[ Vox populi vox Dei ]

2010-06-22

« MÉDITATION de THAIS ... a AURA de uma ÓPERA! »

Jules Massenet foi um músico francês
(1842 - 1912)
De talento maleável
De um encanto dominador e carinhoso
Foi o cantor da paixão amorosa
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Membro da Academia de Belas-Artes
(1878)

Parte da pauta... e vídeo da "Méditation de Thais"... a passagem mais famosa da Ópera,
interlúdio interpretado como Peça de Concerto
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JULES ÉMILE FRÉDÉRIC MASSENET (Montaud, 12 de maio de 1842 - Paris, 13 de agosto de 1912) foi um compositor francês especialmente conhecido pelas suas óperas, muito populares no final do Século XIX e início do Século XX.
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Nascido em Montaud, perto de Saint-Étienne, mudou-se com a família para Paris, a fim de estudar no Conservatório. Ganhou o "Grand Prix" de Roma em 1862 e viveu lá durante três anos.
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O seu primeiro grande sucesso foi o oratório Marie-Madeleine, aclamado pelos seus contemporâneos Tchaikovsky e Gounod!
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Massenet deixou de compor para servir como soldado na guerra Franco-Prússia, mas um ano depois volta, ao fim da guerra.
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Foi professor de composição de grande influência no Conservatório de Paris a partir de 1878, tendo como alunos Gustave Charpentier, Reynaldo Hahn e Charles Koechlin.
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As óperas mais famosas que escreveu foram: Manon (1884), Werther (1892) e Thais (1894), que foram representadas frequentemente com enorme sucesso.
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Massenet usou o 'leitmotiv' de Wagner nas suas obras, mas adoptou uma certa "matiz" francesa - criticadas por alguns, que a consideravam muito 'enfeitada'.
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Além das óperas, escreveu também ballets, oratórios, cantatas, peças orquestrais e cerca de duzentas canções.
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Thais, é uma ópera em três actos para um libreto em francês de Louis Gallet, com base no romance homónimo de Anatolle France.
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Foi apresentada pela primeira vez no Teatro da Ópera de Paris no dia 16 de Março de 1894, com a soprano norte americana Sybil Sanderson.
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Ambientada no Egipto durante a época da ocupaçãp romana, conta a história de Athanael, um monge cenobita que tenta converter Thais - uma cortesã de Alexandria - ao cristianismo, embora sem muito êxito.
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Depois de Manon e Werther, Thais é a ópera mais executada de Jules Massenet, mas não pertence ao reportório 'padrão' das óperas; a personagem principal é notória pela dificuldade da interpretação (...)
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Algumas das intérpretes modernas dessa ópera são: Anna Moffo, Beverly Sills, Leontyne Price e, mais recentemente, Renée Fleming.
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Méditation de Thais, a passagem mais famosa da ópera, é executada como interlúdio entre duas cenas do segundo acto, e faz parte do reportório tradicional, sendo executada normalmente como peça de concerto, o que acontece aqui nesta apresentação em vídeo, na postagem que se oferece.
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O talento extraordinário de Massenet associado à sua enorme riqueza espiritual, desenvolveu uma harmonia deliciosa que foi adoptada pelas correntes místicas e esotéricas para construção de ambientes em actividades espíritas, onde a parte artística é marcante como elemento positivo.
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Assim, Thais é uma interpretação musical de grande preferência em sessões de interioridade anímica, onde a música suave, a música da aura e da alma dê abrigo e espaço cósmico ao recolhimento propício à meditação, e ao rolar melódico da música das esferas (...)
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De facto, os sons que saem deste violino, conseguem vibrações na alma mais empedernida que pudermos arranjar ...!
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Digo-o... por experiência própria! Há muitos anos que toco este tema, em disco de "vinyl" (...) e obtenho resultados de recuperação espiritual espantosos!




MEDITAÇÃO & PAZ


10 comentários:

Luisa disse...

É a terceira vez que aqui venho, agora para comentar, para ouvir esta música que desconhecia. É fantástica!
Ao longo deste ano e tal tenho aprendido muito consigo. Obrigada

Abraços
Luisa

Marilu disse...

Querido Cesár, te vi no blog da minha grande amiga Súeli(Fenixando), e vim conhecer teu espaço. Simplesmente fantástico, encantador, cultural, pois você faz em minúcias o resumo da história da ópera. Sou fã incondicional de música clássica, aprendi a gostar de boa música desde muito pequena, pois tive dois mestres. Se me der o prazer, vou segui-lo. Tenha uma linda semana...Beijocas (se tiver um tempinho de uma passadinha no Devaneios)

Palma disse...

Esta é das tais melodias imortais e apesar de haver várias interpretações esta é magistral.

“A música expulsa o ódio dos que vivem sem amor. Dá paz aos que não têm descanso e consola os que choram. Os que se perderam encontram novos caminhos, e os que tudo rejeitam reencontram confiança e esperança.”



Pablo Casals (n. Vendrell 1876; m. Rio Piedras, Porto Rico 1973)

Cris disse...

É bem mais que uma obra-prima, que um trecho de uma ópera...é um louvor a Deus!
Maravilhoso. Isso é música!
Lindo e lindo!

momo disse...

http://www.youtube.com/watch?v=42P5ho8ITeA

Un abrazo , es mi preferida cuando necesito ...ese algo ....

As Vozes..... disse...

Essa arte que nos pode acompanhar nos momentos mais alegres mas também nos mais tristes, é a sublime arte da M ú s i c a. As Vozes....

trepadeira disse...

Meu caro César

Sempre em busca de algo que nos delicie o espirito.
Também escolhemos para o concerto um Charpentier mas o Marc-Antoine.Não sei se não será Tetravô do outro.
Um abraço,
mário

Anónimo disse...

Porque será que o violino sendo um instrumento com agudos tão intensos nos deixa maravilhados como neste caso ?

Fabrício Santiago disse...

Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Fabrício e cheguei até vc através Zambeziana. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir meu blog Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. Estou me aprimorando, e com os comentários sinceros posso me nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs



Narroterapia:

Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.


Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.


Abraços

http://narroterapia.blogspot.com/

Keila Costa disse...

Oi César,
Obrigada por presentear-nos novamente com tão bela música, por despertar-nos para o sentir por meio da audição e da escrita cuidadosa.
Abraços, Keila