Um 'olhar' artístico do modus faciendi
de angariar amigos
nas
redes sociais
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'OLHAR' SOBRE A NET: UM ' MAL' NECESSÁRIO?!
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Apesar de tudo isto, não nos podemos deixar deslumbrar pela Net ao ponto de perder a noção das suas limitações e de deixar de usar o nosso espírito crítico ao olhar para as novas potencialidades e exigências que nos apresenta a cada instante.
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Por vezes, parece que mesmo os adultos aceitam acriticamente como bom tudo o que é novo, sobretudo se esse novo é tecnologia... Se isto acontece com os adultos, imaginemos o que não acontecerá com uma criança ou um adolescente que não conheceu o mundo anterior à Internet, que respira continuamente este preconceito cultural de que tudo o que é novidade e tecnologia é bom, e para quem a Internet é informação, comunicação, meio de convivência social, meio de relação com as instituições sociais e culturais etc.!
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Um dos grandes perigos do uso da Internet entre as crianças e os adolescentes pode ser a limitação que um excesso de vivência de relações sociais "virtuais" pode criar ao nível relacional. Pode parecer um pleonasmo mas as amizades virtuais - se são só virtuais - não são reais. E o tempo gasto nessas amizades virtuais é tempo perdido para uma vivência da realidade completa: o gosto de conversar cara a cara, o prazer de contemplar o mundo exterior com as suas pessoas e as suas paisagens...
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Outro grande perigo para o qual as autoridades têm alertado é o de a Net (e também o telemóvel) ser o meio usado por muitos abusadores sexuais para "caçar" as suas vítimas. Crianças e jovens, atraídos pela curiosidade, são induzidos a encontrar-se com pessoas que conheceram online e essas nem sempre têm boas intenções... Por isso, as autoridades recomendam que os familiares (sobretudo os pais) ajudem os mais novos a adoptarem comportamentos seguros.
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Seguem-se algumas sugestões: ter os computadores com acesso à Net em áreas abertas (e não nos quartos fechados); alertar os mais novos, de forma clara e adequada à idade, para os perigos da Internet (insistência em encontros reais com desconhecidos, pornografia, jogos de azar...); falar com eles sobre o que fazem, com quem se relacionam nos «chats», «fóruns» etc.; insistir em que não devem revelar informações privadas sem falarem com alguém mais velho que os possa aconselhar.
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Se se acautelarem estes pequenos cuidados, ajudaremos não só a evitar que crianças e jovens sejam vítimas de abusos, mas também os levaremos a ter para com a Internet um olhar saudavelmente mais crítico e sério.
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[Adaptado do jornal Destak on line]
David Fincher conta em ‘A Rede Social’ a história do génio anti-social por trás do Facebook. Mark Zuckerberg criou o Facebook aos 19 anos, angariou inimigos, tornou-se bilionário (sem precisar de concursos de tv) e já deu filme (sem a sua aprovação), aos 26 anos.
.Em 1995, no que parecia ser a pré-história da Internet, uma rapariga chamada Sandra Bullock era fugitiva no filme A Rede, que mostrava como a informação oficial já passava pela Internet e como isso podia ser perigoso.
Hoje a Internet é o mundo da partilha social. Google, Youtube, Facebook são “casa” para filhos, pais e até avós.
O Facebook é hoje a maior rede social do planeta, com 500 milhões de utilizadores e a ironia é que o seu criador é um jovem solitário programador.
Zuckerberg (bela interpretação de Jesse Eisenberg) é retratado entre o tipo insensível e anti-social mas inteligente, muito egocêntrico mas determinado, sem escrúpulos para atingir objectivos mas trabalhador.
O filme de Fincher, escrito por Aaron Sorkin e baseado no livro de 2009 do jornalista Ben Mezrich, Milionários Acidentais, mostra o energético Zuckerberg no seu jeito para duas coisas: afastar raparigas e amigos e programar.
.O filme assume-se como um retrato pertinente e actual (Fincher fez questão que estreasse este ano e pudesse, assim, ser de uma actualidade rara no cinema) sobre a juventude, o orgulho, a traição... E o poder de uma boa ideia, que uniu socialmente parte do mundo. Tudo criado por alguém muito pouco social.
Apesar de não ser uma comédia, um thriller, um filme de acção, não ter cenários espectaculares (passa-se entre os quartos simples de Harvard e uma vivenda
..E não, não é um filme para amantes do Facebook, é um filme para amantes de uma boa história.
FICHA
Realizador: David Fincher
Com: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Rashida Jones
Género: Drama/Biografia
EUA, 2010; 121 minutos
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