[ Vox populi vox Dei ]

2009-11-29

«TÁXI o "MATATEU" v/s "MATATEU" de BELÉM»











.["MATATEU", antigo jogador «mito» do Clube de Futebol os 'Belenenses', é 'nome' que dispensa apresentações: um dos maiores ícones do Belenenses, um dos maiores jogadores portugueses, europeus e mundiais de todos os tempos! Matateu baptizou com o seu "cognome", um automóvel que, pelas suas características de resistência, foi seleccionado pelos Industriais de Táxis como preferido para o" Serviço de Praça" - o famoso Mercedes 170 D.
Diz já a lenda que era por ter sido um dos primeiros a possuir tal viatura,... pela cor da sua pele, força física ou, ainda que era pela sua configuração física, um pouco corcunda, sendo que a primeira é a mais realista e lógica!
Afinal de contas assim são as lendas, algo vagas,... algo misteriosas!
Assim é, MATATEU!... (LUCAS SEBASTiÃO DA FONSECA)
uma LENDA!!]
. « A HISTÓRIA de MATATEU »

.O maior goleador moçambicano de todos os tempos!
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– Bola para Matateu e... golo! Gôooolo de Matateu!!!Quantas vezes os altifalantes dos rádio-receptores lançaram aos ares frases como esta? Não têm conta...
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À força de se repetir e de tanto os adeptos do futebol falarem dele – os adversários com certo temor e os partidários com entusiástica admiração – o nome de Matateu tornou-se o mais popular de todos as desportistas portugueses. Até no estrangeiro. Doa isso aos de maior classe.Pela sua forma endiabrada de rematar, seja até pelo tom de pele, Matateu é, se não estamos em erro, o nome mais citado pela crítica estrangeira, cada vez que está em causa falar do cartaz do futebol luso.
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A história deste rapaz, que infelizmente tão tarde surgiu no futebol metropolitano (tinha 24 anos quando se estreou no Belenenses) tem sido contada em vários artigos e entrevistas. Mas nunca tão completamente, cremos, como o vamos fazer em "Crónica Desportiva".
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Porquê? Talvez porque Matateu normalmente é pouco loquaz. Obrigá-lo a falar durante duas horas seguidas para um jornal é bater um recorde.Isso aconteceu realmente porque soubemos escolher o momento azado. Um domingo de manhã, um domingo sem futebol. O remanso do lar, numa saleta decorada à belenenses, ou seja o tom azul a predominar, fotos desportivas e galhardetes a guarnecerem as paredes. Dois "maples" confortáveis – e eis "Matateu" positivamente rendido à curiosidade do repórter...
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E foi assim...
"MATATEU" – ALCUNHA DE PEQUENINO QUE NÃO SABE EXPLICAR
"Matateu" – porquê?
O que significa "Matateu", se o verdadeiro nome dele é Lucas Sebastião da Fonseca?
Ele próprio não sabe explicar. Desde pequeno que lhe chamam assim, desconhecendo não só a origem como a própria significação da palavra.
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Há tempo relacionou a palavra landim Tateu, que quer dizer crosta ao facto de em garoto arrancar a crosta das feridas, quando se magoava...Por outro lado, o apelido do pai era Matambo...De uma maneira ou doutra, o certo é que o seu "nome de guerra" vingou e ajuda a popularizá-lo!
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Falámos do "Matateu"- garoto. Como seria? Ora, como tantos petizes da sua terra – o bairro Alto Mahé – rebelde na escola, adorando jogar na estrada, nos terrenos baldios, e longe das vistas da polícia...
O pai era tipógrafo em Lourenço Marques – longe de sonhar, ao trabalhar com os caracteres de imprensa, os rios de tinta que o seu filho viria obrigar a correr, nos jornais da Metrópole...
