[ Vox populi vox Dei ]

2015-06-14

« TEMPO, TEMPO É DINHEIRO »


O dia de Santo Onofre foi a 12 de Junho mas vou lembrar hoje, dia 13 - o dia do franciscano Santo António - a sua identidade e o que representa místico/profanamente para os crentes cristãos:

 Segundo a biografia existente, Santo Onofre era filho de um rei da Pérsia ou Abissínia. Por indicação do diabo disfarçado de peregrino, o rei terá exposto o filho recém-nascido ao fogo por suspeita de bastardia, mas este acabaria por ser salvo milagrosamente, recebendo o nome de Onofre por indicação de um anjo.
Depois de educado num convento egípcio e de alguns episódios milagrosos (como ter oferecido um pão a uma imagem do menino Jesus e ter recebido um enorme pão em troca), Onofre retirou-se para o deserto do Alto Egipto, usando apenas folhas, cabelo e barbas longas a cobrir as partes íntimas, tornando-se num eremita durante sessenta ou setenta anos.
Santo Onofre é o padroeiro dos tecelões por ter feito uma tanga a partir de folhas de palmeira.

Popularmente também é conhecido como o santo do dinheiro.

Depois de parcialmente explicada a parte espiritual, passemos à parte pagã. Tempo, oh tempo que passas a correr. Cada vez mais tudo na nossa vida se resume ao tempo. Nem o tempo tem tempo, esta é que é a realidade. Nos dias de hoje cada vez mais precisamos de tempo. Para isso temos de o arranjar  e as empresas, que nos oferecem os seus serviços, são a nossa salvação. Não podemos estar em todo o lado com a velocidade que queremos, nem resolver os problemas todos. Temos de pedir ajuda. Eles ajudam-nos e nós ajudamo-los. Trocamos dinheiro por serviços. Simplificamos a nossa vida, e em troca mantemos as empresas vivas. Precisamos uns dos outros, é a realidade.

No meio de tanta oferta temos de saber seleccionar os que melhor satisfazem as nossas necessidades, temos de apostar na qualidade de serviço. O dinheiro custa a ganhar, é verdade, por isso temos de querer os melhores.

Precisamos de segurança , garantias e soluções até para os problemas mais simples, como uma torneira a pingar, ou uma mudança de óleo no carro, ou até mesmo por prazer, remodelar a casa. Não há vergonha em ter gosto pelas nossas coisas, são nossas. Porque não mudar a cor do sofá, pintar as paredes, mudar as jantes do carro e tantas mais outras coisas que nos apetecer. Mais uma vez só precisamos de pessoas qualificadas para o fazer, com qualidade e bons modos.

Cada vez mais o dinheiro está contado, por isso quando investimos queremos saber em quem investimos, queremos segurança. Mas mais do que investirmos em coisas materiais, há que investir em nós, principalmente na nossa saúde. Se sem dinheiro, não somos nada, sem saúde nada somos.




 E como vale mais prevenir que remediar, há que ter especial atenção à nossa protecção. Não pense que só acontece aos outros. Há que estarmos munidos de seguros, tanto pessoal, como de habitação, entre outros. Cada vez há mais factores  que podem pôr em risco a nossa saúde e a saúde da nossa habitação. Termos garantias é sempre a melhor opção.  A comodidade é também algo que hoje em dia já não dispensamos, se nos sentimos bem, tudo corre melhor. Temos de trabalhar no conforto desde cedo, pois só se andarmos de bem com a vida, é que a vida nos sorri.

Outro problema de gestão de tempo e de dinheiro são as mudanças, a nível pessoal e familiar. Porque vamos casar, ou mudar de casa, ou ter mais um filho. Pronto, e se vamos ter mais um filho, já temos uma data de problemas logísticos para solucionar. O carro é pequeno, precisamos de mais um quarto em casa, precisamos de mobília nova, etc. Um conjunto de coisas, que só de pensar cansa-nos o cérebro.

Também é verdade que contamos sempre com as prendas  que vamos receber dos avós, dos padrinhos, dos amigos e de mais umas quantas pessoas. Mas se pensarmos bem, principalmente em famílias que já passaram pela experiência, não têm necessariamente de iniciar tudo outra vez.

Reciclar. Sim, reciclar. De certeza que a cama do bebé que serviu para o primeiro filho dá para o segundo. O carrinho se ainda tiver rodas, anda. E por aí fora ...

Hoje em dia cada vez mais andamos ocupados, e não temos tempo para andar nas lojas a ver montras, pelo menos com a exactidão que queríamos. E com o tempo lá vem a questão do dinheiro. Não podemos dizer sim a tudo, existe um orçamento para gerir.

O que há alguns anos custava dez, agora custa vinte, e se mandar reciclar economiza em todos os aspectos.

O mais importante é que não tem de andar em deslocações desnecessárias, há empresas ao seu dispor, que até nisso facilitam a vida.

E o Governo, que eventualmente escolheu e ainda anda por aí, facilita-lhe alguma coisa? Não diga nada, pois adivinha-se que não.

Atente bem, pois as eleições estão à porta e se tempo é dinheiro, também é tempo de os mandar janela fora.

Reveja as suas intenções de voto e vote em si.
Mas vote!

Não se abstenha.

Ou a vida irá abster-se de si!

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