[ Vox populi vox Dei ]

2009-07-12

If... by [Joseph] Rudyard Kipling, I:. Maçon




If... - é um notável poema de Joseph RUDYARD KIPLIN escrito em 1895. Em conformidade com a sua autobiografia [1937], o poema foi inspirado pela acção do Dr. Leander Starr Jameson que, em 1895 liderou de forma fulminante um 'raid' das Forças Britânicas contra os Boers na África do Sul, feito que ficou para a História como "Jameson Raid".

Jameson era médico e agente político inglês (1853-1917). Tornou-se um dos mais activos colaboradores de Cecil Rodes, o Napoleão do Cabo. Era explorador de minas de diamantes e de acordo com o Chefe, C.Rodes,invadiu o Transval. Pertenceu ao número dos que anexaram as repúblicas sul-africanas.

Temos portanto, Kipling, súbdito inglês, empolgante entusiasta da acção colonizadora daqueles imensos territórios que, após muita luta, acabou afinal com a vitória dos Boers.

O empolgante "Raid" que abriu o espírito e a inspiração de Kipling ao ponto de escrever o sublime poema que é «IF...» [SE...], acabou num enorme fiasco militar que a imprensa britânica durante largo tempo escamoteou da opinião pública.

Tinha a particularidade de ser místico; de forma 'anónima' tornou-se um iniciado numa sociedade 'secreta' de expressão de pensamento, conhecida por pedreiros livres, mais bem referenciada, por Maçonaria.

Tratando-se de um ser pensante e espírito bem trabalhado com o dom da literatura,
digamos que, no "IF", projectou na prática, uma declaração universal do "modus faciendi" para um indivíduo se reconhecer na essência do «Homem».

Foi galardoado com O PRÉMIO NOBEL no ano de 1907.

Passo a transcrever o Poema em Inglês, porquanto tem diversas 'nuances' de tradução aplicada noutras línguas, incluíndo a nossa.

Quando publicar em português, vai sair "ipsis verbis" a forma considerada 'menos profana' e mais adaptada à 'sintonia' Maçon.

If ...

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too:
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;

If you can dream - and not make dreams your master,
If you can think - and not make thoughts your aim,
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two imposters just the same:
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools;

If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breathe a word about your loss:
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!"

If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with Kings - nor lose the common touch,
If all men count with you, but none too much:
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Eartrh and everything that's in it,
And - which is more - you'll be a Man, my son!


[The author died in 1936, so this work is also in the public domain in countries where the copyright term is the author´s life plus 70 years or less]


Tradução 'personalizada' em Português:


SE ...

Se podes manter a calma, mesmo quando à tua volta
A perdem todos, sem pejo de te inculpar;
Se podes crer em ti, e quando sem revolta
Até os teus amigos vês de ti duvidar;
Se podes esperar, sem que a ti chegue a fadiga,
Ou se todos te mentirem, sequer p'ra eles olhar;
Se és odiado, sem que à gente inimiga
Tu vituperes, sempre digno no viver e no falar;

Se podes sonhar, sem que o Sonho um escravo faça,
Pensar, e o pensar não é teu dono;
Se enfrentas do mesmo modo o Triunfo e a Desgraça
E descobres que ambos são - que impostores
-um mesmo Mono!
Se podes tolerar ouvir aquilo que disseste
Deturpado por patifes, p'ra contar lérias a tolos,
Ou vês destruir aquilo que com amor fizeste
E te esforças e o constróis, já alquebrado, de novo;

Se podes amontoar tudo aquilo que ganhares
E num jogo, dum só golpe, por vontade, o arriscares;
Se perdes e recomeças, desde o princípio, sem ter
Uma queixa, um lamento, uma palavra a dizer;
Se exiges do teu corpo, todo ele nervo e tendão,
Mais que o humano, se o pedes ao já gasto coração;
Quando o teu Querer pede tanto que já nem a alma sente
E é ainda esse Querer que lhe diz sempre: "P'rá frente!"

Se falas com multidões sem perder tuas virtudes,
Ou, convivendo com Reis, não és p'lo orgulho abrasado,
Se ferido por inimigos, de os ferir não és capaz,
Se encontra amparo contigo quem esteja necessitado;
Se por ti o minuto que passa, implacável e fugaz,
É cheio com obra tal que um só dos seus segundos
Valha meses, valha anos, que nem os idos consomem,
A tudo tens direito, e são teus todos os Mundos
E, meu filho, o que é mais - serás um Homem!


[In: Boletim'O Aprendiz', Ano 2 -nº7-S.Verão 5999
Trad.A.R.,M:.M:.-R:.L:.Mestre Affonso Domingues]

Um escrutínio organizado pela BBC em 1995, resultou na votação do "SE..." [If],
como o Poema preferido do povo britânico.

Penso que, muito antes daquela data, já era
'propriedade' Mundial(...)

2 comentários:

Venerável Mestre disse...

...e que assim seja para todo o sempre!...

Os "Guardas do Templo" estarão atentos às manipulações humanas e profanas, para que nunca acabe a separação do trigo e do joio, entre os homens...

Paz Profunda:.

Anónimo disse...

Pelos vistos o polvo está atento ao mais pequeno pormenor