[ Vox populi vox Dei ]

2010-03-27

APPALOOSA... O CAVALO dos ÍNDIOS!

Um Appaloosa exibindo dinâmica e charme

Índio e montada: um só corpo.

Equídeo índio


Mulheres índias foram também exímias amazonas
.
Penso atrever-me a escrever algo sobre a figura do último grande chefe índio Gerónimo. Não é ainda hoje que o faço; porém, para iniciar tal responsabilidade, vou apresentar uma raça de cavalos muito íntima dos índios, ambientando-me através destes grandes cúmplices dos chamados «peles vermelhas»!
Domados ou selvagens, os cavalos palouses colonam as pradarias em galopes de liberdade ou montados pelos guerreiros indígenas que orquestravam o tropel com repetidos brados.
Não é por acaso que a imagem mundialmente se perpetuou, a da raça do Cavalo Appaloosa como a raça do cavalo dos índios!
Nas ancas, dorso e cernelha o pincel da Natureza salpicou cores diferentes, distribuiu pintas escuras sobre a pelagem básica, algumas vezes carregou mais o tom nas ancas em formato de mantas... as pelagens negra, alazã, castanha, zaina, baia, palomina, tordilha e rosilha ganharam composições como em nenhuma outra espécie cavalar.
Formada a partir dos cavalos introduzidos pelos colonizadores europeus na América, estes animais de plástica inigualável corriam soltos pela bacia do rio Colúmbia e seus afluentes onde foram capturados e domesticados pelos Nez Perce, índios guerreiros que habitavam o vale do rio Palouse. Ágeis, rústicos, velozes e resistentes, os cavalos pintados dos Nez Perce atraíam a atenção dos colonizadores, atribuindo-se aos franceses o nome que estes animais receberam, La Palouse, numa referência ao rio de mesmo nome, situado, hoje, no Estado Oregon.
Excepcionais para cavalgadas de longas distâncias e na travessia de regiões íngremes e áridas.
A técnica de selecção, adoptada há mais de cem anos, acabou garantindo a preservação das principais características destes animais, em especial a sua variada e exótica pelagem.
Apesar de a autoria de a primeira selecção da raça na América ser atribuída aos Nez Perce, acredita-se que a origem dos cavalos com a pelagem típica do moderno Cavalo Appaloosa, é ainda mais antiga. Pinturas rupestres encontradas em Espanha e nas famosas cavernas de Lascaux, na França, desenhadas 18 mil anos A.C., revelam figuras de cavalos com características semelhantes às do Cavalo Appaloosa.
Outros registos de cavalos pintados foram encontrados em pinturas chinesas datadas de 5.000 anos A.C., e em cavalos seleccionados na antiga Pérsia há 1.600 anos.
Na medida em que os colonizadores foram estabelecendo os seus ranchos e implantando a pecuária no Oeste americano, a captura de cavalos selvagens para utilização na lida transformou-se em factor de sobrevivência.
Crescia a decadência das nações indígenas; a sua reclusão em reservas a partir do início do século XX provocou a quase extinção da população equina, especialmente a destes cavalos pintados. Espalhados pelo vasto território americano, os animais sobreviventes enfrentaram, ainda, o advento da motorização agrícola e a ramificação das ferrovias.
Salvo excepções, o cavalo nos Estados Unidos foi colocado em segundo plano. Resgatado da quase extinção, o Appaloosa rompeu as fronteiras dos Estados Unidos a partir dos anos 50, estabelecendo-se em outros países e continentes, sendo seleccionado actualmente no Canadá, Venezuela, Austrália, Alemanha, Itália, Espanha, Israel e Brasil.
O Cavalo Appaloosa é um animal de sela, sendo desta forma útil nos trabalhos rurais, nos trabalhos com gado e também apresenta grande habilidade em velocidade a curtas distâncias. Animal de porte médio, expressa resistência, agilidade e tranquilidade.
Quando não está em trabalho deve conservar-se calmo, mantendo a própria força sob controle. Na posição em estaca mantém-se reunido, apoiado sobre os quatro pés, podendo partir rapidamente em qualquer direcção.
A pele despigmentada é uma característica importante para o Cavalo Appaloosa, sendo um indicativo básico e decisivo na raça.
Tem a aparência "mesclada" da área pigmentada, diferente da pele cor de rosa. Esta pele mesclada pode ser encontrada em várias partes do corpo.
Harmonioso em recta, natural, baixo. O pé é levantado livremente e recolocado de uma só vez no solo, constituindo-se no trote de campo.
Não apenas para os índios, o cavalo foi um companheiro indispensável entre os povos colonizadores dos Estados Unidos da América.
Juridicamente, qualquer acto prejudicial a um cavalo, poderia ser sumariamente julgado com a aplicação do máximo rigor consignado na Lei.
Não raro, o furto de um cavalo era punido com a pena de morte por enforcamento, muitas vezes
por iniciativa popular, fazendo-se justiça à revelia de qualquer procedimento legal.




5 comentários:

Ricardo Calmon disse...

Cães e equinos ,paixões minhas ,desde memino,além é claro,das cachoeiras das atlanticas matas ,em floresta urbana,na zona sul do Rio de JaNEIRO,MAS AQUI TAMBÉM ÁGUA ESTÁ FALTANDO AMADO AMIGO ESCRIBA!
Adorei comentário teu em post meu,um dalit me senti no Ganges,yes!

Viva La Vida!

momo disse...

Como van los virus?
me encanta esta entrada , siempre fuí una enamorada de los verdaderos habitantes de America.
te regalo una mirada india
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Luisa disse...

César,

Desconhecia este cavalo, Appaloosa, e verifico que é muito bonito e com um porte altivo!

Fascinam-me as lendas, ou não, sobre Índios.


Abraços
Luisa

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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