[ Vox populi vox Dei ]

2009-07-31

Cada " Macaco"... no seu Galho!...


Concerto LEONARD COHEN em LISBOA


Sem saber que vinha cá - talvez pela última vez -, antes lembrei-me de exteriorizar o meu apreço por tão prestigiado senhor da poesia e da música, tendo 'atamancado' dois posts sobre uma das figuras que mais tenho seguido,... desde sempre.
Quando se fala deste "bardo" e "trovador" da dor... pois personifica a perda do pai aos 6 anos e
estigmatiza a 'sina' que Deus deu ao 'povo eleito', com o pior dos Karmas, como exclusivo em relação aos não "eleitos",... é costume aliar-se-lhe a' sombra' de Dylan, por também ser um dos líricos pop's...
COHEN é COHEN, "cresceu" sem 'apoderados' e tem feito o percurso de vida na conquista das massas que o acolheram no seu lirismo amargo, por vezes depressivo, mas nunca piegas, como o será sempre na representação da peça da sua existência, conforme diz, até que bem encenada, excepto pelo terceiro acto em que morremos no fim.
O Concerto lá foi, e eu, como já o disse algures... na actual situação de Monge sem Hábito numa missão em nada evangelizadora mas de acompanhamento a familiar na doença, não pude dispor de tempo para ir assistir... por não ter tido ninguém para alternar o meu interminável turno...
Apreciando também a Obra de Bob Dylan, em nada o marginalizo; mas a par do Leonard Cohen, a levantar multidões, encontrei sempre uma grande senhora desta 'galáxia' que figura nas duas fotografias em cima publicadas [Joan e Dylan - Joan Baez e Guitarra].
Posso ser injusto e pecar pelo meu favoritismo, mas pondo a minha ignorância de parte, poucas pessoas me fizeram estremecer tanto com as suas interpretações como a grande JOAN BAEZ!
Que é feito de ti, Joan Baez?...
Valho-me dos meus poucos discos de vinil para beber de quando em vez um 'dedal' do elixir
da juventude e da eternidade!...
Não existisses tu,... e não teríamos Bob Dylan a querer pedir meças a Cohen, como por vezes os mestres do marketing assim gostam de pôr os dois 'atletas' em competição...
Dylan é de facto um valor, e grande!... porém, gostaria de saber se alguma vez soube ter a humildade de reconhecer a Joan Baez o seu lançamento em órbita no estrelato do espectáculo.
Foi ela quem lhe deu a mão, como se costuma dizer!... e ainda bem, pois,... no mundo cão que este mundo sempre foi [ e continua], nem todos podem ser "Leonardos",... e uma ajudinha é sempre providencial,... mas que nunca o protegido 'cuspa no prato da sopa', ou morda a mão que lhe deu de comer (...)
Que é feito de ti... Joan Baez?
O que tens feito, que não te oiço mais?...
Sei que a tua beleza refinou com os anos que têem caído em cima... mas gosto de te ver como eras... e continuarás ainda hoje... e sempre... mais bonita do que foste!
A tua música,... a tua voz,... está registada nos planos cósmicos que tudo gravam, e assim ficarão para todo o sempre... em vibração e sintonia contínua nas pautas da música celestial das esferas(...)
Que o 'terceiro acto' da vida que Cohen fala... seja o mais prolongado possível,...
adiando sempre o cair do pano(...)


2009-07-28

A Q U I L A

[JULIUS PHAEDRUS]


Fabulista latino, grego de nascimento, viveu no primeiro século da nossa era. Passou a juventude em Roma e aí recebeu educação esmerada; o Latim tornou-se-lhe tão familiar como o Grego, sua língua materna.
Emancipado por Augusto, dele fala com reconhecimento, e não é sem razão, pois foi em casa deste príncipe, amigo das letras e das artes, que bebeu a pureza da linguagem e a distinção que se admira na sua obra.
Morre o benfeitor e Fedro é perseguido pelo orgulhoso e vingativo Sejano e é então que ele conhece as angústias e desgraças da vida.
Depois da queda de Sejano, consegue, devido às suas relações com figuras de destaque, um pouco de atenção da parte do Imperador, mas sente que a sua situação é mais de tolerado que de protegido, e leva uma vida modesta e retirada.
Escreveu cinco livros de fábulas: preocupa-o mais a moral a tirar do que a narrativa...
e, é por isso, que o 'argumento' parece destituído de interesse.
A linguagem, sem artifícios literários, é clássica reveladora de espírito arguto, observador, muito embora melancólica.

«PASSER et LEPUS»

Sibi non cavere et aliis consilium dare
Stultum esse paucis ostendamus versibus.
Oppressum ab Aquila, fletus edentem graves,
Leporem objurgabat Passer. «Ubi pernicitas
Nota, inquit, illa est? Quid ita cessarunt pedes?»
Dum loquitur, ipsum Accipiter necopinum rapit
Questuque vano clamitantem interficit.
Lepus semianimus: «Mortis en solatium!
Qui modo securus nostra irridebas mala,
Simili querela fata deploras tua.»

Moral da fábula: "Não insultes os infelizes"

Resumidamente, esta foi a estória de uma lebre e de um pardal que se davam muito bem na vida, mas quando um caíu em desgraça,... o outro riu-se da sua desdita !...

Histórias do tempo em que os animais falavam e deixaram exemplos de procedimentos a seguir,... ou não!... e bem parece que não (...)

A erosão dos tempos 'limou' tanto a Língua com que estes 'factos' eram narrados, como os 'princípios' que se pretenderam deixar como herança para a posteridade [passaram atestados de óbito a ambos].

Hoje, as "fábulas" são outras,... e tanto o Latim quanto a Moral, são 'peças' de Museu de Paleontologia.

Vivemos a era dos "donos" da verdade e a da' surdez' aos ecos dos egrégios avós, pois tudo é 'fast food',... no sentido literal e metafórico da expressão; talvez por estar contaminada pela pandemia das pressas, do provisório com carácter de definitivo e do salve-se quem puder e, o último a sair que deite fora a mais recente 'novidade' pois, ao final da tarde, já será descartável (...)

A pressa com que a 'Sociedade' "deitou" fora o Papa João Paulo II,... segundo eles,... agonizante! estava a mais!... era preciso fechar o olho, e depressa!... pois a Imprensa ansiava pela boa nova, vêr de novo o fumo branco nas 'lareiras' do Vaticano e ouvir cantar as rotativas dos jornais...

A pressa com que se marchou [ precipitação] para o Iraque! ... talvez em vez de marchou, será melhor dizer que se "nadou"...

Sem esperar pela O.N.U., ou o que quer que fosse, lá 'fizeram a folha' ao assunto, e 'prantaram-se' Esquadras de Marinha frente ao teatro de horrores que se mantém em sucessivas 'reprises' de Guerra interminável! Não quero discutir essa Guerra!... só quero lamentar o que ouvi da boca de pessoas ditas conscienciosas e que andam para aí a votar em actos eleitorais: armas mortíferas...

Diziam: "então, agora que as esquadras já lá estão, do que é que estarão à espera para partir aquilo tudo?..."

Parece que há poucos filmes de ficção cheios de guerra até à porta dos cinemas para arranjar bilhetes!... todos se salpicaram numa querela injusta, na medida em que se fundamentaram numa das maiores mentiras conhecidas desde o Século passado para pôr um país a ferro e fogo!... mais uma vez!... portanto.

Aquilo era p/solução política e diplomática, e a da água mole em pedra dura.... nunca a agressão militar de extermínio que se tem vindo a assistir em 'Cinemascope' e 'Tecnicolor',... ao bom gosto dos cinéfilos amantes de filmes de acção...

Descartar meios, pessoas e ideias, é uma longa lista de 'Schindler' que o radicalismo desumano
não cansa de acrescentar 'items', com julgamentos sumários ! (...)

É a Fábula do "Passer et Lupus" [Pardal e a Lebre] ...

Sempre que algo, ou alguém passa por uma dificuldade, o 'PESSOAL' ri-se, e quer
sangue!... muito sangue!... e cabeças a rolar... os 'saudosistas' dos peloirinhos (...)

Esquece, é o suor e as lágrimas que isso lhe poderá custar...

