[ Vox populi vox Dei ]

2011-02-27

« NÃO ESTÁS DEPRIMIDO... ESTÁS DISTRAÍDO... »

FACUNDO  CABRAL

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CANTOR, COMPOSITOR e ESCRITOR
nascido em 22 de Maio de 1937 
na 
ARGENTINA




FACUNDO CABRAL é um cantor Argentino, nascido em 22 de maio de 1937 na cidade de Balcarce, província de Buenos Aires, Argentina. Em tenra idade seu pai deixou a casa deixando a mãe com três filhos, que emigraram para Tierra del Fuego no sul da Argentina.

Cabral teve uma infância dura e desprotegida, tornando-se um marginal, a ponto de ser internado  num reformatório. Em pouco tempo conseguiu escapar e, segundo conta, encontrou Deus nas palavras de Simeão, um velho vagabundo.

Em 1970,  gravou "No Soy De Aquí, Ni Soy De Allá" e o seu nome ficou conhecido em todo o mundo, gravando em nove idiomas e com cantores da estatura de Julio Iglesias, Pedro Vargas e Neil Diamond, entre outros.

Influenciado, no lado espiritual, por Jesus, Gandhi e Madre Teresa de Calcutá, na literatura por Borges e Walt Whitman,  a sua vida tomou um rumo espiritual de observação constante em tudo o que acontece em seu redor, não se conformando com que vê, durante sua carreira como um cantor de Música Popular e, toma o caminho da crítica social, sem abandonar o seu habitual senso de humor.

Como  autor literário, foi convidado para a Feira Internacional do Livro, em Miami, onde conversou sobre os seus livros, entre eles: “Conversaciones con Facundo Cabral”, “Mi Abuela y yo”, “Salmos”, “Borges y yo”, “Ayer soñé que podía y hoy puedo”, y el “Cuaderno de Facundo”.  

Em reconhecimento do seu constante apelo à paz e amor, em 1996, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO)  declarou-o "Mensageiro mundial da Paz




 Vídeo Clip: «Não Estás Deprimido, Estás Distraído »




 « Não estás deprimido, estás distraído.
 
Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia, golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
 
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me. O que é fundamental para viver.
 
Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.

Não estás deprimido, estás distraído.

 
Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
 
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção.
 
E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.
 
Não existe a morte, apenas a mudança.
 
E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
 
Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
 
Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor.
 
Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida. A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha; a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
 
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo.
E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
 
Lembra-te: "Amarás ao próximo como a ti mesmo".
 
Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.
 
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.
 
Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
 
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
 
Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.
 
E se estás com cancro ou SIDA, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:
se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)
 
Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade, disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.

Não estás deprimido, estás desocupado.

 
Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
 
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
 
Dá sem medida, e receberás sem medida.
 
Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor. E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.
 
O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.
 
Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida. »





FACUNDO CABRAL - " No soy de aqui ni soy de alla "


2011-02-25

« A PARÁBOLA do LOBO MILAGREIRO »

 Amo os lobos, nascidos para a solidão e para a fome (...) 
Amo os lobos, porque amo os temperamentos fortes e rectos 
que preferem a violência à manha.

R.L.Bruckberger [Monge Dominicano]





 RAYMOND  LÉOPOLD  BRUCKBERGER
(Monge Dominicano)
[10 de Abril de 1907  -  4 de Janeiro de 1998]




Vídeo Clip Documentário sobre LOBOS:






R. L. Bruckberger
Autor da Obra




«O Lobo Milagreiro»




Nascido em 1907, Raymond Léopold Bruckberger, Monge Dominicano francês, foi uma ilustre personalidade das letras e do cinema da França. Viveu nos Estados Unidos desde 1949, onde a sua actividade literária teve a maior repercussão.

Mestre da parábola moderna, dirigiu revistas, realizou filmes e foi elemento activo da Resistência Francesa, tendo sido aprisionado pela Gestapo, à qual conseguiu escapar-se para tomar parte na Libertação de Paris.

Na sua qualidade de capelão-mor das Forças Francesas do Interior, recebeu o General De Gaulle na Notre-Dame, quando da entrada solene do Chefe da Resistência na capital.