Lucas Matambo faleceu quando o nosso biografado contava dezasseis anos. Mas antes desse infausto acontecimento, já "Matateu" seguia as pisadas do seu irmão mais velho, Alberto, que alinhava no clube "João Albisini» e noutros – Tinha 14 anos quando enverguei o primeiro equipamento de futebol.
Era... "à Sporting" – verde e branco às riscas!– De que clube se tratava?– João Albisini. Foi o meu tio Eugénio de Carvalho que me levou para lá. E o treinador era... o pai do Coluna! – Do Coluna, do Benfica? Foram colegas de equipa? – Não. Ele era "miúdo" nessa altura, pois temos uns sete anos de diferença. Terá sido colega mas do meu irmão Vicente, pois são mais ou menos da mesma idade.
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DEPOIS DA CAMISOLA "À SPORTING" – OUTRA "À BENFICA"!...
– Até aos 20 anos joguei no "João Albassini", sempre nos lugares da linha "avançada" – continuou "Matateu".
– Depois ingressei no "1º de Maio".E acrescentou, a sorrir;– Camisola "à Benfica"!...– Qual a razão da transferência?– Foi Ervin Brás, um "doente" do "1.º de Maio" que me levou para lá. O clube arranjou-me emprego de serralheiro de construção civil, nas "Obras Públicas".
– Recorda-se da estreia?
– Sim; foi contra o Ferroviário. Empatámos 2-2, e eu marquei um golo, depois de driblar alguns adversários.
E acrescentou:
– O guarda-redes do Ferroviário era então Hélder Moura, que há pouco passou as férias em Lisboa, e que era o melhor guardião de Lourenço Marques.
"Matateu" referiu-nos depois que costumava treinar-se depois de sair do emprego, e que o seu treinador no 1.º de Maio era Mário Galvão, antigo jogador do Benfica e do Sporting.
O nosso biografado jogou pela primeira vez contra o Benfica, em 1950, alinhando Pela selecção dos Naturais de Lourenço Marques, que venceram os "encarnados" por 3-1 – marcando Matateu o terceiro tento...
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PRIMEIRO CLUBE A CONVIDAR «MATATEU»: F. C. PORTO!
– Foi o Belenenses o primeiro clube a convidá-lo a vir para a Metrópole? – inquirimos a certa altura.
– Não! O primeiro foi o F.C. Porto, ou alguém em seu nome. Oferecia-me 60 contos – recebendo lá 30 e o restante no Porto.
– Não aceitou porquê?– Minha mãe aconselhava-me a não aceitar. Que podia não agradar e ficar cá ao abandono, que o Porto ficava muito longe de Lisboa...
.Sorrindo, disse-nos ainda:
– Várias pessoas se ofereceram para tratar do meu ingresso num clube grande. Muitas palavras, mas nada de factos concretos... E em geral pretendiam 50% no "negócio"...
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MATATEU JÁ FOI JOGADOR-TREINADOR!
Matateu prossegue:
– O administrador de Manjacaze, Dr. Megre Pires, convidou-me um dia a ir para aquela terra, para jogar e treinar o clube local.
- Aceitou?
- Sim. Pagavam-me mil escudos por mês e emprego na Administração.
- E que tal se deu como treinador?Um sorriso aberto e a resposta:
- Ganhámos o campeonato… Mas não nos deram a taça!A seguir relatou:
- Foi nessa altura que o antigo “internacional” do Belenenses, João me viu jogar e me convidou a ir para o antigo clube!
- Então, sim, aceitou…
- Decerto para isso estava eu! Mas João Belo trabalhava no mato e não podia tratar disso. No entanto, creio que foi ele que pediu licença ao Administrador de Manjacaze para me dispensar e me recomendou ao Sr. Cardoso, grande belenense de Lourenço Marques, que então tratou de tudo!
- Quanto recebeu de “luvas”, “Matateu”?
- 30 contos!
E pensar que hoje se pagam centenas de contos pela “carta” de jogadores com metade da eficácia dum “Matateu”…
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A HISTÓRIA DO INGRESSO DE "MATATEU" NO BELENENSES
A nosso pedido, "Matateu" pormenorizou a sua vinda para a Metrópole:
- Tinha passagem marcada no barco, mas à última da hora recebi um telegrama com ordem de apanhar o primeiro avião. Assim fiz…Com uma careta, a relembrar esse passo custoso da sua vida, "Matateu" confessou:
- Nunca tinha "voado". Foi uma viagem tormentosa. Chuva, relâmpagos e três dias de viagem. Julgava ficar no caminho e apenas me consolava a ideia de que se "aquilo" caísse, minha mãe receberia um bom "seguro"…
E depois:
- Cheguei a Lisboa no dia 4 de Setembro de 1951, numa terça-feira, salvo erro, pelo meio-dia. O Sr. Vocandeus, chefe de secretaria do Belenenses, estava à minha espera, no aeroporto. Assim que dei com os olhos nele, tive um pressentimento e pensei: deve ser aquele.
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Prosseguiu:
- Depois de se apresentar, o Sr. Vacondeus meteu-me num automóvel, direitos à Delegação. Estava lá o Feliciano, ao tempo gerente do restaurante. Almocei com ele, mais outro colega desse tempo, Martins, que ficou sendo meu companheiro de pensão.
“Matateu”, levemente emocionado com esta evocação do tempo em que não tinha a certeza se triunfaria, se fracassaria, continuou:
- Depois do almoço, o Sr. Vacondeus levou-me ao café Restauração, onde me apresentou ao Sr. Mega, ao tempo presidente do Belenenses. Só no dia seguinte visitei as Salésias, pela primeira vez. Augusto Silva era o treinador – e durante quase duas semanas andei a "sonhar" com o dia da estreia.
- Preocupado?
- Não. Sempre pensei que a sorte me protegeria.
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ESTREIA CONTRA O F.C. PORTO – E A CONSAGRAÇÃO CONTRA O SPORTING
"Matateu" estreou-se no Belenenses no dia 16 de Setembro de 1951 – doze dias após a sua chegada a Lisboa.
- Foi contra o Porto, num jogo a contar para um torneio de abertura de época. O resultado foi um empate.
- Marcou algum golo?
– Não. Mas foi como se o fizesse. Em dada altura driblei tudo, rematei, Barrigana não foi capaz de parar a bola, e André fez a recarga!
– Depois, contra o Sporting foi a consagração...
– Sim. Sócios do Belenenses entraram pelo campo e levaram-me em ombros! Nem sabia que fazer à vida.
Evoquemos: Sporting, então campeão, foi batido por 1-3 e Matateu marcou dois golos soberbos, que puseram os adeptos do Belenenses ao rubro do entusiasmo...– Estava "lançado"! – foi o comentário final de "Matateu".
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AS PRIMEIRAS CHAMADAS À SELECÇÃO
Torna-se desnecessário evocar, passo a passo, a carreira fulgurante de Lucas da Fonseca.Basta que se refira os factos mais salientes:
– A primeira chamada à Selecção foi quando fomos a Paris, perder por 3-0 com a França. Não, não joguei. Fiquei de fora mas ia convencido que jogaria.
– E a estreia?
– Foi contra a Áustria, no Porto. Bom resultado: 1 – 1. Depois com a Argentina. Depois... bem já lá vão várias "internacionalizações".
– E quantos golos?
– Sete… mas parece que um não me foi atribuído, por a bola ter batido no pé de um adversário, no jogo com a Turquia.
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Nessa altura, a esposa que seguia o desenrolar da entrevista, lembrou que já no último campeonato nacional, alguns jornais deixaram de atribuir golos legítimos ao marido, o que lhe fez perder a "Bola de Prata". Mas "Matateu" disse:
– Deixá-lo! Foi para o Arsénio e está muito bem entregue. De qualquer modo, tencionava ceder-lha, se empatássemos, pois já tenho uma "bola de prata"...
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HOUVE UM CLUBE GRANDE QUE SE PROPÔS HÁ ANOS CONTRATAR MATATEU POR 600 CONTOS!
Fizemos então a pergunta que há muito nos ocorrera:Quais foram os clubes que o convidaram a transferir-se do Belenenses?
– Há um que não posso dizer, pois garanti guardar segredo. Foi um dos grandes e informou-me que o seu clube estava na disposição de gastar 600 contos.
- E a sua resposta qual foi?
- Falei a um director do Belenenses, que me disse estar eu a brincar. Entretanto começou a época e não insisti.
- E do estrangeiro, houve também umas sondagens, não é verdade?