E está a custar,... e ainda vai custar mais... até reaprender o que antigamente
se pensava que as pessoas tinham:

A Sabedoria Popular (...)









2009-07-27

O "OLHAR" DE... MIGUEL TORGA

Miguel Torga 1907 - 1995


MIGUEL TORGA, pseudónimo de Adolfo Correia Rocha [médico], autodefiniu-se aos 27 anos de idade "Miguel" e "Torga"...

Miguel, em homenagem a dois grandes vultos da cultura Ibérica: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno [filósofo e poeta espanhol anti-monárquico]. Já Torga, é uma planta brava da montanha com que, pelas suas características, teve afinidade; respeitando esta opção, a sua campa rasa de S.Martinho da Anta, tem uma torga plantada a seu lado, em honra ao poeta.

Para ele, nenhum deus é digno de louvor. Com capacidade de moldar o meio, controlar a Natureza mau grado as limitações enquanto bicho, muito embora nada mais do que ser humano e mortal, na opinião de Torga tudo isto, e mais ainda, fazem do Homem, o único 'ser' digno de adoração.

Sempre fugiu das élites pedantes, deu consultas médicas gratuitas a gente pobre, e é referido pelo povo como um homem de bom coração e de boa conversa.

Produziu vasta obra literária toda ela escrita clara como água cristalina mas, por isso mesmo, complexa de interpretação, como difícil é seguir os finos fios dos trabalhos da filigrana aurea, no trato com que distinguiu a língua portuguesa.

Não se consegue caracterizar Torga, e com rigor, na cena política. Antes do 25 de Abril [1974], sem dúvida foi um homem de grande vigor no combate ao regime instituído, dito de Estado Novo, Fascista, ou 'Regimen' de Salazar!

"Contemplado" com várias prisões, Obras literárias apreendidas,... viajou até Paris e conviveu com exilados políticos que lhe sugeriram que ficasse (...) assunto sempre recusado com o argumento de não se conseguir ajustar à ideia de se distanciar do seu país. Por isso voltou e, no regresso é preso pela polícia política e encerrado na prisão do Aljube.

Homem dotado de grande sentimento pátrio!.. porém,... Ibérista (assim, decidiu o pseudónimo)!

Aos 80 anos decidiu visitar o país todo, a China, a Índia... e, acabou por racionalizar: "Pareço um doido a correr esta pátria, e nem chego a saber por quê tanta peregrinação"; seria o reconhecimento de sentir a cidadania do Mundo com Portugal por Capital?... nunca lhe pude perguntar tal coisa....

Todos não foram demais para lhe aplicarem rótulos políticos! A estatura do Poeta convinha a qualquer força política
no sentido de o ter presente nas suas fileiras! ... mas, distante do Poder, impaciente com os políticos, era mais sensível à Ética do que a uma Ideologia, mesmo fraterna, mas disciplinarmente correlegionária....

O 25 de Abril, a par do sentido de libertação, trouxe-lhe desilusões, na medida em que desabafou que "a política é para eles uma promoção e, para mim, uma aflição".

Anti-europeísta "convicto", realizou que Maastricht há-de ser uma nódoa indelével na memória da Europa! «On Vrra!»

No dia 27 de Julho de 1970, em Coimbra, tomou nota no seu "DIÁRIO" e deixou o registo seguinte:

- Morreu Salazar. Mas tarde de mais para ele e para nós, os que o combatíamos. Para ele, porque não morreu em glória, como sempre deve ter esperado; para nós, porque não o vimos morrer na nossa raiva, na nossa humilhação, na nossa revolta. Viveu a frio conscientemente, envolto numa redoma de severidade gelada, a meter medo, e acabou por morrer a frio inconscientemente, numa preservada agonia amolecida, a meter dó. A doença desceu-o de super-homem a homem, e, a duração dela, de homem a farrapo humano. E, quando há pouco chegou a notícia de que se finara de vez, nenhum estremecimento abalou o país. Nem o dos partidários, nem o dos adversários. Para uns, a sombra definitiva do cadáver sobrepôs-se apenas à bruxuleante luz do ídolo; para os outros, o sentimento de piedade cobriu cristãmente o ressentimento sectário. A obra de domesticação nacional estava realizada há muito por uma tenacidade dominadora que utilizava apenas as qualidades negativas do português, e não tinha outra sabedoria do tempo senão a lição da rotina sancionada nos códigos do passado. A fome de aventura, a inquietação da liberdade, o alento da esperança, o orgulho, o brio, a alegria e a coragem - tudo fora sistemática e impiedosamente apagado na lembrança da grei. Daí que se não vislubrem quaisquer sinais de tristeza aterrada, e, menos ainda, de euforia redentora. A nação inteira passou, sem qualquer sobressalto, de respirar monotonamente com ditador, a respirar monotonamente sem ele.

[Miguel Torga Diário, vol. XI (Coimbra, 1973, pp, 96-97)].

O dia 27 de Julho de 1970 acordou com a notícia de que Salazar tinha morrido, e que, portanto, um dos mais ínclitos portugueses da História de Portugal, tinha deixado de viver, naquela manhã, às 9 e 15.

Oficialmente, foi decretado Luto Nacional .

Era uma Segunda- feira, tal e qual hoje, e completam-se 39 anos. De facto, muita gente desejava o fim físico de Salazar, mas, por sua vez, receavam o dia em que isso acontecesse, pois no imaginário popular existia a crença de que nessa altura aconteceriam convulsões de proporções incalculáveis ! Tipo apocalipse!... mas, nada disso aconteceu. Antes de morrer físicamente, já tivera o seu 'passamento' político. Era Marcelo Caetano que estava no seu lugar, "jogando" com as Estações do ano, acrescentando uma nova que foi a " Primavera " dele próprio [a marcelista].

O futuro não lhe deu razão, e provou-se que o povo tem de facto uma 'sabedoria' nata em horas de mudança, tudo esquecendo, e vira a folha ao canivete com a maior das displicências!

Admirador e apóstolo confesso do Professor Doutor Oliveira Salazar é o Historiador Dr. José H. Saraiva que, diz em todo o lado, e também o subscreveu in: Expresso Revista No. 1563de 12/10/02 « Votei no Soares, votei no Guterres que é meu primo afastado (...) O Cavaco é um pobre diabo (...) Foi a CIA que esteve por detrás do 25 de Abril».

E, continuou: " daqui a 500 anos, na História, porão lá o OTELO porque foi ele que 'arrancou' com a revolução; porão o Spínola, porque foi o primeiro Presidente e renunciou dramaticamente; porão o nome do Dr. Mário Soares, que é o homem da reconciliação da família portuguesa; porão o nome de José Saramago, porque ganhou o Prémio Nobel e... não porão o nome de mais nenhum!

Quer dizer: as únicas eleições que Salazar ganhou, e que foi no Concurso da Maria Elisa, da RTP, como o «Maior Português de Todos os Tempos», para o Professor, tal não tem a mínima relevãncia! ...Não terá o direito de vêr o nome inserido na História dos próximos 500 anos? E afirma-se assim... Salazarista??...

Mas, que« raio de democracia» é esta?!
Francamente !! (...)


















2009-07-26

A PARTISAN = Leonard Cohen Lyrics




[Nome da pintura mural: « ...LIVE BY THE GUN DIE BY THE ???»]

Uma vez mais se observa Arte Plástica que de 'plástico' nada tem; pelo contrário, a musa inspiradora carregou bem no tema cheio de 'ferro' ou 'aço', dureza quanto baste nas mãos do executante desta expressão mensageira de revolta tumultuosa no escarrapachado aviso à navegação de que alguém, ou intérprete muito plural, manifesta um grito pintado e panfletário de quem estará disposto a tudo, para além da Arte, e que muito bem pode ser do tipo guerrilha, pois Guerra não será uma vez que esta é propriedade dos Ilustres Mandantes e Comandantes dos Estados legitimados da Civilização com Exércitos Regulares, enquanto "a partisan" está antecipadamente condenado por desobediência qualificada, e desqualificado e 'fichado' de cangaceiro, maltrapilho, e marginal.

