[ Vox populi vox Dei ]

2009-06-21

HABEMUS FUMUS




Não queria mudar a 'agulha', mas também não queria sair da Estação sem provarem o "farnel" que o 'Alfobre' tem para oferecer:

- Ouvi [faz muitos anos], um Extraordinário Advogado [Dr.Eduardo Figueiredo] 'gritar' alto para o Colectivo de Juízes do Tribunal da Boa Hora [em má hora, sempre!...] que, quando a POLÍTICA entrava nos Tribunais... a JUSTIÇA, saía pelas Janelas!

[À VERDADE e à MENTIRA acontece, também, a mesmíssima coisa!]

Já toda a gente ouviu, leu e... depois da 'declamação' em voz alta, acharam conforme, ratificaram, e subscreveram... a "absolvição" do "crime de lesa-pátria" que, significa manter o projecto do (chamado) «TGV» na Prancheta e, nas 'prateleiras'!...

"Noblesse oblige"! e a 'falta dela' também!... por isso, há que viver com tal, com o que for, e com o que não houver(...)

Outrora, os Museus eram para conservar antiguidades! Actualmente, são chamadas 'à linha' as Locomotivas veteranas que lá estavam no descanso, reconduzidas a título turístico, ou de garantia de transporte,... neste caso, lá para as bandas do Tua.

As «Novidades» [TGV's], tomarão o lugar das velharias, 'Projectos de Museu', nas prateleiras das 'antiguidades'!...

Toda a gente "vê"... que estamos a fazer 'DEMAGOGIA',...como já fomos "agraciados" em comentários, com assinatura e... tudo!... [O 'tudo', está lá... bem escarrapachado!]

Como não saímos disto, da fatalidade de sermos um País rico [só] em História, mas Pobre [em quase tudo], para enriquecer um pouco o ambiente de todas estas coisas, oferecemos, da autoria de Guerra Junqueiro, e a propósito de Caminhos de Ferro, o seguinte "apropriado" Poema:

« A BENÇÃO DA LOCOMOTIVA »


A obra está completa. A máquina flameja,
Desenrolando o fumo em ondas pelo ar
Mas, antes de partir mandem chamar a Igreja,
Que é preciso que um bispo a venha baptizar.

Como ela é concerteza o fruto de Caím,
A filha da razão, da independência humana,
Botem-lhe na fornalha uns trechos em latim,
E convertam-na à fé Católica Romana.

Devem nela existirem diabólicos pecados,
Porque é feita de cobre e ferro; e estes metais
Saem da natureza, ímpios, excomungados,
Como saímos nós dos ventres maternais!

Vamos, esconjurai-lhes o demo que ela encerra,
Extraí a heresia ao aço lampejante!
Ela acaba de vir das forjas d'Inglaterra,
E há-de ser concerteza um pouco protestante.

Para que o monstro corra em férvido galope,
Como em sonho febril, num doido turbilhão,
Além do maquinista é necessário o hissope,(1)
E muita teologia... além de algum carvão.

Atirem-lhe uma hóstia à boca fumarenta,
Preguem-lhe alguns semões, ensinem-lhe a rezar,
E lancem na caldeira um jorro d'água benta,
Que com água do céu talvez não possa andar.


(1) - peça metálica furada para aspersões
de água benta.

Temos duas Locomotivas na ilustração do texto! O Poema em nada condena cada uma delas, contemporâneas do «Vate»... mas, também, os poetas nunca estiveram contra o Progresso... embora uma fume,... e a outra não!...

Hoje em dia, neste nosso Portugal 'culto' e 'intragável', cada cidadão quando não sabe, «explica»!... e a explicação está à vista!... remenda-se o hoje... orçamenta-se o amanhã... constroem-se obras na semana dos nove dias para os «agnósticos» e, projecta-se o mesmo para o dia de São Nunca à Tarde para os «religiosos»!(...)

É uma forma de Liberdade!...a de fazer muito fumo
mas, com muita
SERENIDADE!

2 comentários:

Uhú, uhú! disse...

Bolas, queria escrever, mas a janela sa carruagem estava entreaberta e entrou-me uma faúlha para o olho direito... (ía do lado direito da carruagem!)
Fui ao hospital e , na "urgência" com 8 horas de espera, o médico foi buscar uns fios ligados a uma bateria.
Perguntei-lhe o que era aquilo, e ele explicou-me que nos comboios de tracção eléctrica, são kilowatts que podem entrar para os olhos e não faúlhas, e os fios eram para decsrregar a "electricidade" que tinha ficado aprisionada no olho!
Depois do tratamento, finalmente consegui escrever esta bosta, perdão, posta!

Pica-bilhetes disse...

Os laranjas apodreceram e depois acusam-se de loiros entre si como se não fossem um bando de gente oxigenada sem rei nem roque!
Depois aparecem com estradas rosas e ouvem escusadamente!
O choramingas, já anda em bicos de pés para ver se não perde o TGV