[ Vox populi vox Dei ]

2019-07-07

« HISTÓRIA DA HONDA »

Primeiro automóvel construído pela HONDA



O grande passo de Soichiro ocorreu com o fabrico daquele que viria a ser o primeiro automóvel da Honda. Contudo, por infortúnio, o governo japonês criou uma lei que forçava a fabricante Honda a cingir-se apenas às motorizadas.

Sem ceder à opressão, o irreverente Soichiro Honda prosseguiu com o seu projecto, do qual nasceu o S500 Roadster, em 1963, o primeiro automóvel da Honda.

Actualmente, e fazendo uma retrospectiva, pode afirmar-se que os modelos da Honda sempre foram equipados com motores muito fiáveis e os carros em si, obedeceram sempre a um princípio bastante típico de uma construtora japonesa tradicional, ou seja, carros muito bem dotados de uma boa qualidade de construção.

A utilização de materiais nobres ou mais sofisticados nunca entraram particularmente na lista de opções prioritárias. De facto, todos os modelos Honda obedeceram – dentro um ponto de vista de construtivo – a um modelo padrão bastante técnico e simplista. Mas esta não é de todo uma referência que descredibiliza a boa qualidade generalista aplicada em todos os modelos da marca.

Percurso e ligação com o desporto automóvel

Embora a Honda tenha ligação com várias modalidades no desporto automóvel, a ligação mais marcante foi com a Fórmula 1 juntamente com a equipa McLaren, nomeadamente nos meados dos anos 80 e início dos anos 90.

A época dos anos 80 foi caracterizada pelos motores turbo V6, capazes de alcançar mais de 1000 cv de potência. Esta época ficou marcada pela interessante parceria entre a construtora japonesa e inglesa, especialmente quando a McLaren teve na sua posse dois pilotos de excelência, o francês Alain Prost e o brasileiro Ayrton Senna.

Para os mais apaixonados e que seguiram de perto a Fórmula 1 nestas décadas, relembramos que Honda foi relevante para atribuir 3 campeonatos do mundo ao piloto brasileiro e ter conquistado 15 dos 16 Grande Prémios, assim como o mesmo número de pole-positions, na temporada de 1988.

A Honda simpatizava muito com Senna, pela sua forma de ser e o contacto directo e constante que este prestava  com os mecânicos. De facto, os engenheiros viam-no como um “samurai”, uma pessoa devota, trabalhadora e que se sacrificava em pista. A sua ligação com a Honda foi muito boa assim como com o povo japonês.


                                                                         
Alain Prost e Ayrton Senna







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