[ Vox populi vox Dei ]

2010-12-29

« NÃO À DESFLORESTAÇÃO!... UMA ATITUDE PARA 2011 »

 MULHER  ÁRVORE




DESFLORESTAÇÃO é o processo de desaparecimento de massas florestais, fundamentalmente causada pela actividade depredadora humana. Está directamente ligada à acção do homem sobre a natureza, principalmente devido à destruição de florestas para a obtenção de solos para cultivo agrícola ou para extracção de madeira, por parte da indústria madeireira, da celulose e do papel.

Vivemos agarrados ao papel, bem vistas as coisas. Dos bons livros, materialização da criação literária, aos vulgares livros de cheques, das notas dos testes de avaliações até às que trabalhamos, dias e dias a fio, para ter no banco ao fim do mês.

Não é de esconder admiração face à vastidão de sentidos conotativos que uma simples palavra pode conter. No fundo é o que confere diversidade e beleza à língua, o que inspira a arte. O presente caso não necessita, porém, de recorrer a tais meios. O facto da sociedade ser tão dependente do papel não se refere apenas à faceta monetária do vocábulo. Embora não se refute, obviamente, o seu "papel" preponderante neste caso. São formulários e impressos, em órbitas incansáveis à mente. Assinalam-se cruzinhas para se candidatar ao emprego, escrevem-se declarações, passam-se multas... define-se a identidade das pessoas por simples números e moradas  em rectângulos chamados bilhetes de identidade. E tudo à celulose se parece resumir.

Sabemos, muito resumidamente, o papel das árvores na nossa vida. Especificamente na nossa sobrevivência. Isto porque, muito para além dos oxigénios e compostos carbonados que por cá andam a passear, algo de transcendente nos caracteriza. Algo que trespassa e vence a papelada, abstractamente real na sua dimensão.

Ora, tendo em conta estes dados, talvez nos devessemos submeter a qualquer tipo de reflexão antes de progredir com o vício inato da desflorestação.

É tempo perdido "apapelar" a sociedade. Deixemos o papel para a Arte. Depois... a Arte para a Vida (...)



VÍDEO DE DENÚNCIA DA DESFLORESTAÇÃO



2010-12-26

« WHITE CHRISTMAS - "THE DRIFTERS" »


  White Christmas é indubitavelmente a mais famosa e popular de todas as canções de Natal. A música e letra foram escritas por Irving Berlin em 1942 e foi tema de filmes famosos. Na Segunda Grande Guerra, soldados e  famílias trauteavam-na  esperando o regresso a casa.








White Christmas

I'm dreaming of a white Christmas
Just like the ones I used to know
Where the tree tops glisten
And children listen
To hear sleigh bells in the snow

I'm dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all
Your Christmases be white

I'm dreaming of a white Christmas
Just like the ones I used to know
Where the tree tops glisten
And children listen
To hear sleigh bells in the snow

I'm dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all your Christmases
May all your Christmases
May all your Christmases
May all your Christmases be white

I'm dreaming of a white
Christmas with you
Jingle Bells
All the way, all the way 
 
Natal Branco

Estou sonhando com um Natal branco
Assim como os que um dia eu conheci
Quando o topo das árvores resplandescem
e crianças prestam atenção
Para ouvir os sinos do trenó na neve

Estou sonhando com um Natal branco
Com cada cartão de Natal Escrevo
Que seus dias sejam alegres e brilhantes
E todos os seus Natais brancos

Estou sonhando com um Natal branco
Assim como os que um dia eu conheci
Quando o topo das árvores resplandescem
e crianças prestam atenção
Para ouvir os sinos do trenó na neve


Estou sonhando com um Natal branco
Assim como os que um dia eu conheci
Que seus dias sejam alegres e brilhantes
E todos os seus Natais brancos
E todos os seus Natais brancos

Estou sonhando com um Natal branco com você
Jingle bells até o fim...








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2010-12-24

« NATAL ... Tempo de Oportunidades ... PAZ UNIVERSAL »

 O COSMOS... O MUNDO... A FRATERNIDADE... A PAZ  UNIVERSAL


 

UM  CONCEITO  de  PRESÉPIO








DESDE O INÍCIO da vida da Igreja, no primeiro século, os cristãos não tinham outras festas para além da celebração semanal da Ressurreição do Senhor. No primeiro dia da semana - que até Constantino continuou a ser chamado Dia do Sol e era dia de trabalho - era habitual que se reunissem para escutar a Palavra de Deus, para celebrar a Eucaristia e, nos primeiros anos, para tomarem uma refeição em comum. Depois, todos regressavam às suas casas, despedindo-se até ao próximo domingo.

