim, continuar livre.
Não houve, portanto, nenhuma relação com o facto de os Estúdios Korda terem sido confiscados pelo Estado cubano e ter desaparecido grande parte do seu espólio?
Não. Foi, como lhe disse, uma opção livre, uma escolha. O meu pai teve três grandes paixões na sua vida: as mulheres, a Revolução – e, por inerência, Fidel – e o fundo do mar. Por isso, e porque era tempo de continuar o seu caminho, dedicou-se à paixão por cumprir enquanto artista: o fundo do mar. Criou o departamento subaquático da Academia das Ciências de Cuba onde ficou mais de uma década a fazer fotografia sub-aquática.
A relação de amizade entre o seu pai e Fidel Castro manteve-se?
Foram sempre amigos. E, quando o meu pai faleceu, Fidel esteve no funeral. Aproveito para lhe contar uma história que mostra bem a relação que tinham: um dia, em Havana, roubam o carro do meu pai; não sei muito bem como, Fidel soube-o e no dia seguinte, pela manhã, lá estava um carro novo.
Ainda hoje, quando estou em Havana, é o carro que uso.
(...) !!!
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- Imagens selecionadas na Internet.
- A 1ª parte foi adaptada da Revista Sábado,
sob o título: "Cuba - Che vai sair caro".
- Após tomada a devida nota da Entrevista, recolhida em
pesquisa na Net, " perdeu-se" a identificação da sua origem.

2010-03-11

«O DIREITO à LEGÍTIMA DEFESA»

Brevet de Piloto Aviador Militar
da
Força Aérea Portuguesa
[O berço das minhas Asas]
Brevet de Piloto Aviador Civil

Foto tirada num intervalo
de
Guerra aos Incêndios na Floresta

.

Federação Internacional de Tiro Olímpico


.
O autor do Alfobre num treino de Tiro
de
Precisão
de
Pistola Standard
.

Emblema da Federação Portuguesa
de
JUDO

.
O Autor do Blog aos 22 anos de idade
quando
Cinturão Negro
[Segundo DAN]
de
JUDO

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César Ramos deixou um novo comentário na sua mensagem
"SERVIDOR DESTE BLOGUE COM VÍRUS!!":

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À Blogosfera,...
Aos amigos/as - Cibernautas:
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Desculpem, mas não há nada como vestir uma farda, para intimidar os vírus e os seus agentes virulentos.
Foi tiro e queda!
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Os 'gajos' têm medo da Tropa...!
*
Mas esta nova foto no 'perfil', não tem nada de tropa, pois é uma imagem destes meus útimos tempos de PPH - Piloto Particular de Helicóptero,
numa fase em que ajudei a apagar fogos nas florestas, via aérea.
*
Puxando pelos galões, lá apaguei - parece ...
o "fogo" dos vírus que me tinham bloqueado o blog ALFOBRE !
Esperemos pelo 'rescaldo', não regressem as 'chamas' de novo!
*
Esperemos que a situação se mantenha estável!
Caso contrário, terei de puxar por outras coisas que, sendo pacíficas,
podem destruir mais do que os vírus maricas e cobardes dos piratas
deste ramo de navegação.
*
Cumprimentos
[Obrigado pela Solidariedade Internacional]
*
C.R.
Publicada por César Ramos em ALFOBRE a Quinta-feira, Março 11, 2010
.Legenda:
Todas as fotos pertencem em exclusivo
ao autor do Alfobre.




2010-03-07

SERVIDOR DESTE BLOGUE COM VÍRUS!!








.ESTE BLOG ESTÁ PARADO DEVIDO

A EVENTUAL VÍRUS

NO SERVIDOR ONDE PERTENCE.

O ALFOBRE APRESENTA

MIL DESCULPAS,

MAS... DESCONHECE PARA QUANDO A SOLUÇÃO

DO PROBLEMA.

RECEIA MESMO

QUE O BLOGUE TENHA ACABADO

CONTRA A SUA VONTADE


CÉSAR RAMOS

2010-03-04

« VIVALDI... Músico..., e " Padre Vermelho " »




