[ Vox populi vox Dei ]

2010-05-07

« 170º ANIVERSÁRIO de TCHAIKOWSKY

Pyotr Ilyich Tchaikowsky
Compositor russo
(Votkinsk, 1840 - S. Petersburgo, 1893)
Autor de Óperas, Sinfonias,
Bailados (Quebra Nozes)
e de
Concertos



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A Blogosfera será o "Grande Cósmico" ( ou Deus) e ... o Google... o seu "Profeta"! "Abri" o 'santuário' do computador com a determinação de alinhavar um texto consagrado à Família (influência positiva de um 'post' de blogue com uma linda peça de escrita e imagem sobre um casal de andorinhas construindo um ninho novo), quando esbarrei com uma cena de 'Ballet' na 'página' do Google, em pleno monitor, evocando o aniversário do nascimento de Tchaikowsky.
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Acho importante conversar um pouco sobre esta figura universal da música e, assim, vamos acompanhar a efeméride, e tentar honrar aquela insigne figura que, para uns foi anjo e... para outros, sabe-se lá... um demónio!
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Contrariando o Senhor de La Palice (ou La Palisse) vamos começar pelo fim, isto é ... pela audição da Sinfonia «Patética», a última obra deste magistral compositor (...)
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..Amém...

.[assim seja]



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Tchaikowsky representa um dos casos mais demonstrativos de que não se pode por princípio confundir o carácter pessoal de um artista com as suas qualidades profissionais.
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Um post de blogue não será o espaço ideal - para não massacrar a paciência dos leitores - para esmiuçar aspectos verdadeiramente lamentáveis da vida deste compositor genial, que foi, no mínimo uma figura de comportamento extremamente controverso (...)
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Houve, todavia, quem não alimentasse quaisquer dúvidas em relação a determinados comportamentos do músico, do que resultou para todos os efeitos a sua morte física.
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Oficialmente, estabeleceu-se que tinha morrido de cólera, a fim de se evitarem escândalos gravíssimos.
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Menos oficialmente, admitiu-se que um grupo de cavalheiros o teria convidado a suicidar-se, como forma de atenuar de algum modo as consequências gravosas dos actos - no campo de uma sexualidade inequivocamente patológica - que envolviam membros de menor idade das mais altas esferas da aristocracia russa.
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Na terminologia actual e sem rodeios, não se tratava de nada mais do que: pedofilia!
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Na realidade, sabendo-se que Tchaikowsky sempre se mostrara possuidor de uma personalidade fraca e naturalmente pusilânime, torna-se muito dificil admitir que - nesses momentos a todos os títulos trágicos ou patéticos -, tivesse mostrado coragem para o fazer (...)
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E assim, a versão mais escamoteada ao público será porventura aquela que se coaduna com a verdade, considerando-se provável que a referida comissão de cavalheiros o tenha pura e simplesmente executado.
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A Sinfonia "Patética" foi a sua última obra, estreada poucos dias antes da alegada infecção de cólera, e reflecte da forma mais pungente toda a tragédia do seu autor.
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A respeito da referida obra, Tchaikowsky escreveu uma carta ao seu irmão - também compositor, ainda que muito mais modesto e até Modesto de nome próprio... -, na qual confessava que a sua Sinfonia, a sexta, ocultava um "programa" enigmático e profundamente subjectivo: contava em suma uma história que não poderia nem deveria ser desvendada; e o compositor acrescentava nessa missiva que chorava por diversas vezes ao compor (...)
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Será importante e bom lembrar que se estava em plena Rússia Czarista!
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Ao ouvirmos a Sinfonia "Patética" - e sabendo quais as acusações e consequentes ameaças (ou mesmo condenações...) que recaíam sobre o compositor -, compreendemos melhor esse título [Patética], tal como o doloroso finalizar dessa partitura, no entanto, uma das mais geniais na história do melhor sinfonismo de sempre (...)
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O público reagiu mal à estreia, havendo quem atribua essa reacção negativa ao facto de a obra terminar com um andamento lento, tremendamente dramático e bastante contrário à tradicional espectacularidade que caracteriza o chamado finale de uma assinalável quantidade de sinfonias.
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Contudo, essa espectacularidade não é uma regra e menos poderá considerar-se obrigatória...
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Parece que, a despeito de todas as censuras próprias de um sistema policial repressivo, as pessoas já iam murmurando aos ouvidos umas das outras aquilo que se dizia sobre Tchaikowsky e das suas taras de perversidade sexual, pelo que as reacções na dita estreia só muito dificilmente poderiam ser de aplauso!
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Na segunda execução da peça, verificada já depois da morte do compositor, os aplausos já não lhe foram regateados: homenagem ao compositor genial, sem dúvida, mas também um certo desagravo, ao condenado (...)
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Depois de morto, os seus lastimáveis vícios já não poderiam constituir um perigo para nenhuma família!