Trazia Leonard Cohen no leitor do carro a cantar exactamente a parte que diz "I was cautioned to surrender...this I could not do... I took my GUN and vanished..."!

O 'graffiti' ali na minha frente a ilustrar a Voz da denúncia que é todo o Poema dedicado à exaltação da Resistência, despoletou-me alguma 'ligação factual'; saltei do carro, e fotografei com telemóvel a ilustração aqui exposta.

Momentos depois, ao entrar de novo no carro, já Cohen [que "nunca" se cala] ia assim " I have retaken my weapon... I have changed names a hundred times... I have lost wife and children... but I have so many friends ... " - o resto do "enredo poético" vem a seguir publicado nest post, porque achei que devo isto ao Leonard pela 'coincidência'!... e sou demasiado terra a terra para 'aturar' coincidências!... tinha de obedecer à 'oportunidade', pois há que abominar sempre a Guerra, mesmo as guerras destes dias, cheias de 'mensagens' e de 'paz'(...)


« A Partisan »

When they poured across the border
I was cautioned to surrender,
This I could not do
I took my gun and vanished.

I have changed my name so often,
I've lost my wife and children
But I have many friends,
And some of them are with me.

An old woman gave us shelter,
Kept us hidden in the garret,
Then the soldiers came;
She died without a whisper.

There were three of us this morning
I'm the only one this evening
But I must go on;
The frontiers are my prison.

Oh, the wind, the wind is blowing,
Through the graves the wind is blowing,
Freedom soon will come;
Then we'll come from the shadows.

Les allemands étaient chez moi,
Ils me dirent, signe toi,
Mais je n'ai pas peur;
J'ai repris mon arme.
J'ai changé cent fois de nom,
Jái perdu femme et enfants
Mais j'ai tant d'amis;
J'ai la France entière,
Un vieil homme dans un grenier
Pour la nuit nous a caché,
Les allemands l'ont pris;
Il est mort sans surprise.

[ the germans were at my home
They said, sign yourself,
But I am not afraid
I have retaken my weapon.
I have changed names a hundred times
I have lost wife and children
But I have so many friends
I have all of France
An old man, in a attic
Hid us for the night
The germans captured him
He died without surprise.]

Oh, the wind, the wind is blowing,
Through the graves the wind is blowing,
Freedom soon will come;
Then we'll come from the shadows.

Pouco tenho a acrescentar; não preciso explicar a ninguém que no Youtube apanham a música de imediato, sem dificuldade...

A audição é excepcionaal na mistura de inglês e [coros] francês... e de 'outras pronúncias'... que dispensam tradução!... este poema não precisa de tradutores!... está impregnado da linguagem universal da solidariedade, que
toda a gente entende e, mais ainda, nos momentos das maiores dificuldades... dos 'teatros' que constantemente têm em 'exibição' nos 'palcos' do Planeta: GUERRAS!...onde pontua o poema, ansiedade, terror, e também a coragem.

Há que lembrar a natureza judia de Leonard COHEN, compreender e condenar para todo o sempre as atrocidades que foram infligidas ao seu povo.

O que se passou então, 'salpicou' a Terra inteira!... muitos de 'lama', e a grande maioria... de sangue.

Os espinhos cravados no 'irmão', foram punhaladas no seu coração que ainda sangra e jamais fechará as feridas...
como não deixará de as cantar
eternamente(...)

2009-07-24

INTERVALO INVOLUNTÁRIO



AVÉ,

Jamais pensei "carregar" uma imagem deste tipo [Interrupção de trabalhos], como se encarregado de obras fosse o meu 'métier'...

Já agora, ao jeito de 'obras de interesse público': "Prometo ser Breve"!!!!...

Circunstâncias muito privadas, do foro de acompanhamento a familiar na doença,
remeteram-me à situação de Monge sem 'Hábito', pois nem habituado estava ao recolhimento 'prisional', monástico e, pior(?)... sem saber, nem querer aprender a rezar; por aqui estou, na perspectiva de concorrer com o maior 'Santo' de Pau Carunchoso... de todos aqueles que estão em lista de espera no Vaticano.

Por mim, a ter tal em conta,... considero-me um "free lancer"!...mas dispensarei a aura, porque nunca gostei de usar boné.

Que é que aconteceu então? Afastado da vida social a 'atirar' para a intelectualidade, a vida da prática desportiva abrangentemente eclética, sumido da solidão voluntária das minhas bibliotecas, do silêncio ruidoso das minhas 'certezas' academicamente 'duvidosas' com, ou sem 'ecos' políticos,... assim tenho sobrevivido [muito mal] na missão [tarefa], da carta para Garcia que apenas foi, a mim mesmo endereçada....

A necessidade é mestra de engenhos! nada engenhei mas, descobri que melhor do que continuar a escrever para um gavetão [não é grande!], seria mais saudável apresentar-me ao mundo, tipo menino Jesus, sem peias, meias ou gravatas... na Net e num Blog!

Com umas dicas e certo autodidactismo, desatei a cavar de mansinho aqui [desde Fevereiro] neste "canteiro" [blog] a que - por amor à Natureza e à Agricultura - dei o ainda pouco conhecido nome de «Alfobre».

Não troquei o meu Reino por um cavalo, mas troquei a minha República por uma 'cocheira' [salvo seja]! Estou limitado a vêr e comunicar com o mundo através desta janela de "N" polegadas... metido em casa...

Durante o dia, vou saltitando de parvoíce em imaginação, sem conseguir atinar nada que me agrade escrever e, a horas tardias é que desde Fevereiro, lá vou 'esquissando' ideias que, melhor ou pior, vão aguarelando a "tela" até às 2, 3, 4 da manhã... misturando a gramática com outras disciplinas que, poucas horas depois, relendo, interrogo-me:

Mas que raio de texto! e apetece-me rasgá-lo!... como a dra. Manuela Ferreira Leite quer fazer a tudo e, espero não tenha oportunidade de o fazer a nada... rigorosamente a coisa nenhuma!... que rasgue o cartão do clube, do partido, o diploma de curso,... mas não rasgue nada mais antes que além de bruxa [é ela que o diz], alguém lhe chame: 'Ceifeira Debulhadora'... 'Traça de Papel', etc.

Toda esta oratória, porque me 'piratearam' o Alfobre e, por pouco, quase vi o blogue ir parar às 'couves' (já pela segunda vez)...

[alfobre, mas não tanto]

Desapareceram ficheiros de um momento para o outro, como há tempos a decoração que usava das ferramentas do Google ficaram trocadas... bandeira de Portugal trocada pela da União Indiana, China Comunista substituiu a da Europa [piada a Durão Barroso?], etc. e tal, outros disparates, que tive de 'renovar'...

Desta feita desapareceram todos os Blogues que estou seguindo e, outros "incidentes"!... não posso falar de maçonaria e de maçons? julgam-se ainda no tempo em que tinham 'má fama' mas eram coerentes, históricos e 'irrepreensíveis'? É por eu preferir os "Rosa Cruzes" e achar que os maçons de hoje não servem sequer para dar serventia a pedreiros... por muito livres que sejam?...

Perdão! Será que estou a ser atacado por comunistas? o Dr. João não nos quererá dizer que quem nos avisa bom amigo é? Patranhas!...

O Homem, afinal, até já foi à Lua!(...)

Andam 'ameaças' no ar de que forças da União Europeia querem calar certas 'vozes' na Internet em nome da tranquilidade apodrecida das sociedades civis, anónimas e por quotas...

Será que o direito à livre expressão já começa em contagem decrescente?

É verdade que já vi melhores dias!(...)

Já chamei a "Marinha" para vêr se estou a lidar
ou não com piratas...

Por enquanto ainda não vi olhos de vidro,
caras de mau, ou
pernas de pau...

A vêr vamos...

2009-07-18

«DESPASSARADOS»



Regressando às "pinturas rupestres" dos nossos dias, eis um 'graffiti' cheio de expressão, com mais temática para desenvolver e meditar do que qualquer obra burguesa de Vieira da Silva, com todos os méritos e deméritos próprios da perspectiva subjectiva de quem observa a Arte.

