[ Vox populi vox Dei ]

2009-09-27

A CADEIRA DO PODER






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Eis chegado o dia das Eleições Legislativas. A Cadeira do Poder, encontra-se disponível expectante da vontade decisiva do Povo [poder v/s poder], que fará a 'peregrinação' cívica de ir votar nos seus preferidos, quer por motivos ideológicos, quer por simpatias, ou interesses pessoais.
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A "cadeira" ,... por um breve período de tempo encontra-se na rua,... esperando-se que não fique lá ocupada pela 'Abadessa' da abstenção, que a continuar na sua 'abnegada' indiferença, fará, mais tarde ou mais cedo, com que o poder caia na rua e,... tenhamos então alguma equipa que nela se sente e apoie nos matacões e pedras da rua e nos ombros de todos nós, os que somos apenas Rua, isto é... POVO!
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Vivendo-se em Liberdade, este é um particular dia de exercício disso mesmo!... Assim, decidimos escolher para preencher este dia especial, uma música e poema também muito especiais:
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«SONG FOR LIBERTY»
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da Ópera NABBUCCO
- do excelso Giuseppe Verdi (1813-1901)
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When you sing
I'm singing with you liberty
When you cry
I cry with you in sorrow
When you suffer
I'm praying for you liberty
For your struggles
Will bring us a new tomorrow
Days of sad darkness
And fear
Must one day crumble
For the force
Of your kindness
And love
Make them tremble
When you sing
I'm singing with you liberty
In the void of your absence
I keep searching for you
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Who are you
Dream illusion
Or just reality
Faith ideal
Desire revolution
I believe you're the symbol of our humanity
Lighting up
The world for eternity
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I can see
Why men die to defend you
Try to guard to protect
And attend you
When you sing
I'm singing with you liberty
With your tears
Or your joys I love you
Let us sing and rejoice
Make our own history
Songs of hope with
One voice guide us to victory
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Liberty...
Liberty.
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[A voz... foi emprestada pela divina, Nana Mouskouri]
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Por baixo da cadeira representada na imagem, temos, caída, uma folha de plátano... escudo de uma bandeira que escolheu aquele motivo para simbolizar a natureza vegetal... e a humana em liberdade (...)
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Apresentamos ainda, um vídeo que mostra uma "dança" livre de helicópteros!... 'desenfiados'...
da rigidez militar de todos os dias, ... aquelas simpáticas aeronaves contracenam um bailado que bem poderia chamar-se, « Luta de Galos» !(...)
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Um grande e maravilhoso dia de domingo para todos os compatriotas.
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Logo à noite,...
os resultados eleitorais vão ser divulgados...
e,... antecipamos os vitoriosos:
A Democracia,
e
PORTUGAL

2009-09-26

« ET PLURIBUS UNUM »





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"Et Pluribus Unum", foi o lema adoptado pelos Estados Unidos da América, inserido num Símbolo Oficial que caracteriza o país. Do Latim, vem-se adaptando, forçando a natureza da língua morta com retoques cosméticos, traduzindo-se por "De Todos Por Um"; "Todos Por Um" e, evocando D'Artagnan "Um Por Todos e Todos por Um"!
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"Esmiuçando",... como agora se diz na 'graça oficial' do sistema,... alterou-se para «E PLURIBUS UNUM», o que parece erro ortográfico para um purista de Latim,... mas não será!...
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Tratou-se de 'personalizar' o lema adaptando-o ao Espírito Associativo do Clube, o Sport Lisboa e Benfica, realizando assim a subjectiva leitura traduzida: «De Todos,... Um»!
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Eis,... descortinado o alegado "lapsus linguae" que, tornando-se distinto do lema americano, ganhou genuidade portuguesa afirmando-se nas nossas raízes avoengas e anunciando a grande mística de que, "acima de todos, e de tudo..., está... o Benfica"!
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Aventurar-nos-íamos a separar critérios: em" inglês" passa o mensagem ideóloga "Et Pluribus Unum"!... e, em português... ficamos com a mística bem original: « E PLURIBUS UNUM » !
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Baseando-nos na imprensa escrita temos, datado de 25 Set (Lusa) o seguinte: «O Secretário-Geral do PS, José Sócrates, afirmou-se "muito contente" com o apoio que recebeu do Presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, para as eleições de domingo.
Luís Filipe Vieira foi uma das individualidades convidadas pelos socialistas para estar presente no tradicional almoço do PS, que assinala o encerramento das campanhas.
"Vocês sabem a importância que este apoio tem para mim. Eu sou do Benfica. Foi um gesto muito simpático do presidente do Benfica em estar presente no último almoço de campanha".
- declarou José Sócrates.»
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Adivinham-se comentários negativos quanto a este apoio! É dos livros, pertença de quem está sistematicamente no contra campo! De certas forças - quiçá fraquezas -, espera-se contestação e insinuação sobre " interesses inconfessáveis " de permutas, c/ contornos de ficcionismo!
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Sem tirar nem pôr,.... alguns comentaristas já debitaram as suas habituais cantigas de escárnio e mal dizer (...) perguntando o que é que Luís Filipe Vieira quererá em troca!?
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Naturalmente quererá, como qualquer cidadão eleitor, votar em liberdade e com o livre arbítrio que lhe assiste de poder quebrar o sigilo da intenção de voto e, dizer em quem confia [Vota]!
Em troca?... quererá o mesmo que todos!... na sua opinião,... o melhor líder para servir Portugal!
Não é esse o objectivo de qualquer acto eleitoral?
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Dando desconto ao entusiasmo que motiva os apaixonados por futebol, e particularmente pelo Benfica, tem sido afirmado que é muito importante a posição de quem estiver na Presidência do S.L.B.! Sem desrespeito pelas instituições estatais, é comum dizer-se que, ser Presidente do Benfica, ... é tão importante como ser Presidente da República!
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O recente acto eleitoral benfiquista, pela expressiva corrida às urnas, concorreu de forma exemplar, com as eleições de cariz político! A afluência foi notável!... a Política e os políticos, em comparação, levaram com amarelos!... pelo menos (...)
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Luís Filipe Vieira,... se acusado de tentar usar a força do seu eleitorado em benefício de um candidato político, espera-se ponderação nesse sentido e, medirem-se as distâncias entre um Presidente de um Clube, líder de um número significativo de gente e,... um Presidente da República,... alegadamente líder de todos os portugueses !
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Temos dificuldade em destrinçar problemas herméticos, kármicos, e de orientação Tabu! (...)
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Daí,... admirar-nos com expressões assim assumidas pelos media: «Não lhe parece que deixou que se instalasse um clima de suspeição sobre pessoas e instituições? O que devemos pensar, Sr. Presidente?»
[in: D.N. 09.09.24]
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Do mesmo jornal, cita-se: «Uma coisa é o fogo político, outra coisa é a autêntica conspiração com criações de um facto político» (...) e, ainda: « Nos E.U.A. [o caso das escutas],... levaria à renúncia do Presidente»!
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Aos regressados de férias, que sejam do estilo de desligar-se de tudo nesse período de 'hibernação', estas 'peças jornalísticas' prendem-se com imbróglios que, alegadamente poderiam comprometer o Governo, e o seu Partido que renova a candidatura nestas Legislativas.
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Para os 'caçadores' de contrapartidas... cumulativamente c/ Luís Filipe Vieira, estende-se o convite à interrogação,... quanto ao apoio a Sócrates..., do Atleta Luís Figo... e dos Artistas Xutos & Pontapés !(...)
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E..., já agora!...
foi você
que recebeu
25€ para votar PSD?

2009-09-22

« O BANCO,... ou a VIDA ! ...»