Com o tempo, a Igreja foi sentindo necessidade de dedicar um dia do ano à comemoração e valorização dos acontecimentos importantes da vida de Jesus, sendo a primeira festa a surgir a Páscoa. Só muito mais tarde é que a Festa do Natal entrou no calendário cristão.

Em 354 foi estabelecida a data de 25 de Dezembro para recordar o nascimento de Jesus. Não foi encontrado nenhum documento no Registo Civil de Nazaré e a escolha deriva do facto de, nessa data, ser celebrada em Roma a festa do solstício de Inverno e do aproximar-se da Primavera. Era uma festa caracterizada por uma alegria imensa, porque o sol recomeçava a resplandecer.

A esta festa os cristãos deram uma nova interpretação: é Jesus que nasce como Luz para o Mundo e para os Homens [Bíblia - Jo. 1, 9]. É a história de um Deus que se faz homem, gerado no seio da Virgem Maria, que se faz um de nós, percorrendo todas as etapas do crescimento humano até á idade adulta, que nos chama à vida, que connosco caminha e entre nós quer ficar.

Contudo, se o pretexto da Festa do Natal no dia 25 de Dezembro foi um festa pagã, parece que estamos a regressar às origens, assistimos a um vertiginoso retrocesso e uma perda do sentido cristão deste tão nosso e tão próximo acontecimento festivo.

Para além da crise económica, que estamos ou estaremos para passar, o mais preocupante é a crise de valores que aflige toda a nossa sociedade. Por onde andam aqueles valores nobres que deveriam nortear a vida: a Solidariedade, a Bondade, o Respeito, a Justiça, a Verdade, o Civismo, a Família... o Amor?

A crise que vivemos, que não nos pode encontrar de braços cruzados, com medo ou desesperados, é uma oportunidade de interpelação, de procura e de risco. Dizer que vivemos em crise não significa que está tudo perdido mas, que é urgente recentrar o nosso compromisso com o mundo, com os outros e... com Deus verdadeiro e não com o «deus» dos "Mercados" (...)

Natal (deriva do latim nativitas: nascimento) é a oportunidade para acolher a Luz que nasce; oportunidade para nos tornarmos luz nascente; oportunidade de ver, para lá do horizonte do sol poente, um novo amanhã que nasce...  NATAL... é Tempo de Oportunidades!



ROBERTO CARLOS  in  WHITE  CHRISTMAS

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2010-12-19

«O PORQUINHO da ÍNDIA (Caviinae) - Vulgo: " COBAIA"! »

 Porquinho da Índia
COBAIA



Há alguns dias (10 de Dezembro p.p.), comemorou-se o "Dia Internacional dos Direitos dos Animais". Mais uma oportunidade para algumas [muitas] consciências terem o seu dia hipócrita, dedicando algum tempo à 'bicharada' e, logo a seguir, deixarem os princípios humanos adormecidos por mais um ano, continuando indiferentes aos atentados de toda a espécie, assistindo a Circos e Touradas, vestindo roupagens confeccionadas de peles naturais, beneficiando placidamente dos resultados de experiências laboratoriais efectuadas em criaturas, que não estão no palco da Natureza para serem martirizados em prol da Ciência química, seja medicamentosa, ou cosmética. 

Desde o Século XIX que os porquinhos da Índia são um dos animais de laboratório de emprego mais corrente. Pouco exigentes na qualidade de alimentação e muito prolífica, a cobaia é dos animais de experimentação mais económicos. É um animal de orelhas curtas, cauda reduzida a uma pequena protuberância arredondada; molares resistentes; dedos separados, sendo três nas patas posteriores e quatro nas anteriores; pelagem geralmente irregular na cor, pois são geralmente brancos com malhas negras, amarelas ou ruivas, mais ou menos largas e desiguais, sendo extremamente bonitos. Carece de alimentação em quantidade, passando perfeitamente sem beber quando lhe abundam nos alimentos plantas suculentas.

Em repouso sustenta-se sobre as quatro patas, pousando o ventre no chão; algumas vezes, porém, apoia-se exclusivamente sobre a parte posterior do corpo e, como muitos poucos roedores, leva à boca os alimentos com as extremidades dianteiras [como os esquilos]. É muito sociável. Macho e fêmea vivem sempre juntos, manifestando um pelo outro grande ternura e, como são muito limpos, passam o seu tampo lambendo-se um ao outro. Enquanto um dorme, o outro vela pela sua segurança e quando o primeiro prolonga o sono por tempo demasiado, o outro acorda-o, lambendo-o, para, por sua vez, cair no sono.

