A cada dia que passa há mais razões para rejeitar o pacto de agressão acordado entre PS, PSD e CDS com a União Europeia e o FMI.
Trata-se de um roubo infame aos trabalhadores e ao povo português que, a não ser travado, arrastará Portugal para o desastre, porque estas medidas não são nem excecionais, nem inevitáveis.
Mentindo aos trabalhadores e ao povo português, o Governo decidiu concretizar o roubo de parte do subsídio de Natal a trabalhadores e reformados já neste ano de 2011 num valor global superior a mil milhões de euros, e ao mesmo tempo, anunciar um semelhante golpe para o subsídio de férias e de Natal do próximo ano.
Trata-se de uma medida que, justificada com o défice das contas públicas, se destina a tirar a quem vive do seu salário ou pensão, para entregar à banca e aos grupos económicos que vêem ampliados os benefícios e privilégios que a política de direita lhes confere.
Num país onde se praticam dos mais baixos salários e pensões da União Europeia, o roubo no subsídio de Natal - indispensável para muitas famílias fazerem face a despesas essenciais - constitui um fator de empobrecimento geral da população e um rude golpe na economia nacional, em particular nas milhares de PME's que vivem do mercado interno.
É preciso intensificar a luta de todos quantos se sentem atingidos nos seus direitos, na sua vida, na sua dignidade. A luta é a única opção que pode travar o desastre.
A Greve Geral de hoje, 24 de Novembro, decididida pelos representantes dos trabalhadores, é uma importante jornada de luta do povo contra a exploração e o empobrecimento.
Fazer greve, participar ativamente na Greve Geral, é fazer ouvir a sua voz. É juntar-se a muitos outros que recusam este pacto de agressão, o roubo dos trabalhadores, o declínio do país.
É lutar pelas condições de vida no presente, mas também pelo futuro dos seus filhos e de Portugal. É dizer que não está do lado dos ricos e poderosos, dos que exploram e se julgam donos do país.
É engrossar a corrente cada vez maior dos que querem abrir caminho a uma outra política, patriótica e do interesse do povo, que aumente os salários, defenda a produção nacional, renegoceie a dívida, valorize as empresas e serviços públicos, defenda a independência e soberania nacionais.
Ao mesmo tempo que se empobrece o povo, entregam-se milhões de euros do Estado à banca, importantes empresas públicas vão parar às mãos do capital, saqueia-se o país para pagar juros escandalosos à União Europeia e ao FMI, mantém-se todo o tipo de privilégios fiscais que engordam os lucros dos grupos económicos e financeiros.
O dinheiro do seu subsídio de Natal e de férias, o aumento do IVA, as horas e os dias de trabalho sem receber, não são para resolver os problemas do país, mas para continuar a encher os bolsos do grande capital.
O roubo dos subsídios de Natal e de férias, o aumento do horário de trabalho e desvalorização dos salários, a diminuição do valor das indemnizações e o alargamento das causas de despedimento, a redução do valor a pagar por horas extraordinárias e trabalho noturno, o ataque à contratação coletiva e generalização do trabalho precário, o aumento do custo de vida: alimentação; transportes; energia; saúde; educação; e as privatizações e destruição de empresas e serviços públicos, são as medidas propostas pelo Governo que não resolvem nenhum dos problemas de Portugal.
Se fossem por diante, teríamos mais desemprego, mais recessão, mais pobreza, mais dependência e mais défice.
É hora de dizer basta, é o momento de resistir... e de todos lhes gritarem... NÃO!!














