[ Vox populi vox Dei ]

2009-12-28

«SAUDANDO LOULÉ..., RIMEI PARA ALEIXO !»



.ESTÁTUA de ANTÓNIO ALEIXO em LOULÉ.




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« António Aleixo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Estátua de António Aleixo em Loulé, em frente ao Bar "Calcinha", freqüentado em vida pelo Poeta
António Fernandes Aleixo
foi um poeta popular português.

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Biografia
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Considerado um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado por ter sido simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX.
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No emaranhado de uma vida recheada de pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças, na sua figura de homem humilde e simples, havia o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da
cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, guarda de polícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como emigrante foi exercido em França.
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De regresso ao seu
país natal, restabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, actividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de "poeta-cauteleiro".
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Faleceu por conta de uma
tuberculose, em 16 de Novembro de 1949, doença que tempos antes havia também vitimado uma de suas filhas.
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Estilo literário
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.Poeta possuidor de uma rara espontaneidade, de um apurado sentido filosófico e notável pela «capacidade de expressão sintética de conceitos com conteúdo de pensamento moral», António Aleixo tinha por motivos de inspiração desde as bricadeiras dirigidas aos amigos até à crítica sofrida das injustiças da vida. É notável em sua poesia a expressão concisa e original de uma "amarga filosofia, aprendida na escola impiedosa da vida".

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A sua conhecida obra poética é uma parte mínima de um vasto repertório literário. O poeta, que escrevia sempre usando a métrica mais comum na língua portuguesa (heptassílabos, em pequenas composições de quatro versos, conhecidas como "quadras" ou "trovas"), nunca teve a preocupação de registrar suas composições.
.Foi o trabalho de Joaquim de Magalhães, que se dedicou a compilar os versos que eram ditados pelo poeta no intuito de compor o primeiro volume de suas poesias (Quando Começo a Cantar), com o posterior registo do próprio poeta tendo o incentivo daquele mesmo professor, a obra de António Aleixo adquiriu algum trabalho documentado.
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Antes de Magalhães, contudo, alguns amigos do poeta lançaram folhetos avulsos com quadras por ele compostas, mais no intuito, à época, de angariar algum dinheiro que ajudasse o poeta em sua situação de miséria que com a intenção maior de permanência da obra na forma escrita.
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Estudiosos de António Aleixo ainda conjugam esforços no sentido de reunir o seu espólio, que ainda se encontra fragmentado por vários pontos do
Algarve, algum dele já localizado.
.Sabe-se também que vários cadernos seus de poesia, foram cremados como meio de defesa contra o vírus infeccioso da doença que o vitimou, sem dúvida, um «sacrifício» impensado, levado a cabo pelo desconhecimento de seus vizinhos.
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Foi esta uma perda irreparável de um património insubstituível no vasto mundo da literatura portuguesa. »
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.POEMA A ALEIXO.
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Houve um poeta, um senhor
Que eu muito admiro
A quem não deram valor
Nos tempos em que foi vivo.
Esse poeta nasceu
Na terra que foi dos Árabes
Onde o povo não esqueceu
O valor das suas frases.
O poeta morreu novo
Apenas com meia idade
Esse poeta do povo
Que nos deixou a saudade.
Ele morreu, mas continua
Vivo na nossa memória
Pois o livro que perdura
Ficará na nossa História.
Não é difícil saber
De quem falo e que me queixo
E para ter mais gosto a escrever
Vou falando do Aleixo.
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- Poema: do Autor do blog
- Texto e foto: extraídos da Wikipédia
NOTA:
- Clique nos links verdes: a Enciclopédia enriquece
o conhecimento, e foi o objectivo da transcrição.

13 comentários:

César Ramos disse...

Os melhores comentários, são 'trovas'
de
António Aleixo:


O mundo só pode ser
Melhor do que até aqui,
- Quando consigas fazer
Mais p'los outros que por ti!

*

Para não fazeres ofensas
E teres dias felizes,
Não digas tudo o que pensas,
Mas pensa tudo o que dizes.

*

És parvo, mas distinto,
Só vês bem o que tens perto;
Não compreendes que te minto
Quando te trato por esperto?

*

Só a Arte tem o poder
De a todos nós transmitir
O que todos podem ver,
Mas poucos sabem sentir.


(António Aleixo)

Anónimo disse...

Ó César agora andas
Muito pr'ó intelectual
Não achas que tanta prosa
Já começ'à cheirar mal?

Luisa Moreira disse...

