[ Vox populi vox Dei ]

2010-08-08

« CONTRA o HORROR... e a BARBÁRIE ! »

Sakineh Mohammadi Ashtiani
iraniana condenada à morte
por
apedrejamento


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Mahmud Ahmadinejad
Presidente do Irão

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Fim ao apedrejamento de mulheres




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Convidamos os nossos leitores a lerem e a fazerem correia de transmissão com o blogue MARCAS de ÁGUA - de que somos amigos e seguidores -, na Campanha Internacional para salvar outra mulher - SAKINEH ASHTIANI - que no Irão enfrenta um " Tribunal " que a condenará à morte por apedrejamento, dado, alegadamente, ter cometido adultério! Sob pena de cumplicidade pelo silêncio... que ninguém se cale!
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Através de cadeias solidárias, Sakineh Ashtiani conseguiu voz para acusar a Justiça Iraniana de mentir.
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Condenada à morte por apedrejamento, acusou o Governo do seu país de mentir para poder executá-la em segredo!
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Segundo as autoridades iranianas, Sakineh, de 43 anos, foi condenada por tentativa de assassinato do marido e adultério, mas ela negou as acusações em declarações enviadas ao diário britânico "The Guardian" por meio de um intermediário que, de acordo com o jornal, não pode ser identificado por motivos de segurança.
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"Eles mentem. Estão perplexos e envergonhados pela atenção internacional dada ao meu caso, realizam manobras de distracção e tentam confundir os meios de comunicação para me matarem em segredo", afirmou a iraniana.
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"Declararam-me culpada de adultério, mas absolveram-me da acusação de assassinato. O homem que matou o meu marido foi identificado e preso, mas não foi condenado à morte", disse Sakineh.
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O homem acusado, cuja identidade não se conhece, não corre perigo de execução porque o filho de Sakineh, alegadamente, tê-lo-à perdoado (...)
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"A explicação é muito simples. É porque sou uma mulher e acham que podem fazer o que querem com as mulheres deste país. Para eles, o adultério é pior que o assassinato, mas não todos os adultérios: um homem adúltero pode acabar na prisão, mas para as adúlteras significa o fim do mundo!".
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"Tudo isto ocorre porque vivo num país onde as mulheres não têm direito a divorciarem-se de seus maridos e são privadas dos seus direitos fundamentais", protesta Sakineh.
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A iraniana teme que a fuga do seu ex-advogado, Mohammad Mostafaei, a tenha deixado mais vulnerável ainda.
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"Queriam livrar-se do meu advogado para poderem acusar-me do que quisessem sem encontrar oposição de sua parte. Se não tivesse sido a sua intervenção até há pouco tempo, já me teriam morto à pedrada!", disse.
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Mostafaei defendeu-a gratuitamente e conseguiu chamar a atenção do mundo sobre o seu caso, mas fugiu para a Turquia quando as autoridades iranianas emitiram uma ordem de busca e captura contra si.
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A esposa do advogado está detida na prisão iraniana de Evin, sem acusações!!
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Sobre a sua vida na prisão, Sakineh disse que é maltratada diariamente pelos seus carcereiros.
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"Suas palavras, a maneira como me olham - uma mulher adúltera que deveria ser apedrejada -, é como se me apedrejassem até à morte todos os dias".
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Mais palavras... para quê ?!

7 comentários:

smvasconcelos disse...

Obrigada pelo post.A denúncia é essencial!
Quando me dizem que o dia 8 de Março não faz sentido, indigno-me perante o que considero ofensivo para milhares de mulheres, como a Sakineh (e outras aqui tão perto).
A discriminação pelo género é um denunciador da podridão democrática de um país, e só passível de subsistir em sociedades involuídas (como tantas no ocidente, também...).
bjs,

trepadeira disse...

Caro César É um grito arrepiante.
Já há dias assinei uma petição pela libertação desta heroina.
Um abraço,
mário

Maga disse...

Arrepia pensar que o mundo em muitos aspectos não evoluiu. A discriminação é sempre de repudiar. Eu como mulher, choro na alma a desgraça de, em muitos lugares do mundo, ser perigoso nascer mulher!
Um abraço da
Maga

César Ramos disse...

Maga,

Tem toda a razão no que diz!
E vou dar um exemplo:

- há anos, os árabes do Golfo (e não só) vinham a Portugal cumprir estágios de futebol e, lavrei muitos contratos com eles pelo que, tinha de os acompanhar e zelar pelo bom andamento das estadas dos jogadores e dos dirigentes (sheiks, etc.)

[este 'etc.' significa que lidei até com os filhos do Saddam Hussein].

Num dos casos, um príncipe da Arábia Saudita estava para ser pai e, ao chegar a boa nova pelo telefone, dei-lhe os parabéns pelo nascimento do bebé!

Resposta de Sua Alteza: "Não me dê parabéns... porque saiu-me uma rapariga!"

Caiu-me tudo ao chão!... Como se costuma dizer...

Eu acho que aquela gente devia ficar reduzida só a homens e petróleo para engolir misturado com a areia dos desertos (...)

Palma disse...

PArece coisa de filme e todos gostariamos que fosse apenas uma novela qualquer, que passadas as duas horas de exibiçao se acabasse e ficasse como mais um filme. Mas a verdade nua e crua ´e que nao se trata de um historieta mas de uma triste realidade. Que as nossas palavras sejam gritos que cheguem aos ouvidos dos mandantes tiranos ! Palma

Osvaldo G. P. disse...

Caro César!
É com tristeza que vemos tais acontecimentos este é apenas mais uma das atrocidades que acontecem com frequência no Irã. Lamentavelmente essas pessoas afirmar que amam a D-us. Vamos lutar juntos contra a Intolerância e o preconceito.

Abs.

Anónimo disse...

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