[ Vox populi vox Dei ]

2011-06-06

NÃO... ao FECHO do HOSPITAL DE DONA ESTEFÂNIA

HOSPITAL  de  DONA  ESTEFÂNIA  -  LISBOA

O eventual encerramento da urgência da maternidade do Hospital da Estefânia, em Lisboa, pode comprometer o tratamento de muitos recém-nascidos. O alerta é feito pela “Plataforma Cívica em Defesa do Património” daquela unidade hospitalar.

O médico Gentil Martins faz parte deste movimento e defende que, “embora tenhamos um transporte de recém-nascidos de risco muito bom, é internacionalmente reconhecido que a situação ideal é que a criança seja tratada na mesma instituição onde nasceu”.

Portanto, sublinha, “a cirurgia do recém-nascido é feita em óptimas condições no hospital Dona Estefânia, mas serão muito melhores se o indivíduo nascer directamente lá e não tiver que ser transportado para outra instituição”.

Gentil Martins critica ainda a altura escolhida para encerrar as urgências desta maternidade. “Entendemos que é um erro, por um lado, só tomar a decisão tão tarde, o que manifesta falta de planeamento e de antecipação das situações”.

Por outro lado, sublinha o especialista em cirurgia pediátrica, “não me parece muito lógico estar a comprometer uma solução que amanhã o futuro primeiro-ministro, o próprio ou outro, possa sempre pensar e modificar”.



 Rainha Dona Estefânia esposa de Dom Pedro V de Portugal
(1837 1859)



Filha mais velha de Carlos António, príncipe de Hohenzollern-Sigmaringen, e da princesa Josefina de Baden. Quando tinha onze anos, o pai abdicou dos direitos ao principado em nome do rei da Prússia. A 18.5.1858, na Igreja de São Domingos, em Lisboa,  casou com o rei D. Pedro V, tornando-se assim rainha consorte de Portugal.

Instruída, escreveu cartas íntimas à sua mãe em francês. Mulher culta e habituada a uma sociedade, onde as preocupações sociais estavam bem mais desenvolvidas, mostrou-se preocupada em diminuir o desfasamento social e cultural.

Assim, juntamente com o marido, fundou diversos hospitais e instituições de caridade, o que lhe granjeou uma grande aura de popularidade no país. Decorrido pouco tempo depois de seu casamento, faleceu aos vinte e dois anos de idade, vítima de difteria. A doença teria sido contraída durante uma visita a Vendas Novas.

O rei viúvo faleceu dois anos mais tarde, de febre tifóide.




O Hospital de D. Estefânia é ideia sua, surpreendida que ficara ao ver as crianças de Lisboa serem tratadas em hospitais para adultos. Mais de século e meio depois, com o previsto encerramento do seu hospital (hoje o único pediátrico do Sul de Portugal), o que foi considerado sórdido em 1858 vai voltar a acontecer.

A Rainha D. Estefânia destinou a maior parte do seu dote de casamento à construção do primeiro hospital pediátrico de Lisboa e de Portugal. Fê-lo em 1858, após verificar as condições degradantes em que as crianças doentes da capital eram tratadas nos hospitais então existentes.
Por sua morte, o marido, Rei D. Pedro V, não deixou esmorecer tal sonho. Para que se construísse um hospital pioneiro e ao nível dos melhores da Europa, cedeu parte da Quinta da Bemposta, propriedade da Casa Real.

Hoje, o hospital continua a ser único e imprescindível para quem mora em Lisboa. E o parque que o circunda é uma das poucas manchas verdes que restam no centro da cidade

Mas tudo isto não impede quem, movido por interesses vários, pretende deixar Lisboa sem hospital pediátrico.

Temos escrito alguns posts sobre a história de hospitais e das suas belezas arquitetónicas. Na perspetiva de nova governação em Portugal, não nos podemos dispersar sobre o muito que tínhamos para dizer em termos profanos da arte e, há que alertar, neste momento, as consciências quanto ao NÃO a dar ao encerramento deste estabelecimento da Saúde.



Beata Jacinta Marto
(1910 - 1920)
Um dos três pastorinhos de Fátima



Apenas uma curiosidade histórica para aqueles que crentes na religião católica, ou não, apreciarão este apontamento: - uma lápide colocada à direita da porta da Capela, recorda que foi neste hospital que esteve internada e veio a falecer a célebre Jacinta Marto (recente beata), um dos três pastorinhos de Fátima.

Será preciso recorrer ao pedido de um milagre, para que não fechem este hospital... que tanta falta faz?




«ÚLTIMA  HORA: aos sete de junho de 2011»




Hospital D. Estefânia já não tem urgências

Administração garante, no dia do fecho das urgências da maternidade, que hospital tem todas as condições de qualidade assistencial.





O primeiro dia do Hospital D. Estefânia após o encerramento da urgência da maternidade decorreu sem protestos, com pouco movimento de grávidas e com a administração a garantir todas as condições de qualidade assistencial nas outras valências médicas. Desde ontem, a Maternidade Alfredo da Costa passou a assegurar os partos de urgência externa que até agora eram feitos no Hospital Magalhães Coutinho (Estefânia), contando para isso com equipas de médicos e enfermeiros deslocadas das urgências do D. Estefânia, que completam assim as escalas daquela urgência.
A primeira manhã decorreu calma e dentro da normalidade, com a maioria das entradas no hospital a serem feitas por pais na companhia de filhos para consultas ou urgências de pediatria. O número de grávidas a passar pelos portões do hospital foi muito escasso e por motivo de consulta, que continua a ser assegurada naquela unidade de saúde.
Flávia Celestino, grávida de oito meses, lamentou esta alteração do local do parto, de que já tinha tido conhecimento, embora sem lhe ter sido justificada a razão. 'Tenho pena. É a minha primeira gravidez e tenho sido muito bem acompanhada aqui. Gostava de fazer aqui o parto', afirmou, sublinhando: 'se na Maternidade Alfredo da Costa for acompanhada pelos mesmos médicos que me seguem aqui sinto-me mais segura. '
Neuza Brito, grávida de 34 semanas, também considerou 'uma parvoíce', a mudança de local dos partos de urgência, sobretudo para mulheres que são seguidas durante toda a gravidez naquele hospital.
O D. Estefânia, através do Centro Hospitalar Lisboa Central, salientou, ontem, que nesta fase de reestruturação das urgências, o Serviço de Ginecologia e Obstetrícia mantém o seu regular funcionamento 'com todas as condições de qualidade assistencial', em todas as suas valências, encerrando apenas a sua Urgência externa.



