[ Vox populi vox Dei ]

2011-10-19

« A NONA SINFONIA DE BEETHOVEN - HINO à LIBERDADE »

LUDWIG  VAN  BEETHOVEN
(1770 - 1827)



Ludwig van Beethoven nasceu em Bona, em 1770, filho de uma família oriunda da Flandres. Representa o mais importante elo de ligação entre o período do chamado classicismo, em que se salientaram muito especialmente Mozart e Haydn, e o brilhante movimento do romantismo, que dominou quase por completo uma grande parte do século XIX.

A obra de Beethoven é vasta e diversificada, tanto para instrumentos a solo - salientando-se aí as famosas 32 "Sonatas para Piano" - como para conjuntos de câmara, sendo inadmissível não distinguir aí os seus admiráveis "Quartetos de Cordas", como para orquestra sinfónica.

O verdadeiro grande sinfonista já terá começado com Mozart ou com Haydn, mas oficilializou-se totalmente com Beethoven.

Não será de esquecer a sua Ópera "Fidélio", a notável "Missa Solene" e, ao nível da popularidade, os cinco "Concertos de Piano" que fazem parte do repertório de todos os grandes concertos mundiais.


No entanto, haverá talvez que admitir que as suas obras mais divulgadas entre o grande público são as nove sinfonias: todos conhecem os acordes iniciais da "Quinta Sinfonia", a história da "Terceira", Sinfonia também denominada "Heróica", que o compositor começou por dedicar a Napoleão, para mais tarde rasgar a dedicatória, quando este se auto-coroou imperador, numa atitude que o compositor interpretou - no que não se enganou, aliás... - como uma prova de que o conflituoso estadista francês não passava de mais um déspota a querer tiranizar o mundo...

Também a "Sexta Sinfonia" - a chamada "Pastoral" - atingiu um elevado grau de popularidade, por se tratar de uma das primeiras obras em que a música assume um carácter claramente descritivo, ao imitar o som de um riacho, dos pássaros ou de uma tempestade. Ainda não é um poema sinfónico, mas para lá caminha...

Entretanto, a Nona Sinfonia será talvez aquela que mais consagrou o compositor, com o seu famoso Hino à Alegria, sobre um texto de Schiller, que, na sua origem, até deveria chamar-se Hino à Liberdade.

Gostaria de, ao correr do texto, ir legendando as referências com apontamentos musicais, recolhidos na internet. 

Não o vou fazer  para não ser  uma vez mais considerado 'maçudo', mas não resisto a transportar para aqui, e a seguir, a:

NONA SINFONIA



Considerando que o vídeo clip em cima apresentado foi eliminado pelo YouTube, insisto em musicar este post com a 9ª Sinfonia de Beethoven. 
Se for de novo cortado, voltarei,
e arranjarei outra orquestra!

VOILÀ:


Será impossível não nos espantarmos com o facto de Beethoven estar completamente surdo quando escreveu esta monumental partitura coral-sinfónica, mas há que lembrar que o compositor já tinha toda a música organizada, como que em ficheiros, na sua cabeça e na sua memória.

Na verdade, não escutava os sons que vinham do exterior, mas ouvia internamente tudo aquilo que depois iria passar ao papel.

Isto deveu-se também, como é evidente, ao facto de a sua preparação de base ser entregue desde o início a bons professores, como fosse o caso de Neefe, um músico e um pedagogo de assinalável competência.

E assim, quando seguiu para Viena, a fim de estudar com Haydn, o então jovem compositor já tinha toda uma organização musical devidamente articulada na sua mente, pelo que não se pode dizer que a futura surdez tenha de algum modo afectado a sua criatividade.

A "Nona Sinfonia", nomeadamente devido ao genial tratamento dado ao tema do quarto andamento, continua hoje a ser um dos maiores símbolos da grande música, e, como li algures... também da defesa da Liberdade.












5 comentários:

Luisa disse...

lotersisCésar,

Gostei, muito sinceramente deste teu post. Beethoven, apraz-me sempre ouvir!

Quem te considera maçudo, deve ser leitor do "Correio da Manha", não me esqueci do til, porque aquele pasquim, é mesmo da manha.

Bjo

Vitalina de Assis disse...

Hola amigo!

Quem ousaria duvidar que dentro de cada ser é possível encontrar tesouros inestimáveis, e outros, inexplicáveis?

Parabens pelo blog.

Bjs.

Mar Arável disse...

Grato pela partilha

desta memória viva

César Ramos disse...

Caros Amigos,

Obrigado a todos pelos comentários, e, também, pelas vossas palavras de incentivo.

Caso regressem a este espaço, irão constatar que, o vídeo que eu tinha publicado foi retirado
pelo YouTube, estando um rectângulo negro no seu lugar.

Tenho imensa pena de não saber a quem e como pagar, para que os textos não fiquem incompletos devido a interesses comerciais, ou não! - desconheço.

Arranjei outra interpretação que, não sendo a que tinha escolhido - sem desprimor para esta Orquestra -, serve para colmatar a lacuna.

A todos cumprimento, e envio um abraço.

César Ramos

Danilo disse...

Parabéns pelo post, muito bom!
Obrigado!