A experiência e a personalidade do Padre Bruckberger não poderiam deixar de criar a história admirável do Lobo de Gubbio, símbolo do povo humilde ou das figuras autenticamente grandes que pela Pátria se sacrificam.

«O Lobo Milagreiro» é uma história profundamente humana, baseada na mensagem de humildade e de alegria de S. Francisco de Assis (1181-1226), chamado em italiano "Povorello" (Pobrezinho), por ter renunciado a todas as riquezas materiais, para levar uma vida de pobreza, querendo pôr em prática, com autenticidade e pureza, os ensinamentos de Cristo.

A lendária história do Lobo de Gubbio (cidade de Itália), convertido à doçura e à paz por S. Francisco de Assis, é o ponto de partida da parábola do Lobo Milagreiro.

Nas Fioretti (Florinhas de S. Francisco) conta a história como S. Francisco arranjou as pazes entre um lobo e os habitantes da Cidade de Gubbio.

As Florinhas são episódios da vida do santo, em que a lenda se mistura com a história, uma espécie das fábulas, que foram reunidas e publicadas no século XV.

Diz, R. L. Bruckberger: «Eu tinha imenso desejo de saber o que fora feito do lobo de Gubbio, como vivera e morrera entre os homens. Os livros nada me diziam. Para saber, eu tinha apenas o recurso de inventar. Foi o que fiz ». 

Neste momento, ocorre-nos a iniciativa imaginativa de Reinaldo Ferreira - Repórter X - que, quando não sabia mais, ou para melhor ênfase dar a uma reportagem, inventava.

Tudo começa com o compromisso entre o Lobo e S. Francisco, que dele se aproxima, falando-lhe, amansando-o, humanizando-o. As ternas palavras do santo convertem o feroz animal à fraternidade cristã e ao imperativo do respeito pela vida - é um pacto de paz conseguido pela força do amor fraterno.

O amor à Natureza e a união com todos os seres, irmãos e irmãs para S. Francisco, é simbolicamente representado nesta história pelo elo estabelecido entre o Lobo e o Santo.

Este compreende e respeita profundamente a natureza selvagem do seu «Irmão Lobo». E apesar da sua natureza selvagem, ao longo de toda a história, o Lobo procura honrar o compromisso de amor e fidelidade celebrado com o Santo, morrendo com o seu coração desfeito em doçura e a sua boca cheia de mel.

Em 1980, S. Francisco foi nomeado Padroeiro dos Ecologistas pelo Papa João Paulo II, em virtude da sensibilidade manifestada pelo santo face a todas as criaturas, humanas e não humanas.

O livro foi escrito no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e exprime, simbolicamente, um apelo à Paz, à Verdade, à Rectidão e à Benevolência.

A título de curiosidade, aditamos que o Papa João Paulo II referiu-se à música do filme « Danças Com Lobos », como sendo uma das peças musicais suas preferidas (...)











Imagens: Google
Texto: Adaptado de uma colecção
da "Lisboa Editora", traduzido pelo
poeta Jorge de Sena


2011-02-22

[«PHILOSOPHIA» : - INTROSPECÇÃO ... MEDITAÇÃO ... PENSAR ... ]


      Um dos maiores prazeres que posso usufruir, é poder estar no cimo de uma montanha, estando em sintonia de corpo e alma com a Natureza, contemplando  a beleza daquilo que nos foi dado, e poder meditar.

Costumo pensar na "Filosofia" como a arte de saber pensar; saber encadear toda uma série de raciocínios lógicos, ou análises críticas, a nós mesmos ou àquilo que nos rodeia, para que no final consigamos que tudo faça sentido, e que seja possível haver uma opinião ponderada.

Não é à toa que as pessoas oram com frequência, não aquela oração de repetição - cassette -, que mais não é que um  despejar um rol de palavras muitas vezes sem sentido e sem sentir, mas aquela oração em que entramos dentro de nós mesmos, fazendo uma meditação ou oração, sempre com a certeza de que uma Entidade superior a nós nos escuta, conseguem ser pessoas de espírito crítico muito apurado, não indo em discursos fáceis quando alguém faz, ou diz, conforme todos os outros fazem, ou dizem.