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A anarquia instalada na Banca, proporcionaria falar sobre uma interessante peça literária denominada "O Banqueiro Anarquista", mas não é o propósito desta madrugada de escrita, desinquietarmos as 'musas', por via dos profanos problemas do vil metal.
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A crise económica e financeira tem suscitado nos Estados Unidos da América (bem como na U.E.)
um certo número de perguntas sobre as relações entre Bancos e seus clientes, com respostas nem sempre convenientes para os interesses dos Bancos.
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Começando pelas relações entre os Bancos e as pessoas,... aqueles emprestaram às famílias quantias que estas muito dificilmente podiam reembolsar. Umas vezes sem garantia - caso dos financiamentos através do cartão de crédito, outras com garantia insuficiente - créditos hipotecários sobre casas sobreavaliadas.
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Em qualquer caso, os Bancos só se preocuparam com os juros que iam receber no curto prazo, para aumentar os seus lucros [agiotagem legal] e as remunerações dos seus administradores, e não com um reembolso mais do que duvidoso.
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Numa sociedade loucamente consumista como é a americana, os Bancos induziram as famílias a consumos que estas, de outro modo, não fariam não as ajudando a medir o risco e desprezando o seu. Tem sido entendido que, nestes casos, os Bancos devem assumir pelo menos parte do não cumprimento.
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Depois, Bancos houve que induziram aforristas, famílias e empresas, a investir em produtos financeiros que se revelaram desastrosos com graves prejuízos para o investidor.
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Por vezes os Bancos aconselharam os seus clientes com diligência, outros porém, comportaram-se com ligeireza dando maus conselhos; no primeiro caso o risco corre pelo investidor e no segundo a responsabilidade pelas perdas é deles, e tem vindo a ser assumida nestes termos.
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Em Portugal a questão tem dado que falar.
A falência do mais pequeno Banco nacional não seria um risco para o sistema financeiro.
Disse-o o próprio Ministro da Finanças e os restantes Bancos privados concordaram ao recusar-se a avançar para salvar o BPP, avançam, agora, com a garantia do Estado que impõe um novo sistema económico: o Capitalismo sem risco!
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O Banco Privado tem dois balcões e três mil clientes. Representa 0.2% do Sistema Bancário. Faz apenas uma coisa: pega no dinheiro das pessoas que não sabem o que lhe fazer e joga-o no Capitalismo de Casino.
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Estes abonados cidadãos preferiram o risco do jogo, ao risco da Produção. Estão no seu direito.
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Não poderão é obrigar o cidadão Contribuinte a servir de Fiador das suas Fortunas.
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Saíu o Euromilhões? ... e preferem-se loucuras?... o descendente gosta de automóveis em vez de estádios de " foot-ball "?... não vá pelo alcatrão,... conforme anúncios da televisão! Seja inovador e,... "faça" um Banco!... e brinque aos irmãos Dalton!... ou, aos irmãos Metralha e, depois,... oh 'emoção':
'assalte-se' a si mesmo!
Deixando o Estado
e a Nação,
(...) em PAZ!
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[Baseado em texto de: «Infoquadros - S.T.E. nº. 09/09»]

2009-09-21

" OITO ANOS DESTAK [ÁVEIS] "


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[No dia em que faz oito anos, deixa oito razões para preferir o DESTAK, o mais antigo dos Jornais gratuitos! Em autocrítica consciente, afirma que preferiu , desde sempre, a opção pela Isenção.]
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1 - O jornal com os melhores leitores; 2 - O jornal com o site mais actual; 3 - O jornal com os jornalistas e gráficos mais empenhados e profissionais; 4 - O jornal com os melhores cronistas; 5 - O jornal com as melhores iniciativas; 6 - O jornal que vai ter com o leitor e é gratuito; 7 - O jornal com os melhores anunciantes; 8 - O jornal com a maior capacidade para surpreender o leitor.
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Acha que esta lista de oito pontos bem desenvolvida no Editorial [inteligente como nos tem habituado], subscrito por Isabel Stilwell, se situam num único item fundamental: a preocupação do Serviço Público, que tem vindo a cumprir-se à medida do seu crescimento voluntarioso, corajoso e abnegado, reconhecendo o esforço que constitui manter tal nau em velocidade de cruzeiro vencendo ondas, mas com o horizonte sempre definido e em 'destak' , no progredir da viagem (...)
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Está convencido de que este veículo de informação tem contribuído para o desenvolvimento de hábitos de leitura no povo português. Só por isso, o Jornal Destak já está de parabéns desde o seu primeiro número!
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Leu um comentário da grande referência do jornalismo que é Carlos Magno,... afirmando o que já passou por esta cabeça e que foi: " era capaz de pagar para ler o Destak"!
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Realça, por se tratar de um jornal muito bem escrito, de editoriais pertinentes, objectivos e esclarecedores (...)
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No superior interesse da informação actualizada, 'destaka-se' pela qualidade na escolha das notícias de interesse público de maior abrangência, tratando-as com todo o rigor e competência.
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O povo orienta-se pelos tradicionais provérbios portugueses que constituem a alegada sabedoria popular!
Assim, muitas vezes utiliza o conhecido adágio: " A cavalo dado não se olha o dente "!... acontece porém, saber separar "o trigo do joio..." e,... perante escolhas entre a oferta, tem mesmo de olhar o dente, e optar: Destak !
(...)
Felicita o Jornal e seus colaboradores por este oitavo ano de aniversário, dá os parabéns pela linha editorial de isenção e independência, e também... pelas inéditas iniciativas de interesse público que tem vindo a implementar.
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BEM HAJA! ...


TROPISMO de HELIANTO


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[Helianto (...) planta da família das compostas, originária da América e cultivada por suas grandes flores, mais conhecida como GIRASSOL.]
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Já não são horas para incomodar as pessoas a pedir autorização para a publicação de imagens de coisas lindas como estas flores, as quais,... considero património da humanidade!
Hoje, falei (escrevi) com a dona destas flores e, confessei-lhe a minha paixão por girassóis!... é algo mágico que cresceu comigo!... também sou um adorador do Sol,...
... praias à parte!...
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Inclusivamente disse-lhe, que o contador de visitantes deste blogue [ALFOBRE] é um "ramo" de girassóis [em friso] com os dígitos lá dentro; está à vista!...
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Reconheço que a ética mandava pedir antes autorização ao Blogue http://diasquevoam.blogspot.com/ para publicação da imagem pois, se as flores são de todos, a propriedade artística e autoria da foto é outra coisa bem diferente!
Amanhã, se algo correr mal,... apago o post e apresento as minhas redobradas desculpas.
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Foi um impulso casual, no sentido de embelezar todo o terreno que rodeia o Poema publicado e dedicado ao Girassol, da autoria do poeta brasileiro Jairo Nunes Bezerra, do site de literatura:
Aqui,... disfruta-se poesia como num jardim rico de flores de todas as variedades... incluindo... Girassóis (...)
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Agora,... enquanto o Sol se esconde eles descansam da vigília diária!...mas amanhã,... pelo alvorecer, lá repetem a missão que a Natureza incumbiu,... que é seguir, em tropismo, todos certinhos, ... o Rei da Vida...
e... do Universo!
O SOL ...


2009-09-20

PERDIDO por AMOR


[Desenho a carvão de: Isolino Vaz]
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CAMILO CASTELO BRANCO,
(...) a contas com a Justiça em prisão preventiva na Cadeia Civil da cidade do Porto, inspira-se na situação que o tem a 'ferros' e,... lança-se na construção escrita do romance que o projectará como o melhor dos clássicos entre os seus pares: a obra intitulada, 'Amor de Perdição'!...
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Ali encarcerado por um caso de amor,... teve ainda a grandeza de não desistir das coisas do coração e,... escreveu romance de ficção romântica enquanto vivia a realidade de ter de defender a honra da dama, lutando tenazmente contra a acusação de adultério, situação instruída pelo Ministério Público que, naqueles tempos,... tinham-se na conta de donos da verdade,... da moral,.. e da vontade das pessoas!
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Vivendo angústia,... ainda escreveu amor (...) no "aconchego" de uma cela de cárcere!
(...)
Amor v/s Amor, ... tenho o Processo Judicial do Tribunal comigo.
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Caros Cibernautas: - publico a 'história'?... a do "Perdido por Amor"?... a que inspirou o êxito editorial e pessoal do "Amor de Perdição"?
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É que uma,... foi a mais popular história de Camilo e, talvez em toda a literatura portuguesa, a obra que mais ressonância encontrou na alma do povo, e o confirmou como sacerdote da «religião do amor»...
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A outra,... a "reality- show", entre Cadeia Civil do Porto e Sala de audiências no Tribunal da Picaria ... tem drama, foi verdadeira,... mas também o entediamento das peças jurídicas,... frias... soturnas... indiferentes....
... cruéis!
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(Post via telemóvel p/blog ALFOBRE)

