[ Vox populi vox Dei ]

2011-06-17

JUNHO - O MÊS DOS SANTOS POPULARES

OS  TRÊS  CONSAGRADOS  SANTOS  DO  MÊS  DE  JUNHO




No fluir da vida humana, o sagrado e o profano andam, frequentemente, de mão dada. Este mês de Junho é , de todo,  emblemático, a este propósito.

Três datas aparecem logo em grande esplendor: 13 - Santo António, o nosso e de Pádua; 24 - S. João Batista, um dos escolhidos do próprio Jesus Cristo e irmão de Santiago, o de Compostela - Espanha; 29 - S. Pedro, o primeiro pontífice da Igreja Católica. 

Olhando para as tradições, cada um deles motiva festa rija e muita devoção. Em jeito de brincadeira, dão o seu contributo para a disputa regional, com Santo António a fazer saltar Lisboa e o S. João a marcar o Porto e Braga. S. Pedro, mais sereno e institucional, fica-se por outros locais mais recatados...


Marcha do Bairro do Alto do Pina - Lisboa, vencedora este ano de 2011 do desfile das Marchas de todos os Bairros Lisboetas




Vídeo do desfile das marchas de Santo António de Lisboa de 2011




Na antropologia destas manifestações sociais e  de crença, encontramos traços de uma variada origem, a que não é alheia a ideia da celebração de ciclos de vida, como o da exaltação do poder criativo do sol e o seu solstício de Verão, de uma passagem de tempos de sementeira para o seu amadurecimento, de fim de penosos trabalhos agrícolas, como aqueles de revolver os solos à custa de duro esforço braçal (charrua etc.), ou a fuga da Primavera para dar lugar a um tempo mais quente, mais propício a um certo relaxamento, associando todos este ingredientes a um sentimento de profunda fé no divino e sua simbologia.


O  SOLSTÍCIO  DE  VERÃO


O Solstício de Verão é uma época tradicional, em que os pagãos colhem as ervas mágicas para os encantamentos e poções. É o momento ideal para as divinações e para os rituais de cura. Os alimentos pagãos são os vegetais frescos, frutos do Verão, pão de centeio integral, cerveja e hidromel.


Cântico do  Solstício de Verão




Assim, temos os santos populares e, para os comemorar, nada melhor do que juntar devoção, costumes, testemunhos de gerações, etnografia, trajes, folclore, indústrias criativas, música, lugares míticos, espaços sacrais, paixões, sentimentos e, acima de tudo, fé, muita fé.

Com a religião fortemente enraizada na nossa cultura popular, estas festas são, ainda, uma rutura com rotinas diárias e muito vincadas, repetidas até à exaustão, pelo que se afigura que o aproveitamento de tudo quanto seja pontapé nesses dias sempre iguais, vem sempre a calhar.

 Nesse período de pagamento de promessas, de um afagar de dores de um quotidiano difícil, ir aos arraiais, ao mesmo tempo que se entra nas capelas, igrejas, santuários, ou mesmo simples frutas, constitui uma obrigação -dever - e um prazer físico, social e espiritual. Reportamo-nos, como se deduz, de épocas em que nada da nossa modernidade estva ao nosso alcance: nem rádio, nem televisão, nem jornais, nem cinema, nem internet, nem toda esta vasta gama de estímulos e solicitações que quase esmagam o nosso querer.

Restavam então as festas populares, os entremezes, os saltimbancos, os circos ambulantes e, antes ainda, os jograis e os trovadores.



 Sardinhas assadas nas brasas de carvão 
'prato' tradicional  nestas festas



Vasos de manjericos c/ flores e bandeirinhas de poemas 
para todos os gostos dos apaixonados



Concentrando massas de gente de inesperadas origens, culturas e saberes, convertem-se estes eventos em trocas, intercâmbios, partilhas, naqueles lugares de culto, de lazer, de passagem de modas, de desporto, de trocas comerciais, de transmissão de notícias e de contos, sem que se ponham em causa o culto às divindades e aos santos, as missas, procissões, novenas e entregas ao alto e ao além.

