Pyotr Ilyich TchaikowskyCompositor russo
(Votkinsk, 1840 - S. Petersburgo, 1893)
Autor de Óperas, Sinfonias,
Bailados (Quebra Nozes)
e de
Concertos
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Acho importante conversar um pouco sobre esta figura universal da música e, assim, vamos acompanhar a efeméride, e tentar honrar aquela insigne figura que, para uns foi anjo e... para outros, sabe-se lá... um demónio!
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Contrariando o Senhor de La Palice (ou La Palisse) vamos começar pelo fim, isto é ... pela audição da Sinfonia «Patética», a última obra deste magistral compositor (...)
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..Amém...
.[assim seja]
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Tchaikowsky representa um dos casos mais demonstrativos de que não se pode por princípio confundir o carácter pessoal de um artista com as suas qualidades profissionais.
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Um post de blogue não será o espaço ideal - para não massacrar a paciência dos leitores - para esmiuçar aspectos verdadeiramente lamentáveis da vida deste compositor genial, que foi, no mínimo uma figura de comportamento extremamente controverso (...)
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Houve, todavia, quem não alimentasse quaisquer dúvidas em relação a determinados comportamentos do músico, do que resultou para todos os efeitos a sua morte física.
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Menos oficialmente, admitiu-se que um grupo de cavalheiros o teria convidado a suicidar-se, como forma de atenuar de algum modo as consequências gravosas dos actos - no campo de uma sexualidade inequivocamente patológica - que envolviam membros de menor idade das mais altas esferas da aristocracia russa.
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Na terminologia actual e sem rodeios, não se tratava de nada mais do que: pedofilia!
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Na realidade, sabendo-se que Tchaikowsky sempre se mostrara possuidor de uma personalidade fraca e naturalmente pusilânime, torna-se muito dificil admitir que - nesses momentos a todos os títulos trágicos ou patéticos -, tivesse mostrado coragem para o fazer (...)
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E assim, a versão mais escamoteada ao público será porventura aquela que se coaduna com a verdade, considerando-se provável que a referida comissão de cavalheiros o tenha pura e simplesmente executado.
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A Sinfonia "Patética" foi a sua última obra, estreada poucos dias antes da alegada infecção de cólera, e reflecte da forma mais pungente toda a tragédia do seu autor.
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A respeito da referida obra, Tchaikowsky escreveu uma carta ao seu irmão - também compositor, ainda que muito mais modesto e até Modesto de nome próprio... -, na qual confessava que a sua Sinfonia, a sexta, ocultava um "programa" enigmático e profundamente subjectivo: contava em suma uma história que não poderia nem deveria ser desvendada; e o compositor acrescentava nessa missiva que chorava por diversas vezes ao compor (...)
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Será importante e bom lembrar que se estava em plena Rússia Czarista!
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Ao ouvirmos a Sinfonia "Patética" - e sabendo quais as acusações e consequentes ameaças (ou mesmo condenações...) que recaíam sobre o compositor -, compreendemos melhor esse título [Patética], tal como o doloroso finalizar dessa partitura, no entanto, uma das mais geniais na história do melhor sinfonismo de sempre (...)
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O público reagiu mal à estreia, havendo quem atribua essa reacção negativa ao facto de a obra terminar com um andamento lento, tremendamente dramático e bastante contrário à tradicional espectacularidade que caracteriza o chamado finale de uma assinalável quantidade de sinfonias.
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Contudo, essa espectacularidade não é uma regra e menos poderá considerar-se obrigatória...
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Parece que, a despeito de todas as censuras próprias de um sistema policial repressivo, as pessoas já iam murmurando aos ouvidos umas das outras aquilo que se dizia sobre Tchaikowsky e das suas taras de perversidade sexual, pelo que as reacções na dita estreia só muito dificilmente poderiam ser de aplauso!
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Na segunda execução da peça, verificada já depois da morte do compositor, os aplausos já não lhe foram regateados: homenagem ao compositor genial, sem dúvida, mas também um certo desagravo, ao condenado (...)
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Depois de morto, os seus lastimáveis vícios já não poderiam constituir um perigo para nenhuma família!
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Sinto uma grande vontade de aproveitar este 'andamento'', para dissertar e criticar a maneira como a Justiça (não) está a 'resolver' os casos de pedofilia em Portugal, que se vão arrastando para um vazio que se suspeita virem a acabar em "águas de bacalhau" (perdoai o termo).
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Tal & Qual Tchaikowsky..., muitos "artistas" em cena deste "affaire" da pedofilia à portuguesa, serão ou foram reconhecidamente grandes profissionais, e tiveram mérito no contributo do seu esforço laboral para com a sociedade. Porém, não lhes indicando o caminho do suicídio, nem forjando "esquadrões da morte"..., penso que lhes ficaria bem deixarem o papel ridículo de se considerarem personagens de um país com o maior número de inocentes por metro quadrado!
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Tenham dó..., assumam os erros...
peçam desculpa e... tratem-se!
Não nos dêem... é mais música!


