[ Vox populi vox Dei ]

2010-02-20

« E QUE VIVA,... A NATUREZA - MORTA »

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Josefa de Óbidos (1630-1684)
Natureza-morta com Doces e Barros
Óleo sobre tela - 1676
Biblioteca Municipal Braamcamp Freire
Santarém - Portugal

Josefa de Óbidos, Natureza-morta c/frutos e flores


1670
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Por ter sido considerado um género menor pelas Academias de Pintura, a "natureza-morta" «deu muito mais liberdade aos artistas, originando obras de grande riqueza», sublinha o comissário de uma exposição alusiva que abriu no Museu da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, onde ficará até 2 de Maio.
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Peter Cherry, responsável pelo Departamento de História de Arte e Arquitectura do Trinity College de Dublin, seleccionou 71 pinturas dos séculos XVII e XVIII para a exposição "A Natureza-Morta na Europa".
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É a primeira grande mostra internacional sobre este género realizada em Portugal, e está dividida em duas partes: uma fica até 2 de Maio e a segunda, com a produção dos séculos XIX e XX, será exibida entre 21 de Outubro de 2011 e 8 de Janeiro de 2012.
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Peter Cherry explicou que a exposição reúne "todos os grandes nomes que pintaram este tema, como Rembrandt e Goya, e também autores desconhecidos."
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O especialista em natureza-morta assinalou algumas das obras nunca exibidas ao público, e outras menos conhecidas, como o caso de telas criadas por mulheres, artistas europeias que sentiram o fascínio pela reprodução de flores e frutos.
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Entre as obras de pintoras como Clara Peters, Louise Moillon e Fede Galizia, o público poderá ver duas grandes telas de Josefa de Óbidos com naturezas-mortas representando doces e barros, onde a artista revelou o talento para este género.
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"No século XVII, a natureza-morta era vista como uma arte relativamente menor, que não dava reputação aos pintores [nem a quem expunha essas obras em casa - arte de somenos].
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Era a pintura de carácter narrativo, histórico, religioso, sobretudo com a figura humana, que dava estatuto aos artistas". explicou Peter Cherry.
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Esta temática foi já objecto de um post deste blog dedicado ao assunto em 09 de Setembro de 2009, ilustrando o texto obras impressionistas de óleos sobre telas, da autoria de Van Gogh, representando uma tela "A Bíblia", e a outra "Caveiras".
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As imagens acima reproduzidas foram seleccionadas na Internet, sendo a primeira, a que o texto faz referência, uma das telas da Exposição, da autoria da grande pintora portuguesa Josefa de Óbidos.
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O nosso interesse pela Arte, fez-nos reproduzir todo este texto, a título de divulgação/informação, publicado in: Jornal de Notícias, de 18 do corrente mês.

2 comentários:

Teresa disse...

Também gosto muito de pintura e essa exposição está na minha agenda!

Anónimo disse...

Caríssimo César,

Aprecio o que li numa resposta sua a alguém que disse para não admitir anónimos.

Pretende deixar a máxima liberdade, contando com a máxima responsabilidade do uso do direito de liberdade de expressão, no campo que é devido ao capítulo do respeito pelos outros.

Faz pouco tempo que soube que tinha um blogue, e gosto de seguir os temas que vai desenvolvendo; assim, neste post de hoje, compreendo que goste de Arte, e percebo que a notícia da Exposição mexeu consigo, no sentido de ter de mostrar algo português, pois por lá atacam com estrangeirada e assim, o César, avançou e ilustrou logo com obras da grande Josefa de Óbidos!
Gostei... melhor: Adorei!

O César sabe onde estudei?

Na «Escola Josefa de Óbidos»!!

Naqueles tempos era apenas um nome! mal saberia, que tinha sido tão Ilustre Pintora!

Obrigada pelo esforço e desempenho na sua actuação neste alfobre.

Beijinho

Mirita