[ Vox populi vox Dei ]

2013-05-18

« A HISTÓRIA DE UMA BANDEIRA »


Em 1950 o Conselho da Europa lançou um concurso de ideias para a escolha do desenho da futura bandeira da então recém-nascida Comunidade Europeia.

Entre muitos artista gráficos que concorreram, Arsène Heitz, natural de Estrasburgo, cidade onde vivia, apresentou várias propostas  entre 1950 e 1955, de todas foi escolhida  aquela que tão bem conhecemos: Um "Sol" de doze estrelas sobre um fundo azul.




Arsène Heitz
(1908 - 1989)


Homenageado pela filatelia, Selos de Correio, no cartão adequado para colecionadores

ARSÉNE HEITZ, antigo agente do Conselho da Europa, 
co-autor da  Bandeira da Europa



Anos mais tarde, entrevistado por uma revista francesa, Heitz revela a génese da sua inspiração: Na altura do concurso estava a ler a história da "Virgem da Medalha Milagrosa" - como hoje é conhecida  - na Rua du Bac - em Paris. E foi a partir de Nossa Senhora que nasceu a concepção de doze estrelas em círculo, sobre fundo azul, tal como é representada na iconografia tradicional das imagens da Imaculada Conceição.

Começando por ser uma ideia vulgar como tantas outras que fluem na imaginação de um artista como Heitz, ela despertou o seu interesse de tal forma que se tornou tema de meditação ao longo de toda  a sua vida, vindo a falecer nonagenário no início do nosso século.

Longe de ser um beato milagreiro, Heitz considerava-se simplesmente, um homem profundamente religioso, devoto à Virgem Maria, a quem todos os dias rezava o terço na companhia de sua esposa, mas não nega que a sua sensibilidade artística tinha uma forte inspiração divina comum a todos os homens que amam e procuram a Deus.





Claro que nem as estrelas nem o azul da bandeira são propriamente símbolos religiosos, facto que permite respeitar a consciência de todos os europeus, quaisquer que sejam as suas crenças. O próprio diretor do serviço de Imprensa e Informação do Conselho da Europa ao justificar aos membros da Comunidade o significado do desenho escolhido fê-lo dizendo que o símbolo de doze estrelas era representativo do "número da plenitude" e não do número de países, pois na década de 50 tão pouco eram doze.

Talvez na alma de Heitz tenha pairado a passagem do Apocalipse de São João: " Apareceu no Céu um grande sinal - uma Mulher vestida de Sol, com a lua a seus pés e um coroa de doze estrelas na cabeça" ...

Talvez não tenha sido por acaso, sem disso se darem conta, que os delegados dos ministros europeus adotaram por unanimidade o símbolo proposto por Heitz numa reunião plenária realizada a 8 de dezembro, como sabemos um dos mais importantes dias marianos em que se celebra a festa da Imaculada Conceição, e, em tempos melhores, já foi o Dia da Mãe!

Certo é que para todos os europeus, nomeadamente os portugueses, será um motivo de orgulho, pois desde tempos muito recuados que a Virgem Maria é invocada como padroeira e Rainha de Portugal, país a que muitos chamam Terra de Santa Maria.

Também a Fé que caldeou a civilização ocidental e é o grande suporte da História e cultura das nações europeias, se espalhou por todos os continentes graças a navegadores e missionários portugueses.

É consolador e reconfortante contemplar a bandeira da União Europeia - expressão dos valores comuns dos povos europeus - e nela reconhecer o grande "sinal bíblico e mariano" evocativo da Paz, União, e da Vitória final.

Não esquecer as nossas origens e conhecer bem o passado será um caminho seguro para construir um futuro mais coerente, harmonioso e perfeito!








1 comentário:

Mar Arável disse...

Nesta europa de guerras

estamos a fruir de um tempo
com lideranças menores
e riscos agravados