Afinal... já não há milagres!

9 comentários:

Luís Coelho disse...

Bom dia
Tenho andado um pouco distraído dos noticiários por nos martirizarem com as mesmas notícias e políticas repetidas semanas a fio.
Ontem à noite ouvi a notícia e fiquei pasmado. Mais um para a venda.
Não importa nem a história nem as necessidades dos meninos de Lisboa e arredores.
Triste país o nosso...
Nem sei dizer nada mais.
Haverá outras razões que nunca deixam ver....

Anónimo disse...

É necessário acreditar em milagres para que eles ocorram.
Vou pedir a ajuda da Jacinta.
Um beijinho
Belinha

Maga disse...

Eventual... não! O serviço de urgências da maternidade do Hospital de Dona Estefânia foi mesmo encerrado. Já nesta 2ªfeira quase toda a equipa transitou e esteve a trabalhar na Maternidade Alfredo da Costa. Digo quase, porque ficou no Dona Estefânia um minimo de pessoal para dar seguimento a casos já seguidos e para consultas. É triste, mas já aconteceu.
Um abraço da
Maga

César Ramos disse...

Afinal... já não há milagres

(conforme aditei há pouco, no blog)

.................................
Hospital D. Estefânia já não tem urgências

Administração garante, no dia do fecho das urgências da maternidade, que hospital tem todas as condições de qualidade assistencial.

-------
O primeiro dia do Hospital D. Estefânia após o encerramento da urgência da maternidade decorreu sem protestos, com pouco movimento de grávidas e com a administração a garantir todas as condições de qualidade assistencial nas outras valências médicas. Desde ontem, a Maternidade Alfredo da Costa passou a assegurar os partos de urgência externa que até agora eram feitos no Hospital Magalhães Coutinho (Estefânia), contando para isso com equipas de médicos e enfermeiros deslocadas das urgências do D. Estefânia, que completam assim as escalas daquela urgência.
A primeira manhã decorreu calma e dentro da normalidade, com a maioria das entradas no hospital a serem feitas por pais na companhia de filhos para consultas ou urgências de pediatria. O número de grávidas a passar pelos portões do hospital foi muito escasso e por motivo de consulta, que continua a ser assegurada naquela unidade de saúde.
Flávia Celestino, grávida de oito meses, lamentou esta alteração do local do parto, de que já tinha tido conhecimento, embora sem lhe ter sido justificada a razão. 'Tenho pena. É a minha primeira gravidez e tenho sido muito bem acompanhada aqui. Gostava de fazer aqui o parto', afirmou, sublinhando: 'se na Maternidade Alfredo da Costa for acompanhada pelos mesmos médicos que me seguem aqui sinto-me mais segura. '
Neuza Brito, grávida de 34 semanas, também considerou 'uma parvoíce', a mudança de local dos partos de urgência, sobretudo para mulheres que são seguidas durante toda a gravidez naquele hospital.
O D. Estefânia, através do Centro Hospitalar Lisboa Central, salientou, ontem, que nesta fase de reestruturação das urgências, o Serviço de Ginecologia e Obstetrícia mantém o seu regular funcionamento 'com todas as condições de qualidade assistencial', em todas as suas valências, encerrando apenas a sua Urgência externa.

O Puma disse...

Os milagres são fáceis de explicar

as realidades concretas objectivas

quando distorcidas
por incapacidade ou disfunção política
são ainda mais incompreensíveis

Luisa disse...

Um bom post, pela atualidade da notícia. Não conheço, não li ainda o suficiente, as razões concretas para fecharem a maternidade do Hospital, logo não me pronuncio, mas basta que Gentil Martins esteja envolvido na contestação, para eu desconfiar e, talvez até dizer que a medida está correta!

Beijinho

Anónimo disse...

cialis cialis generika
cialis cialis generico
cialis comprar cialis andorra
cialis prix cialis sans ordonnance

Anónimo disse...

игровые автоматы адмирал играть бесплатно без регистрации ешки [url=http://nertowinatextest.narod.ru/infa750.html]фараон игровые автоматы без регистрации[/url] игровые автоматы играть бесплатно без регистрации слоты

Anónimo disse...

They Admittedly don't Create a hero sandwich configuration from the pictures on the Continue of the fashion design outcome, to his appearance on Minnie computer mouse to today's glamorous and popular designs on the accessories you Like. www.kasper-suits.net/ www.kasper-suits.net http://kasper-suits.net/ [url=http://kasper-suits.net]kasper dresses[/url] [url=www.kasper-suits.net/]kasper suit[/url] [url=http://kasper-suits.net/]kasper suits for women[/url] The other realm of style apparels. forty-five states Get a penetrative eye for signs of melioration in like-for-Wish gross revenue ontogenesis will go along to Deal Zara Fashion today is all the age. kasper womens suits 95, cut a lot of it as comfortably as a round-the-clock, hands-on fashion design shoal it's silent only the starting level for building a entire duration enclothe to move her.