Pessoalmente, o encarar da morte de qualquer ser vivo, desde o pássaro - como este -, morto à beira do passeio, ao gato ou ao cão estratificado pelos pneus dos carros que diligenciam fazer daqueles corpos sem vida um alvo a pisar, cria em mim um mal estar idêntico ao que sinto pelo abandono dos humanos desprezados pelo planeta fora, ignorados desde aqui ao lado, junto da nossa porta, ao contrário do que pensamos que isso só existe a milhares de quilómetros de distância da nossa generosidade do 'dia' do "Combate à Fome", e de outras solidariedades «úteis», mas cínicas, hipócritas, no mínimo balofas(...)

Leiam comigo este poema, que me caíu do céu [talvez por ser de ave], da Autoria de Betha M. Costa, intitulado:

« POEMA DO PÁSSARO TRISTE »


Há um pássaro enraizado na pedra,
Que vive dentro do meu coração,
Seu canto agudo e torturado medra,
Amor ao peito do mais severo capitâo.

Meu imperfeito olhar castanho redra,
No azul do céu as núvens da escuridão,
Bico adunco, eu afasto camadas da esfera,
E veio o Universo em toda a amplidão.

Ah visão em constante inversão!
As asas rasteiam na vida em queda,
Nada afasta a dor e a consternação,
Do pássaro sofrido sobre a pedra,
Que está com ela em eterna fusão.

[e o meu passarinho está sobre a pedra!]

N.B.

O Poema caíu-me do Céu, através da Net, a reler pelo título e o nome da autora.
Quem procura sempre alcança! Hoje, quis mostrar este passarinho morto na berma do passeio e à beira da sarjeta, e faltava-me algo de 'réquiem' ou 'epitáfio'! Hoje, tinha de dizer ao Mundo que, quando fiz quinze anos [e já lá vão décadas, e muitas...], decidi nunca mais matar aves nem qualquer espécie de animais, e consegui reunir os elementos que precisava para narrar o seguinte:


Foi um episódio violento de assistir. Com a espingarda de ar comprimido ia dizimando a passarada quando, um dia, não nas férias de província, mas da janela do meu quarto em Lisboa, ia visando as avezitas que, inocentes se colocavam ao meu alcance!

Nada como a província para nos confrontarmos com a Natureza! Porém, foi na cidade que, depois de abater um pardal acabado de poisar num telhado em frente, presenciei a reacção e o alvoroço do resto do bando de pardais, que carpiram desesperadamente à volta do seu companheiro morto.

Aos quinze anos de idade senti-me criminoso por aquilo que fiz àquela ave [e companheiras], e pelo que decerto fiz a todas as outras anteriormente abatidas, que a natureza provinciana disfarçou, esbatendo o drama na vastidão das paisagens.

Não pretendo maçar mais ninguém com poesias, pelo que 'atamanco' as ideias gerais de Carlos do Carmo, na sua voz e música quando se refere aos "putos",... que... parecem bandos de pardais à solta,... mas quando a tarde cai, vai-se embora a revolta, e sentam-se ao colo do pai e,... volta a ternura! Somos os "putos" deste Povo a aprender a ser Homens,... e não é com caricas brilhando na mão, ou um berlinde, ou pião sem cor,... e os putos a pedirem esmola porque a fome já não abafa a dor,... deixarão de ser pardais à solta, e índios... "Putos"... mas capitães da malta... à Luta (...)

Percebe-se porque é que ainda hoje me sinto muito mal com a 'proeza' dos meus verdes anos? Matar displicentemente animais por mero divertimento, ou malvadez, é crime contra a Humanidade, pois todos somos iguais!

Como tenho a "pancada" por Música Coimbrã - Fados de Estudantes - vou lembrar alguém que, do Fado de Coimbra e da Velha Academia, ficou Lenda Viva:

ANTÓNIO MENANO...[Estudante cantor já do tempo dos Bisavós]

= O Fado dos Passarinhos =

Passarinho da Ribeira

Se não fores meu inimigo

Empresta-me as tuas asas

Deixa-me voar contigo.


Passarinho da Ribeira

Ai!... Se não fores meu inimigo

Ao longo cruzando o espaço

Vai um bando de andorinhas

Que te leva um abraço

E muitas saudades minhas

Ao longe cruzando o espaço

Ai!... Vai um bando de andorinhas



Música de: António Menano
Letra Popular: Açores (Fado de Coimbra)
Fernando Carvalho, (Ilha das Flores)

No meu 'perfil' do Blog lá está, à cabeça dos Filmes preferidos: "Capas Negras"!

- um Filme português do tempo dos "Afonsinos", mas uma relíquia histórica do Cinema Português e, s/o Tema do Fado dos Estudantes de Coimbra:

- os da Capa e Batina!

2009-07-14

If... it Be Your Will, L.Cohen




O anterior post teve «If» como "detonador"; continuando com a mesma partícula apassivante [se], também realçando a poesia, decidi rabiscar este texto após ter aleatoriamente ouvido na rádio uma música de um dos meus poetas cantores preferidos - LEONARD COHEN - na interpretação de: "If It Be Your Will" (...)

Poeta, compositor, cantor e escritor canadiano, consta que se iniciou na música para melhor veícular a sua belíssima poesia para um público mais vasto, como é o do mundo do espectáculo.

Tenho uma 'secreta' paixão pelo simbolismo da Bandeira Canadiana, daí ter escolhido a foto que encima este 'post' na medida em que sublima toda e qualquer carga nacionalista, porquanto uma simples folha de árvore diz mais do que uma sofisticada bandeira de tecido, por mais requintado, conseguiria transmitir...
apesar do seu estilizado 'escudo' (...)


LEONARD COHEN, o judeu canadiano de origem europeia... transpira poesia por todos os poros e,... os seus poemas denunciam profundas notas biográficas ...

« If It Be Your Will »


If it be your will
That I speak no more
And my voice be still
As it was before
I will speak no more
I shall abide until
I am spoken for
If it be your will

If it be your will
That a voice be true
From this broken hill
I will sing to you
From this broken hill
All your praises they shall ring
If it be your will
To let me sing
From this broken hill
All your praises they shall ring
If it be your will
To let me sing

If it be your will
If there is a choice
Let the rivers fill
Let the hills rejoice
Let your mercy spill
On all these burning hearts in hell
If it be your will
To make us well

And draw us near
And bind us tight
All your children here
In their rags of light
In our rags of light
All dressed to kill
And end this night
If it be your will

If it be your will.


COHEN, em 1994, consolidando a sua aproximação com o budismo passou a viver no Mosteiro de Mount Baldy Zen Center, próximo de Los Angeles. En 1996 foi ordenado Monge, e ganhou o nome Dharma (1) de JIKAN ["Silencioso"].

Esta experiência no Mosteiro durou até 1999. Porém, Leonard Cohen considera-se Judeu acima de tudo na sua vida, salientando que não é um buscador de novas religiões... e, na verdade, nada obstou a passagem por monge budista, porque aquela vivência articula-se sem conflitos com profanos, dada a sua riqueza teosófica.

(1) - Dharma, é a base das filosofias, crenças e práticas que tiveram origem na India. É uma palavra Sânscrita que significa "Lei Natural", ou "Realidade" [Todas as pessoas deveriam ler "A Doutrina Secreta" de Madame Helena P. Blavatsky].

N.B. Se tivesse sido possível o contacto com a 'Doutrina' antes de passarem às lutas entre 'representantes' da bíblia e 'os' do al-corão, o mundo talvez fosse menos 'excitante', mas de certeza mais seguro!(...) surgiria como um lótus, i.e. através de um universo "não lógico", o reiniciar do Homem, despromovê-lo da sua importância!... acção visionária agora,... talvez escolha para depois de amanhã (...)

Um jornalista de rádio, Paul Kennedy, em 2005 liderou uma campanha sugerindo à Academia Sueca a hipótese de Leonard Cohen ser considerado candidato a Prémio Nobel. A iniciativa em tom de proposta inocente, tinha um enorme apoio dos fãs; porém, parece que naquela Academia não se deixam "influenciar" por campanhas, pois 'sabem' decidir por eles próprios, sem 'empurrões'...