Ao coabitarem rezas com foguetes e folguedo, é a religiosidade popular, na sua complicada confusão entre o sagrado e o profano, que vem a sobressair. 

Santo António, é uma figura religiosa tradicionalmente considerada  casamenteira. Por isso, incluem-se nos seus festejos, a celebração maciça de uma  quantidade  significativa de matrimónios católicos.

Estas festividades, por serem marcas penetrantes e impressivas nas nossas comunidades, arrastam muitos outros factores positivos: ajardinamento das localidades e seus espaços verdes, potenciamento das virtudes da gastronomia locais, convívio entre familiares e amigos, atração para o regresso, ainda que passageiro, de quem faz da diáspora modo de vida, por necessidade ou, por gosto, embelezamento pessoal, participação criativa de cada terra, em mordomias ou comissões de festa, hábitos de discussão sadia de propostas e soluções, eis de tudo um pouco!




2011-06-12

O MAR ... NA ARTE DA POESIA E DA MÚSICA

« O  MAR  AGITADO »
Óleo sobre madeira
de: Léah  MorMac Gonzalez






O MAR


Hoje me levantei cedo para ver o mar.

Havia um barco abandonado na praia
e naquela solidão do amanhecer,
o mar apresentava um ruído assustador...

Lembrei-me da minha aluna de piano

que tocava olhando para o nada...
Ela adorava o poema sinfónico
O MAR de Debussy depois das 4 horas.

A brisa da tarde refrescava o ar

e as águas marinhas ficavam mais ternas
trazendo do outro lado do mundo
restos de amor que se esconderam
no sonho do tempo
que nem se lembra mais...








Da autoria de:
JBMendes


 



O  MAR  -  Vídeo Clip de  -  Claude Debussy




CLAUDE  DEBUSSY
Compositor
(1862 -1918)




Claude Debussy, Compositor francês, não apoiava que as suas obras fossem especificamente classificadas como impressionistas - lembra o pintor Degas que, sendo impressionista, também contornou o impressionismo considerando-se independente -, pois achava que a Música é, por definição, uma arte impressionista por natureza.

«O MAR»,... peça genial, constitui uma das obras-primas na arte da orquestração de todos os tempos - um estudo realmente impressionista (...), cambiantes de cor que o mar vai adquirindo ao longo de um dia, transmitidas através de uma combinação prodigiosa com a variedade dos mais inesperados timbres de sonoridade.

 Além disso, "O Mar" de Debussy também descreve a riqueza rítmica infinita - e sempre diferente, sempre renovada - que caracteriza o movimento das ondas, e o seu diálogo com o vento (...)
 
Pensador e citador, Debussy, deixou, entre outras, a seguinte frase: « A Arte é a mais bela das mentiras »!

Por vezes, entendo o que ele quis dizer ... outras ... não! ... 
Como as ondas do mar...
No ir (...) e voltar...






2011-06-06

NÃO... ao FECHO do HOSPITAL DE DONA ESTEFÂNIA

HOSPITAL  de  DONA  ESTEFÂNIA  -  LISBOA

O eventual encerramento da urgência da maternidade do Hospital da Estefânia, em Lisboa, pode comprometer o tratamento de muitos recém-nascidos. O alerta é feito pela “Plataforma Cívica em Defesa do Património” daquela unidade hospitalar.

O médico Gentil Martins faz parte deste movimento e defende que, “embora tenhamos um transporte de recém-nascidos de risco muito bom, é internacionalmente reconhecido que a situação ideal é que a criança seja tratada na mesma instituição onde nasceu”.

Portanto, sublinha, “a cirurgia do recém-nascido é feita em óptimas condições no hospital Dona Estefânia, mas serão muito melhores se o indivíduo nascer directamente lá e não tiver que ser transportado para outra instituição”.

