[ Vox populi vox Dei ]

2009-12-17

ALGO DE PODRE CHEIRA NO REINO DA DINAMARCA?

.«Dinamarca!... país de Castelos, Reis e Príncipes. A Terra mágica... dos "sonhos arianos..." ! »
.<.
.= O PLANETA... SAFA-SE SEMPRE...!! =
. .(...) estaremos... em 'boas mãos'...!? (...)

.Ministra do Ambiente, Connie Hedegaard.


. "POLÍCIA DINAMARQUESA...! HERANÇA... 'VIKING' ?"





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Connie Hedegaard demitiu-se da Presidência da Cimeira de Copenhaga
16.12.2009
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O Primeiro-Ministro dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen, assumiu hoje a presidência da conferência climática das Nações Unidas de Copenhaga (7 a 18 de Dezembro), substituindo a Ministra do Ambiente Connie Hedegaard.

.Esta alteração, classificada com técnica pela organização dinamarquesa, foi anunciada durante a sessão plenária por Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção da ONU sobre Alterações Climáticas.
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“Com tantos chefes de Estado e de Governo a chegar, é apropriado que seja o primeiro-ministro da Dinamarca a presidir”, justificou Hedegaard na sessão onde estavam representadas 193 nações.“Contudo, o primeiro-ministro nomeou-me como sua representante especial e, assim, vou continuar a negociar... com os meus colegas”, acrescentou, sublinhando que esta alteração é meramente processual.
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Hedegaard, apontada para o novo cargo de comissária europeia para o Clima, tem sido criticada várias vezes pela forma como presidia os trabalhos, sendo as vozes mais críticas as dos países em desenvolvimento, que a acusam de favorecer os países ricos nas negociações. Estes denunciam, nomeadamente, uma “falta de transparência” por ter organizado, no fim-de-semana passado, reuniões ministeriais restritas numa altura em que a maioria dos ministros ainda não tinha chegado a Copenhaga.
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Esta manhã, o embaixador francês para o clima, Brice Lalonde, lamentava a diferença entre o “desejo da presidente em avançar e o ritmo muito formal da ONU”.
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Aberta com grandes ambições, a cimeira de Copenhaga pode não chegar a nenhum acordo, ou pior, a um acordo sem futuro. Por seu lado, os cépticos do clima contestam o próprio tema da conferência.
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Revista de imprensa.

.Num gesto sem precedentes, e por iniciativa do The Guardian, “56 jornais de 45 países deram o passo inédito de falar a uma só voz através de um editorial comum".
"Fazemo-lo porque a humanidade enfrenta uma terrível emergência”, explica o texto.
“Os políticos em Copenhaga têm o poder de moldar a opinião da História sobre esta geração.”
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Mas nada é menos certo do que um acordo global sobre a redução das emissões de CO2 entre os 192 países representados. E neste caso, previne o cientista James Hansen no The Guardian, o resultado seria tão imperfeito que seria preferível recomeçar do zero.
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"Se terminarmos com algo parecido com Quioto, as pessoas vão passar anos a tentarem perceber o que significa". Para o director do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA, o aquecimento global é como o nazismo ou a escravidão: "é o tipo de questão sobre a qual não pode haver compromissos".
.Vislumbram-se dois cenários possíveis, prevê o Polityka. O cenário negro, desenvolvido pelo norte-americano Bruce Bueno de Mesquita, em The Predictioneer's Game, baseia-se na teoria dos jogos, temendo que os países procurem apenas o seu próprio interesse e sejam cada vez menos propensos a procurar um acordo.
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O outro cenário, traçado pela galardoada do Prémio Nobel da Economia, Elinor Ostrom, num relatório para o Banco Mundial, aposta em iniciativas locais e na cooperação entre cidades e regiões do mundo para combinar elevados níveis de vida, protecção do ambiente e fracas emissões de CO2.