Em Portugal, passou-se algo 'parecido' há anos com a possibilidade de Saramago "ir" ao NOBEL mas, o "Rei do Cavaquistão" que então reinava tirou-lhe o tapete e,... Saramago só mais tarde é que viu estenderem-lhe a passadeira do prestigiado... Prémio.

Pode ser que, quando a Ilustre Academia se 'esquecer' de Paul Kennedy, se debruce sobre o valor literário de Leonard Cohen e o ache digno do NOBEL da Literatura, pois ninguém duvida que, pelo menos,... as suas "letras",... são pura poesia (...)

" If... it Be Their Will "

2009-07-12

If... by [Joseph] Rudyard Kipling, I:. Maçon




If... - é um notável poema de Joseph RUDYARD KIPLIN escrito em 1895. Em conformidade com a sua autobiografia [1937], o poema foi inspirado pela acção do Dr. Leander Starr Jameson que, em 1895 liderou de forma fulminante um 'raid' das Forças Britânicas contra os Boers na África do Sul, feito que ficou para a História como "Jameson Raid".

Jameson era médico e agente político inglês (1853-1917). Tornou-se um dos mais activos colaboradores de Cecil Rodes, o Napoleão do Cabo. Era explorador de minas de diamantes e de acordo com o Chefe, C.Rodes,invadiu o Transval. Pertenceu ao número dos que anexaram as repúblicas sul-africanas.

Temos portanto, Kipling, súbdito inglês, empolgante entusiasta da acção colonizadora daqueles imensos territórios que, após muita luta, acabou afinal com a vitória dos Boers.

O empolgante "Raid" que abriu o espírito e a inspiração de Kipling ao ponto de escrever o sublime poema que é «IF...» [SE...], acabou num enorme fiasco militar que a imprensa britânica durante largo tempo escamoteou da opinião pública.

Tinha a particularidade de ser místico; de forma 'anónima' tornou-se um iniciado numa sociedade 'secreta' de expressão de pensamento, conhecida por pedreiros livres, mais bem referenciada, por Maçonaria.

Tratando-se de um ser pensante e espírito bem trabalhado com o dom da literatura,
digamos que, no "IF", projectou na prática, uma declaração universal do "modus faciendi" para um indivíduo se reconhecer na essência do «Homem».

Foi galardoado com O PRÉMIO NOBEL no ano de 1907.

Passo a transcrever o Poema em Inglês, porquanto tem diversas 'nuances' de tradução aplicada noutras línguas, incluíndo a nossa.

Quando publicar em português, vai sair "ipsis verbis" a forma considerada 'menos profana' e mais adaptada à 'sintonia' Maçon.

If ...

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too:
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;

If you can dream - and not make dreams your master,
If you can think - and not make thoughts your aim,
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two imposters just the same:
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools;

If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breathe a word about your loss:
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!"

If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with Kings - nor lose the common touch,
If all men count with you, but none too much:
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Eartrh and everything that's in it,
And - which is more - you'll be a Man, my son!


[The author died in 1936, so this work is also in the public domain in countries where the copyright term is the author´s life plus 70 years or less]


Tradução 'personalizada' em Português:


SE ...

Se podes manter a calma, mesmo quando à tua volta
A perdem todos, sem pejo de te inculpar;
Se podes crer em ti, e quando sem revolta
Até os teus amigos vês de ti duvidar;
Se podes esperar, sem que a ti chegue a fadiga,
Ou se todos te mentirem, sequer p'ra eles olhar;
Se és odiado, sem que à gente inimiga
Tu vituperes, sempre digno no viver e no falar;

Se podes sonhar, sem que o Sonho um escravo faça,
Pensar, e o pensar não é teu dono;
Se enfrentas do mesmo modo o Triunfo e a Desgraça
E descobres que ambos são - que impostores
-um mesmo Mono!
Se podes tolerar ouvir aquilo que disseste
Deturpado por patifes, p'ra contar lérias a tolos,
Ou vês destruir aquilo que com amor fizeste
E te esforças e o constróis, já alquebrado, de novo;

Se podes amontoar tudo aquilo que ganhares
E num jogo, dum só golpe, por vontade, o arriscares;
Se perdes e recomeças, desde o princípio, sem ter
Uma queixa, um lamento, uma palavra a dizer;
Se exiges do teu corpo, todo ele nervo e tendão,
Mais que o humano, se o pedes ao já gasto coração;
Quando o teu Querer pede tanto que já nem a alma sente
E é ainda esse Querer que lhe diz sempre: "P'rá frente!"

Se falas com multidões sem perder tuas virtudes,
Ou, convivendo com Reis, não és p'lo orgulho abrasado,
Se ferido por inimigos, de os ferir não és capaz,
Se encontra amparo contigo quem esteja necessitado;
Se por ti o minuto que passa, implacável e fugaz,
É cheio com obra tal que um só dos seus segundos
Valha meses, valha anos, que nem os idos consomem,
A tudo tens direito, e são teus todos os Mundos
E, meu filho, o que é mais - serás um Homem!


[In: Boletim'O Aprendiz', Ano 2 -nº7-S.Verão 5999
Trad.A.R.,M:.M:.-R:.L:.Mestre Affonso Domingues]

Um escrutínio organizado pela BBC em 1995, resultou na votação do "SE..." [If],
como o Poema preferido do povo britânico.

Penso que, muito antes daquela data, já era
'propriedade' Mundial(...)

2009-07-10

« NIKOLA TESLA's IMAGINATION »



[Nome da pintura mural: «AS PRAGAS EVOLUEM»]


Após muitos anos termos andado a chamar "Pai" a outro, NIKOLA TESLA, o Sérvio, também exportado para o 'sonho americano' nos tempos da criação da chamada maior Democracia do mundo, foi... o verdadeiro "Pai da Rádio"!...

Como diríamos hoje, é o 'pai biológico'; enquanto que, o patrão, Thomas Edison, lhe plagiou a invenção que pôs toda a gente a comunicar, a ouvir música e a dizer que o homem da lâmpada [Edison] é que nos abriu este mundo em FM, Ondas Curtas e outras preferências radiofónicas (...)

Falando da Rádio - termo lato -, Marconi utilizou a invenção de Nikola Tesla para enviar um sinal [histórico] através do Canal da Mancha no ano de 1889.

O GOOGLE homenageia hoje o HOMEM e a OBRA! E ainda bem, porque é pouco só a exibição das estátuas dele, referências espargidas e outras panaceias para 'sacudir a água do capote', porquanto perguntando-se seja a quem for se sabe o nome do inventor destas 'habilidades' da Rádio, adivinha-se que nomeiam: "EDISON,... MARCONI,..."!!...

Mas,... quanto a NIKOLA TESLA,... que terminou os seus dias "menos do que pobre", é um desconhecido 'sem abrigo' da História, pois até o puseram ao 'relento' na pose de Estátua para inglês vêr, japonês fotografar,... enquanto os Compêndios continuam a insistir nos 'Edisons',... luminárias de tradição, que não eram Sérvios nem de outras étnias 'esquisitas'!....

Como em tudo na vida, o homem que foi o 'Pai da Rádio' perdeu essa qualidade progenitora, porque nestas civilizações a corda sempre há-de partir pelo lado do mais fraco(...)

A imaginação é o grande poder criativo no interior do corpo humano. É aquilo que pode construir cidades, colocar pontes sobre os rios, abrir túneis que atravessam montanhas, cobrir o oceano com navios a vapor, os vales e montanhas com auto-estradas, e encher os céus com aeronaves.

Mudou os hábitos e costumes dos seres humanos, suas vestes, seus alimentos, seus idiomas e seu modo de pensar. Aliás, é a directriz da evolução humana, e há que concordar com Napoleão no seu parecer de que a imaginação pode conquistar o mundo, pois pode conquistar qualquer característica humanamente concebível.

O indivíduo a quem ela falte, ou o seu uso, ou que não permitiu que essa faculdade se desenvolvesse, está limitado pelos costumes e tradições antigos; é cego ao futuro e a todas as étapas do mesmo.

Há que dar portanto plena liberdade à imaginação. Desenvolverem-na até que a cada dia e a cada momento, fique repleta de imagens que as lições do passado e as experiências do presente suscitem a consciência, impedindo a estagnação humana, a situação de escravatura do "antes", e o descalabro de se tornar vítima do presente.