Gentil Martins critica ainda a altura escolhida para encerrar as urgências desta maternidade. “Entendemos que é um erro, por um lado, só tomar a decisão tão tarde, o que manifesta falta de planeamento e de antecipação das situações”.

Por outro lado, sublinha o especialista em cirurgia pediátrica, “não me parece muito lógico estar a comprometer uma solução que amanhã o futuro primeiro-ministro, o próprio ou outro, possa sempre pensar e modificar”.



 Rainha Dona Estefânia esposa de Dom Pedro V de Portugal
(1837 1859)



Filha mais velha de Carlos António, príncipe de Hohenzollern-Sigmaringen, e da princesa Josefina de Baden. Quando tinha onze anos, o pai abdicou dos direitos ao principado em nome do rei da Prússia. A 18.5.1858, na Igreja de São Domingos, em Lisboa,  casou com o rei D. Pedro V, tornando-se assim rainha consorte de Portugal.

Instruída, escreveu cartas íntimas à sua mãe em francês. Mulher culta e habituada a uma sociedade, onde as preocupações sociais estavam bem mais desenvolvidas, mostrou-se preocupada em diminuir o desfasamento social e cultural.

Assim, juntamente com o marido, fundou diversos hospitais e instituições de caridade, o que lhe granjeou uma grande aura de popularidade no país. Decorrido pouco tempo depois de seu casamento, faleceu aos vinte e dois anos de idade, vítima de difteria. A doença teria sido contraída durante uma visita a Vendas Novas.

O rei viúvo faleceu dois anos mais tarde, de febre tifóide.




O Hospital de D. Estefânia é ideia sua, surpreendida que ficara ao ver as crianças de Lisboa serem tratadas em hospitais para adultos. Mais de século e meio depois, com o previsto encerramento do seu hospital (hoje o único pediátrico do Sul de Portugal), o que foi considerado sórdido em 1858 vai voltar a acontecer.

A Rainha D. Estefânia destinou a maior parte do seu dote de casamento à construção do primeiro hospital pediátrico de Lisboa e de Portugal. Fê-lo em 1858, após verificar as condições degradantes em que as crianças doentes da capital eram tratadas nos hospitais então existentes.
Por sua morte, o marido, Rei D. Pedro V, não deixou esmorecer tal sonho. Para que se construísse um hospital pioneiro e ao nível dos melhores da Europa, cedeu parte da Quinta da Bemposta, propriedade da Casa Real.

Hoje, o hospital continua a ser único e imprescindível para quem mora em Lisboa. E o parque que o circunda é uma das poucas manchas verdes que restam no centro da cidade

Mas tudo isto não impede quem, movido por interesses vários, pretende deixar Lisboa sem hospital pediátrico.

Temos escrito alguns posts sobre a história de hospitais e das suas belezas arquitetónicas. Na perspetiva de nova governação em Portugal, não nos podemos dispersar sobre o muito que tínhamos para dizer em termos profanos da arte e, há que alertar, neste momento, as consciências quanto ao NÃO a dar ao encerramento deste estabelecimento da Saúde.



Beata Jacinta Marto
(1910 - 1920)
Um dos três pastorinhos de Fátima



Apenas uma curiosidade histórica para aqueles que crentes na religião católica, ou não, apreciarão este apontamento: - uma lápide colocada à direita da porta da Capela, recorda que foi neste hospital que esteve internada e veio a falecer a célebre Jacinta Marto (recente beata), um dos três pastorinhos de Fátima.

Será preciso recorrer ao pedido de um milagre, para que não fechem este hospital... que tanta falta faz?




«ÚLTIMA  HORA: aos sete de junho de 2011»




Hospital D. Estefânia já não tem urgências

Administração garante, no dia do fecho das urgências da maternidade, que hospital tem todas as condições de qualidade assistencial.