MARÉS DO DESENCONTRO




.[Pela ordem da disposição das imagens publicadas temos: Jean Daniel, o seu livro, e o convite - que recebi e não mereci - para a cerimónia do lançamento da obra - «com Camus - Como aprender a resistir»].
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Foi nos anos sessenta o meu primeiro encontro com Albert Camus. Não pela ordem editorial,
mas,... que importa?... pela maneira como se proporcionou!... a ordem era arbitrária, como arbitrária era a possibilidade de se ter acesso a obras de interesse intelectual, 'naturalmente' sonegadas,... reprimidas,... proibidas (...)
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O primeiro contacto, por incrível, apesar de todos os crivos implementados, foi através de uma colecção em francês, "Recherches Internationales- à la lumière du marxisme"!
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Les Éditions de la Nouvelle Critique, em Paris, enviaram-me o livro «Destins du Roman» e, entre análises sobre Moravia, Faulkner, Joyce, Hemingway,... foi-me dado identificar-me com Camus, pela mão, inteligência e a escrita de Samari Velikovsky.
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Trata-se de um aturado estudo sobre "La Peste", obra d'Albert Camus... datada de 1947, em que Velikovsky considera sem rodeios, tratar-se do livro que encerra a chave do pensamento de Camus! (...)
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Outra,... entre tantas e em tão pouco tempo que a vida - que ele amava sobre todas as coisas - lho permitiu, temos "O Estrangeiro" [1942], que revelou e consagrou o filósofo pensador como um «clássico» da literatura moderna.
Romance considerado estranho, desconcertante, sob a sua aparente singeleza estilística, nele se joga o destino de um homem que viveu a sua vida segundo a sensibilidade.
Jean-Paul Sartre prefaciou-o.
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Afinal,... quem foi... Albert Camus?
Nasceu na Argélia, em Mondovi, província de Constantina, a 7 de Novembro de 1913, e morreu num acidente de automóvel em Janeiro de 1960 ao regressar a Paris de uma pequena digressão pela província.Tinha o bilhete de comboio no bolso, e 'comprou' a morte numa boleia de amizade!
Marés de coincidências,... e encontros com desencontros (...)
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Licenciado em Filosofia, a doença impediu-o de levar mais longe a carreira de professor. Entrou para o jornalismo. Com a invasão da França ingressou na Resistência, e a Libertação encontrou-o redactor do Jornal Combat.
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O seu nome subira entretanto ao primeiro plano das Letras mundiais. Em 1957 sobreveio a consagração do Prémio Nobel da Literatura.
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Para além das obras editadas... é uma fonte de pensamentos, guias de vida e de conduta. Este pequeno trabalho de blogue, não se compadece com a vontade de prolongar a escrita sobre a imensidão de madrugadas e anoiteceres, que Albert Camus nos legou !(...)
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O jornalista JEAN DANIEL [em cima retratado], fundador do "Le Nouvel Observateur", de 88 anos de idade, concedeu uma entrevista na sua casa de Paris, no mês de Março p.p., na pessoa do Dr. Mário Soares que, apresentou essa peça, em gravação no Canal Um da RTP, sobre um alargado tecer de conhecimento da vida e obra de Albert Camus.
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É testemunha viva e companheiro de lutas do homem... Camus, da sua obra, e modus vivendi!...
Escutá-lo é como se estivéssemos a ouvir Camus , os seus amigos, familiares, enfim, toda uma vivência invejável digna do Olimpo dos grandes clássicos da Cultura, e da coragem de lutar contra totalitarismos!... sem tréguas,... numa época de heróis genuínos!...
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Assim,... Jean Daniel decidiu deixar para a posteridade, um livro que ficará como 'Manual de Resistência'!... um dos verdadeiros tesouros que, dizem, os Templários terem escondido algures!
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Jean Daniel, já no Outono avançado da sua existência, fez bem em deixar este testemunho como
Guardião do Templo da Liberdade,... que o é! (...)
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Repete as quatro obrigações que todo o jornalista devia observar e, infelizmente, há muitos a falhar, porque têm de se prostituir para sobreviver!
(...)
«Reconhecer o totalitarismo e denunciá-lo. Não mentir e saber reconhecer o que se ignora. Recusar dominar. Recusar sempre, seja qual for o pretexto, todo o despotismo, mesmo provisório.»
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Porque será,... difícil... seguir estes procedimentos ?
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Não será de todo impossível!...
(...) é aprender... a resistir,
com Camus...!
[eu, vou ler...!]



2009-09-18

VIDA do MAR


Autor: Virgílio Costa
Óleo sobre tela; 61x45 cm
Data: 1973
Obra adquirida em: Exposição de Arte no Hotel Paris - Estoril.
Nome da Obra: «PRAIA do PEIXE»;também chamada "Praia dos Pescadores" e "Praia da Ribeira") - CASCAIS
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[Colecção particular do autor do blog)



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Claude Debussy, Compositor francês (1862-1918), não apoiava que as suas obras fossem especificamente classificadas como impressionistas - lembra o pintor Degas que, sendo impressionista, também contornou o impressionismo considerando-se independente -, pois achava que a Música é, por definição, uma arte impressionista por natureza.
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«O MAR»,... peça genial, constitui uma das obras-primas na arte da orquestração de todos os tempos - um estudo realmente impressionista (...), cambiantes de cor que o mar vai adquirindo ao longo de um dia, transmitidas através de uma combinação prodigiosa com a variedade dos mais inesperados timbres de sonoridade.
. Além disso, "O Mar" de Debussy também descreve a riqueza rítmica infinita - e sempre diferente, sempre renovada - que caracteriza o movimento das ondas, e o seu diálogo com o vento (...)
Convido a seguir o texto ao som (a imaginação é ilimitada!...) da III interpretação de 'O Mar' (tríptico sinfónico), e que se chama "Dialogue du vent et de la mer" (...)
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["Puisqu'il le faut",... lembramos por ordem decrescente as outras duas obras do tríptico: II - "Jeux de vagues"; I - "De l'aube à midi sur la mer"]
(...) Rasga-se formoso o amanhecer do dia! Para as bandas da serra umas núvens avermelhadas, sanguíneas, começam a manchar de luz o céu, a serra e o mar.
E o mar ruge furioso!
Na praia, a dois passos da água, alteia-se a silhueta possante, airosamente conformada, de um velho pescador.
Observa atenta e demoradamente o Oceano. Sobre o revolver indomável das ondas espraia o fluido do seu olhar vivo, faiscante de coragem...
Fita depois, calmamente, um ponto daquelas águas, na crista de uma vaga além, tocada já pela carícia branda de um primeiro raio de sol.
E deixa-se ficar, namorando-as como se fossem folhas de um romance, páginas de um Oráculo
que se precise consultar, para decidir-se a realização de algum facto.
(...) Agora essa estátua impassível do velho pescador desmancha-se num movimento brusco.
Recua uns passos, desentrança uma da outra as mãos dadas, pendidas sobre o quadril e, com uma delas, tira da cabeça o barrete.
Ergue-o no ar, olha para terra, e assim se conserva uns instantes...
Que indecifrável enigma para a oprimida curiosidade de um 'mirone'!
E, no entanto, a muda expressão daquele gesto é logo compreendida em toda a beira-mar.
Toda a tripulação de pesca tem assim percebido o seu sinal de mobilização, o sinal de ir ao mar.
A criança, o rapaz, o adulto e o velho têm de se manear.
E o mar está 'puxado'! Não amansa nem amansará tão cedo. A maré não está de feição, é certo, mas parece estar a modos de, a jeito de prometer dar sardinha.
A antevisão dessa promessa fascina o pescador; a coragem e a valentia soerguem-se no ânimo dos pescadores que, destemidamente, mais uma vez, à voz do seu arrais, vão vencer as ondas, na
ânsia sacrosanta de ganhar o pão de cada dia.
(...)
O barco entra na água e sofre o embate das primeiras vagas, e os homens colados firmes aos remos, enormes, pesadíssimos, começam a sua extenuante faina de remar.
É um dos momentos mais perigosos que a viagem oferece.
Uma onda alterosa, arqueando-se em foice, vem rebentar na proa do barco que cava nela um abismo com o seu peso; a vaga fendida, sob esta pressão, esguincha enraivecida e, em cachão de espuma, fustiga e sufoca toda a tripulação que resiste heróica, preparando-se para os actos sucessivos que vão acontecendo ao ritmo de Neptuno, até atingirem maior distância, passando a pancada do mar e, teoricamente, mais livres de perigo.
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E a faina acontece entre preces misturadas de fé e superstição em nome de entidades de culto que, pouco lhes valerão, mas talvez ajudem à 'companha' [equipa de pescadores], uma farta colheita de peixe.
(...)
A luz suave do pôr do sol avermelha as núvens na linha do horizonte. Almas amorosas e sonhadoras vão para a praia esperar o seu "home" e,... com elas,... lá está o velho pescador... só, de pé na humedecida areia estendendo a vista pelo Oceano...
Vê e ouve o mar!
Dele tira lição e ensinamento para acantonar-se no trabalho de cada dia, e reconfortar-se na lembrança de alguma ilusão, ou vocação, com que outrora a vida o terá encantado!
Vê e ouve o mar!
O seu olhar poisa ali, como nas folhas de um romance, páginas de um Oráculo que precise consultar!
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Que é que o atrai assim?!
Um vago encantamento de sonho certamente, porque ao mar toda a sua vida se lhe prende, como o coração se nos prende a uma última carta de amor, olhada sempre com enlevo e afecto quando uma e outra vez lhe relemos as suas palavras, que o tempo perfumou de ilusão e saudade.
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Decerto que é angústia, e um apelo muito forte!
O chamamento mágico suave... da sereia...
o hino nostálgico da
Vida do Mar! (...)

2009-09-15

TO VOTE, OR NOT TO VOTE ...



