[ Vox populi vox Dei ]

2011-01-09

« OS GOLFINHOS... OU DELFINS... Família dos DELPHINIDAE »

     Foto de um golfinho saltando fora das águas do rio Sado em Portugal
                                                                                                                                                      


                                                            

ESPECTACULAR REPORTAGEM na ILHA dos GOLFINHOS


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O GOLFINHO é...  um mamífero aquático altamente inteligente, a quem foi atribuído o salvamento de muitos náufragos no meio de destroços, e sempre foi tido como um dos melhores amigos do homem no oceano. 

O maior dos golfinhos de focinho deve o seu nome ao seu bico comprido, a fazer lembrar o gargalo de uma garrafa.

 Pensa-se que os golfinhos de nariz de garrafa são muito inteligentes e vivem em grupos sociais. Comunicam uns com os outros utilizando silvos distintos, e linguagem corporal.
         
Bilhete de Identidade

Ordem: Cetacea
Família
: Delfins
Género
: Tursiops
Espécie
: Tursiops Trucatus

Estado
: Comum
Unidade social:
Variável
Comprimento
: 1,9m-4m
Peso
: 500 kg
Maturidade Sexual
: Fêmea: 5-12 anos; Macho: 9-13 anos
Época de acasalamento: Março e Abril
Período de Gestação: 12 meses
Número de crias: 1
Intervalo de procriação: 2-3 anos
Dieta: Variada gama de peixes e mariscos
Longevidade: 12-40 anos, podendo atingir os 50 anos

Esta espécie pode ser especialmente encontrada nas águas temperadas e tropicais do Atlântico e nos mares adjacentes, preferindo as zonas costeiras rasas e quentes.
Também é possível encontrá-los perto do Havaí e da Florida.

O acasalamento

A principal época de acasalamento é entre Março e Abril. Os golfinhos juntam-se nesta altura, por um breve espaço de tempo, em que o macho demonstra preferência pela companhia de um determinada fêmea. A corte pode ser feita de forma violenta, com muitas cabeçadas pelo meio.

As crias nascem no pico do Verão em águas europeias e entre Fevereiro e Maio na Flórida. A ligação entre a mãe e a cria é tão forte que já se testemunhou mães a trazerem crias mortas á superfície, como que a querer ajudá-las a respirar. A mãe  e a cria permanecem juntas até esta ter quatro ou cinco anos de idade. 

Excelente pescador

Quando estão em liberdade os golfinhos alimentam-se de 8 a 10 kg de lulas, camarão, enguias e outros peixes, por dia. Caçam frequentemente em grupo, encurralando pequenos peixes e capturando os que saem do cardume; em algumas águas, seguem os barcos de pesca para se banquetearem com as sobras. 

As técnicas de caça dependem muito da localização. Na Carolina do Sul, EUA, por exemplo, os golfinhos seguem o peixe até à costa e empurram-no até à praia, capturando-o. No entanto, no Golfo do México, já foram avistados golfinhos que jogam as suas presas ao ar com os lobos das caudas, para as atordoarem, e depois capturam-nas à superfície. 

Alguns pesquisadores acreditam que estes conseguem atordoar as suas presas emitindo altos ruídos. 

Acrobata dos mares

Os golfinhos nariz de garrafa viajam em grupos familiares de um a dez indivíduos, em regiões costeiras, e por vezes até 25 em mar alto, apesar de já se terem registado grupos de 500 elementos. Dentro destes grupos, é vulgar passarem o tempo com os seus companheiros favoritos. As fêmeas e as crias pequenas andam normalmente juntas, tal como os machos. 

É possível avistar o golfinho nariz de garrafa a acompanhar a onda de proa dos navios e fazer piruetas, podendo sair vários metros para fora de água. Dormem cerca de oito horas por dia e nadam a uma velocidade de cerca de 20 km por hora, podendo mergulhar até 20 minutos e a uma profundidade de 300 m. 

Os machos lutam ferozmente pelas fêmeas durante a época da reprodução. Um golfinho nariz de garrafa faz uma pirueta para respirar e também, para comunicar com os seus parceiros. 