Sim, do Reims, quando disputávamos a “Taça Latina” e Portuguesa de Santos, no Brasil.
- Condições?
- No Reims não se falou em dinheiro. Quanto à Portuguesa de Santos, a base era eu receber 30 contos por mês…E acrescentou, num comentário risonho:
- Promessas bonitas mas… o Belenenses não me dispensa e ainda bem. Onde poderia estar melhor?
PREFERE SER INTERIOR…
- Matateu: quantas épocas ainda pensa jogar?
- Não faço ideia, palavra. Depende de tanta coisa…
- Muitos pretendem que o “Matateu” está… em decadência!... – ousamos aventar.
- Ora, ainda há pouco fui chamado à Selecção… O que é verdade é que não me sinto tão à-vontade a avançado-centro como a interior, mesmo "ponta de lança".
- Porquê?
- Primeiro porque sofro uma vigilância mais apertada, segundo porque o avançado-centro em geral recebe a bola de costas, quer dizer, eu a interior era mais bem servido para rematar. Todavia, no último campeonato ainda fui quase o melhor marcador…
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"MATATEU" PENSA EM ESTABELECER-SE COM UMA CERVEJARIA
"Matateu" disse-nos então:
- No entanto, é certo que já vou pensando nos tempos em que não poderei mais marcar golos…
- Trata-se de uma festa de homenagem, não?
- Sim! Julgo ter direito a ela.
- Absolutamente! – concordámos.
– E para quando?
- Talvez por toda a época próxima. É um assunto que só a Direcção do Belenenses poderá resolver.
E "Matateu" prosseguiu:
- Há muito que acalento o sonho de me estabelecer com uma cervejaria. Cheguei a vender o meu automóvel com essa ideia. Mas depois resolvi esperar melhor oportunidade, pois gostava de me estabelecer em Belém, e não fora do “meu” bairro, como estive quase a fazê-lo.
Será este o futuro do terrível rematador do Belenenses – "Matateu" cervejeiro?!O grande "goleador" diz-nos ainda:
- Há uma coisa que levarei atravessada, se não puder realizar: é ajudar o Belenenses a ganhar um campeonato nacional.E finaliza:
- É isso que desejo acima de tudo, mais do que ser mais vezes "internacional" ou vencedor da "Bola de Prata"
– ser Campeão Nacional com o Belenenses!
.LEGENDA (anotada):
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1 - Táxi Mercedes 170D - Matateu - (visto de frente para abrir o post)
2- Automóvel Mercedes 170D conf./os Táxis eram na época: cor preta e sem distintivos.
Assim era o automóvel do Atleta «MATATEU» que assim 'cognominou' o carro.
3- Emblema do Clube Futebol "Os Belenenses"- Estádio das Salésias - 1º Campo relvado de Portugal - 29/01/1928 a 09/09/1956 - sito na Rua Alexandre de Sá Pinto, antiga Rua das Casas do Trabalho - Lisboa. Deslocaram-se para o Estádio onde se encontram actualmente.
4- Imagem do Atleta "MATATEU" em campo,... na posse da bola.
5 - Táxi Mercedes 170D - Matateu - (visto de traseira para fechar o post)
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Texto extraído da internet adaptado e revisto pelo autor do blog, tendo como única referência
da fonte a citação no texto de que é uma "Crónica Desportiva" [Nome de Revista de desporto?]. Não sendo apreciador de Futebol, deu-se ao interesse de publicar a matéria pelo conteúdo quase desconhecido do grande público, considerando a antiguidade dos factos e estabelecer a comparação entre o Futebol dos tempos antigos e a actualidade, para além do conteúdo humano da reportagem!
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O 'leitmotiv' era simplesmente explicar que o modelo [170 D] deste Mercedes, primeira escolha dos taxistas da época, é o único que tem a designação de «Matateu»; no prosseguimento das averiguações tropeçou, e ainda bem, nos assuntos que acaba por "dar à estampa" em nome da cultura geral, e aproveitando para homenagear um dos grandes Atletas da actividade desportiva Nacional.
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NOTAS SEGUINTES:
Da Wikipédia a Enciclopédia livre.