Clip musical: MEDITATION de THAIS 




 A Filosofia é um caminho para a felicidade baseada na razão, em complemento com convicções espirituais como caminho para a felicidade baseada no Amor. Acho estes dois caminhos indissociáveis um do outro e não um complemento; basearmo-nos somente na razão (pensamento científico) sem termos a capacidade de amar, nunca se poderá atingir a verdadeira felicidade. Não é por sermos mais sábios que saberemos melhor amar, mas sim o contrário.

Há uma crise de valores na nossa sociedade, há uma crise de convicções, o que move a sociedade hoje em dia é a imagem daquilo que os outros fazem de nós mesmos, vivemos para parecer aos outros aquilo que não somos, talvez com o intuito de sermos aceites; estamos a ficar vazios de nós mesmos, qual sociedade zombie, que se move só porque o faz todos os dias.

Nota-se que nos tempos que correm, e na generalidade, que a juventude tem pouca noção do que é ser responsável, e parece que tudo deriva da educação (ou a falta dela) transmitida pelos pais, cada vez com menos conteúdo, sem diálogo, super-protegendo, mas não educando.



O  PENSADOR



A responsabilidade obriga-nos a pensar, a utilizarmos o espírito crítico para formularmos opiniões e fazer escolhas, e a "Filosofia" dá-nos a elasticidade mental para que isso seja possível, sempre com a humildade que nada sabemos, mas que fazemos tudo para aperfeiçoar o nosso conhecimento.

2011-02-19

« GENTE... das " MELODIAS " de SEMPRE ! »


 PEGGY  LEE
(1920 - 2002)






Personalidades - Peggy Lee (1920-2002)

Peggy Lee foi uma cantora americana de música popular e jazz, compositora e atriz, numa carreira que se estendeu por quase sete décadas.

Peggy era de descendência escandinava, nascida em North Dakota. Sua mãe faleceu quando ela tinha 4 anos de idade. Aos 17 anos, deixou a casa e foi para Los Angeles cantar em clubes noturnos, até que nas suas andanças, chamou a atenção de Benny Goodman, e juntou-se à sua banda em 1941, onde ficou por 2 anos.

Em 1943, gravou o seu primeiro sucesso, “Why don´t you do right?”, que vendeu mais de 1 milhão de cópias e a tornou famosa.

Casou-se com um dos integrantes da banda de Goodman, mas ambos tiveram que sair do conjunto pois Goodman não admitia envolvimentos pessoais entre os componentes da banda.

Em 1947, Peggy gravou o famoso hit “Mañana”, uma das suas marcas registadas. Passou a frequentar  como cantora os programas de TV de Perry Como e Jimmy Durante.

Gravou hits que se tornaram grandes sucessos, como “Fever” e “Black Coffee”.

Peggy teve vários álbuns entre os 10 tops dos Hit Parades durante 3 décadas.  Será sempre lembrada como uma das mais influentes vocalistas de jazz de todos os tempos, sendo citada por artistas tão diversos como: Judy Garland, Frank Sinatra, Paul McCartney, Betty Midler, Madonna e Dustin Sprigfield.

Recebeu 3 Grammys, e teve uma indicação ao Óscar como atriz. Além disto, foi reconhecida como uma das maiores letristas da música americana.

Peggy teve 4 maridos durante a vida. Continuou cantando até os anos 90, algumas vezes  em cadeira de rodas.

Faleceu aos 81 anos, de um ataque cardíaco. No seu túmulo está a incrição “Música é o meu sopro de vida”.

Abaixo, temos o clip em que Peggy interpreta uma de suas mais famosas canções, “Fever”, num sofisticado arranjo onde é acompanhada somente por uma bateria e um contra-baixo, além do estalar de dedos.






Leia mais:
http://passeandopelocotidiano.blogspot.com/2011/02/personalidades-peggy-lee-1920-2002.html#ixzz1EMAzfsft




VÍDEO CLIP - YouTube apresenta:
« FEVER » de PEGGY LEE