[ Vox populi vox Dei ]

2010-04-06

« CRAZY HORSE, O LÍDER da NAÇÃO SIOUX »

O Chefe Sioux Crazy Horse (Cavalo Louco)
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Tashunca-Uitco
(no dialecto Sioux)
O TOTEM
Símbolo Sagrado
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Crazy Horse e o General Americano George Custer
OS DOIS CHEFES
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'Casacos Azuis' defendem-se em Little Big Horn
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Imagens da histórica vitória Índia na batalha de Little Big Horn
(25 de Junho de 1876)
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Colosso de engenharia e escultura, sito no Dakota do Sul
em construção desde 1948
representando Tashunca-Uitco
- Crazy Horse -
"Cavalo Louco"
Obra de maior envergadura do que as conhecidas faces de políticos
esculpidas na rocha da montanha
(George Washington, etc.)
Autoria de: Korczak Ziolkowskiem (já falecido)
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Exemplar de Machado de Guerra
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CACHIMBO da PAZ

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TASHUNCA-UITCO (Ou Crazy Horse - "Cavalo Louco"). Em 1841, à volta da gruta sagrada de Bear Butte, numa grande reunião da nação Sioux, na cordilheira de Black Hills, a jovem esposa de um homem medicina (feiticeiro) da raça Oglala, deu à luz, sobre uma pedra polida do rio, um bebé de carnes estranhamente claras e de cabelos claros e encaracolados.
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Chamaram-lhe "cabelos encaracolados". O seu pai, "Cavalo Louco", não era um guerreiro, mas a sua posição de sacerdote e adivinho situava-o ao nível máximo da escala hierárquica Oglala.
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Aos onze anos, igual a outros meninos da mesma idade, "caracóis" era um perfeito caçador, cavalgava com destreza o pónei que o pai lhe havia dado e conhecia cada segredo da vida vegetal e animal das grandes planícies.
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Um par de anos mais tarde, mesmo não se tendo ainda tornado oficialmente num guerreiro, participou, ainda que com certa distância, no seu primeiro combate contra outras tribos índias.
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Conheceu em seguida os brancos e organizou com outros rapazes correrias contra as carroças dos emigrantes que, cada vez em maior número, invadiam o território Sioux.
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O primeiro e verdadeiro encontro com os soldados teve lugar no dia 17 de Agosto de 1854. Caracóis era pouco mais do que um adolescente, mas combateu como um perfeito guerreiro, aniquilando junto a outros mais de mil Sioux, o pequeno contigente, 31 homens no total, do Tenente Grattan.
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A sua vida continuou movimentada, passando por combates cada vez mais violentos com os militares americanos nortistas, conhecidos por casacos azuis (túnicas azuis). Os índios golpeavam e dispersavam-se. Era um "morde e foge" contínuo.
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Cavalo Louco, nome de guerreiro adoptado em honra de seu pai, era indómito e corajoso, era o primeiro a meter-se na peleja e o último a retirar-se do combate.
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Como filho de feiticeiro, dizia-se que tinha amuletos capazes de desviar as balas adversárias. Pouco a pouco tornou-se importante e popular até se converter no terror dos brancos e num grande Chefe da sua tribo.
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Logo se deu conta de que a simples táctica de guerrilha não permitiria nunca conseguir uma vitória definitiva sobre os odiados soldados "casacos azuis".
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Foi um dos poucos "peles vermelhas" que teve uma visão global da luta entre homens brancos e os vermelhos. Talvez fosse o único capaz de pôr em prática estratégias de combate não guiadas pela tradição, mas sim pela experiência no campo de batalha, capaz de pôr em apuros a mais de um General do Exército norte americano.

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Conseguiu demonstrar isso tudo na épica batalha de Little Big Horn, em que guerreiros bem organizados e disciplinados puderam combater eficazmente a ofensiva do homem branco, conseguindo vencê-lo.
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Aquele desfecho, foi uma das mais demolidoras derrotas do Exército Americano,com o aniquilamento de todos os soldados, incluindo o próprio líder militar do famoso 7º de Cavalaria, o invencível General George Armstrong Custer.
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Homens desta fibra, regra geral, não têm grande longevidade! Assim aconteceu a Tashunca-Uitco, ou Cavalo Louco!...
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Aos 38 anos, foi cobardemente morto à traição (...)
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Dá vontade de evocar o famoso Lusitano VIRIATO, que sofreu igual destino para travar o seu génio guerreiro e a fibra de lutador pela liberdade.






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(Imagens in: Net)

8 comentários:

Graça Pereira disse...

Ao ver estas imagens, vieram-me á memória vários filmes destas lutas
entre os indios ( os Sioux) e os caras pálidas. Filmes extraordinários que nos relatavam, para além das cenas bélicas,costumes muito interessantes dos seus usos e costumes que eu apreciava, encontrando poesia nos nomes que eles tinham: Crazy Horse, Caracóis, Pena Leve...
É justo que a figura do grande Chefe Sioux esteja ao lado ( na representação) dos grandes heróis do passado americano.
Gostei muito
Boa semana e um beijo
Graça

Teresa disse...

Está bem feita a relação entre Crazy Horse e Viriato: ambos chefes guerrilheiros, em luta pela liberdade do seu povo contra a maior potência da sua época, ambos mortos precocemente.
Bjs
(ficou zangado comigo?)

Palma disse...

Muito interessante este blog sobre gente que viveu, se sacrificou e injustamente foi considerada gente menor.
"Dentro de mim há dois cachorros: um deles é cruel e mau; o outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando. O que ganha a briga é aquele que eu alimento mais frequentemente."
Provérbio dos índios norte-americanos

\\\\\P a l m a - Louletania

~~º~~ Leonor~~º~~ disse...

Amigo cadê você, faz tempo que não nos comentamos, a vida nos junta e a vida nos separa espero que esteja tudo bem por ai.
Beijinhos de luz em seu coração.
PS:nunca devemos desistir.

Guto disse...

Olá Cesar,

você como sempre postando coisas relevantes e interessantes no seu blog. A história dessa tribo americana e de Crazy Horse é como uma vitamina de motivação e lição de persistência.

Um grande Abraço

~~º~~ Leonor~~º~~ disse...

Olá amigo estou passando para agradecer o seu comentário, em meu blog. E não se preocupe com a extensão de palavras, porque se não, não seria comentário, mas sim fugitário. Porque é uma maneira de comentar a fugir, não sei se já viu, eu quando comento nos amigos também tenho de comentar aquilo que estou a ler. Porque só assim a gente mostra que leu e se gostou, ou não, tudo na vida se deve de fazer com prazer e não forçado, até um simples comentário ou uma critica.
Abraço fraterno

Zulu Mike disse...

E depois vieram os franceses abandalhar o nome de Crazy Horse...
Podem ver em : http://www.lecrazyhorseparis.com/
Bom, aqui quem ficam mesmo loucos são os espectadores e, porque não, as espectadoras...
Enfim, quem gosta, gosta, e ao fim e ao cabo, gostamos todos, eles e elas!

Graça Pereira disse...

Passei para te desejar uma óptima semana.
Beijo
Graça