Sebastião Lucas da Fonseca (nascido a 26 de Julho de 1927 em Lourenço Marques, agora Maputo, Moçambique – morreu no dia 27 de Janeiro de 2000 no Canadá), conhecido como Matateu foi o primeiro grande jogador português nascido em Moçambique, antes da chegada de Eusébio.
Como Eusébio, Matateu foi um jogador de topo quer para o Belenenses quer para a Selecção Portuguesa de Futebol. Em questões de longevidade ele pode ser considerado o Stanley Matthews português devido a ter jogado até aos 50 anos.
Índice
[esconder]
1 Carreira
1.1 Belenenses
2 Factos
3 Ver também
4 Ligações externas
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[editar] Carreira
Começou a sua carreira em Moçambique, onde jogou em equipas locais como o 1 º de Maio. Foi descoberto por um antigo jogador do Belenenses, e assinou em 1951.
Jogou pelo Belenenses, a terceira maior equipa de Lisboa, depois do Benfica e Sporting, entre 1951/52 e 1963/64, sendo por 2 vezes considerado o melhor jogador a actuar em Portugal.[carece de fontes?]
O seu último jogo por Portugal foi no Euro 1960, nos quartos de final com a Jugoslávia, tinha então 32 anos.
Deixou o Belenenses numa má altura da sua carreira, e assinou pelo Atlético Clube de Portugal, então uma equipa da II Divisão, em Dezembro de 1964. Foi graças a ele que na época seguinte o Atlético voltaria para a I Divisão. Em 1967/68 partiu para Gouveia, e em 1968/69 para o Amora quando já tinha 41 anos.
Com o Amora ele foi Campeão Distrital e ajudou a equipa a chegar a III Divisão. Na época de 1970/71 mudou-se para o Canada onde jogou até 1977/78, quando fez 50 anos.
Continua a ser o melhor jogador a ter representando quer o seu Belenenses quer a Selecção Portuguesa de Futebol. Nunca chegou a jogar com o seu compatriota Eusébio, que só se estreou um ano após o último jogo de Matateu.
Matateu foi talvez o melhor ponta-de-lança (no conceito restrito da função) português de sempre, o que é um orgulho para todos os adeptos do Belenenses.


4 comentários:

Zé Manel disse...

No meu tempo de jovem, e no teu, quando se via umpreto dizia:se: Olha um Matateu!
Como nessa altura praticamente não havia pretos, daí a comparação.

Luisa Moreira disse...

César,

Belenenses, clube dilecto de meu pai, e onde assisti a alguns jogos, Estádio do Restelo, quando o acompanhava. Havia uma relação entre os adeptos, e os jogadores impensável nos dias de hoje, daí que Matateu tenha ido a nossa casa, jantar.

(...) tão carinhoso, ver como eles "vestiam a camisola" do clube que representavam, e como ele era de uma humildade considerável.

Quanto ao "Mercedes" lembro-me do modelo, mas não recordo que o chamassem de Matateu.


Abraços
Luisa

Anónimo disse...

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