Em vias de extinção

Apesar de ainda existirem num número alargado, os golfinhos nariz de garrafa têm sido virtualmente erradicados de alguns lugares. São caçados pela sua carne ou outros produtos em todo o Mundo. No Pacífico, é vulgar afogarem-se em redes de pesca ao atum, apesar de já serem utilizadas redes “amigas” dos golfinhos.

Recentemente, tem havido preocupação sobre o ruído marinho provocado pelo Homem, tal como o sonar dos navios, que interfere com a capacidade de baleias e golfinhos em alimentarem-se, orientarem-se e comunicarem. 

As provas mostram que o sistema de detecção de submarinos militares, em que é utilizado um sonar activo de baixa frequência, enche os mares de ruído que ameaça a sobrevivência dos golfinhos e baleias, destruindo-lhes a audição ou causando-lhes hemorragias nos pulmões e ouvidos.



                                                 
                                      Os cetáceos

[Sugerimos a leitura - é só clicar no link - do 'post' do nosso blog gémeo «MUNHO» http://munho.blogspot.com - que denuncia no texto e nos comentários, as atrocidades (des)humanas cometidas contra todos estes animais]

Esta espécie não pode sobreviver fora de água. Semelhantes aos peixes pela morfologia e perfeita adaptação ao meio aquático, os cetáceos são no entanto mamíferos, com pulmões e temperatura constante, que dão origem a indivíduos desenvolvidos, os quais amamentam. 
Os cetáceos formam uma ordem dividida em duas subordens: de um lado cetáceos com dentes (odontocetos) e de outro lado as dez espécies de baleias sem dentes (misticetos). Todos têm a particularidade de não possuírem membros superiores visíveis, enquanto os membros anteriores estão transformados em barbatanas. A cauda é possante e constitui o principal órgão de locomoção. As vias digestivas e respiratórias estão isoladas umas das outras, o que lhe permite engolir as presas debaixo de água. Os cetáceos respiram por pulmões, o que não os impede de permanecer submersos longo tempo, mesmo a grande profundidade (mais de uma hora e até três mil metros no caso do cachalote!). Ao voltar à superfície, expelem o ar pelo espiráculo, num jacto visível à distância. 
O sentido do olfacto encontra-se atrofiado nas baleias e ausente nos golfinhos. Se a visão é fraca, a audição é muito apurada nestes animais, que utilizam  a ecolocalização (emissão de ultra-sons e recolha do eco) para se deslocarem e caçarem . Os cetáceos sem dentes agrupam um grande número de baleias, entre as quais a baleia-azul, o maior dos cetáceos.
                                           
Esta baleias primitivas possuem um sonar rudimentar e um sistema nervoso central pouco desenvolvido. Em vez de dentes possuem barbas, centenas de lâminas córneas fixas ao maxilar superior, que filtram o alimento da água. 

Estes gigantes do mar conseguem nadar porque a sua densidade é similar à da água, ligeireza que se deve à estrutura esponjosa do esqueleto e da gordura. 


AJUDEM... POR TODOS OS MEIOS POSSÍVEIS, NA LUTA CONTRA A MATANÇA DOS GOLFINHOS E DAS BALEIAS

2011-01-07

« DERRADEIRA HOMENAGEM A MALANGATANA »

 CIDADÃO  do  MUNDO
(1936 - 2011)



 No intuito de prestarmos uma última homenagem, o corpo do Mestre Malangatana está presente no Mosteiro dos Jerónimos, hoje, dia 7 de Janeiro, a partir das 15H00




« Malangatana, o homem que pintava pessoas »


Malangatana vendeu os primeiros quadros há 50 anos e com o dinheiro arranjou uma casa e foi buscar a família para Maputo. Meio século depois, morreu um homem do mundo, um amigo de Portugal e um dos moçambicanos mais famosos.


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MALANGATANA VALENTE NGWENYA nasceu a 06 de junho de 1936 em Matalana, uma povoação do distrito de Marracuene, às portas da então Lourenço Marques, hoje Maputo. Foi pastor, aprendiz de curandeiro (tinha uma tia curandeira) e mainato (empregado doméstico).

A mãe bordava cabaças e afiava os dentes das jovens locais (uma moda da altura), o pai era mineiro na África do Sul. Com a mãe doente e um pai ausente, Malangatana foi viver com o tio paterno e estudou até à terceira classe. Só. Aos 11 anos começou a trabalhar porque já era “adulto” e podia fazer tudo, de cuidador de meninos a apanha-bolas no clube de ténis.