O primeiro dia do Hospital D. Estefânia após o encerramento da urgência da maternidade decorreu sem protestos, com pouco movimento de grávidas e com a administração a garantir todas as condições de qualidade assistencial nas outras valências médicas. Desde ontem, a Maternidade Alfredo da Costa passou a assegurar os partos de urgência externa que até agora eram feitos no Hospital Magalhães Coutinho (Estefânia), contando para isso com equipas de médicos e enfermeiros deslocadas das urgências do D. Estefânia, que completam assim as escalas daquela urgência.
A primeira manhã decorreu calma e dentro da normalidade, com a maioria das entradas no hospital a serem feitas por pais na companhia de filhos para consultas ou urgências de pediatria. O número de grávidas a passar pelos portões do hospital foi muito escasso e por motivo de consulta, que continua a ser assegurada naquela unidade de saúde.
Flávia Celestino, grávida de oito meses, lamentou esta alteração do local do parto, de que já tinha tido conhecimento, embora sem lhe ter sido justificada a razão. 'Tenho pena. É a minha primeira gravidez e tenho sido muito bem acompanhada aqui. Gostava de fazer aqui o parto', afirmou, sublinhando: 'se na Maternidade Alfredo da Costa for acompanhada pelos mesmos médicos que me seguem aqui sinto-me mais segura. '
Neuza Brito, grávida de 34 semanas, também considerou 'uma parvoíce', a mudança de local dos partos de urgência, sobretudo para mulheres que são seguidas durante toda a gravidez naquele hospital.
O D. Estefânia, através do Centro Hospitalar Lisboa Central, salientou, ontem, que nesta fase de reestruturação das urgências, o Serviço de Ginecologia e Obstetrícia mantém o seu regular funcionamento 'com todas as condições de qualidade assistencial', em todas as suas valências, encerrando apenas a sua Urgência externa.



Afinal... já não há milagres!

« A GUERRA DAS LARANJAS »

 A GUERRA das LARANJAS demonstrou a posição subalterna de Portugal 
no cenário político europeu  já naquele período histórico




 D. JOÃO VI  de  PORTUGAL
(1767 - 1826)
Cognome: O Clemente





Nos fins do século XVIII, a explosão do processo revolucionário francês atingiu vigorosamente as relações políticas entre as monarquias europeias. No caso de Portugal, as lutas contra os insurgentes franceses foram inicialmente evitadas com a assinatura de um termo de neutralidade.

Entretanto, assim que a França invadiu a Espanha, a posição lusitana foi abandonada por conta de um tratado de cooperação militar anteriormente assinado com os hispânicos.

De facto, o avanço francês contra os espanhóis durou pouco tempo e fora resolvido com um novo tratado de cooperação.

A partir desse momento, os portugueses eram pressionados pela Espanha a  aliar-se também  à França. Entretanto, a Inglaterra, nação que exercia forte influência económica em Portugal, lutava contra os exércitos revolucionários franceses e exigia que o governo português manifestasse apoio  ao  direcionamento  britânico,
enquanto Bonaparte e o rei de Espanha, impunham ao príncipe regente (futuro D. João VI) que este abandonasse a aliança com a Inglaterra e abrisse os portos aos navios franceses e espanhóis.           

Portugal não aceitou essas condições, e o desconforto da situação acabou dificultando a negociação de um tratado de neutralidade que atendesse as demandas de Portugal. Sem alternativas melhores, o governo lusitano organizou diversas tropas que esperavam uma vindoura invasão franco-espanhola aos seus territórios.

Contudo, entre 1799 e 1800, algumas vitórias dos exércitos antirrevolucionários, deram a Portugal a falsa impressão de que a guerra seria evitada em pouco tempo.

Precisando encurtar os gastos militares e liberar os soldados para o trabalho agrícola, o governo português resolveu diminuir os contingentes até ali empregues para uma possível guerra. Notando o recuo, os britânicos também decidiram deslocar os contingentes militares mantidos em Portugal.

