[ Vox populi vox Dei ]

2010-11-03

« Mr. MORRIS, UM GÉNIO da BANDA DESENHADA - a 9ª ARTE »

MORRIS
- aliás -
Maurice De Bevere
(1923-2001)
Desenhador de Banda Desenhada
[A Nona Arte]

Inspirou a Expressão
«Nona Arte»


= + =


.O pai de Lucky Luke nasceu em 1923, em Courtrai, na Bélgica. Após uma breve passagem por estúdios de desenhos animados, Morris criou Lucky Luke, o seu universo e as principais personagens da série, cujas primeiras aventuras foram publicadas no Almanach de Spirou, em 1947.
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Nos anos que se seguiram, percorreu os Estados Unidos na companhia dos seus amigos André Franquin e Joseph Gillain, para além das vedetas da revista satírica Mad, Kurtzman, Davis e Wood.
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Enquanto isso, e graças ao grafismo simples, expressivo e tão eficaz do seu criador, Lucky Luke impõe-se rapidamente como um dos incontornáveis da banda desenhada.
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O sentido criativo de Morris inspirou ainda expressões como «O homem que dispara mais rápido do que a própria sombra» e «Nona arte».
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Uma dezena de álbuns mais tarde, conheceu René Goscinny, que se tornará seu argumentista. Sucederam-se muitos outros. A saga do cowboy solitário, imaginado por Morris, reúne actualmente perto de 90 álbuns.
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Morris cultivou desde muito cedo uma paixão voraz pelo cinema e pela animação, tendo acompanhado de perto as muitas adaptações da sua obra à 7ª arte.
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Foi em plena produção dos cinquenta e dois últimos episódios de desenhos animados - As Aventuras de Lucky Luke - que Morris faleceu, a 16 de Julho de 2001.
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Ficará para a história como um dos monstros sagrados da banda desenhada. As suas personagens e o seu universo tornaram-se eternos.


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O homem que dispara mais rápido do que a própria sombra


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Caricatura de Morris, desenhada pelo próprio artista

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Lucky Luke
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É uma série de historietas franco-belga, parte paródia e parte tributo ao mítico longínquo oeste, protagonizada pelo cowboy homónimo – Lucky Luke.

Criada pelo desenhador belga Morris contou com múltiplos roteiristas, entre os quais se conta René Goscinny.

Após Tintin e Astérix, Lucky Luke é a banda desenhada mais popular da Europa.

Ao final da cada aventura, excepto nos primeiros números, Lucky Luke cavalga para o sol poente, cantando "I'm a poor lonesome cowboy, and a long way from home" ("Sou um pobre cowboy solitário, e estou longe de meu lar").

Lucky Luke, conhecido por disparar "mais rápido que a sua própria sombra", enfrenta o crime e a injustiça, prendendo foragidos, escoltando caravanas de pioneiros, ou exercendo funções de mediador do Governo dos EE.UU. em missões diplomáticas particularmente delicadas, como negociações com as Nações Índias.

O cowboy caracterizou-se nos primórdios da série por ter constantemente um cigarro entre os lábios. Morris substituiu a ‘beata’ por uma palhinha em 1983, o que lhe valeu o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde.

Outras personagens importantes da série são:

  • Jolly Jumper

O cavalo de Luke é Jolly Jumper, "o cavalo mais disponível do mundo". Incrivelmente eficiente, sempre vai em socorro de Lucky Luke quando é sequestrado ou encarcerado pelos seus inimigos. Ambos se completam na perfeição; aliás, Jolly Jumper entende o que Luke diz e costuma fazer comentários sarcásticos sobre isso.

Em algumas historietas, é saborosa a insinuação de que Luke compreende o que diz Jolly.

  • Os Dalton

Os secundários mais recorrentes são os irmãos Dalton, "quatro tipos com pinta estúpida e malvada": Joe, William, Jack e Averell (em ordem crescente de altura e estupidez). Constantemente evadem-se da prisão onde estão enclausurados por semear o terror nas populações vizinhas, e para cumprir o sonho de Joe Dalton: acabar com Lucky Luke. Coisa que, nunca consegue.

  • Rantanplan

O Estabelecimento Penal onde estão enclausurados os Dalton, está guardado por Rantanplan , "o cão mais estúpido do universo", absolutamente incapaz de seguir uma pista, o qual acompanha também Lucky Luke em algumas historietas para desespero de Jolly Jumper, que o considera um "erro da natureza".

Em vários dos álbuns, Lucky Luke encontra-se com personagens não fictícias do longínquo oeste, como Calamity Jane, Billy the Kid, o juiz Roy Bean ou o bando de Jesse James.

Também participa em factos reais da história de EE.UU., como a constituição do Pony Express, a colonização de Oklahoma ou a união por telégrafo de ambas as costas do país.



LUCKY LUKE de: MORRIS
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Vídeo: YouTube
Imagens: Net
Texto em baixo:
Adaptº da Wiki Lingue




8 comentários:

Luís Coelho disse...

Bela homenagem a um personagem da humanidade. Os seus desenhos e caricaturas não tem idioma porque todos a entendem. Consegue transmitir a mesma mensagem em todas as línguas.

trepadeira disse...

Só um autor de BD me seduziu Quino e a sua Mafalda.
Mas reconheço a popularidade de Morris.
Um abraço,
mário

Silenciosamente ouvindo... disse...

Meu amigo há muito que não o
visitava, me desculpe.
Foi um prazer rever o seu blogue.
Espero/desejo que esteja bem.
Um abraço/Irene

César Ramos disse...

Luís Coelho,

É um facto o que diz. Morris fala uma linguagem universal; e, quem ler a sua obra, compreenderá toda a mensagem de enorme lucidez democrática e preocupação pelos direitos humanos, que ele emite através da imagem da personagem Lucky Luke!

Se bem atentarmos, qualquer das historietas é de um grande valor pedagógico não só para jovens, como para adultos!

Abraço
César

César Ramos disse...

Amigo Mário,

Se se der ao trabalho de analisar um trabalhito sobre Lucky Luke, verá que os valores humanos estão defendidos, e a denúncia dos excessos do poder estão lá, nos quadradinhos.

É curioso que estava a esboçar uma postagem sobre Quino! Fica para a próxima...

Abraço
César

César Ramos disse...

Irene,

Obrigado pela visita e comentário. Tenho a dizer que vou acompanhando o seu blog como leitor/seguidor, mas não tenho comentado porque isto da Blogosfera é pior do que um "emprego"!
Com esta sina que "herdei", de "sustentar" 3 blogues, por mais que escreva nunca estou em dia e, sempre em dívida para com os amigos...!

Um abraço
César

dRAMOs disse...

Gosto desde os 6 anos! aliás, foi o que me motivou para aprender a ler :)

César Ramos disse...

(...) É verdade! Lucky Luke teve esse mérito catalizador...

Não esqueçamos o Alf, que foi também um excelente 'Cambridge School' do outro mundo!... ele e quem o adoptou!

As coisas importantes que a infância nos deu!
Se calhar, fui piloto de aeronaves por influência do Major Alvega e de João Tempestade!
(...)