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.Anunciando a Primavera que se aproxima.
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ANTÓNIO LUCIO VIVALDI nasceu a 4 de Março - hoje é o dia do seu Aniversário Natalício - de 1678, em Veneza. Estudou música com o pai, Giovanni Vivaldi, violinista na Capela Ducal de S. Marcos, o qual para além do talento musical exercia ainda a profissão de barbeiro.
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Quando se fala de Vivaldi vem logo à memória "As Quatro Estações"! Pois Vivaldi foi muito mais do que apenas isso! E as 46 óperas, os 44 motetos, as sinfonias, 2 serenatas, 73 sonatas, 100 átrias, 30 cantatas, música de câmera, música sacra - três oratórios e, uma incomparável alegria de compor que era estimulada pelo aplauso do público em geral e, além fronteiras..., como foi famoso em França, numa época em que este país se fechava bastante nos seus valores nacionais?
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Ordenado sacerdote católico em 1703, embora tenha abandonado o 'hábito' pouco depois por padecer de asma, nesta qualidade sacramental obteve a alcunha de " O Padre Vermelho", devido à cor dos cabelos ruivos.
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Em Portugal, por razões diferentes das colorações capilares, temos um clérigo, o Bispo de Setúbal, D. Manuel Martins, alcunhado de " O Bispo Vermelho "! Claro que é devido às suas convicções, práticas e pensamento de homem da esquerda política.
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Stravinsky afirmou em determinada altura que Vivaldi tinha escrito um Concerto e o tinha copiado quatrocentas vezes (...) não foi assim! Vivaldi autoplagiou-se de forma flagrante em diversas ocasiões; Stravinsky - que lhe invejava a mestria de tocar violino -, ampliou a força da expressão em termos numéricos absurdos!
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De notar que no tempo de Vivaldi - nomeadamente nos domínios da ópera italiana - a prática do autoplágio e até do próprio plágio, encontrava-se quase por assim dizer legalizada.
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Estava de certo modo institucionalizada, não só na Itália como noutros países.
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No entanto, há igualmente que não esquecer que Vivaldi - figura muitíssimo contorversa, teoricamente um sacerdote, ainda que nunca tivesse dado missa ao longo da sua vida... - era um músico de geniais faculdades, tanto na qualidade de compositor como na de violinista, ao que se diz, capaz de impressionar quaisquer plateias, mesmo ao nível de Paganini... o que é qualquer coisa de excepcional (...)
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Podia faltar-lhe tempo para escrever obras totalmente novas, até porque tinha uma vida assoberbada como empresário [não dos mais escrupulosos,... longe disso...!], como professor - actividade na qual o seu comportamento já se poderia considerar a todos os níveis impecável -, ou ainda como activista político, pois parece provado que estava totalmente envolvido nas lutas secretas pela unificação da Itália.
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Além disso, embora nunca dissesse missa - como já referi -, trazia sempre consigo um breviário que começava a ler atentamente, parecendo alhear-se de tudo, sempre que uma conversa enveredasse para terrenos que não lhe agradassem. O facto de não dizer missa não influia ler ou não o breviário. Hoje, não sei!... mas em tempo, os padres tinham por obrigação ler o breviário todos os dias! Era uma maneira de despistarem 'maus' pensamentos que os desviassem dos seus votos. Não tinha, nem tem a ver com as missas - para contrariar uma fonte consultada -, mas com o seu comportamento diário. Vivaldi usava assim o breviário como subterfúgio para se descartar de assuntos desinteressantes, como nos dias de hoje se diz estar em reunião, ao telefone, ou o que se apresentar como desculpa 'conveniente'.
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De qualquer modo era um padre - o sacerdócio é um sacramento indelével -, e sem que isso constituísse algo de original ou de particularmente chocante na Veneza de então, tinha também uma vida privada de alguma forma agitada, pois vivia com sete mulheres que não primavam, segundo se sabe, pela castidade dos hábitos (...)
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Mas, se havia algo que não lhe faltava era talento, competência e criatividade, pelo que as centenas de concertos que escreveu - para já não falar nas óperas e nas notabilíssimas obras produzidas no campo da música religiosa - mereceram a admiração de Johann Sebastian Bach, por exemplo, o qual foi deveras influenciado pelo 'Concerto e Aria' de Vivaldi, transcrevendo muitos dos concertos para o instrumento cravo, e outros para orquestra, incluindo o famoso Concerto para Quatro Violinos e Violoncelos, Cordas e Baixo contínuo (harmonia de 4 Vozes).
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Nunca ficou esclarecido o que é que estava a fazer em Viena, onde morreu num quase absoluto anonimato, tudo indicando que essa teria sido uma das muitas viagens secretas que fora levado a fazer em defesa da causa da unificação italiana.
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A verdade, porém, é que, tanto como o seu próprio nome, também a sua obra esteve longos anos
tipo interdita, quiçá obliterada, e o século XX já ia avançado quando os quatro Concertos que constituem as hoje famosas " Quatro Estações" foram pela primeira vez gravados em disco e dados a conhecer ao grande público.
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Terminou a vida em pobreza, tal como muitos outros compositores da sua época. A protecção real e fonte de rendimentos esgotou-se após a morte de Carlos VI.
Faleceu de seguida, a 28 de Julho de 1741, tendo-lhe sido dada sepultura anónima de pobre, muito embora com direito a missa de Requiem, na qual..., consta que, Josef Haydn [ainda com nove anos de idade] terá participado no coro como cantor.
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Com todo o seu infortúnio, a sua música também caíu na obscuridade até aos anos de 19oo. Hoje em dia, a música de Vivaldi jé é praticamente conhecida de todos os apreciadores de música e há que reconhecer a especialíssima qualidade das peças litúrgicas, mas é igualmente indiscutível que o vigor expressivo das "Quatro Estações" não pode deixar ninguém indiferente, por estarmos perante uma das obras-primas da música de sempre, pese embora eu ter acima criticado que se identifique Vivaldi quase só, e apenas, por via desta interpretação.
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Agradeço ao GOOGLE ter apresentado no seu espaço esta efeméride que a tantos agradará evocar; abriu-me uma oportunidade para, com humildade e a devida vénia, recordar e poder apresentar o presente texto, ilustrado com imagens obtidas na Internet, as quais foram bem-vindas na qualidade da sua natureza de património universal - não são de ninguém e pertencem a todos... Tal e qual como, o aniversariante
António Lucio Vivaldi.