A imaginação é a faculdade que pode criar coisas a partir de material invisível e substâncias intangíveis, construindo um edifício imaterial, ou uma Nação...

[ISRAEL]?

É a luz que leva adiante o Homem e é a luz que conduziu o movimento da evolução humana em meio a todas as Eras de Trevas (...)


Nikola Tesla foi alguém que sabia isto tudo,... dominou a imaginação e a criatividade!... mas foi despojado pelos 'donos' do saber e da inteligência dos outros, porque os lobos,... depredadores, é assim que sobrevivem!...

À custa da pilhagem,... na Lei do mais forte,
porque é 'dono' dos destinos alheios,
e até... da Morte!

2009-07-08

O AVÔ DA REPÚBLICA






Para certas pessoas, falar delas, ou dos seus, dá direito a um bloqueio mental inibidor de todas as narrativas de memórias pela responsabilidade de se poder falar demais, ou a preocupaçãao de se dizer de menos.

A facilidade com que nos metemos na vida dos outros, como por exemplo: discutir a vida privada do D.Pedro e da D. Inês de Castro, a vida íntima do primeiro ministro, se é namorado, ou não, de uma senhora que será jornalista, as aventuras e desventuras de outros políticos na sua conduta de vida mais ou menos liberal, quanto às noitadas, ou jogatanas de negócios pouco claros, as chegadas a casa às tantas da matina da filha dos nossos vizinhos do 5º esquerdo, enfim... a Liberdade metediça e sem qualquer cerimónia!

Porém, falar de nós [é que era bom!], não nos dá disponibilidade nenhuma e somos censores inquisitoriais com direito a instaurar 'processos' à moda do Santo Ofício, com 'fogueiras' no Terreiro do Paço, e o mais que se achar por conveniente...

Está visto que "não sei" como hei-de começar por apresentar a pessoa que está retratada em cima, e que 'rotulei' de "Avô da República"; da República,... e meu também(...)

Reinava em Portugal o Senhor D.Luís, quando nasceu António Moreira do Santos, meu avô materno, no ano de 1882.

Foi um reinado calmo sob a autoridade régia de um dos Reis portugueses mais educados e humanos, que a plebe jamais tinha visto!

Tão calmo e tão tranversal que, permitam-me assim evocar, El-Rei D.Luís I não teve, como Monarca, qualquer prurido, ou qualquer outro sentimento 'plenipotenciário' no sentido do eu, e só eu e, sempre eu... e,... foi 'permissivo' a que o Partido Republicano nascido em 1880, instalasse na Câmara o primeiro Deputado Republicano.

A implantação da República Portuguesa teve mesmo que ser com revolução, pois democráticamente jamais conseguiria forma de içar a bandeira verde rubra! Tinha sempre poucos votos...

Anos depois da Implantação, o Dr. sr. António José de Almeida [era assim que se apresentavam os cidadãos - a importância da 'senhoria' sempre junta ao nome, ao arrepio de títulos honoríficos] é eleito o Presidente da República que durante mais tempo chefiou o Estado naquela época.

Era tio do meu avô, mas quando o sobrinho 'descobriu' os assados em que andava metido o familiar, já no 5 de Outubro de 1910 o sr. Moreira [o avô!] estava na Rotunda, não a vêr passar carros eléctricos, mas a saudar os Heróis que 'viraram' o país e, até hoje, plantaram e enraizaram a República.

O pai dele, meu bisavô, conforme textos aqui publicados sobre locomotivas e comboios, foi Mineiro requisitado para os trabalhos de abertura do túnel do Rossio.
Concluídas as obras, foi-lhe oferecido um lugar nos quadros da Companhia dos Caminhos de Ferro.

Naturalmente, isto de ser ferroviário é uma 'panca' que se pega, e o filho, meu avô portanto, encetou por sua vez carreira na dita Companhia, daí a farda que enverga na fotografia que acima ilustro.

Alguém terá pensado que era um militar, com aquele ar garboso no boné, colarinhos à 'raios-te-parta', e a 'palafrenália' de abotoaduras e correntes da 'cebola' das horas?

O que ele mais detestava usar era o símbolo da monarquia que estava bordado no boné,
mas deu tempo ao tempo e, no dia D, na hora H, não só arrancou a 'coroa', como se decorou de verde e vermelho antecipando a festa da vitória, enquanto o Almirante Cândido dos Reis se suicidava, precipitadamente, receoso da derrota.

O grande "obreiro" da revolução, foi o segundo-tenente sr. Machado Santos, homem que, sem exagero, estando em todo o lado, fez a revolução 'sózinho' com a ajuda das suas dragonas [montanha de dourados decorativos da farda sobre os ombros], pois para os outros militares indecisos 'passou' por uma grande patente da Marinha de Guerra e obedeceram-lhe!... O que mais não digo,... dará para deduzir(...)

Apresento uma foto de uma 'Máquina da CP' - vulgo locomotiva - a que chamavam "Ratinha", por ser a mais pequenina da Operacionalidade da Companhia.

Teria o meu avô apenas oito anos quando esta aquisição chegou aos trabalhos, após a sua construção na Societé Cokerill na Bélgica em 1890.

Como eu a conheci de perto pela mão do meu avô que acompanhava com excesso de zelo a sua manutenção e, na mesma medida durante a noite ia verificar por sua conta e risco a altura da chama dos faróis sinalizadores [então a petróleo], e regulava os registos das torcidas para poupar combustível, e evitar que o negro de fumo sujasse o interior dos aparelhos iluminantes, e etc. etc., nem medalha de cortiça teve!...

Hoje, a pequena mas de extrema força "Ratinha", jaz no Museu da C.P. do Entroncamento, e o meu avô nuns 'terrenos' contíguos à Igreja de S.Martinho da Cortiça (...)

A Ratinha, tal e qual o sr. MOREIRA dos SANTOS, sangue do meu sangue, perduram para além do tempo, resistindo ao baixar dos braços com que as pessoas vão arrumando tudo e todos com o nome de morte, quando, afinal estamos a lidar com teimosos que deixaram o carácter e a coerência ao serviço da sua eternidade!...

Na Estação de Alcântara-Mar ainda lá está [outro resistente!] um azulejo alusivo ao 3º. Prémio do "Concurso das Estações Floridas" [S.N.I.], referente ao ano de 1941, ganho pelo meu avô, entre as mil e uma estações da CP do país, naquele ano, ele que gostava de agricultura e de plantas, respondeu ao desafio de apresentar a "sua" Estação de Caminhos de Ferro, à sua MANEIRA! [faz lembrar a dos Xutos e Pontapés].

Entregou-se nas horas vagas à Jardinagem e, para espanto geral, agradou ao Júri do Concurso ao nível do terceiro lugar, enquanto que o Chefe da Estação se 'agradou' do dinheiro do prémio, locupletando-se com ele!!... mais palavras, para quê?...

Reformado aos 70 anos porque a Companhia não podia tê-lo como funcionário durante mais tempo, teve que entregar a vivenda da CP que lhe estava distribuida, situada à beira-mar [perto das 'Docas' de Alcântara], e, com muito custo, lá teve de regressar à terra natal - S.Martinho da Cortiça - onde passei a ir nas férias grandes do Liceu.

À noite, muito sossegados, deitados na eira, de papo para o ar, a apanhar o fresco depois da 'caloreira do dia', lá me explicava que no outro dia ia chover porque o céu assim, e o horizonte assado,... passeava-me pela estrada de Santiago e mostrava-me o 'Jardim Zoológico' das Ursas e outras constelações...

Um dia, abriu o coração e disse-me que gostava muito da Terra dele, mas tinha um grande desgosto consigo: - É que os seus conterrâneos,... eram todos... uma cambada de «TALASSAS»! [monárquicos]

No entanto, todas as casas senhoriais de S.Martinho e pelo país, ainda tinham os Brasões tapados com panos negros!

'Felizmente', já não assistiu ao "strip-tease" dos Talassas, passados tempos.

Mas conseguiu 'desforrar-se' no Padre que o procurou para saber a razão da sua ausência na Igreja!

