[ Vox populi vox Dei ]

2009-07-26

A PARTISAN = Leonard Cohen Lyrics




[Nome da pintura mural: « ...LIVE BY THE GUN DIE BY THE ???»]

Uma vez mais se observa Arte Plástica que de 'plástico' nada tem; pelo contrário, a musa inspiradora carregou bem no tema cheio de 'ferro' ou 'aço', dureza quanto baste nas mãos do executante desta expressão mensageira de revolta tumultuosa no escarrapachado aviso à navegação de que alguém, ou intérprete muito plural, manifesta um grito pintado e panfletário de quem estará disposto a tudo, para além da Arte, e que muito bem pode ser do tipo guerrilha, pois Guerra não será uma vez que esta é propriedade dos Ilustres Mandantes e Comandantes dos Estados legitimados da Civilização com Exércitos Regulares, enquanto "a partisan" está antecipadamente condenado por desobediência qualificada, e desqualificado e 'fichado' de cangaceiro, maltrapilho, e marginal.

Trazia Leonard Cohen no leitor do carro a cantar exactamente a parte que diz "I was cautioned to surrender...this I could not do... I took my GUN and vanished..."!

O 'graffiti' ali na minha frente a ilustrar a Voz da denúncia que é todo o Poema dedicado à exaltação da Resistência, despoletou-me alguma 'ligação factual'; saltei do carro, e fotografei com telemóvel a ilustração aqui exposta.

Momentos depois, ao entrar de novo no carro, já Cohen [que "nunca" se cala] ia assim " I have retaken my weapon... I have changed names a hundred times... I have lost wife and children... but I have so many friends ... " - o resto do "enredo poético" vem a seguir publicado nest post, porque achei que devo isto ao Leonard pela 'coincidência'!... e sou demasiado terra a terra para 'aturar' coincidências!... tinha de obedecer à 'oportunidade', pois há que abominar sempre a Guerra, mesmo as guerras destes dias, cheias de 'mensagens' e de 'paz'(...)


« A Partisan »

When they poured across the border
I was cautioned to surrender,
This I could not do
I took my gun and vanished.

I have changed my name so often,
I've lost my wife and children
But I have many friends,
And some of them are with me.

An old woman gave us shelter,
Kept us hidden in the garret,
Then the soldiers came;
She died without a whisper.

There were three of us this morning
I'm the only one this evening
But I must go on;
The frontiers are my prison.

Oh, the wind, the wind is blowing,
Through the graves the wind is blowing,
Freedom soon will come;
Then we'll come from the shadows.

Les allemands étaient chez moi,
Ils me dirent, signe toi,
Mais je n'ai pas peur;
J'ai repris mon arme.
J'ai changé cent fois de nom,
Jái perdu femme et enfants
Mais j'ai tant d'amis;
J'ai la France entière,
Un vieil homme dans un grenier
Pour la nuit nous a caché,
Les allemands l'ont pris;
Il est mort sans surprise.

[ the germans were at my home
They said, sign yourself,
But I am not afraid
I have retaken my weapon.
I have changed names a hundred times
I have lost wife and children
But I have so many friends
I have all of France
An old man, in a attic
Hid us for the night
The germans captured him
He died without surprise.]

Oh, the wind, the wind is blowing,
Through the graves the wind is blowing,
Freedom soon will come;
Then we'll come from the shadows.

Pouco tenho a acrescentar; não preciso explicar a ninguém que no Youtube apanham a música de imediato, sem dificuldade...

A audição é excepcionaal na mistura de inglês e [coros] francês... e de 'outras pronúncias'... que dispensam tradução!... este poema não precisa de tradutores!... está impregnado da linguagem universal da solidariedade, que
toda a gente entende e, mais ainda, nos momentos das maiores dificuldades... dos 'teatros' que constantemente têm em 'exibição' nos 'palcos' do Planeta: GUERRAS!...onde pontua o poema, ansiedade, terror, e também a coragem.

Há que lembrar a natureza judia de Leonard COHEN, compreender e condenar para todo o sempre as atrocidades que foram infligidas ao seu povo.

O que se passou então, 'salpicou' a Terra inteira!... muitos de 'lama', e a grande maioria... de sangue.

Os espinhos cravados no 'irmão', foram punhaladas no seu coração que ainda sangra e jamais fechará as feridas...
como não deixará de as cantar
eternamente(...)

1 comentário:

César Ramos disse...

Pois (...)

Aqui, insinua-se e 'acusa-se' a monstruosidade nazi e o genocídio com assinatura,... e ninguém 'diz' nada!...

Até há quem ache que os judeus arranjaram um bode expiatório para se vingarem do que lhes fizeram, e que, talvez até Jesus Cristo tenha sido um Agente da Mossad...