[ Vox populi vox Dei ]

2013-03-15

« POBREZA na VELHICE: UMA VERDADE INCÓMODA! »


A pobreza é um estado de privação por carência, ou dificuldades na aquisição de serviços como habitação e saneamento básico, acesso aos cuidados de saúde, ensino, alimentação adequada e de meios económicos, que permitam a sobrevivência de indivíduos, famílias e populações.

A indigência atinge principalmente os idosos, por deixarem a vida profissional ativa e estarem dependentes de uma pensão atribuída pelo Estado, cujo valor é muitas vezes insuficiente para os bens de primeira necessidade e aos problemas de saúde físicos e psíquicos, associados ao envelhecimento, sendo necessário uma maior apoio médico (terapia medicamentosa) e de cuidados assistenciais.



Velhos empobrecidos de um futuro próximo



As múltiplas carências específicas deste grupo etário levam também a um aumento das despesas  por parte do Estado em infraestruturas e serviços  de apoio domiciliário, unidades  de cuidados continuados, entre outros.

Neste contexto a diminuição dos subsídios sociais atribuídos aos idosos por parte dos estados, nos países desenvolvidos e à degradação das condições sócio económicas, que têm levado muitos idosos a viverem em situações de miséria, a que se juntam os filhos desempregados, ou divorciados, contribuindo para o agravar das já difíceis condições de vida em que se encontra uma enorme percentagem da população idosa. 






Assiste-se atualmente a um reavivar das solidariedades entre as famílias, a um reforço da importância dada ao idosos e a uma maior interajuda entre os seus membros, para poderem sobreviver às condições adversas da crise global em que nós vivemos que ultrapassam o domínio económico: é ética, é social, é política, é de valores e essencialmente de humanidade.

Nessa linha de pensamento seria necessário um maior apoio dos governos aos idosos, por o envelhecimento ser caracterizado por um decréscimo das competências físicas, como - a diminuição da memória de trabalho e das competências cognitivas, associadas geralmente à lentidão do sistema nervoso central, à perda da autonomia, à suscetibilidade às doenças relacionadas com o processo de envelhecimento - e às famílias por serem a célula básica da sociedade.








A manutenção do sistema da segurança social e a qualidade de vida da população idosa, depende da capacidade das faixas etárias mais novas gerarem recursos que possam contribuir para melhorar as condições  de vida das pessoas na velhice, como se estas, em milhares de casos,  não tivessem engordado o Estado com os seus descontos durante a carreira contributiva enquanto trabalhadores.

O estado de pobreza extrema em que se encontram grande parte desta classe etária, deve-se ao pouco investimento dos estados em políticas sociais ao idoso, que como qualquer cidadão tem o direito à proteção social, à igualdade de direitos e de oportunidades, a uma residência adequada e a um rendimento atribuído pelo Estado, que lhes permita ter uma existência com qualidade de vida, uma verdade inconveniente, quiçá incómoda... que a classe política  procura esconder, ou não lhe dar significado, e apoiar apenas [com demagogia...] o desenvolvimento económico.





5 comentários:

Maria José Meireles disse...

como?!

O Puma disse...

Estão a desmantelar

o Estado democrático

digital disse...

Se estivesse na minha mão!

Anónimo disse...

I've been browsing online more than three hours these days, yet I by no means found any fascinating article like yours. It's beautiful value enough for me.
In my view, if all web owners and bloggers made good content as you
probably did, the web can be much more useful than ever before.


Here is my webpage - what is a home equity loan line of credit

Anónimo disse...

I visited many web pages but the audio feature for audio songs existing
at this web site is in fact wonderful.

Also visit my blog post :: money making business ideas