.Inventar um polícia mundial do clima

.De qualquer modo, será sempre difícil de fazer aplicar qualquer acordo. Como observa o cronista sueco Martin Ådahl, na Fokus, o Protocolo de Quioto, mais vinculativo que o texto em debate em Copenhaga, "não é aplicado pelos signatários". Por exemplo, "o Canadá, que se tinha comprometido em diminuir 6% das emissões até 2012 aumentou-as em 28%”.
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"Quais são as sanções para os países que não respeitam os seus objectivos de redução?", interroga-se o Libération.
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"É necessário inventar um polícia mundial do clima", encarregado de controlar os compromissos assumidos.
.O problema, nota o diário francês, consiste em criar a “superestrutura” mais relevante para esta missão.
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"Empresas privadas? Instituições da ONU? Os anglo-saxões militam para que seja o Banco Mundial a fazê-lo. Outros querem designar o Fundo Mundial para o Ambiente".
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"Podia ser criado um ICF – Internacional Carbon Fund (fundo internacional de emissões de carbono)”, responde Martin Ådahl, na Fokus. Tal instituição, baseada no modelo de Bretton Woods para a economia, teria por missão "verificar as emissões, supervisionar os mercados regionais e estabelecer um sistema de sanções, modelados segundo as regras de mercado livre da Organização Mundial do Comércio".
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Em qualquer caso, declara o jornalista sueco, "é necessário afastar os diplomatas e envolver os economistas. Os diplomatas reflectem apenas nas vírgulas e adjectivos, fazem muito poucos diagramas e curvas. Deixem os políticos fixar os limites e os economistas fazerem o trabalho."

.Críticas sobre a noção de aquecimento climático
.Às dúvidas sobre o que a cimeira de Copenhaga pode alterar, acrescenta-se uma crítica crescente sobre a própria noção de aquecimento climático. Na Holanda, o escritor Leon de Winter espraia-se longamente, no NRC Handelsblad, na denúncia do “pensamento messiânico segundo o qual a humanidade deve ser protegida contra ela própria".
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"Desde 1998 que a temperatura do planeta deixou de aumentar", argumenta De Winter, utilizando dados criticados pela maior parte dos cientistas.
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"Antes de nos comprometermos na restrição da livre circulação de pessoas e mercadorias de forma drástica, devemos dar ouvidos à sensatez da história [...] mas essa sensatez parece ameaçar pessoas e organizações [...] que têm interesse em que o Climategate seja minimizado", considera, numa referência à controvérsia sobre emails que demonstram que uma equipa de cientistas sonegou deliberadamente dados que contradizem a tese do aquecimento.
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Em vez de se focarem no CO2, Leon de Winter aconselha a interessarem-se por “outros gases com efeitos de estufa [...], o efeito regulador das nuvens [...], as manchas solares, as correntes oceânicas e as variações do eixo planetário.
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Por outras palavras: um conjunto de factores extremamente complexos, quase impossíveis de captar num modelo informático".

