[ Vox populi vox Dei ]

2009-12-21

«PLANTEI UMA ÁRVORE NO INVERNO»





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SOLSTÍCIO de INVERNO
21 de Dezembro de 2009
...não é época de plantação nem de enxertias...
...é a altura das Árvores de Natal enfeitadas e luminosas...
...concentrados nelas,... o mundo esquece a floresta....
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PORÉM
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HOJE... E AQUI..., NASCEU UMA ÁRVORE SEM NOME E BAPTIZO-A
.DE
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« N O V I D A D E »
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Ó minha árvore
Minha amada
Como eu te admiro
Com fruto
Ou desfolhada
Na serra
Ou na calçada
No jardim
Ou na estrada!
Em toda a parte
Tu és bela
E desejada.
Sim,
És tu que me me dás
O oxigénio que eu respiro.
És tu que me dás
O fruto que alimenta a vida.
És tu que respiras o veneno
E em troca me dás
O valor da tua pureza
E sofres a poluição
E o incêndio
Da maldade, da Avareza.
Ó minha árvore querida
Como é grande
a tua riqueza
De amor pela nossa vida!
E o Homem é insensível
E prefere o cifrão
E viver no cimento
Em vez de amar-te
E apreciar-te
Como devia
Com amor
Que é o mais belo sentimento!
Ó minha querida árvore
Ó Deusa da Natureza
E da magia
Na tua imensa beleza
Está o olhar
Dos nossos olhos
Irradiados de luz e alegria!
.N.B.
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"A Poesia e o pão devem ser para toda a gente"
PABLO NERUDA

8 comentários:

Luisa Moreira disse...

César,

O poema, é lindíssimo, obrigada, por nos trazer boa Poesia.

Já plantou, uma árvore, tem filhos, só lhe falta escrever um livro.

Abraços

Luisa

José disse...

Ó amigo César,
Você além de escrever bem, de saber quase tudo sobre o mundo,tem o dom de fazer emudecer os meus olhos, com muitos dos seu posts, e quando comenta em meu blog.À dias estava comentando no blog do Ricardo Colman sobre o Fernando Pessoa e no seu blog estava também um post sobre Pessoa,e o Ricardo gosta muito de Pessoa e eu disse para ele passar por aqui, ele disse logo, se e teu amigo é meu também, e veio logo seguir o blog.
Pois é amigo César quando eu aprender a escrever bem virei comentar em todos os seus posts.

Desejo que tenha um Natal feliz
junto da sua familia.
E que o Ano Novo lhe traga tudo aquilo que mais desejar.

Bem haja,

um grande abraço,
José

Ricardo Calmon disse...

Olá Meu Bom e Jovem César,amei arvore tua,"Novidade" em sintonia plena com meu post último,feliz fico em te seguir,antecipadamente,ao José agradeço apresentação e referencia sua!

Tô feliz si e claro que mui papo rolará acerca de Pessoa,O Fernando ícone meu em poesias!

te abraço!

Viva Vida!

Palma disse...

Belo poema. Um Bom Natal para o Cesar e seus visitantes. Palma

José disse...

Eu árvore

Nasci no chão moreno dum país
na hora em que amanhã era alvorada
aos poucos fui crescendo e fui raiz
e tronco na planura da chapada

Na arvore que fui e em que me fiz
fui flor, e fui rebento, e fui ramada
e fruta que afundou sua matriz
na vida onde fui tudo; onde fui nada

Fui verde como a esperança deste mundo
fui sombra neste chão onde me afundo;
fui lenha que acendeu tanta fogueira

E agora ao arrebol da tarde finda
no ciclo terminal falta-me ainda
ser folha que apodrece na poeira

João Batista Coelho

O João tem 81 anos e é colaborador
do Jornal Poetas & trovadores, aonde eu publico alguns dos meus poemas também.
E é um grande poeta tem centenas de premios ganhos em concursos de poesia.

César desculpo lá estar a fazer publcidade ao João, mas eu gosto tanto deste poema que não resisti
em plantar mais esta árvore no seu canteiro.

O resto dum bom Natal
um grande abraço
José

César Ramos disse...

Luísa Moreira,

Não é falta de vontade, mas numa época em que os livros aparecem como cogumelos devido ao sensacionalismo, não deveria haver editora que se dignasse folheá-lo!

Obrigado pelo desafio... a ver vamos!

Abraços
César

César Ramos disse...

José,

Obrigado pelos seus excessivos elogios,... e obrigado por me ter apresentado a Ricardo Colman!

Permita-me dizer-lhe que só encontro falta, na ausência dos seus comentários! nunca em qualquer falha de redacção.

Escreva-me sempre! nunca hesite! a sua opinião é importante para mim!

Agradeço-lhe o Soneto "Eu Árvore" de João Batista Coelho.
Recebi de si este Poema..., como um grande presente de Natal.

Contém uma grande lição da Vida!

Obrigado por esta sua plantação no 'meu' canteiro [Alfobre]!

"Meu"..., que gostaria que fosse de todos!Assim mesmo... como o José fez(...)

Este poeta João Coelho é mais do que 'árvore'
Ele é uma floresta de sentimento e poesia!

(...) o último terceto, lembra-nos a realidade da vida: "somos folhas que iremos (todos) apodrecer no pó"!

É a 'aplicação' da Lei do químico Lavoisier:
[na natureza nada se cria nada se perde tudo se transforma]

Um abraço amigo,
Continuação de Boas Festas e
boa saúde!

César

César Ramos disse...

Amigo Palma,

Agradeço e retribuo os seus votos de um Bom Natal, bem como a assiduidade com que comenta neste espaço.

Lembro-me das suas palavras - que gostei imenso - da primeira vez que aqui deixou um comentário registado!

Por ora, ainda vou tendo memória de elefante... e, se por vezes estou em falta, é por manifesta
incompatibilidade com a boa gestão do "meu" tempo!

Não sei se já lhe disse: pareço um 'boémio' que só escreve de noite...! Mas não o sou!
Tenho a meu cargo a m/mãe(já não deve viver sózinha e eu não a quero num Lar) com problemas de dependência física e já quase que psicológica, e absorve-me as atenções durante o dia despistando-me por vezes..., não dando a devida atenção a quem de direito.

É uma missão que tenho... preciso de me aguentar, caso contrário... temo pelo futuro dela!
Não é o caso do 'filhinho da mamã'... já fui assim com o meu falecido sogro!

Vou ao seu blog muitas vezes e são mais que muitas, as vezes que gostava de escrever lá! Vou passar a estar mais 'au point', tanto mais que já escrevi um dia nas Vozes que vesti a camisola louletana!

Tudo de Bom para si e Família!
Um abraço solidário
do
César Ramos