2010-03-03

« A QUEDA DE UM... "MITO" ! »


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A superpotência americana está a perder a confiança no seu ex-líbris: o dólar. Está a perder a confiança na sua moeda, um verdadeiro risco para a Economia e estabilidade mundiais.
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Sempre que há um problema no planeta Terra, o dólar valoriza. O facto do Dubai já não conseguir pagar as suas dívidas é indiferente, ou se a Grécia estar tão irremediavelmente endividada que já se pondera a sua exclusão da zona Euro!
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Em alturas de crise como a que atravessamos o dólar tem sido sempre um porto seguro, como o meio perfeito de combater o fogo da crise. Afinal, por detrás das notas verdes está a maior economia do planeta, a última superpotência que resta: os Estados Unidos da América.
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Sempre foi assim, mas será que irá ser sempre assim? Talvez não. A dúvida quanto ao futuro do dólar como divisa internacional é crescente, desde há bastante tempo.
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Há quase uma década que o valor externo da moeda norte-americana tem vindo a baixar drasticamente.
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No ano 2000, um dólar americano valia 1,20 €, enquanto hoje, nem chega a metade! O Mundo está a ficar intranquilo. Os Estados Unidos devem dinheiro a quase todos os países (...) agora, os seus fiadores duvidam da capacidade de pagamento da Nação e, com ela, a sua moeda - o Dólar!
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Porém, o que irá acontecer à Economia mundial se o dólar continuar instável? O que irá acontecer ao dinheiro que está nos Bancos?
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Os especialistas temem que o fogo se alastre: quase todas as matérias-primas, investimentos e negócios bancários, são feitos na base da moeda de referência do dólar. Também,... muitos outros Estados, como o Iraque, o Dubai ou... até a China Comunista, têm a sua moeda "emparelhada" ao dólar americano.
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Os bancos americanos que contraíram dívidas em divisas estrangeiras, podem vir a entrar em colapso, e arrastar outros com eles.
.Há ainda o risco de se desencadearem guerras comerciais entre os países (...)
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Os americanos "imprimem" dinheiro, e tudo farão para voltar a activar a economia, mesmo que isso signifique a destruição do próprio dólar. A China é um dos países que está a tirar proveito das variações do dólar, muito embora tenha bastante a perder, caso a situação de queda continue; esta potência tem enormes reservas em divisas, sendo assim o maior financiador da América! Entretanto, a China já pondera se este "tesouro", em grande parte investido em acções estatais americanas, não irá também perder rapidamente o seu valor.
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Assim, o país está neste momento a comprar massissamente matéria-primas como petróleo, cobre - e claro, ouro!
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O precioso metal tem vindo a aumentar de valor de forma extraordinária com a respectiva descida do dólar, e dá para pensar nas nossas "esquecidas" e avantajadas reservas de ouro, das quais não se tem dado grandes notícias e, dir-se-ia que algo de promissor traria aos nossos ansiosos espíritos sempre confrontados com tantas atoardas deficitárias!
.Afinal..., temos a "poção mágica" em casa - Banco de Portugal -, ou o ouro para nós, pobres afortunados, de nada serve!?
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Há outros países a trocar para o ouro como divisa internacional. Quando o Fundo Monetário Internacional decidiu vender 400 toneladas de ouro, a Índia comprou metade de uma só vez!
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Tratou-se de uma oportunidade de trocar sete mil milhões de dólares pelo valioso metal precioso.
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A América pretende uma moeda mais forte, que lhe facilitasse o pagamento das suas contas de petróleo. Porém, não o consegue fazer, vendo-se obrigada a continuar a emitir notas para continuar a ser aceite como principal divisa no estrangeiro.
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Ninguém pretende admitir uma evidência: os milhões de 'perfeitos' dólares falsificados que circulam em todo o mundo e, particularmente, na Nigéria!
.Respira-se - sufoca-se - o conhecimento na medida em que o 'Rei vai Nú'... na atmosfera do dólar falso que alimenta economias paralelas pelos "bas-fonds" internacionais, designadamente nos labirintos aficanos e... no Oriente!
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Salvaguardando a decência das políticas e não querendo comparações com o Nazismo, há que, sem preconceitos, lembrar o Hitler e os seus famosos Marcos falsos [verdadeiros] com que pagava aos colaboracionistas!
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Recorde-se o tristemente célebre espião Cícero, que recebeu os honorários de Hitler em notas falsas, sentado no banco dos réus não como "bufo" nazi [falta de provas]... mas, por ser portador de uma imensa fortuna em moeda falsa alemã.
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É dos livros que Hitler não pretendia o 'golpe do baú' como reles plano para ludibriar meia dúzia de pacóvios com dinheiro 'marado'...! O sentido de tudo isto, ia muito mais longe...! Na medida em que, depois da sua desejada vitória sobre o Mundo, o "seu" dinheiro na mão dos outros de nada lhes valeria (...) razão pela qual, muitas das barras das reservas de ouro portuguesas estarem 'cunhadas' com a Cruz Gamada.
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O Dr. Oliveira Salazar (neutral na II Guerra Mundial) , nos seus negócios de Estado com o governo alemão e conhecedor das 'engenharias financeiras' do Fuhrer, jamais aceitaria pagamentos em moeda falsa! (...)
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Exigiu sempre pagamento "cash"... e em barras de ouro!
Podem consultar a historiadora Irene Flunser Pimentel,
prolífica Autora de obras sobre o
"Estado Novo"
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Imagens: Seleccionadas na Internet