Com a saída britânica de seu território, os portugueses acreditavam que a neutralidade seria finalmente reconhecida.

Contudo, em fevereiro de 1801, a saída dos embaixadores espanhol e britânico de Lisboa reavivou o temor da guerra entre os portugueses. Poucos dias depois, os espanhóis enviaram uma declaração de guerra a Portugal. Mesmo com a confirmação oficial, os lusitanos ainda desconfiavam da eminência do combate, já que, nos três meses seguintes, nenhuma tropa hispânica avançou contra o território português.

Na verdade, a demora dos espanhóis era fruto de uma complicada negociação que os diplomatas daquele país desenvolviam com as autoridades inglesas e francesas. No fim dos diálogos, a Espanha viu que o apoio à França,  renderia a conquista de alguns territórios lusitanos de grande interesse.

Com isso, em maio de 1801, os espanhóis iniciam a «Guerra das Laranjas», vencendo facilmente as impreparadas tropas lusitanas comandadas pelo velho duque de Lafões, perdendo as praças de Olivença, Campo Maior, Arronches, Portalegre e Castelo de Vide.

" Portas de Olivença"
 Lado sul das muralhas


Os portugueses,  pelo seu lado, invadiram a Galiza e fizeram também algumas conquistas, que vieram depois a entregar quando foi assinada a paz de Badajoz, a 6 de Junho do mesmo ano. Quanto à Espanha, entregou a Portugal todas as praças alentejanas, com exceção de Olivença que ainda hoje se mantém em poder daquele país.

Durante a conquista dos territórios do Alentejo, o ministro hispânico Manuel Godoy pediu para que as tropas de seu país recolhessem alguns exemplares das finas e suculentas laranjas daquela região.



MANUEL  GODOY  
Duque de Alcudia
Retrato a óleo sobre tela da autoria de Francisco Goya 



A intenção do estadista era utilizar as iguarias como um delicado presente para a rainha Maria Luísa [no fundo, um troféu de guerra], com quem mantinha um ardente caso amoroso conhecido por toda a Espanha.

Foi por meio desse pequeno detalhe, que o conflito acabou ganhando este curioso nome.




Variedade de "laranja portuguesa" do séc. XXI
Pele diferente do fruto - coligada em enxertia política


2011-06-01

« P.C.P. - PRIMEIRO MANIFESTO - JULHO de 1921

" AS   TIPOGRAFIAS   CLANDESTINAS "
Autoria do escultor José Dias Coelho 
(Militante do PCP)
Assassinado na antiga Rua da Creche - Lisboa
(Actual Rua José António Dias Coelho)




Vídeo Clip - segundo a realização do cineasta independente Jess Drew



"No desenho animado clássico, a força bruta e a artilharia pesada nunca conseguem derrotar a ironia e o humor, e no fim a justiça sempre vence. Para mim, era natural ligar o meu próprio conceito infantil de subversão com uma versão mais articulada (o Manifesto Comunista de Marx e Engels)."




Em arquivo na Torre do Tombo

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"AO PAÍS" - Primeiro Manifesto do Partido Comunista Português, Julho de 1921

"O Partido Comunista Português, ao publicar o seu primeiro manifesto, saúda todos os trabalhadores, intelectuais e manuais, como as únicas forças vivas e produtivas capazes de uma profunda e enérgica reconstrução social da sociedade portuguesa.

O Partido saúda igualmente o Proletariado internacional e bem assim os Partidos Comunistas de todo o mundo - salientando nestas saudações, como preito de homenagem ao seu heróico sacrifício, todos os trabalhadores que hajam sucumbido na luta contra a reacção burguesa-capitalista, ou que jazem nos cárceres lúgubres do capitalismo mundial, mercê da mesma luta ..."


 Nota: 
A primeira edição do Avante foi distribuída no dia 15 de Fevereiro de 1931 - uma década depois.