César,

Um anónimo, é um cobarde.
Não esmoreça, porque escreve para quem gosta de o ler.

Abraços
Luisa

Paos Dias Aguiar (motorista) disse...

Ah... Ah... Ah...
Um anónimo é um cobarde...
Gostei!!!
Pois é, posso assinar com o nome de Luis Moreira, por exemplo... ou Nero Ramos.
No fundo, vai tudo dar ao mesmo.
Somos todos anónimos, porque podemos sempre assinar como quisermos, PERCEBEU, dona Luisa(???) Moreira (???)?

Passos Dias Aguiar disse...

Caramba,no "post" anterior falharam-me os dedos no teclado, quando assinei. É Passos Dias Aguiar

César Ramos disse...

Os "Anónimos" têm sorte comigo, porque nem os apago.
Ficam a fazer 'sombras chinesas' sózinhos, "seculo seculorum"!

Olhai, vulto sem rosto:

- Se não estiver bem, mude-se!

Há mais blogs na terra; e na blogosfera,
nem se fala!

César

César Ramos disse...

Passos Dias Aguiar,

Não se preocupe com as derrapagens dos dedos no teclado, porque o efeito dá no mesmo!... Passos ou Paos, no fundo, é uma incógnita sem interesse...numa equação anónima!
São mascarilhas diferentes!

Quanto a ser 'motorista', é que recomendaria que não ingerisse álcool ao volante...

César

José disse...

Passas os dias a guiar
tens que estar atento
porque te podes despistar
e ter algum acidente

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Não sou esperto nem bruto
nem bem nem mal educado
sou simplesmento o produto
do meio em que fui criado

Sei que parece um ladrão
mas há muitos que eu conhece
que sem parecer o que são
são aquilo que eu parece

acho que ficam estes dois versos
do António Aleixo aqui e agora

um abraço
José

Passos Dias Aguiar disse...

Olha meu caro José,
Eu sei que tu estás comigo.
Quando estiver no "boguinhas"
Tenho cuidado c'o pé
P'ra não perder um amigo.

Luisa Moreira disse...

Um poema, muito bonito! Espero continuar a lê-lo, em 2010.


Abraços
Luisa

Teresa disse...

César
Cá vim ver o seu post sobre o Aleixo. Está uma bela homenagem. Eu, confesso, adoro poesia mas não tenho jeitinho nenhum para a fazer.

(Publica comentários anónimos? Eu, geralmente, não)

César Ramos disse...

Teresa,

Fiquei contente por ter correspondido ao meu pedido. Veio logo!
Obrigado por isso, e agradecido pela gentileza de ter sido benevolente com a minha pobre veia poética.

Quanto aos anónimos, é uma guerra que tenho suportado. No início, deixei-lhes a máxima liberdade, pensando que era respeitado com responsabilidade.

Abomino anonimatos, mas há quem não consiga participar de outra forma!

Assim, tendo-os já impedido... voltei a deixá-los poisar!

Quando a guerra, ou a ofensa é contra mim, sou superior a isso e ignoro-os. Todavia, no m/post sobre "Carnaval... Entrudo & Foliões", uma senhora (brasileira) que é m/seguidora - Silvana Nunes -
colocou lá uma questão - se o Carnaval em Portugal era celebrado na mesma data que no Brasil -, e um anónimo entrou de 'serviço' com 3 intervenções que considerei ofensivas à senhora.

Tratando-se de uma 'visita' à minha 'saleta', fui obrigado a fazer o que nunca fiz: Censurei os textos... anulando-os!!
Voltou a seguir, sempre anónimo, reclamar que o administrador do blog não gosta de brincadeiras de Carnaval.

Pois do que eu não gosto, é de faltas de educação (...)

Vou ter de saber como filtrar anónimos inconvenientes, sem prejudicar os que não têm 'ferramentas' para poder partilhar,
sem ser c/o anonimato.

Afinal, ainda há dias fiz um ano de blogger e tenho muito para apreender nesta técnica de publicar!

Muito, é favor! Tenho TUDO para aprender!

Cumprimentos

César Ramos

Palma disse...

No passado dia 18 do corrente mês completaram-se 111 anos sobre o nascimento desse grande poeta popular António Aleixo. Nunca é demais recordar a sua obra. Apesar de quase analfabeto Aleixo não foi um poeta qualquer. Aleixo era uma fonte que jorrou poesia anos a fio tendo-se perdido grande parte dela já que nesse tempo essas máquinas fantásticas que se chamam gravadores não existiam. Abraço e bom domingo. Palma _ Louletania