[ Vox populi vox Dei ]

2012-06-02

«ÉTICA SOCIAL - DO FUTURO... E UM CONCEITO ALARGADO DO EU »

Para Aristóteles, cidadão é aquele que tem o poder executivo, legislativo e judiciário


Não se conhece nenhuma sociedade capaz de subsistir e organizar as suas atividades sem que existam códigos morais. A expressão aristotélica "o Homem é um animal político" significa que ele é eminentemente social e, obrigatoriamente , um ser moral.

O termo ética deriva do grego "ethos", também relacionado com costumes, mas apontando para uma dimensão mais interior. Remete, igualmente, para a ação, o "ethos" grego apresenta um significado mais conotado com a intenção e com a finalidade dos atos do Homem virtuoso.

Assim, centrando-se nas intenções de um sujeito moral, a ética procura a razão de ser das ações humanas e das normas pelas quais o Homem se orienta e pauta na sua conduta de vida.

Dado que somos seres sociais, a convivência não é apenas necessária para garantir a subsistência biológica, mas também é indispensável para a nossa construção como seres humanos, mais fraternos e mais amigos.




Com efeito, sem aprendizagem social e sem a partilha de conhecimentos e experiências, sem o estabelecimento de relações e de vínculos afetivos, não poderíamos desenvolver a nossa inteligência nem construir a nossa personalidade.

O Homem só se torna verdadeiramente um ser humano na relação com os outros, os que partilham da mesma natureza racional. Logo, cada um de nós, para além dos deveres para connosco temos ainda a obrigação da formação do nosso semelhante e, consequentemente, da sociedade em que vivemos.

Por ser racional e comunitário, idealiza fins orientadores da ação que vão para além da mera dimensão biológica e dos interesses individuais egoístas, tendo sempre em vista o aperfeiçoamento humano de toda a sociedade.

A ilustração em cima fala por ela, não precisa de intérprete, e contraria um pouco as palavras que o social e politicamente correto mandam proferir, mas é assim que vamos vivendo nesta atmosfera poluída de bondade, do  olha para o que eu digo mas não repares no que eu faço. 

Ao editar assim... é para contrastar exatamente a diferença entre palavras bonitas e o resultado da indiferença quase geral!

Ninguém é feliz sozinho, o ideal da partilha e do amor ao próximo é a condição e o segredo da nossa felicidade, é a meta ética que nos leva a construir um futuro mais luminoso, mais sorridente e mais fraterno.





Além do presente, que para muitas pessoas está um sufoco, há ideias de futuro que toldam ainda mais aquilo que acontece aqui e agora. Como se sabe, a vida é sempre aqui e agora e o que há de ser são apenas projeções de ideias mais prováveis ou mais improváveis. Do futuro vislumbramos apenas aquilo que as nossas experiências passadas, a nossa específica condição e circunstância, nos permitem levar a crer que pode ser possível.

Mas, mesmo não havendo ainda nenhum futuro, mesmo que se perceba que a graça desta viagem no tempo que é a nossa própria existência reside,  sobretudo, no facto de ser uma expedição no desconhecido, a nossa imensa fantasia de controlo - um controlo que nos permite mover com alguma segurança e o convencimento de que sabemos para onde vamos - implica vivermos em estados de enorme ansiedade quando, como agora, é assumido que não temos a menor ideia de como será o mundo daqui a uns tempos. Não sabemos nem como será o mundo, nem como será o nosso estilo de vida, nem que direções as coisas que nos são conhecidas  e familiares seguirão.

Olhando para trás, recuando apenas as três últimas décadas que são acessíveis à maioria de nós, dá para perceber que o mundo atual não é nada parecido com qualquer das hipóteses que colocávamos antes da queda do muro de Berlim, antes do alegado fim das grandes ideologias, antes do advento da globalização, antes dos computadores pessoais e das tecnologias  de informação e comunicação. 

Não sonhávamos com telemóveis, não pensávamos possível deslocarmo-nos  pelo mundo como depois viemos a fazer, não lobrigávamos hipóteses de o consumo se transformar no que depois foi, não tínhamos as mesmas perspetivas sobre a saúde, a educação, a justiça, as relações entre géneros e entre gerações que acabámos por ter.


O meio ambiente em perigo


Não tínhamos os mesmos costumes nem adivinhávamos o que se seguiria  em termos de transformações de mentalidades. Ou seja, há apenas duas ou três décadas vivíamos inseguros por outras razões e tínhamos do futuro que veio a ser imensas convicções que não se confirmaram.

Faz sentido relembrar isto quando se ouve com frequência que não há futuro. O futuro espera por nós mesmo que nós não esperemos nada dele.




2 comentários:

trepadeira disse...

O ser dito humano é social,aí se constrói,aí se desenvolve e aí se realiza.
Hoje também em contacto e ligação com todos os outros seres vivos.

O futuro não sei qual será,sei,isso sim,que lutarei sempre para que seja o melhor possível.

Um abraço,
mário

Maria José Meireles disse...

Estou... "DESCANSANDO DO FUTURO"... :)