O meu avô, que era também Avô da República, mandou-o entrar, por delicadeza, e discretamente fez com que o sr. Padre encarasse com uma grande almofada bordada,
que é a Bandeira da República!

O Padre, que "sabia" Latim, 'compreendeu' e
nunca mais 'chateou'
o republicano (...)

2009-07-05

AO VOLANTE DA VIDA






A estas horas da noite [quase duas da manhã], a não ser por motivos de força maior, as pessoas não deveriam conduzir por razões de segurança de diversa ordem, que o dia a dia dos noticiários nos vão dando exemplos quanto a todos os contras.

Como 'sinónimo' de condução arranjei a imagem de uns pedais, quase de 'tuning', para ajudar a 'abrir' a inspiração, e a chegar ao destino de um raciocínio crítico da maneira como nos comportamos, por todo o lado, até fora das ruas, estradas e auto-estradas.

Ao volante dos carros e da vida, dever-se-ia controlar e atentar mais quanto aos excessos cometidos na condução, nomeadamente no que concerne à linguagem verbal e gestual.

Quantas desinteligências se teriam evitado, que acabaram em cenas de pancadaria e mesmo tiroteio, se tivesse havido mais contenção, mais respeito pelo próximo... leia-se e compreenda-se... mais educação...

Mas não! somos todos muito homens [e donos da razão], e vá de fazer mímicas esquisitas com as mãos para provocar os outros, ou atirar-lhes com vocabulário ordinário que mais ofende quem o profere, do que o alvo que recebeu tal como 'arma'de arremesso.

Estas práticas 'treinam-se' na via pública e entram por casa dentro, estabelecimentos comerciais dos diversos ramos, enfim: por onde marcha marcialmente o 'bípede' homem, com a sua importãncia superior de herdeiro do Homo sapiens.

Milhões de anos o afastam dos tempos das cavernas, machados de sílex e outros artefactos que dormem nos museus de aantropologia. Agora, descoberta a roda, anda em veículos ditos de topos de gama, veste fatos e gravatas do 'Rosa & Teixeira', não precisa de estar de guarda ao lume, pois o Restaurante de Luxo e os pitéus refinados do "Chefe" esperam-no veneradamente. Como vai ao cabeleireiro, a manicure arranja-lhe as unhas e, para já, podemos dizer que temos um cavaleiro dos tempos actuais, cavalheiro para efeitos contemporâneos.

Mas há o "gene" do Troglodita que sem a Educação, nenhuma Licenciatura dará um bom comportamento!... mesmo que seja formado em Teologia (...)

Poucas horas passadas antes da publicação deste post, duas eminentes inteligências aqui representadas em fotografia, que são do domínio público, consideradas do melhor nível social, caíram do altar da dignidade, ao pecarem por mau comportamento, imperdoável ao ser humano menos culto.

Não sou eu que estou a proferir nenhuma sentença, pois a sociedade através dos meios de comunicação social e pela voz dos mais distintos representantes do país já os condenaram, à moda do Juíz Lynch, e cada um, através da sua Tutela.

O Juíz Vilarinho, Presidente da Assembleia Geral do S.L.B., respondeu a um jornalista de forma jocosa e extremamente grosseira, como é do conhecimento público! Em relação à possibilidade de o Clube ter de vir a enfrentar uma batalha jurídica por questões 'técnicas', respondeu «Estou-me cagando»! Para a Justiça, ou para os Tribunais? Alguém há-de entender esta disposição intestinal(...)

Entretanto terá dito outro tipo de coisas ´"É muito difícil que as coisas corram bem no futebol. Temos a bola que bate na trave, o guarda-redes que defende e o nosso não ..." - 'contrariedades' para uma pessoa que é tão 'despreocupada'!...

O homem eleito, com honras de Hino Nacional - achei excessivo, muito embora o Hino se possa cantar até no duche - disse também "Valeu a pena esta cruzada" [as eleições]! pois foi; o pior foi o outro borrar a pintura!

Quanto ao Ministro demissionário, no início do seu ministeriável cargo diziam que não aparecia... que não existia... enfim, estórias do preso por ter cão e por não o ter. Acho que pretendiam estudar-lhe o perfil para descobrirem a melhor maneira de o 'filarem', ao jeito do que hoje ouvi uma definição que bate certo: «Santanização»!

Quem 'estreou' uma técnica semelhante há uns anos, foi o antigo Presidente da Cãmara do Porto, que veio a Lisboa como Ministro das Polícias e, como 'parece' que por cá não 'havia' ainda assaltos nenhuns, não senhor, abriram uma campanha contra ele que, por pouco, faltava só culpá-lo pelo desaparecimento de todo e qualquer porta moedas.

Algo que se pode julgar mal no Ministro Pinho foi o ridículo do gesto, pois não é assim que se faz o insulto! Ergue-se a mão fechada, esticam-se os dedos mendinho e indicador e aqui vai o insulto!

Assim, conforme o fez, ficaram uns 'cornos' à 'menino bem', que quer mas não sabe fazer asneiras, nem dizer palavrões(...)

Caíu o Carmo e a Trindade, pois a Assembleia é um espaço ainda com tradições das "CORTES", como nos tempos da realeza - onde proliferam salamaleques e floreados como "Vossa excelência para cá, vossa excelência para lá, são amigalhaços (cúmplices às vezes), mas ali, e em público, põem verniz [esquecendo limpar as unhas].

Este é o ambiente que se pretende no 'regimento', muito embora aconteçam excepções de espontâneos, motivadas por nervos, ou excesso de razão para defenderem o povo que representam.

O "Caneta de Ouro" - Raúl Rego - um dia, encheu-se de republicanismo e disse «Merda»! Lá caíu o Carmo e a Trindade, por causa do já muito idoso Deputado e responsável pelo Jornal República, ter dito a palavra certa naquele contexto, ou não fosse ele o Caneta de Ouro deste país, naquela época (...)


Acho que o Carmo e a Trindade desde o Terramoto de 1755 nunca mais teve solução, porque volta e meia, com os abanões sísmicos na Assembleia da República, não tem hipóteses de reconstrução, pois volta e meia "cai"!...


Pior do que o gesto feio do ministro, serão mais escandalosas as mordomias em geral, incluindo as reformas [falo de pensões] milionárias e com o pouco tempo de dedicação à 'coisa pública'.

Diz-se que a vida é uma 'tombola', e àquilo chamam os "Passos Perdidos" onde pessoas sérias e trabalhadoras, por vezes, andarão de 'cabeça perdida'.

Como bom Ministro da Economia que estava a ser actualmente, desempregado não vai estar muito tempo, pois o Comendador Berardo já lhe arranjou solução para a sua vida "económica e financeira" pessoal.

2009-07-03

ADENDA AO INTERNET EXPLORER



Ao trabalhar o Post anterior intitulado «A ESTRELA DE SEIS PONTAS», preparei três Imagens para a ilustração do Texto:

A primeira, é a da 'Ex-futura' Esquadra da P.S.P. de Cascais, na Pampilheira, que está em construção desde o ano de 2001 e, sucessivamente, desde há 8 anos, se vai adiando a conclusão da obra e a entrega à Operacionalidade da Polícia.

Parece até que ninguém tem pressa para fazer uma inauguraçãozinha!...

Nem parece que os Operacionais de Polícia de Cascais se encontram como "sardinha na canastra" nas actuais 'instalações' - se assim se puderem chamar -, tendo à disposição duas 'retretes' para 100 Agentes, quatro deles encafuados em gabinetes (?) com a área de 12 m2, instalações eléctricas fracas que não suportam a carga de ventoinhas/aquecedores, e a falta de estacionamento.

Estas têm sido as "condições" de trabalho na Divisão da PSP de Cascais. Ontem, a PSP fêz anos, e dei-lhe os parabéns pela heroicidade com que trabalham, pela resistência psicológica que são capazes de 'incorporar' a todos os níveis,... até no plano do relacionamento com certas chefias,... e é a estas pessoas, homems e mulheres, que por dá cá aquela palha se grita "oh! da Guarda!", exige-se celeridade... etc. etc., enfim: tiram-lhes o 'couro e o cabelo', para depois se fazer deles 'gato sapato'(...)