2010-03-02

« A INTERNET e os CUSTOS no TELEMÓVEL ...»




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ue/telecom
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Operadores obrigados desde hoje, a oferecer "limite de corte" para custos de "roaming"
01 03 2010 12.27H
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As operadoras de telemóveis europeias são obrigadas, desde hoje, a oferecer aos seus clientes a possibilidade de limitarem os custos com "roaming" com a Internet, estabelecendo um mecanismo de corte da ligação quando for atingido determinado valor.
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Destak/Lusa destak@destak.pt
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A medida, que entra hoje em vigor, estava contemplada no novo regulamento sobre os preços das chamadas, mensagens escritas (SMS) e de utilização de Internet no estrangeiro através de telemóvel e computadores portáteis, aprovado em junho do ano passado pelos 27 e pelo Parlamento Europeu, e que, segundo Bruxelas, visa evitar que os clientes sejam surpreendidos com "faturas chocantes".
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Segundo as novas regras da itinerância ("roaming"), os operadores móveis são obrigados, a partir de hoje, a oferecer aos seus clientes, a título gratuito, um limite máximo mensal de 50 euros (podendo os clientes optar por outro valor), devendo informá-los quando for atingido 80 por cento desse limite, e "cortar" o acesso por "roaming" quando o valor for esgotado.
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Até 01 de julho próximo, os clientes têm de optar por um valor para beneficiar deste novo mecanismo mas, a partir dessa data, mesmo aqueles que não tenham indicado qualquer preferência, terão o limite de corte de 50 euros mensais adotado por defeito.
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Segundo o executivo comunitário, esta medida garante maior transparência e proteção dos consumidores, prevenindo problemas como o de um viajante alemão que, após fazer o "download" de um programa televisivo através de "roaming" em França, se viu confrontado com uma fatura de 46 mil euros
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ASSUNTO: Divulgação - Serviço Público
Imagens: da net
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2010-03-01