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Uma ideia apoiada pelo céptico do clima, o dinamarquês Bjorn Lomborg. A ideia de reduzir as emissões de CO2 através da instauração de impostos sobre o carbono é como“atrelar um cavalo a uma autocaravana“, escreve o perito em Estatística no Hospodářské Noviny.
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Valia mais, na sua opinião, investir na investigação das energias alternativas. Os verdadeiros desafios de Copenhaga seriam então:
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“a) encontrar os meios para deslocar a energia das regiões onde as radiações solares são mais intensas e ventos sopram mais fortes para as regiões onde vivem mais pessoas,
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b) inventar um sistema de armazenamento, para que o mundo tenha energia mesmo quando o sol não brilha e o vento não sopra.”
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Amadeu Garcia, um leitor do Jornal Destak, publicou uma carta do seguinte teor:
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- «Ouvi uma jornalista dizer uma frase que me causou alguma estranheza. Todavia, concluo que é uma ideia muito proliferada e, como tal, como na tropa, já adquiriu posto de "verdade". Dizia o jornalista, em jeito de conclusão de uma notícia sobre alterações climáticas, que a Terra está em perigo, que urge pois salvá-la. (...)
A frase demonstra bem a forma como grande parte da Humanidade ainda vê o seu lugar na terra. O ser humano acha-se tão importante e tão central ao ponto de pôr em risco a existência do Planeta! Apesar do que já avançou no conhecimento sobre funcionamento da Terra como sistema, insiste em esquecer-se de que é mais um dos seus habitantes. Importante, sem dúvida, mas uma peça da engrenagem. A Terra é muitíssimo mais velha do que o Homem ou qualquer outra forma de vida e tem sobrevivido para retomar a Vida.
O erro do jornalista e consequentemente de todos nós é pensarmos que a Terra está em perigo, quando é a nossa existência e em última análise a Vida que corre esse risco. A Terra essa tem outra agenda. Talvez uma mudança de perspectiva e um pouco mais de humildade ajude o Homem a tomar as decisões correctas. Mais não seja virar os canhões para si próprio.»
.Um raciocínio digno de registo e de reflexão. Entretanto, o mundo e os ambientalistas ficam animados com a presença de Barack Obama no último dia de Copenhaga.
Contam com a influência útil na possibilidade de três desfechos possíveis para a Cimeira de Copenhaga, que passam pela falta de entendimento total; o acordo fraco e sem obrigatoriedade; ou o consenso ambicioso e vinculativo!
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Há que afastar a ideia de fracasso e acredita-se que a presença de Obama no último dia é um bom presságio! Sobretudo para as nações mais frágeis, as africanas, que estão a perder terreno sobre o conseguido da assinatura de Quioto em 1997.
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Argumentou-se que parece claro que a presidência dinamarquesa estará a privilegiar os interesses dos mais ricos...!
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Parece-me que se estão a ter demasiadas expectativas no Presidente dos Estados Unidos da América! Acho que se está a exigir demasiado da pessoa daquele político. É a eterna e constante má sina do messianismo de que alguém terá de pensar e fazer as coisas por nós!
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Alguma esperança o Homem da Casa Branca [NOBEL da PAZ] traga aos manifestantes
da cidade de Copenhaga:
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- Pode ser que nesse dia..., a Polícia [Viking]
Dinamarquesa,...
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não bata tanto... no "ceguinho"...!!
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Fontes consultadas:
- 'Público'; 'El País'; 'Destak'.
- Imagens: El País e Internet.

5 comentários:

dRAMOs disse...

acho que já é tarde de mais.
o truque é não nos surpreendermos com as alterações radicais que virão. A única preocupação são os desastres naturais que serão cada vez em maior escala...
Também me irrita apontarem o dedo aos politicos, tipo bode "respiratório" - como dizia o outro, quando 60% das acções deveriam começar primeiro entre nós, o zé povinho, entre as empresas...

Luisa Moreira disse...

César,
Pelo que tenho ouvido e lido, há poucas esperanças que a Cimeira acabe com resultados muito positivos.

A ignorância, polui demasiadamente o ambiente, caso contrário cada um de nós já teria mais consciência, e por certo agiríamos de outra forma. A nossa obrigação, é educarmos os outros com os nossos actos.

Sejamos civilizados, para que o futuro, não nos traga mais desgraças ambientais.

Não existe uma Lei, poluidor, pagador? Estará em vigor?

Abraços

Luisa

Mandachuva disse...

Recomendo a leitura de mitos-climaticos.blogspot.com

César Ramos disse...

Agradeço a presença de «Mandachuva»,
provável "descendente" da 'Árvore Genealógica'
do
Borda D'Água!

Obrigado pelo link recomendado!

O seu conteúdo, é da máxima importância!

Vou repeti-lo:

mitos-climaticos.blogspot.com

Seja sempre
Bem-vindo!

César Ramos disse...

Luísa Moreira,

Se existir uma Lei, poluidor, pagador, e não se actua perante os prevaricadores... então as manifestações contestatárias da Cimeira fazem ainda mais sentido!
Aquilo será uma farsa! Tapar olhos com uma peneira, mas de malhas muito largas ...

Abraço
César