[Símbolos políticos da actualidade, e imagem do Dr. Sidónio Pais, o «Presidente-Rei»
(1870-1918)]
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Vivemos de novo um momento histórico que exige dos candidatos a cargos públicos um comprometimento efectivo na defesa intransigente dos valores da democracia, da ética e da cidadania.
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Um eleitor bem informado, tem condições de escolher melhor. Para isso, existem as campanhas, os debates e outras atitudes divulgadoras dos projectos, das ideias e programas.
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A participação da juventude tem um papel fundamental no desenvolvimento da sociedade democrática e na sua constante renovação. Esta participação deverá levar ao desenvolvimento de qualidades como compromisso, envolvimento, responsabilidade, solidariedade, consciência democrática, participação e respeito pelos outros concidadãos.
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Não somos nós, neste blogue, que vamos ter a veleidade de incentivar o ir, ou não, às urnas! Não passamos de uma pequena 'sementeira' de letras e ideias sentenciadas ao solilóquio para consumo caseiro, limitando-nos ao simples exercício de pensar, e arquivar de forma moderna elementos de interesse histórico com conteúdo, que sirvam para comparar as diferenças, ou as semelhanças, no tempo e no modo de as pessoas reagirem aos fenómenos sociais.
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Estávamos na I República, o Dr. Bernardino Machado (1851-1944) exercia o mandato de Presidente da República desde o ano de 1915. Acabara um período eleitoral e, o jornal O Século do dia 5 de Novembro de 1917, deixou-nos uma amena palestra sobre o tema de eleições, nos seguintes termos:
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«Não votar é abdicar dos nossos direitos mais caros, é mais do que indiferença, porque é um crime. Esta verdade acaba de ser escrita em todos os periódicos partidários e não partidários, com uma convicção cuja unanimidade atesta que não estamos de todo, apesar das aparências, divorciados do bom senso.
Não votar é perder, voluntariamente, a faculdade de julgar-mos os actos de outrem, contrários ao bem geral e ao nosso próprio interesse; é um egoísmo repugnante, se se deixa de votar por simples comodidade pessoal, é estupidez se se supõe que um voto apenas não faz falta alguma e, assim, que o acaso é que determina o resultado das eleições.
Não votar, é transigir com os maus hábitos da nossa' raça', sem energia, sem nervos, sem reacção, quando se trata de um esforço, por pequeno que seja.
Não votar é justificar os maus tratos futuros, o abuso, o desprezo pela opinião pública, a surdez aos clamores que se erguem tardiamente, às censuras dos eleitores, aos pedidos de justificação
e castigo.
Não votar é a defesa do absolutismo, é a entrega do que mais se estima na mão dos que, por conveniência própria, nos destroem a fazenda, nos ofendem as crenças, nos esmagam sem dó.
Não votar é caminhar de olhos vendados em estrada cheia de precipícios, quando estava em nossas mãos conservá-los bem abertos e ter preparado um caminho liso e sem obstáculos.
Não votar é isto tudo e muito mais que tem sido dito e redito a propósito dos actos eleitorais entre nós, dos locais desertos, a ponto de em alguns nem se poder constituir a mesa...
Não votar - laconicamente, em três palavras apenas, incisivas e sobretudo verdadeiras - é ser burro!
Pois muito bem. Feitas estas considerações, que decerto estão no ânimo do leitor, dando por escusada a nossa argumentação, tão atrevida como se tentássemos ensinar o padre-nosso ao vigário, acontece que ontem... o signatário destas linhas não foi votar.
É uma besta, evidentemente.»
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a) J. Neutral
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Verifica-se que a prática da abstenção é algo que vem de longe! Diz-se que com os erros da história, se aprendem novos caminhos de vida. Há noventa e dois anos, a conversa era a mesma de hoje!... e os usos e costumes na falta de responsabilidade e consciência de cidadania, igual!... lamentavelmente igual!
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À primeira República 'sucedeu', por golpe militar, a ditadura,... o Estado Novo,... e começaram as queixas de que o voto não era livre,... que as eleições, ou não eram para todos - mulheres não votavam -, ou eram uma farsa.
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Desenvolveram-se esforços, correram-se enormes riscos,... botou-se a ditadura ao chão e, a democracia renasceu numa manhã de Abril! Voltou o livre exercício da cidadania... a liberdade de expressão... o direito ao voto para todos os portugueses,... os jovens puderam começar a votar logo aos 18 anos... conclusão: muitos fecham-se nas suas conchas, despreza-se o exercício da liberdade de ir às urnas! Dá para entender?... parece que não!... e os responsáveis pela abstenção, estão lentamente a emitir um atestado de extinção da legitimidade democrática, por mor dos seus conflitos internos e vontades pessoais, julgando que governar seria dirigir o país de maneira a contentar todos, um por um, como se cada qual tivesse um condado, com casos exclusivos de vantagens, e leis personalizadas. É mais do que ignorância,... é a estupidez generalizada.
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A Redacção do Jornal O Século, e muitas instâncias oficiais, não previam que naqueles finais do ano de 1917, a conspiração ameaçava as estruturas nacionais! Muita gente desacreditou os valores democráticos, com a falta de representatividade eleitoral, demonstrada pela generalização abstencionista.
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Exactamente um mês depois do artigo acima descrito - dia 5 de Dezembro de 1917 -, Sidónio Pais lidera com sucesso um golpe de estado!
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A 27 do mesmo mês, toma funções como Presidente da República e, desde logo assume atitude ditatorial alterando a Lei Eleitoral, moldando-a ao seu gosto e jeito, sem ouvir o Congresso.
Ligitimou o seu mandato [pudera!] por sufrágio!
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Os absentistas... lá acharam o que andaram a 'pedir'!... acabaram por fazer de conta que votavam... perderam a liberdade de criticar, pois à mínima censura escutada por polícias ou bufos,... era a prisão arbitrária!
Mas 'conquistaram' uma Nova República,... cujo Chefe,... General Sidónio Pais,... para 'delírio' de muitos,... passou a intitular-se:
O PRESIDENTE-REI! (...)
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E a Abstenção,... sentiu-se realizada!

2009-09-14

ENSARILHAR (...) ARMA!...

O título do post é uma expressão militar que faz parte do manejo de arma (ordem unida), e consiste em colocar as armas no chão, em descanso, aos grupos, prendendo umas nas outras num dispositivo na parte superior.

A supracitada expressão é dada com ríspida voz de comando e, depois de executada a ordem, resta uma paisagem estranha constituída por alinhadas 'sebes' de armamento que fica em repouso, como se de uma plantação de espingardas se tratasse!
Àquela voz 'mandona', o cumprimento da ordem também pode significar o acabar uma guerra, sucedendo-se, eventual rendição e, o armamento assim 'plantado', ficará às ordens da tropa vencedora.
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Porquê o repetir a exibição desta imagem neste post?... é que 'falta' algo no texto dos «DOZE ANOS DEPOIS», após as considerações prestadas nos comentários recebidos : "...desenho que deixou boa impressão pelas cores,... o traço,... o conteúdo da 'legenda' considerada sensível e explícita..."
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Concebido durante o segundo grande conflito beligerante mundial, doze anos depois do seu fim, a imaginação dos meus verdes anos conduziu-me à expressão plástica do desenho que pela segunda vez aqui exponho, e faço-o porque preciso de estar a olhar para ele ao fazer esta retrospectiva:
- pelas rotas marítimas de Vasco da Gama até à India, os irmãos mais velhos dos meus amigos e colegas, passaram a navegar de kaki (farda amarelo areia), em contingentes militares com destino à guerra declarada em Goa, Damão e Diu.
Mais uma desgraça armada desabava sobre o melhor capital que um país tem, que é a sua juventude ! Veio a vitória dos outros contendedores ... veio o ajuste de contas do Governo que não admitiu que alguém sobrevivesse... veio o tempo que se seguiu... com rumores de mais e mais conflitos... em África... que acabou por chegar a mim... aos outros... e a todos!... fomos enviados ao encontro de mais lutas... combates sangrentos... com os cérebros militarizados e imbuídos de valores que o futuro de agora, com todos os argumentos que apresentam em nome da evolução da história do mundo, não conseguem inverter o sentido!... respeita-se,... mas não se pode esquecer que, afinal, as gerações dos mais velhos insistem em criar guerras e justificá-las sempre!... em nome dos seus interesses... sempre dos seus interesses... por patriotismo... por solidariedade... por lérias que têm morto e destruído a Juventude de todas as gerações!
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É por isso que eu digo no post dos «DOZE ANOS DEPOIS»: "(...) É a guerra do meu baptismo, a guerra da minha juventude, a guerra de todos os tempos, ... eternamente ... sem tréguas (...)! "
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É por isso que o traço do desenho é forte: compensa a cor,... bonita e marcante mas deslavada, porque é a cor do sangue da juventude!... anémico de tanto correr sempre... em todas as guerras... em nome de tudo e,... afinal de contas... por mor de nada!
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Nunca dei nome àquele esquisso militarista!... será militarista?... é o meu Soldado Desconhecido. E vai continuar a sê-lo: desconhecido!... é um militar internacional... efígie da estupidez humana que não pára de andar aos tiros (...) em nome de valores equivalentes a zero!
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Hoje,... olhando para ele [desenho], habilitei-me a um "ensaio"!... não lhe vou dar nome, obviamente! Vai apenas ter uma missão... que deve ser a que está a cumprir naquele papel reflexo de tristeza,... drama e diabolização!
Ele hoje... vai ser,
"A SENTINELA"!
Mais, (...)
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« A RONDA da MANHÃ »
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Vai a noite no fim. Luz d' Alva nos afaga.
Além, no bosque denso, envolto em nevoeiro
Um very light surge - facho derradeiro
Na derradeira sombra que a manhã apaga.
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Luz d' Alva! Luz divina! A vista se embriaga
No doce resplendor do teu alvor primeiro.
Sobre a linha inimiga, célere, ligeiro,
Anda um melro assobiando uma tristeza vaga.
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Vou passando, a sonhar, a ronda habitual,
Sofrendo a nostalgia ardente que me invade;
Uma sentinela fita-me e,... brutal,
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Na esplêndida eclosão da sua mocidade,
Pergunta: - Quem vem lá? a senha? - Portugal!
E o nosso olhar sorri, brilhando de saudade.
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Acabou a ronda... terminou o post mas,... atenção caríssimos cibernautas:
A GUERRA,... continua!...
e a SENTINELA
lá!... no seu posto de vigia...
sempre com senhas diferentes,
mas o mesmo
Destino!