DIA da RENOVAÇÃO do FOGO SAGRADO ROMANO

VESTAL

Vesta, a Lareira


Forum Romanum - Templo de Vesta


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Deusa romana de cunho muito arcaico, Vesta era a própria lareira em sentido estritamente religioso, ou mais precisamente, era a personificação da lareira, colocada no centro do altar; depois, sucessivamente, da lareira localizada no meio da habitação e da lareira da cidade de Roma.
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Protectora do fogo sagrado, sendo ela a personificação do próprio fogo, pertencia ao grupo dos doze grandes deuses. O seu culto era directamente orientado pelo Pontifex Maximus, o Sumo Pontífice, assistido das seis ou dez Vestais, sobre as quais tinha autoridade total.
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Vesta terá sido introduzida na Itália por Enéias, que a levou para Lavínio, de onde Ascânio a transferiu para Alba e dali passou a Roma, onde Numa Pompílio lhe ergueu um templo, em cujo interior não havia estátua alguma da deusa, mas tão-somente o fogo perene e inextinguível que a representava.
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Crê-se também que foi Rómulo o introdutor em Roma do culto da deusa, opinião que levanta certas dificuldades. É que o templo da filha de Saturno, de forma redonda, como eram as mais antigas choupanas do Lácio, erguia-se fora da cidade palatina, no Fórum, o que significa uma parte exterior da Urbs atribuída ao filho de Marte.
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De qualquer maneira, o carácter arcaico da divindade está atestado pelo animal sagrado que lhe era dedicado, o jumento, cuja origem é mediterrânica, ao contrário do cavalo, de origem indo-europeia.
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Na grande festa das Vestalias, os jumentos eram coroados de flores e não trabalhavam. Durante estas festividades, que duravam de 7 a 15 de Junho, as matronas romanas descalças e veladas seguiam em peregrinação para levar o pão por elas cozido como oferenda aos templos. No final dos festejos, as Vestais fechavam o templo, lavavam-no e depois abriam-no com um banquete oferecido às divindades, contando apenas com a presença de mulheres.
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Uma vez por ano, no primeiro dia de Março, o fogo sagrado era apagado e novamente aceso ritualisticamente com a fricção de dois paus, revelando o simbolismo oculto de Vesta como deusa geradora e sustentadora das mulheres e das famílias.
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Com o passar do tempo, as vestais tornaram-se bodes expiatórios e foram usadas para fins políticos, sendo-lhes atribuídas as causas dos desastres naturais, ou as derrotas nas batalhas por, alegada e supostamente, terem infrigido os seus deveres, e quebrado o voto de castidade.
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Antes de caírem em desgraça as Vestais eram escolhidas entre as filhas de famílias nobres e deviam servir durante trinta anos, dos quais dez eram de aprendizagem, outros dez de sacerdócio e, os últimos para ensinar as novas Vestais.
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Deviam manter a castidade, estando submetidas a regras severas, e, em caso de infracção ao casto voto, eram enterradas vivas.
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Vesta era uma força sagrada, estabilizadora e centralizadora, protectora das famílias e das cidades. As sacerdotisas - as Vestais - tinham um enorme prestígio e, como recompensa, recebiam privilégios, tais como convites para jantares com autoridades, os melhores lugares nos teatros e arenas e, passeios de carruagem. Não eram submetidas à autoridade paterna, podendo possuir bens e, depois dos trinta anos de serviço já podiam casar.
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Por serem consideradas imbuídas de poderes especiais, eram honradas por todos e podiam perdoar condenados no caso de passarem junto deles. A sua pureza era considerada a garantia da segurança e salvação de Roma, e por isso eram vigiadas severamente pelo Sumo Pontífice.
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O fogo sagrado de Vesta era velado no Forum Romanum por seis Vestais, num templo circular que reproduzia a Terra, cujo perímetro estava estritamente interdito aos homens, após o anoitecer.
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Vesta e as suas Vestais traduzem o sacrifício permanente, através do qual uma perpétua inocência serve de elemento substitutivo, ou até de escudo contra as eternas falhas dos homens.
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Tendo consultado o "Borda d' Água", o autor do Alfobre 'descobriu' o dia 1 de Março indicado como dia de S. Rosendo, Feriado Municipal da cidade de Tomar, e a interessante referência deste dia à «Renovação anual do fogo sagrado de Roma, pelas Vestais».
Assim, baseado nos conhecimentos académicos pessoais, e adaptando alguma informação da bibliografia que possui, editada pela Sociedade Histórica de Portugal, redigiu este texto que ilustrou com imagens seleccionadas na internet, e oferece-o à crítica dos leitores deste blogue.