[ Vox populi vox Dei ]

2010-11-05

« NAS 'MALHAS' da NET: REDES SOCIAIS »

«Amigos nas Redes Sociais»


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Um 'olhar' artístico do modus faciendi
de angariar amigos
nas
redes sociais



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'OLHAR' SOBRE A NET: UM ' MAL' NECESSÁRIO?!



A Internet veio revolucionar o modo como vivemos e como trabalhamos. Entrou de tal modo nas nossas vidas que dificilmente conseguimos passar muitos dias sem aceder ao correio electrónico e já nem entendemos como foi possível trabalhar, ou descobrir a localização de uma instituição e os meios adequados para lá chegar, ou saber o tempo, ou tantas outras coisas... sem este maravilhoso e económico instrumento de disponibilização de informação e de meios de comunicação.
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Apesar de tudo isto, não nos podemos deixar deslumbrar pela Net ao ponto de perder a noção das suas limitações e de deixar de usar o nosso espírito crítico ao olhar para as novas potencialidades e exigências que nos apresenta a cada instante.
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Por vezes, parece que mesmo os adultos aceitam acriticamente como bom tudo o que é novo, sobretudo se esse novo é tecnologia... Se isto acontece com os adultos, imaginemos o que não acontecerá com uma criança ou um adolescente que não conheceu o mundo anterior à Internet, que respira continuamente este preconceito cultural de que tudo o que é novidade e tecnologia é bom, e para quem a Internet é informação, comunicação, meio de convivência social, meio de relação com as instituições sociais e culturais etc.!
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Um dos grandes perigos do uso da Internet entre as crianças e os adolescentes pode ser a limitação que um excesso de vivência de relações sociais "virtuais" pode criar ao nível relacional. Pode parecer um pleonasmo mas as amizades virtuais - se são só virtuais - não são reais. E o tempo gasto nessas amizades virtuais é tempo perdido para uma vivência da realidade completa: o gosto de conversar cara a cara, o prazer de contemplar o mundo exterior com as suas pessoas e as suas paisagens...
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Outro grande perigo para o qual as autoridades têm alertado é o de a Net (e também o telemóvel) ser o meio usado por muitos abusadores sexuais para "caçar" as suas vítimas. Crianças e jovens, atraídos pela curiosidade, são induzidos a encontrar-se com pessoas que conheceram online e essas nem sempre têm boas intenções... Por isso, as autoridades recomendam que os familiares (sobretudo os pais) ajudem os mais novos a adoptarem comportamentos seguros.
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Seguem-se algumas sugestões: ter os computadores com acesso à Net em áreas abertas (e não nos quartos fechados); alertar os mais novos, de forma clara e adequada à idade, para os perigos da Internet (insistência em encontros reais com desconhecidos, pornografia, jogos de azar...); falar com eles sobre o que fazem, com quem se relacionam nos «chats», «fóruns» etc.; insistir em que não devem revelar informações privadas sem falarem com alguém mais velho que os possa aconselhar.
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Se se acautelarem estes pequenos cuidados, ajudaremos não só a evitar que crianças e jovens sejam vítimas de abusos, mas também os levaremos a ter para com a Internet um olhar saudavelmente mais crítico e sério.



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Capa do livro que inspirou a realização do Filme
"The Social Network" [A Rede Social]



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«.Quem quer ser Zuckerberg?»

[Adaptado do jornal Destak on line]


David Fincher conta em ‘A Rede Social’ a história do génio anti-social por trás do Facebook. Mark Zuckerberg criou o Facebook aos 19 anos, angariou inimigos, tornou-se bilionário (sem precisar de concursos de tv) e já deu filme (sem a sua aprovação), aos 26 anos.

.Em 1995, no que parecia ser a pré-história da Internet, uma rapariga chamada Sandra Bullock era fugitiva no filme A Rede, que mostrava como a informação oficial já passava pela Internet e como isso podia ser perigoso.

Hoje a Internet é o mundo da partilha social. Google, Youtube, Facebook são “casa” para filhos, pais e até avós.

Depois de nos ter trazido o filme-existencialista Clube de Combate e pérolas como 7 Pecados Mortais, O Jogo, O Estranho Caso de Benjamin Button e Zodiac, David Fincher é o homem perfeito para nos contar a incrível e narcisista história de como Mark Zuckerberg, criou a rede social que expandiu a forma como interagimos uns com os outros na Internet.

O Facebook é hoje a maior rede social do planeta, com 500 milhões de utilizadores e a ironia é que o seu criador é um jovem solitário programador.

Zuckerberg (bela interpretação de Jesse Eisenberg) é retratado entre o tipo insensível e anti-social mas inteligente, muito egocêntrico mas determinado, sem escrúpulos para atingir objectivos mas trabalhador.

O filme de Fincher, escrito por Aaron Sorkin e baseado no livro de 2009 do jornalista Ben Mezrich, Milionários Acidentais, mostra o energético Zuckerberg no seu jeito para duas coisas: afastar raparigas e amigos e programar.