Maior merecimento de parabéns vão para os Agentes da Instituição de Polícia. Mas sei que nenhum deles concordará comigo,... pois vestem a 'camisola' com maior amor pela Justiça, do que outros ostentam a Toga!

Se se tratasse de qualquer Gabinete Ministeriável, esta promitente Esquadra de Polícia, há muito que estaria pronta e recheada de todo o conforto e equipamento!

A segunda imagem [ESTRELA DE DAVID] que pretendi publicar e o INTERNET EXPLORER não mostra, ao contrário do FIREFOX que apresenta o Post deste Blog completo, repito-a agora, na tentativa de publicação do símbolo dos Judeus, não querendo enfastiar mais ninguém com assuntos Judaicos, mas simplesmente pela curiosidade de se poder comparar o formato da Estrela de 6 Pontas do 'Crachá' da Polícia, com a Estrela de David que derrotou a arrogância de Golias.

A terceira imagem, obtida de um site fornecedor oficial de artigos de fardamento de polícias, mostra os 'crachás' de Agentes e Oficiais, e serve para corroborar a geometria das estrelas, desde a da Torre da Pampilheira, até aos distintivos pendurados nos uniformes.

«Pela Ordem e Pela Pátria»

BOM SERVIÇO...

2009-07-02

A ESTRELA DE SEIS PONTAS





Hoje, dia 2 de Julho, a POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA completa o seu 142º Aniversário. Os Parabéns deste Blogue, mormente à Coragem com que trabalham sem apoios de ninguém... e,... muitas vezes... nem daqueles por quem dão a vida!...

Foi mesmo uma coincidência [fazia lá ideia do aniversário!], mas calhou e é simpático, passados dias sobre uma notícia de que vou falar, já com atraso, achar-me 'up to date' para dissertar sobre a dita P.S.P. no seu aniversário, a qual entrou pelos meus olhos numa espreitadela ao jornal do vizinho ao lado do balcão do Café onde, uma fotografia do Correio da Manhã [o jornal dos cafés] me 'alertou' para a VISÃO de um Edifício "decorado" com uma enorme 'Estrela de Seis Pontas' - Estrela de David - o Símbolo Judaico, o Grande Escudo de Israel! - o "Crachá", design de base, afinal, da P.S.P.!

Algo festivo? Não! "OBRAS ATRASADAS OITO ANOS"!... numa construção que se destina
às futuras instalações da Divisão da P.S.P. de Cascais, na Pampilheira, cujos Agentes Policiais esperam e desesperam com as constantes paragens da obra, alegando-se diversas desculpas, tais como a falência de Empreiteiros e outros motivos que elevam os 'trabalhos' à categoria das antigas "Obras de Santa Engrácia"!... sem nunca mais
ultrapassarem as condições precárias que,... desde há muito... são insustentáveis!

Será o 'Karma' da 'Estrela de David' que 'enfeita' o cimo da torre da Esquadra? - vidé fotografia em primeiro plano - a sina do Povo sempre adiado - o Judeu -
que a pulso, através da Bíblia e da História, palmo a palmo, pretende levar a 'Carta a Garcia'?(...)

Poderá ser que o Símbolo,... a Estrela recortada no cimento,... esteja a fazer 'JUS', à Lenda do Judeu Errante?!(...)

Com o tempo, a Estrela de David passou a ser usada como símbolo do Povo Judeu, encontrando-se em Sinagogas e Túmulos Judaicos.

Interpretam-se as seis pontas da estrela como uma alegoria a "MASHIACH" (Messias),
descrito por seis virtudes,... entre elas a Sabedoria... e a Valentia.

No fundo, é um Hexagrama, unindo-se o Triângulo da Água com o Triângulo do Fogo formando a Estrela de Seis Pontas, conhecida também por Selo de Salomão [filho de David] numa figura geométrica ainda mais estilizada.

A Estrela de David mantém-se pura, como símbolo da Nação Judaica que é ISRAEL.

O Selo de Salomão foi 'desviado' para formas de Ocultismo onde se imiscuíram Feiticeiros, Bruxos e Magos, isto é: complicações entrelaçadas com 'alegadas' Ciências Ocultas e suas derivadas mistificadoras e usurpadoras da Inteligência do 'homo sapiens'.

O Judaísmo é uma lenta e continuada construção colectiva com origens de Abraão, Jacob, Moisés e os Reis: David e Salomão.

Quando o êxodo do Egipto 'acontece', já existe um Povo com identidade nacional, e guiado por Moisés, estabelece uma aliança com Deus, num território e com uma Lei: «A TÓRA»!

Sedentarizam-se dois Reinos: Israel a norte, Judá a sul. A Arca da Aliança, depositária das Tábuas da Lei, que Moisés recebera de Deus no deserto, é guardada no Templo de Jerusalém.

E,... temos então, a SINAGOGA!... local de Culto da religião judaica, sendo desprovido de imagens religiosas, ou de peças de altar, e tendo como objecto central a Arca da TÓRA!

Por volta de 750 AC, o Reino que era dividido em dois foi devastado por invasores e o povo exilou-se. Mais tarde, em 539 AC, os que regressaram à terra natal passaram a ser desde então,... conhecidos por JUDEUS.

Depois do regresso do Exílio na Babilónia, desenvolveu-se o formato de religião hoje conhecido e o Culto passou a ter lugar na Sinagoga, como ponto de encontro dos Judeus para as Orações e Leitura das Escrituras.

Certo é que a Estrela de Seis Pontas mantém-se, pese embora os Séculos de Pó que 'poisam' sobre David e Salomão...

Ao longo dos tempos os judeus foram vítimas, reis, traidores e abusadores...

A História dos dias recentes, apresenta-os como chacinados e chacinadores! leia-se
o comparativo desde os nazis, aos problemas com palestinianos! a mente das pessoas é volúvel e,... tão depressa os abençoa... como os amaldiçoa!...

As 'gentes' querem hoje e sempre, um espectáculo novo!... mudam de opinião como de clube, partido e, até de parceiro, de personalidade, de sexo,... não tardará...(?)... de família! O que hoje é verdade, amanhã já não o será!

Fartam-se com tanta facilidade, que até já não se bastam a si próprios! Querem rotatividade, renovação, reciclagem, deitar fora... fazer qualquer coisa, sabe-se lá: a ressurreição do 'Fugitivo'!...!

Lembro o 'frenesim' com que muita 'diplomacia' cínica achou João Paulo II a mais neste mundo,... alegadamente dos vivos!

De um momento para o outro deixou de ter uma 'resistência' ímpar, para se começar a perspectivar o 'desmoronar' físico, o cenário de funeral e,... 'havia' que 'adivinhar' o sucessor!... pois, nestas coisas, é muito 'profissional' a prática e o pragmatismo do "Rei Morto, Rei Posto", e porque as agências noticiosas tinham de vomitar notícias frescas!...

[e lá faleceu a 'contento' dos ansiosos dos 'próximos' capítulos...]

À força de tanto 'ratarem' na ânsia de passar à frente várias folhas de texto, ou mesmo episódios, descortinaram no meio da fumarada branca do Habemus Papa, alguém, com tiques de luxo, prosápia, e conservadorismos ridículos e intragáveis!

Tanta 'labuta' com o que é que se 'mexeria', se era a Montanha que ia a Maomé, ou se era este que viria à Montanha para, afinal, a montanha destes 'crentes' acabar por "parir" um rato que, por ironia, se chama Ratzinger e, adoptou uma espécie de heterónimo que é o de Bento XVI!

O Marketing lá vai fazendo dele o que pode, para lhe dar um 'status' plastificado nos moldes de Karol Wojtyla; porém, numa época em que os milagres estão em 'crise',
vamos vêr se o Milagre do Século [OBAMA], com audiência marcada para dia 10 p.f., no Vaticano, irá dar algum "élan" a esta sensaboria de procurar no Céu a nossa
Boa Estrela,
no meio de tantos
satélites artificiais.


[Inspirado no: CM -'Obras atrasadas oito anos'-de 02/6/09, texto/foto:Magali Pinto/M.Moreira;
Fotos:'crachás'PSP-da Net]