Os indivíduos do mesmo sexo vivem em boas relações de harmonia, excepto quando se trata de apanhar o melhor quinhão de alimento ou o melhor lugar para dormir... Os machos que perseguem uma mesma fêmea batem-se violentamente e a luta só termina quando um dos contendores foge ou entrega espontaneamente a fêmea ao vencedor.

A cobaia é um animal extremamente fecundo. A fêmea tem, em geral dois partos por ano, e, em cada parto, tem três, quatro ou mesmo cinco filhos. Estes nascem já inteiramente formados e com os olhos abertos; com poucas horas de vida estão já aptos a acompanhar a mãe, que tem por eles um afecto inexcedível e que os aleita durante dez a quinze dias, embora estes possam alimentar-se de comida dos pais dois ou três dias após o nascimento. Ao fim de cinco ou seis meses estão aptos a reproduzirem-se, embora atinjam o estado adulto aos oito ou nove meses de idade. Sendo bem tratados, vivem até aos seis ou oito anos. 

Foi-lhe dado aquele nome - porquinho da Índia -, embora esteja sobejamente provado que a sua origem não é a Índia, mas sim a América.

 


Um erro de navegação é o responsável pelo nome Porquinho da Índia. No Século XVI, quando os navegadores espanhóis buscavam um novo caminho para as índias, em busca de especiarias, por engano estavam em terras Sul-americanas, mais exactamente no actual Perú. Após provarem 'churrascos' de um certo animalzinho que os nativos conheciam por Cuí (e assim o chamam até hoje por causa dos seus gritinhos semelhantes ao som emitido pelos porcos jovens), simpatizaram com o animal e adoptaram-no como mascote.
Regressaram ao continente com vários deles nas bagagens e com um nome equivocado, "porquinho-da-Índia".
Mas as confusões não ficaram por aí! Logo após a chegada a Espanha, os porquinhos tornaram-se uma moda e ganharam a simpatia de toda a Europa e o Novo Mundo, não como alimentação, como eram e ainda são utilizados no Perú, mas como animais de estimação. Em inglês, são chamados Guinea Pigs!

Existe uma teoria de que tal nome lhes foi atribuído porque os navegantes (agora ingleses), ao retornarem da América do Sul, trazendo o «mascote predilecto da Europa», paravam na Guiné, um país da costa africana. Ao saberem dessa escala, as pessoas achavam que o bichinho vinha da Guiné... e não do Perú.


 Manifestação contra experiências laboratoriais 
com animais vivos


Porquinho da Índia, ou  Guinea Pig 
Cobaia é que não




Estas 'cobaias' de laboratório têm uma vida muito dura. Em cada ano, entre 50 e 100 milhões destes animais vertebrados são empregues em testes laboratoriais, dissecções e vivissecções  (abertos vivos) promovidos por universidades, centros de pesquisa e indústrias químicas e farmacêuticas. São espetados, queimados, deixados à míngua, impedidos de dormir e submetidos a outros procedimentos  indignos para um ser vivo.

É um sacrifício cruel que tem sido, ao longo dos séculos, alegadamente justificado essencial para o avanço da Ciência e da Medicina; será justo?... Pensamos que é ignóbil!

O Laboratório de Pesquisa Animal da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, um dos defensores destas práticas, argumenta numa das suas publicações que ainda não há computadores nem programas informáticos capazes de criar modelos que reproduzam a alta complexidade das interacções entre  moléculas, células, outros organismos e o meio ambiente. Assim... argumenta a organização, a pesquisa com animais tem de continuar,... em resposta aos movimentos humanistas.

Mas há cada vez mais soluções tecnológicas que permitam dispensar o uso de cobaias. Segundo um artigo da última edição da revista de divulgação científica "Scientific American", a pele humana já está a ser usada para verificar se novos cosméticos e produtos de limpeza oferecem riscos de irritação da epiderme.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que define os métodos de análise da segurança química dos produtos vendidos nos seus países membros (os mais ricos do planeta), aprovou a utilização de três modelos comerciais de pele humana gerada in vitro. Em 2004, modelos similares já tinham sido aprovados para testes de corrosividade.

A tecnologia avança em conjunto com as normas internacionais de modo a reduzir, progressivamente, o sacrifício de animais de laboratório. Um dos principais avanços dos últimos tempos ocorreu no ano passado, quando a União Europeia lanço uma directiva proibindo testar cosméticos e os seus ingredientes em animais, sempre que houver métodos alternativos, salvo poucas excepções.









Fontes:
 -Imagens: Net
 -Elementos traduzidos de revistas 
técnicas avulsas.
 - Informações cedidas na Soc.
Protectora dos Animais