.O filme assume-se como um retrato pertinente e actual (Fincher fez questão que estreasse este ano e pudesse, assim, ser de uma actualidade rara no cinema) sobre a juventude, o orgulho, a traição... E o poder de uma boa ideia, que uniu socialmente parte do mundo. Tudo criado por alguém muito pouco social.

Apesar de não ser uma comédia, um thriller, um filme de acção, não ter cenários espectaculares (passa-se entre os quartos simples de Harvard e uma vivenda em Palo Alto), é um filme de personagens complexas (é fácil não gostar do protagonista), de significados diversos profundos e que promete não deixar ninguém indiferente.

..E não, não é um filme para amantes do Facebook, é um filme para amantes de uma boa história.

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FICHA
Realizador: David Fincher
Com: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Rashida Jones
Género: Drama/Biografia
EUA, 2010; 121 minutos

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VÍDEO s/o FILME "A Rede Social" - «THE SOCIAL NETWORK»



10 comentários:

Swt disse...

Muitíssimo bom! O seu post...Partilhei!

César Ramos disse...

Swt,

:)

Obrigado.
Há muito tempo que não tirava uma nota positiva tão alta!

É pena... já não ter "encarregados de educação", para assinar este 'ponto'!

Cumpts.
C.R.

Luisa disse...

A conversa presencial, humana, não se deve perder.

Internet é, quase, imprescindível nos nossos dias.

Um bom post! Tocas em pontos muito importantes, que deviam ser lidos por pais e filhos.

Bom fim-de-semana

Bjs

smvasconcelos disse...

Ainda não vi o filme, embora tenha lido uma sinopse sobre o mesmo.
A virtualidade sendo aliciante e sedutora, não pode mesmo roubar o nosso tempo real, e muito menos substituir as nossas relações reais... resta-nos fazer a equação desse equilíbrio, usufruindo do mundo inteiro e de tantos seres desconhecidos, que dificilmente conheriamos de outro modo, em nossa casa, mas delimitando esse mundo na nossa existência, e não permitindo que interfira ou dissimule o que somos, de facto, nem a nossa vivência real.
bjs,

César Ramos disse...

Luísa,

Muita coisa poderia dizer mais sobre o assunto vertente; mas, para um post, nunca se sabe até onde vai a paciência para ser lido!

Estou sempre a ser censurado por me 'esticar' e, compreendo que não devo imitar Sto. António a pregar aos peixes.

Bjs

César Ramos disse...

Sílvia
(smvasconcelos)

Grato pelo comentário e opinião dada.

Penso que não irei ver o filme, considerando-me 'satisfeito' com o que sei quanto aos factos autênticos.

Não morro de amores pelo Facebook mas, quem sou eu para criticar quem o use ou, até, tire vantagens da situação?! Há por lá, muita "lana-caprina"...

Já há demasiadas virtualidades nas realidades do nosso dia-a-dia, para conviver com aquilo.

Concordo, que não devemos permitir interferências que dissimulem o que somos, tendo em atenção nunca confundir o trigo com o joio.

Bom fim-de-semana
bjs

São disse...

Primeiramente, os meus agradecimentos pelas amáveis palavras que me endereçou no terceiro aniversário do "são"

As redes sociais não são coisa que me despertem o interesse.

Dá-me a sensação de que teria uma janela aberta sobre a minha vida quotidiana e eu não gosto de me ver assim tâo exposta.

Bem haja!

Palma disse...

A Internet veio colocar o mundo nas nossas mãos. No tempo em que éramos jovens e apenas desfrutávamos de uma ou outra ida ao cinema e depois um pouco mais tarde a televisão, ninguém diria que hoje estaríamos aqui sentados nos nossos cantinhos conversando com o mundo e sabendo todos os dias novas e mais novas dele.
Ainda estou na fase de encanto enquanto alguns acham que tudo isto sempre existiu.... Abraço - Palma

María Eugenia disse...

Muy completo e interesante este post. Todos debemos aprender: chicos y grandes no debemos exponer tanta información personal que pueda ser mal usada por otros. Acerca de las conversaciones virtuales, como ésta, a mí me parecen maravillosas. Desgraciadamente hay gente sin escrúpulos en la vida real y en la virtual.
Saludos desde México.

relogio.de.corda disse...

Traz aqui um tema muito sério e importante que todos deviam ler, sobretudo os pais. O acesso a estas novas tecnologias é como tudo; pode ser útil quando se usa com peso, conta e medida e devastador quando as pessoas deixam de viver num mundo real para passar a viver num mundo virtual. Aos pais e educadores, cabe a missão de alertar e educar, como acontece noutras vertentes sobre a utilização da net. Pais informados e responsáveis decerto saberão, transmitir aos seus filhos as boas práticas no que toca ao uso deste mundo novo.