[ Vox populi vox Dei ]

2009-09-22

« O BANCO,... ou a VIDA ! ...»



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A anarquia instalada na Banca, proporcionaria falar sobre uma interessante peça literária denominada "O Banqueiro Anarquista", mas não é o propósito desta madrugada de escrita, desinquietarmos as 'musas', por via dos profanos problemas do vil metal.
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A crise económica e financeira tem suscitado nos Estados Unidos da América (bem como na U.E.)
um certo número de perguntas sobre as relações entre Bancos e seus clientes, com respostas nem sempre convenientes para os interesses dos Bancos.
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Começando pelas relações entre os Bancos e as pessoas,... aqueles emprestaram às famílias quantias que estas muito dificilmente podiam reembolsar. Umas vezes sem garantia - caso dos financiamentos através do cartão de crédito, outras com garantia insuficiente - créditos hipotecários sobre casas sobreavaliadas.
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Em qualquer caso, os Bancos só se preocuparam com os juros que iam receber no curto prazo, para aumentar os seus lucros [agiotagem legal] e as remunerações dos seus administradores, e não com um reembolso mais do que duvidoso.
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Numa sociedade loucamente consumista como é a americana, os Bancos induziram as famílias a consumos que estas, de outro modo, não fariam não as ajudando a medir o risco e desprezando o seu. Tem sido entendido que, nestes casos, os Bancos devem assumir pelo menos parte do não cumprimento.
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Depois, Bancos houve que induziram aforristas, famílias e empresas, a investir em produtos financeiros que se revelaram desastrosos com graves prejuízos para o investidor.
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Por vezes os Bancos aconselharam os seus clientes com diligência, outros porém, comportaram-se com ligeireza dando maus conselhos; no primeiro caso o risco corre pelo investidor e no segundo a responsabilidade pelas perdas é deles, e tem vindo a ser assumida nestes termos.
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Em Portugal a questão tem dado que falar.
A falência do mais pequeno Banco nacional não seria um risco para o sistema financeiro.
Disse-o o próprio Ministro da Finanças e os restantes Bancos privados concordaram ao recusar-se a avançar para salvar o BPP, avançam, agora, com a garantia do Estado que impõe um novo sistema económico: o Capitalismo sem risco!
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O Banco Privado tem dois balcões e três mil clientes. Representa 0.2% do Sistema Bancário. Faz apenas uma coisa: pega no dinheiro das pessoas que não sabem o que lhe fazer e joga-o no Capitalismo de Casino.
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Estes abonados cidadãos preferiram o risco do jogo, ao risco da Produção. Estão no seu direito.
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Não poderão é obrigar o cidadão Contribuinte a servir de Fiador das suas Fortunas.
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Saíu o Euromilhões? ... e preferem-se loucuras?... o descendente gosta de automóveis em vez de estádios de " foot-ball "?... não vá pelo alcatrão,... conforme anúncios da televisão! Seja inovador e,... "faça" um Banco!... e brinque aos irmãos Dalton!... ou, aos irmãos Metralha e, depois,... oh 'emoção':
'assalte-se' a si mesmo!
Deixando o Estado
e a Nação,
(...) em PAZ!
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[Baseado em texto de: «Infoquadros - S.T.E. nº. 09/09»]

3 comentários:

Zé Manel disse...

Caramba, fui tantas vezes aos Estados Unidos, a tantas cidades, a tanto lugar no campo e NUNCA vi uma árvore dessas...

César Ramos disse...

Pois não!
Antecipei-me e trouxe-a para Portugal!
É a conhecida árvore das patacas 'travestida' de dólares!
É Nacional
é nossa...
Voilá!

DsR disse...

pois,
a nacionalização desse banco foi o pronuncio de um retorno do corporativismo mascarado em nome do bem estar.
desenganem-se aqueles que pensam que só os comunistas estão a favor da privatização de empresas estratégicas ao país.