Nos últimos 50 anos foi também muito mais do que pintor. Fez cerâmica, tapeçaria, gravura e escultura. Fez experiências com areia, conchas, pedras e raízes. Foi poeta, ator, dançarino, músico, dinamizador cultural, organizador de festivais, filantropo e até deputado, da FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde a independência.

Ainda que o seu lado político seja o menos conhecido, é nítido o seu posicionamento à esquerda, a sua militância na luta pela liberdade e a  simpatia pelo Partido Comunista Português.

 Malangatana chegou a estar preso, pela PIDE, acusado de pertencer ao então movimento de libertação FRELIMO, sendo libertado ao fim de 18 meses, por não conseguirem provar qualquer vínculo à resistência colonial.

 Malangatana viveu parte da sua adolescência junto dos colonos portugueses, os mesmos que o iniciaram na pintura, primeiro o artista plástico e biólogo Augusto Cabral (morreu em 2006) e depois o arquiteto Pancho Guedes.

Augusto Cabral era sócio do Clube de Ténis, onde trabalhava um tio do pintor. “Um apanha-bolas nas partidas de ténis era um tal Malangatana Ngwenya (crocodilo), que, no fim de uma tarde de desporto, se acercou de mim para me pedir se, por acaso, eu não teria em casa um par de sapatilhas velhas que lhe desse”, contou Augusto Cabral em 1999.

O pintor iria “nascer” nessa noite, quando Malangatana foi a casa de Augusto Cabral e o viu a pintar um painel. “Ensine-me a pintar”, pediu. E Augusto Cabral deu-lhe tintas, pincéis e placas de contraplacado. “Agora pinta”, disse ao jovem, ao que este perguntou: “pinto o quê?”. “O que está dentro da tua cabeça”, respondeu Augusto Cabral.

O jovem viria a ter também o apoio de outro português, o arquiteto Pancho Guedes, que lhe disponibilizou um espaço na garagem de sua casa de Maputo e lhe comprava dois quadros por mês, a preços inflacionados. Em poucos meses Malangatana quis fazer uma exposição e foi, para espanto confesso de Augusto Cabral, um enorme sucesso.

Nas pinturas, nessa altura e sempre, Matalana, onde nasceu e cresceu e onde frequentou a escola da missão suíça de até à segunda classe. Menino pastor, agricultor, caçador de ratos com azagaia, viria a estudar só mais um ano. Fica-lhe Matalana no pincel, a opressão colonial, a guerra civil. A paz reflecte-se numa pintura mais otimista e nos últimos anos foi um carácter mais sensual que a caracterizou.

E sempre o quotidiano. “Há sempre um manancial de temas a abordar. São os acontecimentos do mundo, às vezes tristes, outras alegres, e eu não fico indiferente. Seja em Moçambique, ou noutra parte do mundo, a dor humana é a mesma", disse numa entrevista à Lusa, ainda recentemente.

Já homem, com a pintura como profissão, confessou ao jornalista Machado da Graça que sentia grande aproximação com os artistas portugueses desde os anos 70, quando foi pela primeira a Portugal, como bolseiro da Gulbenkian.

Entre 1990 a 1994 foi deputado da FRELIMO e ao longo de décadas ligado a causas sociais e culturais. Foi um dos criadores do Museu Nacional de Arte de Moçambique, dinamizador do Núcleo de Arte, colaborador da UNICEF e arquiteto de um sonho antigo, que levou para a frente, a criação de um Centro Cultural na “sua” Matalana.

E exposições, muitas, em Moçambique e em Portugal mas também mundo fora, na Alemanha, Áustria e Bulgária, Chile, Brasil, Angola e Cuba, Estados Unidos, Índia… Tem murais em Maputo e na Beira, na África do Sul e na Suazilândia, mas também em países como a Suécia ou a Colômbia.

Contando com as obras em museus e galerias públicas e em coleções privadas, Malangatana vai continuar presente praticamente em todo o mundo, parte do qual conheceu como membro de júri de bienais, inaugurando exposições, fazendo palestras, até recebendo o doutoramento honoris causa, como aconteceu recentemente em Évora, Portugal.

