[ Vox populi vox Dei ]

2014-11-21

« O PROFESSOR »


Um professor é alguém que tem o privilégio de auxiliar, orientar e assistir ao desenvolvimento físico e intelectual das novas gerações.

O seu trabalho não se limita a uma transmissão de saberes, ele engloba também, a orientação dos sentidos de lealdade, verdade e honestidade em geral e honestidade intelectual em particular.

Como afirmava o pedagogo português Damião Peres: "o professor tem que saber o que ensina e o que quer ensinar". 

Para atingir este tríplice objectivo é necessário consagrar muitas horas ao estudo e à preparação das aulas. Por muitos anos de prática que tenham, nunca terão perante eles, turmas iguais.

A preparação das aulas faz-se pensando nos seus alunos. A mesma matéria não pode ser dada sempre da mesma maneira quando muda o público.

Choca,  profundamente, ver os professores tratados como funcionários públicos que trabalham menos horas que os outros, porque na realidade não é assim, o professor trabalhou muito antes, durante e depois das aulas.

Todas as unidades lectivas têm de ser previamente preparadas; os testes de avaliação requerem uma cuidadosa elaboração, bem como uma posterior correcção, o que, na melhor das hipóteses, exige horas e horas de trabalho silencioso, atento, perspicaz e minucioso.

Segue-se ainda o levantamento das lacunas detectadas na recepção da aprendizagem e consequente procura da melhor forma de ajudar o aluno a ultrapassá-las,  não esquecendo que não há dois alunos iguais, para cada um tem de se encontrar uma forma diferente de o conduzir à superação das respectivas dificuldades com sucesso.

O professor está sempre sobre  escrutínio dos alunos, dos pais e dos colegas. Não podem consentir que pessoas que estão no ensino, porque não podem fazer outra coisa, criem um ambiente de confrontação. A Escola tem de ser uma comunidade de trabalho em que todos se desenvolvam e valorizem.

O professor tem que ser exigente com os alunos porque começa por ser exigente consigo mesmo. Os alunos devem conhecer "as regras do jogo" por forma a evitar que não  aproveitem todas as oportunidades para crecerem em formação e conhecimento.

Numa sociedade altamente competitiva, como aquela em que vivemos, as pessoas têm que ser habituadas a ser avaliadas. Na escola, a avaliação não é um estigma mas é uma forma de conhecer se se está ou não a atingir os objectivos estabelecidos.

Na vida activa ninguém se pode furtar à avaliação e aí sim, se as coisas correm mal o resultado não será brilhante e pode ser muito frustrante.

Para além do respeito que deve pautar toda a convivência, na sala de aula, ele é de capital importância pois não se pode esquecer que a par da formação científica há a formação pessoal.

Lembro, com saudades, alguns professores que tive. Eram exigentes em todos os seus domínios, mas tratavam-nos com cordialidade e ajudavam-nos a superar as dificuldades, sabíamos que tínhamos que fazer o possível para atingir os objectivos, mas sabíamos, também, que podíamos contar com uma disponibilidade total e que nos davam a palavra certa no momento certo.

Um professor sabe sair de si mas, acima de tudo, ama os seus alunos!


1 comentário:

Guto disse...

Bom ver o Alfobre de volta à atividade.