[ Vox populi vox Dei ]

2016-03-18

« EFICIÊNCIA v/s EFICÁCIA »



Em tempos de vacas magras, um pouco por todo o lado, procura-se despender o menos possível para chegar a resultados idênticos.

Quando há muitos recursos, ninguém se preocupa como as coisas aparecem feitas. Ninguém se questiona se faz sentido que haja mais uma estrada a ligar nenhures a lado algum, se dá jeito ter uma nova máquina que ninguém sabe operar, se é adequado ultrapassar dez vezes um qualquer orçamento inicial, se é sensato pôr cem pessoas a fazer aquilo que cinco seriam capazes de executar no mesmo tempo. Ninguém se rala se as montanhas parem ratos. Quando os recursos passam a ser limitados, aí começa a preocupação com a racionalização.

Nas instituições, nas empresas de bens ou serviços, nos lares, todos percebemos que temos de ser mais eficientes e gastar menos recursos e energia para fazer o que há a fazer. Não se trata mera,ente de poupar. Trata-se de arranjar um equilíbrio mais sustentável entre o que se tem de fazer e a forma como se faz.

Não sei se se pode dizer que nós, como povo, temos muito a aprender em matéria de eficiência. Generalizar tende a ser abusivo. Mesmo assim, parece que nos enredamos demais nos processos que conduzem às soluções de um problema e que demasiadas vezes chegamos ao objectivo a um custo absurdamente dispendioso.

Os exemplos são aos montes. Os grandes pilares societários: justiça, saúde, ensino enredam-se de tal maneira nos seus próprios trâmites que temos todos a ideia de que os objectivos  que atingem são ridículos em função dos recursos que desbaratam. Ficamos mesmo com a sensação de que se distraem daquilo que achamos que são as respectivas missões e se despreocupam de administrar a justiça, tratar as doenças e promover a saúde ou ensinar e facilitar o conhecimento e se perdem amiúde com as problemáticas do seu corpo de funcionários.

A níveis mais básicos e comezinhos, as coisas correm do mesmo jeito. Muitos de nós sentem permanentemente que se esteve em demasiadas reuniões para discutir coisa nenhuma, que se preencheu dúzias de papéis que ninguém leu, que se gastaram horas  de vida em conversas, negociações e discussões laterais ao que era suposto ser o cerne da questão.

Parece que temos o gosto pelo drama e pela complicação, pela análise exaustiva de pequenos detalhes periféricos e que demasiadas vezes ficamos a olhar o dedo que aponta qualquer coisa magnífica que não chegamos a ver.

P.S. - Que atire a primeira pedra quem nunca se confundiu com a definição e aplicação dessas duas simples palavras: Eficiência e Eficácia. Sem medo de afirmar, essa é uma das dúvidas mais frequentes da área de Negócios. Mas afinal, qual a diferença entre eficiência e eficácia? É possível ser eficiente, mas não eficaz?
Peter Drucker, o pai da Administração moderna, define os termos da seguinte forma:
"A eficiência consiste em fazer certo as coisas: geralmente está ligada ao nível operacional, como realizar as operações com menos recursos – menos tempo, menor orçamento, menos pessoas, menos matéria-prima, etc…"
"Já a eficácia consiste em fazer as coisas certas: geralmente está relacionada ao nível gerencial".

2 comentários:

Marilu disse...


Páscoa é renascimento, é passagem,
é mudança e transformação,
é ser de novo um mesmo ser.
Que recomeça pela própria libertação,
fica para trás uma vida cheia de problemas
e começa agora um novo caminhar,
cheio de luz, de fortalecimento de
esperanças renovadas.
Um arco-íris rasga o céu e parece
balbuciar que Jesus ressurgiu para nos
Provar que o amor incondicional existe.

Feliz Páscoa.

Marilú

Pocahontas disse...

Sabe quando diz uma palavra muitas vezes e de repente parece que se perde no vazio? Deixa de ter princípio e fim, tornando-se num mero som.... No mundo empresarial eficiência e eficácia são apenas alguns exemplos de palavras perdidas, grunhidos para expressar sabem lá o quê.... "Sair fora da caixa".....expressão esgotada e completamente perdida de sentido no mundo dos negócios.... Usam e abusam dela e nem sabem o que quer dizer.