2009-09-12

O BALLET de DEGAS







Faz-nos muita confusão as pessoas pouco saberem e 'explicarem-se' tanto! Ao contrário do habitual que é a discussão sobre 'football', há dias ouvimos uma troca de opiniões sobre autores clássicos de pintura e, esticámos os tímpanos para apreciar o tom de um discurso diferente daquele do das quatro linhas, mas depressa nos apercebemos da confusão de nomes e estilos, pois alguém já tinha visto um original de Salvador Dali na parede de um 'Snack' lá do bairro, José Malhoa não tinha sido pintor pois era o nome do Café lá do bairro e, Monet não foi pintor,... mas o cérebro da construção da CEE!
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Lembrámo-nos ainda de, em tempo, num Café, durante a exibição televisiva de um concurso, ter ocorrido uma onda de pareceres sobre Edgar Degas que, de estilista a músico... percorreu uma série de vocações artísticas... menos a das artes plásticas.
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Edgar Hilaire Germain De Gas, ou Edgar Degas, pintor, gravador e escultor francês, um dos mestres da Escola Impressionista (1834-1917). Foi o pintor da vida moderna e procurou nas suas telas e 'pastéis' representá-la em plena acção, com as suas dançarinas, interiores de oficinas (engomadeiras, modistas), etc. [é o perfil que as Enciclopédias dão!]
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Porém, a Edgar DEGAS, só as atmosferas parecem preocupar. Se bem que estivesse ligado ao grupo impressionista, participando nas suas exposições conjuntas, mantém claras diferenças, ao ponto de preferir o estatuto de independente ao de impressionista. Destaca-se pela dedicação à figura humana em vez da paisagem, preferências pela luz artificial e dirigida, em vez da pintura ao ar livre.
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Pierre Francastel, que estabelece uma relação entre Degas e os impressionistas, afirmou: «Se bem que ele vire as costas à luz do dia, atrai-o a luz dos projectores, e chega desta maaneira aos resultados de Manet: a dissolução da forma»!
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Como independente no impressionismo, o artista chegou a afirmar: «Está muito bem copiar o que se vê, mas é muito melhor uma pessoa desenhar o que vê apenas na sua memória. É uma transformação na qual a memória colabora com a imaginação, em que apenas se reproduz o que nos chamou a atenção, ou seja, o necessário.»
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De personalidade fechada, mas muito observadora, mais retratista dos seres humanos do que da natureza vegetal, DEGAS marcou o início da sua independência do grupo impressionista quando esculpiu em cera, "A pequena bailarina de 14 anos"(...)
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Ao exibir a escultura, deixou em choque os colegas e o "jet set" da época! Não suportaram a imagem de cera que encerrava uma enorme carga de reprovação da alta sociedade, na denúncia do alheamento aos desfavorecidos. A bailarina representava uma dançarina da Ópera que Degas conheceu, e convenceu a posar para ele, desde os esboços iniciais até à 'clonagem' de cera! De familia miserável,... uma irmã prostituía-se para sobreviver... destino igual que a bailarina prosseguiu... também,... para sobreviver!...
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Escultura carregada de significado acusatório,... através dela... denunciou a indiferença dos 'grandes' pelos 'pequenos'...
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Chocou o mundo!... mas pô-lo a reflectir,... como um bem nascido [ele era aristocrático] se atreveu a provocar a sociedade!
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Foi rejeitado,... mesmo humilhado,... mas a atitude... aos poucos... conseguiu mudar a visão conservadora e eclética do mundo, nunca deixando de agitar e tornar públicos os problemas sociais. Anos mais tarde, a famosa escultura tornou-se um ícone desta forma de Arte.
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É esta a imagem que nos chegou aos dias de hoje, dando a impressão de que DEGAS fez um passeio tranquilo pelos tempos da sua existência. Estivémos sempre a vê-lo, através de fontes de compêndios e enciclopédias, ao género de aventuras e desventuras de um bem intencionado.
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Mais ou menos ficou aqui o registo, de que o artista sofreu represálias pelas suas atitudes solidárias! As classes sociais mais favorecidas nunca gostaram de que lhes apresentassem problemas de indigências, para além da oportunidade de poderem exercer a caridade!... o que reconforta a alma,... e dá estatuto de benfeitor ! Que seria dos privilegiados sem pobres,... para poderem praticar o bem!?
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Vejamos no ano da sua morte, em 1917, como as pessoas achavam Degas,... e o suportavam com muito custo... e faziam o que era possível para lhe ofuscar a imagem até aos limites do desprezível.
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Uma peça de reportagem com origem de Paris, descrevia nos seguintes termos, sobre a recente morte do pobre Degas,... já muito velho,... quase cego, na sua casa de Montmartre. Pobre, porque de facto o foi durante toda a sua vida, carente de alegria de alma ou felicidade que encerra a doçura de viver. Era um homem azedo, de relações cortadas com a sociedade do seu tempo, de mal com todos e de mal consigo mesmo, semeando a torto e a direito sarcasmos crueis de onde nasciam ódios, revoltando-se contra a hipocrisia dos homens, rindo amarelo da comédia da vida, criando em torno de si uma barreira de respeito talvez um pouco, mas também de muita inimizade e de terror.
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Terrível homem, mas um grande artista! Os frequentadores de museus conheciam-no pouco. Havia uma pequena parcela da sua obra no museu do Luxemburgo! Raras vezes expôs, muito embora uma das suas telas tivesse sido vendida por uma soma fabulosa! A celebridade veio-lhe sem que ele a tivesse procurado, e não era excessivo dizer que a recebeu de mau humor!
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Degas sabia pintar, admitiam, aprendera numa grande e boa escola: na dos antigos, os verdadeiros mestres. Percorreu a Itália tendo adquirido apenas perfeição!... quanto a atender às graças da natureza, nada!... desdenhava tal e, preferia as pequenas dançarinas dos seus quadros mais célebres, escleróticas, sem mocidade, sem elegância, pobres fantoches armados para a ilusão da ribalta, verdadeiras por certo... mas de uma verdade atroz.
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Degas não era sociável, e isso criou-lhe inimizades!... aqueles que ele magoou com as suas 'bondades', não lhe perdoarão nunca, porque essas coisas não se perdoam...
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Mas,... a posteridade,... que não terá conhecido o homem, poderá à vontade, largamente, admirar o artista.
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O articulista desta matéria carregada de rancor, terminava a exposição admitindo alguma indisposição pelo facto de em Paris,... naquele dia, o céu não estr azul,... cor de chumbo,... e o frio começava e o carvão faltava a pobres e a ricos... era a miséria dos tempos... era a I Guerra Mundial!
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Terminava filosofando com a seguinte' máxima': «Porque está escrito que a única igualdade que de vez em quando ainda é possível neste mundo, é a igualdade na dor.»
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Como convém lembrar, EDGAR DEGAS tinha acabado de falecer não havia muito tempo e, já de provecta idade. Mesmo assim,... ainda despertava desdém que chegasse! É notório que fez uma vida remando contra as correntes sociais,... achando-se desencontrado naquela época de desprezo por direitos, ou quaisquer conceitos humanitários!... ressoa ainda, o" belo" pensamento:
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IGUALDADE,...
SÓ NA DOR!
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[DEGAS teria hoje cerca de 170 anos se fosse vivo; bem poderia fazer outra estátua, pois há ainda muito caminho a percorrer!... No entanto, a dançarina de cera, após a sua morte, foi moldada em bronze, e está num Museu]




2009-09-11

« ESTRELAS de BAMBU »