(...)
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Sinto uma grande vontade de aproveitar este 'andamento'', para dissertar e criticar a maneira como a Justiça (não) está a 'resolver' os casos de pedofilia em Portugal, que se vão arrastando para um vazio que se suspeita virem a acabar em "águas de bacalhau" (perdoai o termo).
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Tal & Qual Tchaikowsky..., muitos "artistas" em cena deste "affaire" da pedofilia à portuguesa, serão ou foram reconhecidamente grandes profissionais, e tiveram mérito no contributo do seu esforço laboral para com a sociedade. Porém, não lhes indicando o caminho do suicídio, nem forjando "esquadrões da morte"..., penso que lhes ficaria bem deixarem o papel ridículo de se considerarem personagens de um país com o maior número de inocentes por metro quadrado!
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Tenham dó..., assumam os erros...
peçam desculpa e... tratem-se!
Não nos dêem... é mais música!

10 comentários:

Palma disse...

Cesar: Bom trabalho sobre o Tchaikowsky um nome grande que como muitos outros para la dos muitos admiradores que arrastou atrás de si terá tido também os que na rectaguarda geralmente esperam um trambolhão. Depois, os fraquinhos de cada um...... pertencem mesmo ... a cada um. Quem não os tem que atire o primeiro violoncelo que lhe apareça....rssss. Abraço - Palma

Luisa disse...

Gosto muito deste compositor
Boas músicas!

Abraços
Luisa

Teresa disse...

César
Excelente post. Realmente, não se deve misturar o carácter de uma pessoa com o seu desempenho profissional, ou o seu génio. Evidentemente, hoje só o lembramos como o génio musical que foi.
Passo por aqui para te dizer que tens um prémio no meu blogue. Passa por lá.
Bjs

trepadeira disse...

Olá.

O que por aqui não aprendo.
Eu a pensar que patética só a de Beethoven,surdamente dedicada a Napoleão depois de se fazer coroar como imperador.Substituindo a heróica.

Um abraço,
mário

As Vozes.... disse...

Como sempre o Cesar marca pela diferença. Dá trabalho na pesquisa mas é um excelente passar de tempo, aprendendo e dando a conhecer aos outros. As vozes....

Anónimo disse...

Boa música e bons compositores dão-nos mais tempo de vida se os os escutarmos com assiduidade. Podem crer. Tito

Aldo disse...

“A música expulsa o ódio dos que vivem sem amor. Dá paz aos que não têm descanso e consola os que choram. Os que se perderam encontram novos caminhos, e os que tudo rejeitam reencontram confiança e esperança.”



Pablo Casals (n. Vendrell 1876; m. Rio Piedras, Porto Rico 1973)

Anónimo disse...

A música é das maiores artes sem dúvida. Ela pode adaptar-se a qualquer circunstância da vida. Seja tristeza ou alegria. É pena que a vida destes grandes mestres e de outros grandes benfeitores da Humanidade vivam às vezes tão poucos anos. António

Cris disse...

Chegando do sítio e vindo ler o blog dos amigos!

Pensar que Tchaikowsky entre suas notas colocou suas lágrimas e amarguras confessadas ao irmão. Estranho saber que havia sofrimento em tanta beleza, em tanta harmonia e imponência.

Vir aqui é sempre uma viagem de conhecimentos.

beijo

Mar Arável disse...

Boa memória

Mais um serviço público