[ Vox populi vox Dei ]

2015-06-05

« PROMESSAS ELEITORAIS V/S BANHA DA COBRA »



Anda para aí grande azáfama relativamente à apresentação de propostas eleitorais, conhecidas, vulgarmente, como programas partidários.

Em terra de tanto gato escaldado, qualquer água que apareça, fria ou quente, nos mete medo. Chegamos mesmo a desconfiar da sua real qualidade e não apenas da temperatura. Este é o panorama em que temos vivido nestas últimas quatro décadas. Para evitar mais desilusões e ampliar a desconfiança no sistema (e isto é muito grave), há que mudar tudo em termos de práticas políticas.

Como gostamos de viver no chão que nos serviu de berço, não nos satisfazem as ideias genéricas e também não acreditamos muito em números. Umas são elásticas demais. Outros passíveis de todo o tipo de leituras e interpretações. Queremos ideias concretas que nos falem de forma como vão ser gastas as verbas nacionais, as que se geram no nosso seio e as que, por enquanto, ainda nos vêm da União Europeia.

Falamos no e do Interior do país, que tem sido esquecido e amordaçado vezes sem conta. Pouco nos dão e dessa curta fatia ainda aproveitam a oportunidade para nos sacarem aquilo que fomos conquistando, ao longo dos tempos.

Levando-nos os serviços, matam-nos a esperança no futuro. Recusando assumir a postura de sermos um museu natural para turista ver, queremos que as forças partidárias olhem para as zonas interiores do país com intenções de criarem dinamismos económicos, meios de qualidade de vida e bem-estar e, sobretudo, que façam introduzir mecanismos que corrijam as assimetrias que têm sido criadas, ano após ano, legislatura após legislatura, sem dó nem piedade.




Já agora, digamos alto e bom som: não é de esmolas que precisamos, mas de políticas activas que levem a que se concretizem os direitos todos, incluindo os sociais. Numa frase curta: há que mudar-se de vida em sedes partidárias, conceito que, repetindo-o, o fazemos com toda a convicção.

Estando cheios de falsas promessas e muitas pancadinhas nas costas, esta é a hora de um novo Portugal se afirmar, modernizando e humanizando-se o que tem andado arredado das pessoas, ou então fazendo aparecer legítimas novas forças que sejam credíveis e absolutamente sérias e empreendedoras.

Continuar a ver morrer o país, nomeadamente o nosso Interior, não! 

Nunca mais...


2 comentários:

trepadeira disse...

Gosto da batata.
Abraço,

mário

trepadeira disse...

Gosto da batata.
Abraço,

mário