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A Bandeira da República Popular da China foi adoptada em 27 de Setembro de 1949. A cor predominante é a vermelha, que simboliza a revolução e o Partido Comunista da China - que tomou o poder na guerra civil que se desencadeou a seguir ao fim da II Guerra Mundial - e a cor amarela das estrelas é para destacar a claridade da terra vermelha. Tem cinco estrelas no canto superior direito, representando a maior o Partido Comunista da China, e as outras quatro, o Povo chinês.
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A relação entre as estrelas, significa a União Popular sob o comando do PCC. Numa sociedade sem classes, as quatro pequenas estrelas 'pretendem' representar os trabalhadores, os camponeses, os burgueses e os patriotas capitalistas. De estranhar este entendimento, na medida em que camponeses são simultâneamente trabalhadores, e os burgueses e capitalistas, mesmo patriotas, não encaixam na filosofia marxista-leninista e estalinista! Outra versão, leva-nos à explicativa sugestão de as tais estrelinhas simbolizarem as quatro regiões administrativas: Hong Kong, Macau, Tibete e Taiwan (Formosa).
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Julgamos lembrar-nos desta bandeira dos herdeiros dos Mandarins, desde sempre, com aquela 'constelação' implantada sobre o vermelho revolucionário; não se percebem as deduções 'heráldicas', tanto mais que Taiwan - ainda de fora - é para eles, o mesmo que a cidade de Olivença é para nós!
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O post «Sete meses Online», recentemente publicado, recordou a nossa posição em termos de Defesa dos Direitos Humanos, reiterando outra postagem, a de Abril p.p., intitulada «Despertar Chinês», solidarizando-se com o nosso compatriota macaense Sr. Lau Fat Wai, de 49 anos de idade, titular de Bilhete de Identidade português, e preso por ter sido detectado com alegada quantidade de estupefacientes e arma de fogo ilegal em seu poder, pelo que, a Justiça chinesa lhe determinou a pena de morte, em consequência daquelas circunstâncias!... O Ministro Alberto Costa, casualmente em Macau, desencadeou mecanismos para ir em socorro daquele nosso concidadão. Até à presente data, nunca mais tivemos notícia da evolução daquele caso, desconhecendo se alguma das estrelas da Bandeira rubra se 'lembrou' de proteger Lau Fat Wai.
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As disposições legais da Justiça chinesa ditam que não aceitam dupla nacionalidade de alguém que seja de «étnia» chinesa, posto que, naquelas instâncias, um chinês é sempre chinês!É duro saber tudo isto, não só pela inflexibilidade como pela auto-denominação racista que faz recordar fantasmas antigos, reaccionários, em que se denominava a China como o perigo amarelo!
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Então,... nos "SETE MESES...", mostrou-se o Álbum de 'família' com o primeiro post, tímido, a dizer em latim que as palavras voam e os escritos ficam [Verba volant, scripta manent], e um vídeo a ilustrar a decoração existente e em 'movimento', na altura, destacando o ar embandeirado com os pavilhões de Portugal, União Europeia e das Nações Unidas... engano!... e porque, ...
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Saíu o filme trocado,... pois o vídeo então publicado é mais recente, muito embora apresente resultados das operações das sementeiras e transplantações deste canteiro de [agri]cultura generalizada.
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Esta postagem apresenta aqui e agora o vídeo certo e correspondente às bandeiras que o Blogue
tinha,... e viu trocadas pela bandeira da China comunista. Deixemos apenas a estranheza,... e o reparo,... pois as conclusões ficam para os técnicos deduzirem... e acharem, ou não, coincidências no assunto!... coisas de pouca monta!...
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Saíu do blog,... entre outras,... a bandeira de Portugal!... e,... o que deduzir, após vê-la substituída pela bandeira chinesa, na sequência de mostrarmos publicamente o nosso sentido crítico à forma como aplicam e gerem a justiça? ... uma coincidência!... uma "chinesice" nossa!
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Não temos pruridos com bandeiras, nem com ideologias de nenhum carácter pró-democrático!
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A prova é que, sem hesitação, içámos a Bandeira da República Popular da China! Não achamos que o Povo chinês seja uma «étnia»... apreciamos que a cortina de bambu esteja a ser desmontada, e é bom, ver nascer a esperança num firmamento estrelado de amarelo, em céu vermelho de Sol Nascente !
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O entendimento generalizado e definitivo é muito simples: é só traduzir os Direitos Humanos em Chinês, e aplicá-los! (...)
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E,... dizermos em uníssono: abaixo a 'cortina' de bambu!...
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E, ... Vivam as
Estrelas de Bambu! (...)

2009-09-10

« A CASERNA DA ASFIXIA »



[In: Revista Única; Expresso nº 1666 de 2004.10.02]
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"OS MALEFÍCIOS do TABACO" é uma pequena peça do dramaturgo Anton Tchekov (1860-1904), na qual uma personagem razoavelmente anedótica, embora com importante estatuto na Sociedade, profere uma palestra insuportavelmente edificante e de uma hipocrisia risível sobre os horríveis prejuízos que o consumo do tabaco provoca à saúde e à ordem social e moral.
Ora, como o Homem tem o livre arbítrio, e considera que cada coração seu Mestre, há quem da essência da mensagem da palestra apenas extraia e adopte o perfil anedótico do Orador, e continue a fumar, contrariando o propósito do monólogo do escritor, que exercia medicina de dia, e dedicava as noites à escrita.
O Dr. Alberto João Jardim recria na Ilha da Madeira uma espécie de base militar onde se instalou a verborreia, a ofensa gratuita, a comunicação em tons grosseiros... e tudo o mais que é típico e natural entre muitos dos homens fardados das linhagens castrenses! (...)
Mesmo nos tempos censórios da opinião, a dissoluta linguagem e muitos outros comportamentos rudes, esgalha pessegueiro e rascas, era vocabulário libertário autorizado, considerando a identificação lexical com virilidade no combate, e no esmagamento dos sentimentos dos' inferiores', pelo poder hierárquico dos 'superiores', utentes de reluzentes galões.
Contudo, em certas ocasiões abriam-se as portas de armas dos quartéis às mulheres mães, irmãs, namoradas e outras,... e outros... acompanhantes civis, para assistirem às cerimónias do juramento de bandeira, testemunhando o compromisso dos mancebos num casamento algo virtual, mas obrigatório, em que o militar deixava de ser proprietário da sua vida, empenhando-se defender a Pátria a troco dela, acompanhada de todos os sofrimentos que se oferecessem necessários. Naqueles dias, havia um esforço colectivo para ninguém dizer palavrões, nem ter atitudes menos correctas. Era a boa imagem da instituição militar que estava em causa, e tinha que passar com distinção.
Esta textualização prende-se para entender ou não, as afirmações de Alberto João Jardim prestadas desde sempre, e também ao Expresso em 2004, tendo declarado que aplicava na vida política, as técnicas apreendidas no seu tempo do serviço militar, onde adquirira especialização na acção psicológica, usando os conhecimentos com estilo!... assim se afirmou... tanto na escrita... como no terreno.
Não será de todo descabido o que se disse no início deste texto, ao ironizar com a imagem da Ilha da Madeira identificada com uma espécie de base militar! Afinal, o Dr. João Jardim há muito que deixou o subentendido de que é o "Comandante da Unidade", o PSD a ' Arma', e os cidadãos os seus 'soldados'!
Afirmou ainda outra coisa curiosa: "Clausewitz dizia que a política é a guerra sem armas! Para ser um político a sério, tenho de raciocinar em termos militares"!! (...)
Trata-se da reedição de um «Ganso Selvagem»... e 'selvagem'... talvez... no seu melhor [pior]!
Parece não ser de admirar a utilização de expressões ordinárias atiradas ao ar, sem qualquer pudor e de sorriso de orelha a orelha! Até é um ' militar ' diferenciado!... diz palavrões em inglês!
Mas, com uma senhora dentro do quartel, tal como nos dias de juramento de bandeira, MFL deveria ter sido poupada aos ecos daquele impropério...
Só falta dar outro grito de Ipiranga... e berrar a plenos pulmões: " Amem-me,... ou deixem-me!...
Por mim,... dispenso ambientes 'dialogados' em linguagem insultuosa e na versão do reles e baixo latim - mesmo traduzido em inglês -, vulgar nas casernas asfixiantes, rudes, e bestas!
Já conheci casos do género,... que acabaram a julgar...
que eram o Napoleão! (...)

