[ Vox populi vox Dei ]

2015-06-22

« A VIDA É PARA SER BEM VIVIDA »



Um dia, ao virmos ao mundo, temos uma vaga ideia que os nossos pais logo pensaram em que aproveitássemos bem o lado bom da vida. Ao gerarem-nos, a sua vontade ia toda no sentido de que, a par de uma vida digna, éramos programados para fazer tudo com eficiência, eficácia, mas sem dar cabo de nós. Estes foram os nossos princípios programáticos. Só que, por vezes, na lufalufa de tudo querer alcançar, custe o que custar, gastamos energias a mais e temos resultados a menos. Pense-se nisto.

Um bom método, sem irmos para o rigor científico, passa por uma segura organização. Com o pensamento focado no que é essencial, dispensar e atirar para trás das costas o supérfluo, pode ser uma boa atitude.

- Para não andar atarefado, como uma barata tonta, mal se levante, comece por ter o bom hábito de escolher e preparar a roupa que vai vestir no dia seguinte, olhando para a meteorologia e para as funções que vai desempenhar e pelos locais por onde vai passar. Estas duas balizas, analisadas com calma e tempo, podem ser uma preciosa  ajuda para se não sentir desconfortável com aquilo que veste, nem pensar que lhe podem assacar as culpas  de ser desmazelado e menos cuidadoso.

- Sendo uso comum pegar no seu veículo automóvel, dizem os entendidos que deve dar especial atenção ao óleo, aos travões e demais componentes de segurança. Saiba ainda que as regras da estrada são para cumprir, por mais estapafúrdias  que muitas delas nos possam parecer, como, por exemplo, a dos limites de velocidade, 120 quilómetros à hora nas autoestradas, sabendo que isso depende muito do veículo que se conduz e das condições atmosféricas em vigor. Mas lei é lei e nada há a fazer para invertê-la, pelo menos, por enquanto. Aproveite na véspera para colocar em local acessível toda  a respectiva  documentação, a fim de evitar atrapalhações na hora de a ter que mostrar se as  autoridades isso lhe solicitarem.

- Numa sociedade em que muita gente sofre de algumas doenças, por vezes crónicas, assegure-se que, em caso de saídas e viagens, leva consigo os medicamentos certos e necessários. Não incorra em problemas agudos e complicados por falta de atenção a dar a tão importantes pequenas decisões que podem salvar vidas. Lembre-se: a vida é sua, estime-a.

- Se for tratar de um assunto sério e complexo, tenha o cuidade de tudo fazer, em busca de documentação e conselhos, que lhe permitam, sempre, ter à mão de semear os argumentos de que precisa em cada ocasião e circunstância. Não se deixe levar nem por palavras tendenciosas, nem por falinhas mansas, tendo em conta que aquilo que vier a ser decidido ou lhe pode ser muito útil, ou indesejavelmente fatal. Cautela e caldos de galinha têm aqui todo o cabimento. Ponha em cima da mesa apenas aquilo que lá quiser pôr, nem de mais, nem de menos.

- Se vai pedir que lhe executem uma tarefa, quer em obras, quer em outros serviços, tente apetrechar-se  com tudo quanto lhe permita ser capaz de ser objecto nas propostas e seguro nas suas opções. Pão-pão, queijo-queijo, eis uma boa regra de ouro. Peça orçamentos para se não deixar levar. Mas compare os preços com as sugestões  de materiais  e equipamentos que lhe venham a apresentar. Não se deixe enganar com os truques de gato por lebre.

- Em tempos de intensos estudos, aos nossos estudantes pede-se que sejam organizados nas várias tarefas que têm pela frente. Um bom método de estudo não se ganha num dia apenas, nem numa apressada noitada - as directas -, requer antes muito treino, muito e continuado esforço em fazer sobressair o que é importante e esquecer aquilo que só serve para atrapalhar, fazer perder tempo e não se concentrar em tudo o que é essencial e determinante. Uma boa técnica passa por trabalhos prévios em que se sublinhem as ideias-mestras, uma vez e outra, a ponto de, no momento final e duro das últimas horas de estudo, ali estarem apenas as linhas e os temas que devem merecer toda a atenção e concentração necessárias.

- Enfim, seja organizado, disciplinado, cauteloso, aventureiro só na medida do possível e das suas capacidades.

1 comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Gosto de ler o pensamento deste filosofo.
Parece que neste caso são os erros que nos ajudam a ver o verdadeiro caminho da vida e da felicidade.
Para mim ele está num mundo diferente de palavras porque afinal todos mergulhamos no mesmo oceano.