Foi nomeado Artista pela Paz (UNESCO), recebeu o prémio Príncipe Claus, e de Portugal levou também a medalha da Ordem do Infante D.Henrique. 

Em Portugal morreria também o pastor, mainato e pintor. 
Malangatana. Valente.






- Texto selecionado no Destak, adaptado 
  e acrescentado.
- Fotografias escolhidas na Net.

2010-12-29

« NÃO À DESFLORESTAÇÃO!... UMA ATITUDE PARA 2011 »

 MULHER  ÁRVORE




DESFLORESTAÇÃO é o processo de desaparecimento de massas florestais, fundamentalmente causada pela actividade depredadora humana. Está directamente ligada à acção do homem sobre a natureza, principalmente devido à destruição de florestas para a obtenção de solos para cultivo agrícola ou para extracção de madeira, por parte da indústria madeireira, da celulose e do papel.

Vivemos agarrados ao papel, bem vistas as coisas. Dos bons livros, materialização da criação literária, aos vulgares livros de cheques, das notas dos testes de avaliações até às que trabalhamos, dias e dias a fio, para ter no banco ao fim do mês.

Não é de esconder admiração face à vastidão de sentidos conotativos que uma simples palavra pode conter. No fundo é o que confere diversidade e beleza à língua, o que inspira a arte. O presente caso não necessita, porém, de recorrer a tais meios. O facto da sociedade ser tão dependente do papel não se refere apenas à faceta monetária do vocábulo. Embora não se refute, obviamente, o seu "papel" preponderante neste caso. São formulários e impressos, em órbitas incansáveis à mente. Assinalam-se cruzinhas para se candidatar ao emprego, escrevem-se declarações, passam-se multas... define-se a identidade das pessoas por simples números e moradas  em rectângulos chamados bilhetes de identidade. E tudo à celulose se parece resumir.

Sabemos, muito resumidamente, o papel das árvores na nossa vida. Especificamente na nossa sobrevivência. Isto porque, muito para além dos oxigénios e compostos carbonados que por cá andam a passear, algo de transcendente nos caracteriza. Algo que trespassa e vence a papelada, abstractamente real na sua dimensão.

Ora, tendo em conta estes dados, talvez nos devessemos submeter a qualquer tipo de reflexão antes de progredir com o vício inato da desflorestação.

É tempo perdido "apapelar" a sociedade. Deixemos o papel para a Arte. Depois... a Arte para a Vida (...)



VÍDEO DE DENÚNCIA DA DESFLORESTAÇÃO



2010-12-26

« WHITE CHRISTMAS - "THE DRIFTERS" »


  White Christmas é indubitavelmente a mais famosa e popular de todas as canções de Natal. A música e letra foram escritas por Irving Berlin em 1942 e foi tema de filmes famosos. Na Segunda Grande Guerra, soldados e  famílias trauteavam-na  esperando o regresso a casa.








White Christmas

I'm dreaming of a white Christmas
Just like the ones I used to know
Where the tree tops glisten
And children listen
To hear sleigh bells in the snow

I'm dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all
Your Christmases be white

I'm dreaming of a white Christmas
Just like the ones I used to know
Where the tree tops glisten
And children listen
To hear sleigh bells in the snow

I'm dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all your Christmases
May all your Christmases
May all your Christmases
May all your Christmases be white

I'm dreaming of a white
Christmas with you
Jingle Bells
All the way, all the way 
 
Natal Branco

Estou sonhando com um Natal branco
Assim como os que um dia eu conheci
Quando o topo das árvores resplandescem
e crianças prestam atenção
Para ouvir os sinos do trenó na neve

Estou sonhando com um Natal branco
Com cada cartão de Natal Escrevo
Que seus dias sejam alegres e brilhantes
E todos os seus Natais brancos

Estou sonhando com um Natal branco
Assim como os que um dia eu conheci
Quando o topo das árvores resplandescem
e crianças prestam atenção
Para ouvir os sinos do trenó na neve


Estou sonhando com um Natal branco
Assim como os que um dia eu conheci
Que seus dias sejam alegres e brilhantes
E todos os seus Natais brancos
E todos os seus Natais brancos

Estou sonhando com um Natal branco com você
Jingle bells até o fim...








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