2009-09-09

«NATUREZAS - MORTAS»


[*Obras de: VAN GOGH
*Pinturas Impressionistas: Natureza morta com Bíblia, e Caveiras.
*Óleo sobre telas.
*O autor das Obras dispensa apresentações.
*O autor do Blog lamenta não as possuir.]
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Desde a pré-história que o ser humano se identifica com o belo, muito antes de ter sentido vontade de esboçar projectos arquitectónicos urbanísticos nos espaços livres do planeta.
Van Gogh pincelou a bíblia como ele 'viu', e as caveiras que foram sempre elementos subjacentes à redenção perante a vida, eram para sugerir que cada pessoa tinha uma coisa daquelas lá dentro mascarada em vida de beleza epidérmica, antes da grande separação da pele e do osso, na grande entrevista que todos têm com a Morte! Devia dizer quase,... pois, a dar crédito às escrituras que o livro em cima representado afirma, na história mitológica deste grande universo de crenças, há uma grande competição entre uns que foram mortais e outros que se livraram da lei da morte e, precocemente 'astronautas', subiram aos céus dispensando lugares de Culto terrenos,... para memória futura.
Grandes manifestações de Arte!... assustadoras expressões plásticas que o pragmatismo duvida aceitar,... mas também difícil ignorar nas valências daquele livro bíblico que pode ser símbolo de todas as religiões conhecidas,.. e desconhecidas!... até o chinês ateu Mao Tsé-Tung (...) inspirou uma bíblia também! ... o livrinho vermelho!
O homem que 'convenceu' o mundo que fez uma revolução cultural!... nome que chamaram à grande operação de limpeza étnica!!... fugindo-se sempre,... em nome do povo, ... à dureza da expressão... genocídio!
Gostava de estar sossegado perante factos da actualidade portuguesa... mas,... tal não é possível!
Algo de mal,... cheirou no 'reino' da Ilha da Madeira! Não se refere à Dinamarca onde o adágio pertence, e recentemente foi invadida por pandemia dita desportiva e 'futebolística'; as pituitárias estiveram sensíveis... enfim,... algo que não percebe, nem quer... pois, ...afinal, ... a bandeira portuguesa já não passa de estandarte corriqueiro para pessoas se mascararem e agitarem ódios e rivalidades baratas,... como se 'Aljubarrota' ainda fosse 'ameaça'!...
Os ouvidos não quiseram acreditar nas palavras que Manuela Ferreira Leite disse na Madeira.
Acreditava que a "guru" do «PPD» tinha adiado visitar a ilha por motivos de sacudir o capote e não ter de se pronunciar sobre Sr. João da Madeira! Na mesma moeda que chama ao P.R. ,
Sr. Silva!
Mas,... se fosse África diria ser do clima! M.F.L. disse com todas as letras que, a ilha é a grande mãe de todos Manuais para se adaptar biblicamente ao Continente,... sendo o Dr. Jardim... o seu Profeta!
E muito mais disse!... mas não é saudável ser arauto de tanto dislate! (...) e toda a gente já sabe!
Tem significado pensar que, se alguém por sortilégio de algum aprendiz de feiticeiro de Oz a fizer ganhar este acto de legislativas,... então sim... no mínimo, seremos inundados por todas as bananas produzidas naquela' herdade' atlântica, com direito a brinde de sermos mandados por
elementos humanos da mesma espécie botânica! Talvez se fizesse a quadratura do círculo e, de uma vez por todas, o fleumático Presidente da República se encontrasse numa verdadeira salada de frutas política, confeccionada de laranja e bananas!
Despacho premonitório: nestas circunstâncias, apesar de se dizer que fruta faz bem à saúde, o povo não correria o risco de, na verdadeira acepção da ideia, ficar reduzido a pão e laranja?
Indignou o aproveitamento do caso TVI para insinuações de a liberdade de imprensa correr um grande risco no continente, em comparação com todos os media da Madeira... (menos um!)!
Acredita que recebeu curso de demagogia onde passou com 'classificações elevadas', tendo porém passado nos exames com deficiência na cadeira da coerência!... disciplina onde a vê sempre a meter o delicado pézinho numa argola suja!... a lembrar, a «Santanização» que embandeirou e tocou todos os clarins... com Prof. Marcelo, e outros notáveis a colocar madeira na fogueira. Para,... afinal, numa alegada manhã de nevoeiro, pelas mesmas mãos Santana renascer das cinzas!
De certa maneira acredita que a TVI na altura fez parte do refugado de "santanização" e, agora, servem-se das influências intestinas para usarem os mesmos ingredientes e cozinharem um novo prato: o da «Socranização»!
Sinceramente recomendava mais sossego àquela senhora de aspecto que ela própria acha pouco apresentável, embora sem culpa,... e, para seu bem e do país, recolher a penates e ir governar sim,... mas só... a sua própria casa!
O Dr. Alberto João Jardim decerto mandava bananas madeirenses... e... ficávamos por aí!
É que, quanto às laranjas, já não se recomendam nem para saladas,... está
tudo muito podre!... como a sua 'entourage'!...
Dessorada e intragável!
(NATUREZAS - MORTAS)
Mantenha a saúde física...
que o tempo, cuidará do resto.
A Gente.... esquece!

2009-09-07

SETE MESES ONLINE






SETE, é um dos mais importantes números sagrados na tradição das antigas culturas orientais. Na literatura acádio-sumérica, fala-se de sete demónios, representados por sete pontos e aparecem na constelação das Pleiades.
No Apocalipse de S. João, desempenha um papel importante: sete Igrejas, sete chifres de dragão, sete taças da Ira no "Livro dos Sete Selos".
No Parsismo da antiga Pérsia, veneravam-se sete "santos imortais", sete espíritos superiores.
Na Europa medieval, dava-se importância ao grupo dos sete: sete dons do Espírito Santo e eram sete as Virtudes. No Culto dos mortos, a cada sete dias depois do falecimento, eram organizados festejos e sacrifícios em honra do morto.
Ainda hoje mandam rezar missas ao sétimo dia após o falecimento; calcula-se alguma reminiscência neste cerimonial (...)
As semanas têm sete dias !...
Sem dúvida que, este número tem muito protagonismo entre os seus pares e,... também nos ímpares!... espécie de «númerotropismo»!
Não sabe se por maldição, tradição ou o que quer que tenha sido, foi posto na Escola com a idade dos sete anos para aprender a ler, a contar, e a escrever (...) Hodiernamente crianças vão cumprir essa obrigação com menos idade!... obrigação na medida em que o Estado Providência ordenava saber ler, escrever e contar; depois, segundo o aproveitamento, o aluno era «Aprovado» ou passava com «Distinção».
Ainda recentemente, cidadãs e cidadãos gabavam-se de ter apenas a quarta classe da Instrução Primária do chamado antigo Ensino Oficial! Era tirada numas aulas pedagogicamente pontuadas entre algazarras de tabuada e gritos de alunas e alunos ao levarem dezenas de reguadas nas mãos ou ponteiradas no alto da moleirinha da cabeça para, assim, abrirem a inteligência noutras disciplinas e, apurarem vocações para futura aprendizagem de ofícios, desde o exercício do Ensino - para vingança futura -, até torcionários dicotomicamente dispersos nas carreiras políticas, judiciais, policiais ou militares.
Faz exactamente hoje, dia sete, 7 meses que inaugurou o blogue. Após ter sido apresentado a este' novo' conceito de comunicação que é a Internet, em fins do ano de 2008, aventurou-se nas correntes navegáveis como internauta solitário, desafiando nas mareações técnicas de andar à bolina, a todo o pano, desde que se conseguisse manter à tona; muito embora, e de certo modo, à toa!
Muniu-se de E-mails, e passou a saltar na crista das ondas cibernéticas tentando sobretudo fazer algum espírito neste meio um tanto ou quanto " pragmático " quanto ao conteúdo e forma na redacção e sintaxe.
Primando pela simplicidade e não ter outra forma de disfarçar a necessidade de comunicar
- mais importante do que a comida -, alguém lhe atirou a sugestão de criar um Blogue!
Fazer o quê?... um blogue!... mas o que é isso? ... uma coisa gira! vais dizer o que te der na gana!...
E,... com perguntas em várias direcções, encontrou respostas na própria Net, que já lhe tinha ensinado alguma coisa antes e, neste caso, também não recusou!
Com os problemas dos autodidactas, tem avançado como elefante em loja de porcelanas... e, mais descansado ficou quando uma recente voz do outro mundo que é o da blogosfera, lhe disse:
" sem dúvida que você é um intuitivo"!...
A intuição, de facto, deve ter muito a ver com a força de vencer obstáculos para tranpor muros aparentemente intransponíveis!
Encontrou maneira de lançar o barco à blogosfera como se fosse à água, e deu-lhe um nome pouco marítimo: ALFOBRE!
Nasceu com nome rural, vocacionado sem pretensões para praticar pluralismo de ideias e isento de inclinação temática que não seja uma boa conversa, onde se exercite o espírito entre navegadores de boa vontade, sem medo de Adamastores, ou de Velhos do Restelo!
Nascido e baptizado [Alfobre], agradece a todos os que o encorajaram e também aos que o desmotivaram!
Estes últimos, talvez tenham conseguido dar ainda mais força do que os anteriores!... resistir é muito estimulante! No Universo, o negativo é tanto ou mais forte do que o positivo!... o sérvio Nikola Tesla, pai natural das teorias eléctricas roubadas por Edison, melhor explicaria a magia daquela energia que é muito mais do que acender lâmpadas, ou pôr hidro-eléctricas a produzir!
Continua a venerar o número sete como mágico. Assim o ordena a coincidência dos factos! A Lenda do GÉNESIS, diz que o Mundo aconteceu no sétimo dia de sucessivas étapas o que deu lugar à origem do céu e da terra (...)
Enquanto não estiver melhor preparado, vai continuar a portar-se como na Tropa!... nem bom soldado... nem mau cavalo!... é mais equilibrado... e sensato!...
Sempre necessitou de escrevinhar... arriscaria o termo escreviver e, sempre endereçado para a gaveta do tombo... sem a cumplicidade de ninguém dizer não,... ou concordar!...
Escrever com regularidade nem sempre está associado a 'timmings', embora possa estar. A escrita calendarizada é geralmente uma escrita menos exigente e menos comprometida com o eventual leitor. Não ser assim, é pretender conteúdos de elevada qualidade, e não tem génio nem saber escrever qualidade... limitar a esboçar ideias... desabafos... atrever-se a comentar... sugerir opinião (...)
Lembrou-se de Saramago que começou o blogue - O Caderno - ainda há muito pouco tempo!
Cada linha tentou ser merecedora de um segundo prémio Nobel! ... e foi notícia o plágio sobre uma tradução feita de um texto inglês explicando pormenores técnicos da gripe dos porcos!... como era o prémio Nobel, deu escandaleira! Vieram pedidos públicos de desculpa. Não ouviu nada mais sobre o assunto e, o blogue o Caderno, prosseguiu a sua marcha de qualidade... até que surgiu algures um apontamento num jornal em que Saramago ia publicar a sua colecção de posts!... não será o primeiro a negociar a produção literária do blogue!... mas decepcionou...
agora que vai parar os posts e já se despediu anunciando também um livro sobre Caím, preferia não ter visto que vai dar à estampa livreira os posts publicados! Fica-se com a ideia de que há algo a pagar!... textos lidos à crava... sobre o ombro de alguém!... como nos transportes públicos se roubam as gordas dos jornais dos outros!
Nesta galáxia da conversação e permuta de ideias, gostou da apreciação de um internauta que usa o nick "gin-tonic" num dos mais interessantes blogues nacionais [Dias que Voam], e que definiu Urbano Tavares Rodrigues nestes termos objectivamente simples e determinantes: «Generoso. Solidário. Culto. Amável.»!
E agora que preparava uma prancha sobre U.T.R., deu conta de ser apenas amável e solidário. A generosidade e a cultura é propriedade absoluta de Urbano! Como fazer para ter o atrevimento de escrever sobre tão insigne escritor? Vai tentar fazer o melhor... é urgente lembrá-lo, porque lá por ter escrito "Os Contos da Solidão", tem de ser mais falado! (...)
Portanto, o blogue Alfobre faz hoje sete meses que saíu com uma única frase em latim!... está na imagem, bem como o filme ilustra a decoração que teve antes, bandeiras de Portugal, ONU e UE!
Suspeitas inclinaram-se para pirataria informática ao ver trocadas estas bandeiras pelas da China Comunista! Estranhou!... e mais estranhou, pois pouco antes redigiu um post contra a pena de morte que lá se pretendia aplicar a um macaense [BI e passaporte português]!...
acusado de transportar em território continental uns gramas de droga e uma pistola! Este Blogue escreveu contra,... e, reparou no feedback do sitemeter: apareceram bandeiras de leitores em Macau e Hong-Kong! Foi informado de que era casual... depois, trocaram-lhe as bandeiras democráticas pela 'célebre' Maoísta! Outra coincidência!... na verdade, não ficou satisfeito com tais coincidências e teve de redecorar a página do Alfobre. O pequeno filme, casualmente gravado
antes, por razões entusiásticas da novidade de ter um blog, mostra como o Alfobre foi! Tem agora pena de não ter gravado quando foi 'decorado' com a bandeirinha de Mao!
O Lago Loch Ness, tem a sua criatura, que já mexeu cérebros e fez correr rios de tinta! ...
O canteiro agrícola do ALFOBRE merece também ter o seu bichinho exótico, já que pela sua pequenez não pode ser considerado um monstro. Lá está no cabeçalho ilustrando o post e, de
cabecinha de galo, corpo de gafanhoto e cauda de choco, recria e mistura seres próprios do campo.
Ressalva-se a cauda de choco pois, adequado à vida marinha, a parte do choco representará mais a «navegação» na blogosfera. Afinal, um Mutante não tem de ser perfeito e totalmente integrado!... É defeituoso por natureza!... E estranho também! Alguém quereria uma 'canjinha' feita com aquela cabeça de capoeira?
Aceitam-se sugestões para baptizar este espécime!
Se para mais não servir, como o monstrinho NESSIE,
que ao menos espante
os pardais do ALFOBRE!

2009-09-06

QUO VADIS, PARIS CINEMA?








Os irmãos Lumière, inventores do Cinematógrafo eram contemporâneos e poderão ter tido conhecimento de que em Portugal, Lisboa, Bairro de Campo de Ourique, tinha nascido uma sala de espectáculos para cinema, com o nome da capital do seu país: PARIS.
Cine Paris primeiro, e mais tarde, noutra artéria - Rua Domingos Sequeira, nº 30 - o PARIS CINEMA .
A Lutécia romana (Gaulesa), 'crismou-se' Paris com o avançar dos tempos e foi alfobre de cultura a todos os níveis, Universidade da vida clandestina e dos intelectuais, gabando-se entre múltiplos factores, ser uma comunidade de três «L's»: luz, luxo e liberdade, acrescentando-lhes o sangue da fraternidade e da igualdade.
Assim nasceu o Cinema PARIS (como deu sempre mais jeito chamar-lhe), com um nome de baptismo carregado de alto astral, apadrinhado de excelsos arcanos que lhe poderia ter traçado um horóscopo de alta qualidade cósmica eterna.
Durante décadas exibiu grandes êxitos em 'perfeita exclusividade', servindo as gentes de Campo de Ourique, Lapa, Estrela, e atraindo espectadores de outras zonas da cidade pela qualidade de serviço e comodidade, acessibilidade de transportes e selecção de filmes em cartaz.
De há uns anos a esta parte, algum tipo de esclerose múltipla atacou o PARIS Cinema, degenerando a doença em qualquer estirpe de lepra, que afastou tudo e todos, fugindo a qualquer supersticiosidade que transformou o reconhecido agradável espaço de lazer, num fantasma da 7ª Arte,... podre,... indescritivelmente desprezado,... dir-se-ia esquecido (...)
O Google salientou este dia como o de recordar fenómenos estranhos, paranormais, do tipo de "encontros imediatos do 3º grau", etc.,... será que algum filme deixou dentro daquelas paredes, miasmas de algo que ofendeu algum dos 'deuses' que teimam mandar no planeta?... quem sabe?...
... alguma maldição assacada à eventual exibição do 'Último Tango em Paris'?... ao "Earthquake"[Terramoto],... ou outro,... " Paris já está a arder"? Algo satânico deverá passar-se, pois não se considera normal o abandono a que todo o espaço está votado... desde a responsabilidade a atribuir a privados,... como a entidades estatais!
Observando as fotografias acima publicadas, comparam-se os tempos do cinzentismo e branco das fotografias, com a modernidade a cores que não consegue disfarçar o gigante «câncer» em que tudo aquilo se transformou.
Transeuntes descontraídos, pelo canto do olho, poderão interrogar-se quanto ao enredo do "filme" que está desde há tempos naquelas paredes anunciado em grande cartaz :
« a VERGONHA ainda não passou por AQUI...»
TAL & QUAL se encontra neste post reproduzido acima, em imagem!
É uma denúncia gritante e legítima! Algum Cavaleiro Ardente dos tempos dos filmes de capa e espada se deu àquela acção lutadora e panfletária, para arranjar solução para o "Santo Graal"!
O grande CARTAZ está anunciando...
Na planta do cinema constam 6 camarotes, 102 balcões, 37 «fauteuils», 281 cadeiras (Plateia) e 119 gerais!
Será que a indiferença,... a incúria... e todos os adjectivos sinónimos da displicência,... ocupantes de todos os lugares sentados que o PARIS Cinema oferece a todos os espectadores, vão manter este "Espectáculo",... sucessivamente em LOTAÇÃO ESGOTADA?
É que há pelo menos duas "espectadoras" há muito em fila de espera, ansiosas para tirar bilhete, e nunca mais têm oportunidade de poderem entrar!...
São elas,... as Senhoras Dona MORAL... e a Dona VERGONHA!!
E, é preciso também ter em linha de conta: há já muita gente a querer vêr este Filme! No fundo, uma reprise de outros temas... sempre com o mesmo final... infeliz!
Acho que assim... este tipo de tratamento da Cultura... é o "Regresso ao Futuro" [outro filme],
mas, ainda mais,... para o tipo do
Cinema Mudo(...)



2009-09-05

PRÉDIO SEM RIMA


Fernando Pessoa viveu com a Avó Dionísia, a Tia Rita e a Tia Marta Cunha em 1907, na Rua da Bela Vista à Lapa,17- primeiro andar, Lisboa.

Gerações mais tarde, o autor do Blog também viveu a infância e a puberdade na mesma rua e, viu demolirem as paredes que foram o lar do Poeta.
A foto, é o prédio número 17. Porém, o edifício é outro!... as fotobiografias dizem que sim, mas eu digo que não.
Afinal, eu é que fui seu 'vizinho'!...

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